História BY - Pyles tou Chrónous - Capítulo 22


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Personagens Personagens Originais
Tags Bardos De Yggdrasil, Fantasia, Histórias Do Velho Da Taberna, Interativa, Medieval, Rpg
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Palavras 2.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O Inverno (e o Natal) chegaram! ;)

Capítulo 22 - Ponto de Ignição


Fanfic / Fanfiction BY - Pyles tou Chrónous - Capítulo 22 - Ponto de Ignição

—Velho! O senhor está? —perguntava Mercedez, batendo na porta da Taberna.

—Oh, espere menina! —o ancião abriu. —Sabe que raramente não estou, apenas ainda tenho minha coluna e meu orgulho feridos pelo Arkifrit…

—Não faça piadas com estas coisas… —os dois seguiam entre as mesas vazias. —Onde estão todos?

—Precisei enviar cada um dos agentes, pelo mesmo óbvio motivo de estares aqui…

—Exato! —a morena se sentou num dos bancos em frente ao balcão enquanto Velho procurava dois copos. Como raramente fazia, retirou o chapéu cuja aba sempre ocultava o seu rosto.

—Eles estão melhores que da última vez que os vi…

—Eles?

—Seus olhos menina. Esse tom fica muito bom em você!

—Gracias…

—Só a verdade… —Um licor era servido. —Agora, vamos aos fatos. O que sabes?

—Aquela necrópole… Aquilo não pertence à Nova…

—Exato. Embora atualmente esteja na memória de todos que sempre houve uma cidade amaldiçoada naquela região, ela nunca existiu, não na linha do tempo original…

—Foi Rolói, correto? Mas, por que?

—O lich que a protege é dono de um artefato que ele mesmo desconhece o real poder. Rolói alterou a linha do tempo, num passado, para que a sacerdotisa que o deteve fosse assassinada, permitindo assim que a necrópole se formasse e existisse até então, mesmo que selada.

—Perfeito… Isso significa que o assassinato de Almira e os demais foi por conta de que eles teriam sucesso em recuperar o artefato?

—Não exatamente… —comentou o homem, sombriamente.

—Por Dios! Diga-se então, por favor, tudo o que sabes de uma vez, Velho!

—Direi tudo o que POSSO dizer, minha criança…

“Almira e sua Feliz Comitiva do Bardo conseguiram deter o Lich. Foi excepcional para um grupo tão complicado. Lá estavam os zumbis e mortos-vivos sendo partidos ao meio envoltos por grandes massas de sombra, sendo queimados, tendo suas cabeças perfuradas ou arrebentadas… Tudo enquanto seus ataques nada podiam contra ágeis esquivas, barreiras de trevas e de pedras, contra a aterrorizante revoada de urubus-fazendeiros manipulada pela alienígena e aquele rato astuto.

Um deles, a princesa tenebrae, foi até atacada por um dos vermes, mas, ela mesmo arrancou o bicho do próprio bucho e....”

—Velho…

—Oh, desculpe. Me empolguei… Aham… Valira e Luch foram a peça chave da missão, ela conduzindo o grupo pelas sombras da mansão e mantendo a fênix protegida enquanto o Senhor Sirius mantinha o Lich ocupado, ele por descobrir que o retrato era o escapulário que o próprio Conde trazia no pescoço. Um golpe certeiro da elfa e não havia nada além de cinzas…

—... Meu raciocínio me leva à crer que nessa hora Rolói atacou… Mas…

—Sim, o motivo pelo qual você me procurou. Não foi o Mestre do Tempo, foram os Adeptos!

—No… Por favor....

—Queria eu ter o poder de fazer não ser, menina. Mas, sim, foram eles, atacaram assim que o grupo fugiu de Santo. Tronco Vazio, seus duendes do nada e duas dúzias de asseclas. Almira foi o último a ficar de pé, não pela força, mas, porque assim quiseram. O bardo viu todos morrerem, brutalmente, enquanto implorava para que o matassem, somente a ele, e levassem o artefato. Uma horda de “los voadores” e não havia sequer um sinal mental de meu pupilo que eu pudesse captar…

O Velho da Taberna estava visivelmente nervoso.

—Recebemos o contato das Horas para agir, mas nunca pensei que fosse tão terrível. Por nos mandaram agir um mês antes, então…

—Sim. Temeram que nem vocês fossem capazes caso topassem com o exército completo. Atualmente Tronco Vazio voltou à ser nada mais que uma simples lembrança esquecida sob o poder do Rei Azevinho, e com a sua outra face cuidando de “los voadores”, aqueles asseclas não tinham chance. O problema, é que criamos outra linha de tempo alternativa…

—Almira desfaz a comitiva, a necrópole continua existindo, meu grupo está indo para lá…

—Precisa encontrá-los. Rolói sabe captar até as mudanças mais tênues na realidade. Ele sabe que algo foi modificado, e mais de uma vez, certamente tem algo em mente…

 

***

 

—Almira? —exclamou Kim. Todos esfregavam as mãos nas quais a marca do encantamento desaparecera.

—Achei que podia criar um grupo poderoso, mesmo à força, e ser um bom líder, fazer ao menos uma coisa boa em muito tempo. Andem, vão embora, eu me enganei…

—Não vamos simplesmente sair!

—Almira… O que pretende fazer? —questionou Ayla.

—Seguir com meu plano. Como os mais inteligentes de vocês já deduziram, sou um prisioneiro do Inferno. Estou sob custódia de um Velho servo dos deuses dos deuses, essa aqui era minha última oportunidade de me livrar da prisão e cumprir o resto de meu karma no Purgatório de Hela. Eu não vou desistir…

—Não precisa ir sozinho… —afirmou Kim. Sirius cruzou os braços, como se simplesmente fosse aceitar a escolha que a piromante fizesse.

—Não mesmo! —confirmou Joulie. —Temos que ajudar o meu povo no caminho e…

—Por favor, apenas vão embora! —exclamou o bardo. —Já lhes causei mal demais. Além disso, para entrar na cidade dos mortos vou precisar do antídoto que só o maldito do Plague possui…

—Aquele homem, disse que nos salvou, que estávamos mortos… —comentou Iandara. —Esses viajantes do tempo devem mesmo ser uma equipe impressionante!

—Sabem… —iniciou Luch.  —Esse tal doutor contou duas mentiras. A primeira é que o grupo dele é melhor que o nosso... Ele nos subestimou... Me senti ofendido e desafiado! Vocês não?

—Houveram acenos de cabeça afirmativos, tímidos e desafiados.

—Olha senhor Luch, eu agradeço, mas...

—A segunda mentira… —o ladino interrompeu o músico. —É a de que ele é o único que contém o antídoto, hehe!

Com os olhos iluminados, o noun estendeu as mãos ossudas e encardidas com as quais segurava um grande tubo de ensaio tampado por uma rolha. Um líquido violeta, translúcido e viscoso balançava dentro dele. —Nham… Parece geléia de amora!

—Meu Deus… —exclamou Ayla, boquiaberta e sorridente, em meio aos olhos arregalados e semblantes de espanto.

—COMO PEGOU ISSO RATO!? —exclamou Almira, se aproximando, quase se atirando sobre o frasco, o observando perplexo e maravilhado. —Sabia que havia escolhido o noun certo para esse time…

—Então, somos um time novamente? —Questionou Valira, num tom confuso que parecia irônico.

—Vocês têm o antídoto, eu conheço a missão. Estou disposto, mas quero que façam o que quiser, como eu disse, já causei mal de…

—Não é doce? —somente agora Osanj falou desde que tudo ocorreu. Sua voz estava estranha, mais suave e tranquila. Ao fitá-lo, Almira sacou uma faca.

O tenebrae o encarava, cabeça caída de lado, desconjuntado como um de seus bonecos. Olhos vazios e sem vida, semblante inexpressivo. Deu alguns passos de forma mecânica, e antes que alguém pudesse perguntar algo, Iandara apontou para as gigantescas mãos fantasmagóricas, de dedos longos e unhas negras, cumpridas, que flutuavam sobre todos, fios prateados descendo, presos à nuca e os pulsos do guerreiro.

—Como você!?...

—Majestade!! —a amazona interrompeu o bardo, se abaixando em uma reverência. —Eu, Princesa Vanília Tenebrae, o saúdo em nome da Trindade, Rei e Altíssimo Supremo Sacerdote Magister Puppeta!

—Eu, Rei e Altíssimo Supremo Sacerdote Magister Puppeta à saúdo em nome da Trindade, Vanília Tenebrae, Princesa de Suxbissom! —respondeu Osanj, realizando uma descoordenada reverência, como se fosse uma marionete. Seus bonecos estavam caídos ao fundo, imóveis.

O sangue nas veias de Luch fervia, Ayla, Valira e Iandara estavam em posição de guarda, Kim parecia confusa, colocada por Sirius atrás de sua imponente figura.

—Majestade, eu…

—Não é preciso nada explicar, Princesa. Sua mãe esteve comigo, tudo foi esclarecido. Este homem têm feito à você e meu soldado de reféns, em nome dos inimigos de nossos deuses…

—Alguém me explica alguma coisa? —pediu KImberly.

—Aquele ali é o primeiro em comando e poder dentre os Nove Reis… —falou Luch, ódio e medo mesclados em sua voz. —O Mestre das Marionetes…

 

***

 

POW!

Um demônio tombava com um tiro certeiro no meio da testa.

—Mais alguém vai incomodar o treinamento psicopata que estou tentando dar ao meu pupilo? —exclamou Quinzel. Hector o encarava, confuso, Ingrid havia se reservado à um canto, semblante suicida.

—Por favor, General Quinzel! —pediu outro dos três demônios que haviam surgido. —Nã-não precisa fazer isso, nós só…

POW!

—PIEDADE!! Viemos aqui nos entregar. Não precisa…

POW!

—Desculpe, anjinho decaído. Entendi bem, mas é que às vezes só faço as coisas pelo simples prazer… Oh! Por Morrigan!!

—O que foi!? —questionou Hector.

—Espero que seus amiguinhos curtam Metallica…

—QUINZEL! —gritou Ingrid. —O que a Imperatriz já falou sobre revelar costumes de outros tempos e mundos?

—Bah… —o espectro deu com os ombros. —O passado foi modificado, Hector-boy…

—Continuo sem entender…

—Okay… Resumindo: O tempo no mundo dos mortos passa de forma diferente. Estamos no futuro, comparados à Nova.

—Impossível. Não fiquei nem três dias naquela cela…

—Passou cerca de trinta anos…

—O que!??

—Ora ora… Acha que ficou assim, “meio bonzinho”, de uma hora pra outra? Eu falei… As ilusões e pesadelos das fúrias mexem com a nossa cabeça… —Quinzel arregalou os olhos, girando o dedo indicador encostado em sua fonte. —Sei bem disso… —encerrou, sombriamente.

—Humm… O que houve? E como sabe?

—Tenho semi-onividência… E bem, seus amigos haviam vencido. Tomaram o artefato do Lich chupador de…

—Quinzel… —Ingrid rangeu os dentes.

—Tá bem! Tá bem senhorita puritana! Vou contar a versão 4Kids do episódio…

“A Alegre Comitiva do Bardo derrotou o Conde na cidade de mortos, Hector-boy. Pegaram o artefato, que permitiria à quem conhecesse seus segredos não apenas viajar no tempo como também acessar suas infinitas linhas alternativas, destruíram ele e pronto. Rolói estava fracassado. Foi capturado por Mercedez Sanchez Van Lion, líder dos Novos Mestres do Tempo, dias depois. Só que, alguém mexeu na linha do tempo.
Seus amiguinhos haviam morrido, Rolói reinava, e… MEXERAM NA LINHA DO TEMPO DE NOVO!! Essa gente é pior que Barry Allen!
Os Novos salvaram seus amigos, “resetaram” tudo, mas o efeito borboleta foi impossível de evitar. Neste momento, o feitiço do esquecido lançado por Almira foi anulado…”

 

***

 

—E agora, todos aqueles que os conheciam se lembram de vocês novamente. Incluindo eu! —Osanj, ou Magister, digladiavam com o bardo no meio de um palco perturbador.

Tendo suas nucas e pulsos presos nas cordas que saíam das mãos espectrais, a Comitiva era forçada a lutar contra si mesmos. Valira tentou os livrar, abrigando-os em sua sombra, mas, pega antes de finalizar a sua ação, agora com as mesmas tentava contra sua vontade esmagar o pobre Luch, que sobre a caçadora, tinha um punhal iluminado à centímetros de seu coração.

—A-almira! Faça isso parar!! —berrava Kimberly, única além de Joulie que por algum motivo não foi vítima da manipulação do rei tenebrae, ajoelhada, trêmula, sentindo algo selvagem e terrível se debater em seu interior, seu corpo aquecendo, seus olhos faiscando…

—Temos que parar antes que ela se transforme! —gritou Sirius, que em forma híbrida, tentava à todo custo evitar que suas garras decapitassem a cabeça de Iandara, que assim como Ayla, o atacavam com vigor.

—Tenebrae desgraçado… Largue-os! É a mim que você quer!

—Brincou com o poder do Império, zombou da soberania de meus deuses, antes de morrer verá cada um deles se transformar num festival de sangue, ossos e tripas, verme herege!! —berrou Magister, e então novas cordas, finas como as de um violão,  agora se enroscavam nos membros de seus aliados, começando à apertá-los.

—Droga! —exclamou Kim, tentando arrebentar as que envolviam Sirius, no meio do combate. Eram tão afiadas e resistentes que tudo o que a piromante conseguia era ferir os próprios dedos.

—Fique longe de mim, Cassidy!! —gritou o guardião, evitando com muito custo que um de seus golpes atingisse a paladina.

—Joulie! Precisa nos ajudar!! —a elfa quase chorava, forçando-se tanto à se manter imóvel que tanto as cordas que se enroscavam em seus braços, pernas e pescoço, quanto aquelas que as manipulava, começavam à causar profundos cortes em seu corpo.

—Como é, Herege!? —questionou Magister, evitando com facilidade os golpes do bardo. Seus feitiços inúteis contra o rei, suas feridas novamente abertas, novos cortes causados pela espada de Hector que Osanj empunhava. —Como é ver todos morrerem, herege!?

“Como é ver todos morrerem, Herege?”

Almira tombou. Se contorcia como se em convulsão, em seus olhos a imagem fixa de Santo fazendo rolar a cabeça de uma pequena garota.

—ALMIRA!!! —berrou Kim, se virando, seu corpo entrando em combustão…

VUUUUUUSH!!!!

Uma poderosa rajada de vento invadiu a caverna. Magister cobriu os olhos de Osanj enquanto a fênix caía de joelhos, todos pareciam paralisados. As poderosas cordas congelavam e se partiam, o bardo parecia recobrar os sentidos. Apesar de tudo, aquela rajada sobrenatural não transmitia frio aos seus corpos, transmitia conforto, uma até perturbadora sensação de alegria…

—VOCÊ!! —gritou Magister.

Um enorme homem estava parado na entrada da caverna, e a forma com recuperava o fôlego sugeria que fora ele que fez tudo aquilo com um único sopro.

Ossos largos, barriga saliente, pele azulada. Cabelos e barba compridos, alvos e cacheados. Olhos azuis por trás do par de óculos. Vestia uma longa túnica verde de veludo e botas grandes de caçador, sobretudo que parecia a pele de um urso polar virada do avesso, de forma que sua aparência era a de carne vermelha e ainda fresca, com tufos de pêlos brancos nas bordas. Gorro verde, saco de pele nas costas.... Um rosto redondo, vermelho e bochechudo que apesar de toda a meiguice de um bom velhinho, destacava um semblante cruel, frio e terrivelmente poderoso.

—Ho ho ho… Tem sido um mau menino, Ju…

—MEU NOME... É MAGISTER PUPPETA! —berrou o rei. —O que um dito divino faz aqui? Vocês e meus deuses têm um acordo! Não podem interferir nas escolhas da humanidade!

—O acordo não inclui mudanças radicais nas linhas temporais… —afirmou o homem.

—Que-quem…? —questionou Joulie, correndo para detrás do corpo de Osanj.

—Kriss Kringle, Deus da Morte, Senhor do Inverno, Rei da Neve, Pai Sangrento, Papai Sem-Luz, Lorde das Trevas, Rei Azevinho… —Listava Magister com profundo desprezo. —Ou como a maioria chama: Papai Noel…

—Vejo que estudou bastante sobre mim… —a divindade materializava uma imensa claymore feita de gelo maciço em suas mãos. —Almira, pegue este saco e saia com seus amigos daqui. Doug está lá fora e lhe dará instruções, vão!!


Notas Finais


Galerinha... Como sempre... O que irão fazer?

Menino Gui, apesar de ser um boneco no momento, são os seus movimentos e habilidades que Magister está usando. Então... Como pretende atacar o Papai Noel? Três ataques e três defesas que imagina no momento. O resto vem depois das rolagens iniciais!


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