História By Chance - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Larry Bloom, Lesbians, Oitnb, Piper Chapman, Vauseman
Exibições 169
Palavras 2.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


hey girls, capítulo um pouco grandinho, desculpem os erros, não deu tempo de corrigir.
boa leitura💙e mais uma vez obrigada!

Capítulo 13 - Meu anjo.


Chelsea, NY.

Pov Piper

– Esse está bom?

– Sim, foi o meu preferido.

– Não minta.

– Piper, você está linda, nem precisa disso tudo, vamos, estamos atrasadas. – disse Lorna, eu enchia a mulher de perguntas, nós estávamos no meu quarto, se arrumando para o tal jantar, ela convidada de Nick, e eu de Alex.

– Piper...– minha mãe entrou, sem bater, como de costume – querida, como você está linda.

– Obrigada, Carolzita! – dei um beijo em sua bochecha.

– Não, sem beijos, saia. – rimos da amargura daquela pequena mulher chata. – Tem alguém lá fora esperando por você. – me disse, fazendo cara de discórdia.

– O quê?! Quem?

– Alex! – disse, saindo do quarto. – Cuide, ela está plantada.

– Como assim? – perguntei à Lorna.

– Vá com ela, eu vou em meu carro.

– Não, nós iríamos juntas.

– Vá com ela, eu não quero você em meu carro.

– Olha… Até você agora, dando uma de cupido?

– Vá logo… Não estrague o trato que fiz com Nick!

– Vou matar as duas. – era tarde demais, Lorna já saia do meu quarto me dando língua. Será que eu não podia fazer minhas próprias escolhas?! Ora veja.

Minutos depois estava no carro com Alex, a dei boa noite, e fiquei em silêncio, não queria conversar naquele momento. A morena tirava a paz que eu já não tinha, ela estava linda, com um vestido verde escuro rendado praticamente colado em seu corpo, valorizando aquele lindo traseiro. Os joelhos estavam rosinhas, meu Deus, como aquela mulher era branca. Comecei rir de quando a vi tirando os saltos para dirigir.

– Por quê está rindo?

– Nada, Al.

– Ninguém ri por nada, diga-me.

– Você é maluca, só isso!

– Seja mais específica. – tive a impressão de que a deixava com raiva, pois a sua expressão era séria.

– Não fique brava, morro de medo, você parece uma vampira quando me olha assim…

– Obrigada pela sinceridade, isso é uma das coisas que admiro em uma mulher. – não tive palavras, a olhei por cinco segundos, até ela começar a rir.

– O quê?

– Diga-me você primeiro.

– Bobagem Alex, só estava rindo do modo que você dirige. E da sua branqueza.

– Eu entendo, sou um ser irresistível aos olhos.

– Yeah, você realmente é. – ela sorriu, me deixando mais uma vez encantada, só queria o fim daquela noite, nada mais. – você corria antigamente? – perguntei e a morena me encarou, avançado o sinal vermelho e me lançando um olhar alucinante, como quem diria: vou responder-te de outro modo. A Agera R preta faltou voar pelas ruas de Manhattan, juro que se eu não estivesse com cinto já estaria muito longe dali, eu não gritei, estava impressionada, a cada avançada de marcha que Alex dava, meu coração pulava de nervoso, eu teria um ataque cardíaco, porém os deuses de toda a terra sopraram à meu favor, chegamos ao nosso destino, vivas, roubando olhares curiosos de alguns fotógrafos que se aproximavam do carro.

– Eu vou matar você, isso não vai ficar assim, nunca mais faça isso.

– Odeio regras, você está bem? Vamos lá, está comigo é como estar com Deus! – ela sorriu ironicamente, e eu só queria degolá-la. – Está pronta? Amanhã seu rosto estará estampado em algumas revistas, como; “a nova girlfriend da empresária Alex Vause, é nada mais nada menos que a ex mulher de Larry Blom

– Não ligo, terei alguns minutos de fama na minha vida. – vi a morena discar um número antes de sair do carro.

– Ok, estamos saindo agora, fiquem atentos.

Provavelmente ela ligava pra alguns seguranças de força maior, pois a porta do Jean-Georges ficou rodeada deles, logo se aproximou um homem alto, moreno, de terno e óculos escuro, foi quando Alex desceu do carro e lhe entregou as chaves, assim pude ouvir nitidamente o quanto de jornalistas chamavam seu nome e perguntavam coisas sobre sua pessoa.

– Ah, obrigada. – Alex abriu a minha porta e me ergueu as mãos, segurei firme, e logo fui atacada por fleches, perguntas… Não eram muitos, porém tantas fotos, e vozes me deixavam um pouco zonza. Dei boa noite à eles, e acompanhei a linda morena ao meu lado.

Pov Alex

Ao entrarmos no restaurante, vários olhares curiosos nos rodeavam. O anjo loiro ao meu lado estava roubando olhares, apresentei-a à quase todos os empresários, e surpreendentemente não estava gostando nada daqueles olhos famintos ao seu redor.

– Está bom?

– Uau, tá ótimo, a comida daqui é maravilhosa.

– Olhe disfarçadamente o careca na segunda mesa atrás de você.

– Não irei olhar agora! – comecei a rir do homem pequeno que cochilava embalado em um terno maior que ele. – Alex pare de rir, ele vai perceber.

– Olhe logo.

– Ele faz muito meu estilo. – Piper disse séria, porém não acreditei, e comecei a rir novamente.

– Não faz não, seu estilo é uma morena alta e… – fui interrompida, logo em seguida.

– Tipo aquela ali atrás de você que está me encarando à anos? – virei-me para olhar e não acreditei no que estava olhando, que diabos aquela doida estava fazendo ali?

– Alex? Vause, olhe pra mim. – sai do transe e não consegui esconder meu espanto na frente de Piper. – o que há? Por que ficou assim? – Nick e Lorna surgiram do céu pra me acudirem.

– Olá, não lésbicas.

– Vamos ao salão principal, meninas. – Lorna nos convidou.

– As meninas já chegaram? – perguntei, me levantando e em seguida esperei Piper fazer o mesmo. Seguimos até o salão, um lugar mais amplo e discreto. Ali ficavam as bebidas e alguns jogos disponíveis, vários senhores estavam ali.

– Sim, olhe ali. – Nick apontou-as.

– Hey girls. – nos aproximamos, comprimentamos uma a outra e logo sentamos, ocupando todos os bancos do grande balcão, ali ficavam os garçons e todos os tipos de bebidas variadas. Conversamos, sorrimos, e bebemos, rimos das roupas de algumas pessoas.

– Sim, ela quase me matou.

– Alex não assuste a garota. – Big disse.

– Não assuste a Katy Perry, ela não tá acostumada. – Poussey falou, rimos do jeito de falar dela.

– Vão se ferrar! Pipes, foi maravilhoso, você que não curtiu o momento.

– Ela sempre foi assim, cagona de medo, sempre mandava eu ir primeiro. – Nick se pronunciou, pousando o queixo no ombro de Lorna, não entendia a relação dessas duas.

– Nick, me deixe. – Piper deu dedo à Nick. – Vou ao banheiro, já volto. – ela saiu, roubando olhares curiosos como sempre.

– Que imbecis. – Lorna disse.

– Vause, já sabe quem está na área, não é? – Nick perguntou.

– Sim, sim!

– Então, fique atenta.

Pov Piper

Me olhava no espelho, tentando fechar o zíper do meu vestido, céus, que coisa difícil…

– Precisa de ajuda?

– Oh, claro, por favor…

– Por isso prefiro calças e jaquetas. – a morena de nome não identificado disse sorrindo. – muito prazer, Stella.

– Prazer… Piper. – lhe estendi a mão, e ela se aproximou deixando dois beijos em meu rosto. Logo a encarei. – Muito obrigada, Stella.

– Imagina, faria qualquer coisa. – encarei-a – estou brincando. – começamos a rir, ela entrou em um dos toaletes enquanto eu retocava meu batom. – então, Piper, você e Alex…?

– Não, somos amigas, vim acompanha-la. – neguei, a morena magra e alta se aproximou, lavando as mãos.

– Mais um ponto pra mim, então. Estava quase perdendo as esperanças. – ela sorriu bem próxima de mim, e eu pude perceber o quanto seu sorriso era lindo.

– Desculpe, não entendi.

– Quis dizer que estou querendo uma chance sua, Piper.

– Oh, céus… – fiquei sem jeito, lhe arrancando uma expressão de curiosidade. – como posso dizer, assim, eu… Eu, sou hétero, entende?!

– Mas me daria uma chance se não fosse? – meu Deus, onde ela queria chegar?! Queria gritar pedindo socorro, que ousada, muito mais ousada que…

– Alex?! – Stella disse assim que olhou a figura de Alex atrás de mim, ela se distanciou uns três passos. – Que surpresa vê-la.

– Não fique! – Alex a respondeu friamente, suas pupilas ficaram escuras, e seu rosto num leve tom desafiador. – Só vim saber se estava bem, Chaps.

– Sim, estou! Vocês se conhecem? – elas não responderam, então continuei. – Stella me ajudou, estive em apuros. – sorri, e a morena à minha frente também. Mas Alex! Estava me assustando.

– Por quê não me chamou?

– Relaxa, Vause! Cheguei para a salvar.

– Não perguntei a você!

– Alex, calma, o que houve? – tentei ser paciente, porém minha voz soou alto.

– Isso! Calma linda, não a toquei, ainda. – Stella disse, passando por mim, logo em seguida por Alex, porém ela não escapou.

– Não toque nela, entendeu?! – Só vi Alex voando contra a mulher, e a pressionando na parede. – responda porra.

– Alex, para. – tentei segurá-la, porém não surtiu efeito, a morena que me salvou de um tiro não estava afim de conversinha, ela me empurrou pra longe, só não cai porque segurei na grande pedra de mármore.

– Me solta, sua drogada de merda. – Stella tentou ser mais forte empurrando Alex no chão, mas a minha morena revidou, a trazendo de volta em pé.

– Lave sua boca suja antes de dizer isso… – Alex a soltou, empurrando-a contra a parede. – e não chegue perto dela, se não…

– Se não o quê?! – pedi aos deuses que aquela mulher fosse logo embora dali. – ela não é propriedade sua, vá se foder.

– Foda-se! Piper, vamos embora. – Alex disse, eu confiava nela mais do que em mim mesma.

Fiquei em choque, mas agradeci, pois o que eu mais queria era sair dali. Chegando ao balcão eu pedi um pano com gelo, pois Alex machucou o braço quando caiu. Por ser branca demais, já estava ficando roxo o local.

– Que porra, por quê você não quebrou os dentes dessa puta?

– Nick, por favor! – pedi, mas minha irmã tinha um parafuso a menos.

– Eu sabia que ia dá merda. – Big disse.

– Vamos embora, Al, por favor.– pedi, a morena me olhou calada.

– É melhor, não quero ter que matar Stella logo aqui. – Nick disse. – vão.

– Ok, ligarei para Drey trazer o carro. – Alex me olhou, pegando o celular na pequena bolsa. – você está bem? – confirmei com um olhar.

Logo estávamos na porta de minha casa, não demos uma palavra a viagem inteira.

Pov Alex

Depois do monstro que enfrentei, só queria olhar nos olhos do único ser que me transmitia paz.

– Me perdoa.

– Está tudo bem, só não bata em alguém por besteira, linda. – debatíamos dentro do carro.

– Ela não é um alguém qualquer, Pipes. Prometa-me manter distância. – abaixei a cabeça, tentando não deixar claro que eu estava realmente preocupada.

– Ei, Al.– olhei-a – estou aqui, estou bem. – aquele anjo loiro me transmitia tanta paz, ela estendeu os braços, e nos abraçamos por minutos, sem nada dizer.

– Não quero que vá.

– Baby, tenho trabalhado amanhã, você também, precisamos descansar.

– Descanse comigo. – Piper abraçou-me ainda mais forte. Queria mostrar resistência, mas falhei.

– Ok kid, não vou descansar com você dentro desse carro.

– Ah não?! Mas me pareceu tão confortável. – ela disse, me tirando um pequeno sorriso. – Veja, está sorrindo, pra mim! – a loira era fácil de se empolgar, parecia uma criança. – Vamos, farei um chá pra nós.

– Chá? – abri a porta, rodeando o outro lado, a ajudando-a a descer do carro. – quero uísque, criança.

– Não, nem pensar! Vou abrir a garagem pra você.

– Espere, Drey irá trazer o outro carro.

– Pra quê, Alex?

– Não vou andar com ele amanhã, ele trará um mais discreto.

– Então cuide, está fazendo frio aqui.

– Vem cá. – a mantive em meus braços até Drey chegar. Assim que colocamos o carro na garagem entramos. Meu alívio foi saber que os pais de Piper já estavam dormindo. Subimos e tomamos banho separadas.

– Pare de rir, Piper.

– Impossível, você está muito engraçada nesse pijama. – a loira estava vermelha só de rir.

– Ok, então vou tirar, e ficar só de calcinha. – brinquei, começando a tirar a parte de cima.

– Não, nop. Tá louca?!

– Deixe ela tirar, Piper, eu pagaria pra ver. – Nick surgiu das cinzas, nos dando um baita susto.

– Sua filha de uma…

– Não ouse, fui muito bem criada.

– Nick, suba, nos deixe em paz. – pedi, colocando chá em minha xícara e na de Piper. Nick parou no meio da escada.

– Vocês não estão pensando em transar em cima desse balcão, não é? Carol a mataria, Alex.

– Ela precisa saber minhas intenções com sua filha, Nicols. – eu disse desafiadoramente, encarando a loira em minha frente.

– Que merda. Trepem em todo lugar, menos em cima desse balcão, eu o amo.

– Ama o balcão?

– Ela adora, vive sentada nele, até dorme. – Piper finalmente falou.

– Não, obrigada, iremos transar em sua cama mesmo.

– Que conversa excitante, isso porque não contei sobre minha noite com Lorna.

– O quê? Não acredito! – Piper ficou super vermelha e agitada. – conte-nos.

– Não! Fica a curiosidade. – a ruiva de cabelos bagunçados subiu, nos deixando.

– Ela é louca, não ligue.

– Ela consegue tudo! – Piper recolheu as xícaras e encarou meus seios rígidos por trás do pijama.

– Não babe. – desci do balcão a abraçando.

– Não posso? – subimos as escadas em silêncio.

– Você pode tudo, baby. – acompanhei até a porta de seu quarto, sim, até a porta porque de lá não passei. – o que foi agora?

– É pra isso que temos quarto de hóspedes, agora vá.

– Pipes…

– Alex! Quarto, agora, já. – não estava acreditando naquilo.

– Você está me negando?

– Não é só porque você é uma empresária gostosa que todos desejam que vou ser fácil desse jeito! Não irei repetir. – tudo bem, se não será hoje, uma dia será. Segui andando até o quarto de hóspedes, abrindo a porta. – Alex. – Piper me chamou do corredor,  sussurrando.

– Tá brincando com minha cara?

– Vem cá, estou testando você. – deixei pra falar só quando entrássemos no quarto.

– Jurava que seu quarto era rosa e cheio de princesas da Disney. – deitei na grande cama,  observando a loira que tirou o robe e ficou só de blusa e calcinha.

– Jura, Alex?! – ela deitou-se ao meu lado, e comecei sorrir. – pare de rir, me beije.

Não esperei, pedindo desse jeito não iria só beijá-la. Nossos lábios se encostaram e pude sentir seu gosto se misturando ao meu. Meu lindo anjo soltou os cabelos, e se pôs em cima de mim, pude abracá-la, e sentir nossos corpos totalmente aquecidos debaixo do edredom.

Pov Piper

– Você é tão quente e macia.

– Aproveite. – a morena me abraçava forte, me mantia sempre em cima dela, era mania sua me segurar com tanta segurança. Acabei fechando os olhos e pousando meu rosto em seu pescoço, roubando seu cheiro pra mim. – Você está dormindo? Pensei que íamos transar.

– Não vamos. Cale a boca e durma. – senti a barriga dela se mexendo, ela adorava rir silenciosamente.

– Ok, você fica me devendo, está bem?

– Não, Alex. – levantei a cabeça a olhando, a luz do abajur deixava seus olhos tão verdes, tão meus. – não devo nada a você! – ela me encarou, séria – pode me ter o quanto quiser, não irei impedir, porque… – travei – porque gosto de estar com você, é isso…

– Gosta?

– Sim, meu pedaço de mal caminho. – rimos juntas, como eu amava a presença dela.

– Já você, é meu anjo.

– Sou? – nos encaramos.

– Sim, my child. Agora durma!

Antes de deitar em cima da minha zé droguinha, beijei-a lentamente completando aquele momento harmônico e lindo que estávamos vivendo. A última coisa que senti, foi os lábios de Alex sobre minha cabeça, ela cantava uma canção, eu a ouvia bem distante, e sentia seu coração bater junto ao meu! Adormecemos.


Notas Finais


beijo na boca de vocês, volto em breve❤❤❤❤❤


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