História By My Side - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Haikyuu!!
Personagens Shouyou Hinata, Tobio Kageyama
Tags Haikyuu, Lemon, Romance, Yaoi
Exibições 89
Palavras 4.577
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O nome do Epílogo/Extra é focado até a metade do capítulo, mas logo em seguida o extra se desenvolve de um jeito diferente e excitante!
Será narrado pelo próprio Hinata. Bem pouco por mim mesma.
É um tipo de sexo rápido, então o capitulo não ficou grande ;D

Enfim, boa leitura!

Capítulo 4 - Epílogo Extra: ''Eu me visto de garota para ele.''


Fanfic / Fanfiction By My Side - Capítulo 4 - Epílogo Extra: ''Eu me visto de garota para ele.''

''Foi tudo loucamente rápido. Como em um vendaval que leva carros ou casas. Meu coração foi totalmente roubado por ele. Descobrir-se foi o mais difícil. Eu gostava de garotas ou garotos? Ou era só ele que eu amava?  

A terceira opção era a mais correta para mim, é nisso que eu acreditava. Mesmo que as vezes me olhava com aquela cara assustadora. ''  

Caminhava apressado para chegar ao ginásio e finalmente quando chegou na frente da porta ouviu seus companheiros de time falando. Parou escondido atrás da porta entre aberta. Surpreendeu-se com a voz de Kageyama. 

—Então Kageyama, garotas com peitos grandes ou pequenos? -perguntou Tanaka com uma revista nada descente em mãos.  

—Talvez grandes. -respondeu com desdém.  

Hinata tocou nos próprios peitos por cima da blusa instintivamente, ruborizou na hora. Olhou para suas mãos e ficou parado na frente da porta por algum tempo. ''Kageyama gosta de garotas com peitos grandes'' , pensou desnorteado.  

—Hinata?  

—Ah! -gritou retirando suas mãos rapidamente e olhando para a porta que estava toda aberta. Kageyama estava parado ali olhando-o com as sobrancelhas erguidas.  Suas bochechas o traíram como sempre faziam, ficou vermelho encarando o moreno sem dizer nada. 

—O que foi? -perguntou tocando no ombro do ruivo. 

—Na-nada... -disse desviando seus olhos e olhando para o chão.  

—Está com dor na barriga?  

—Não. - respondeu batendo na mão de Kageyama para lhe soltar. -Não é nada. Desculpa.  

—Tudo bem. -murmurou encarando-o seriamente, parecia penetrar a pele do pequeno.  

—Hmm... Kageyama? -entrelaçou os dedos e ficou olhando-os com a cabeça baixa, sussurrou tão baixo que o moreno teve que se curvar para ouvi-lo. -Posso ir na sua casa hoje?  

—Po...Pode? -respondeu quase como uma pergunta, não entendia porque o pequeno dissera aquilo tão repentinamente.  

—Ok! -o pequeno ergueu o rosto radiante como sempre o fazia. Começou a correr ao destino contrário da quadra. -Te vejo mais tarde! 

—O quê? Onde você vai?! -gritou vendo os cabelos ruivos dançarem no vendo. -E o treino idiota?! 

—Tenho coisas pra fazer! -o pequeno parou por um momento e colocou ambas as mãos na frente dos lábios e depois lançou beijos invisíveis para o moreno. -Eu te amo!  

              

                                     X 

 
 

''Agora acho que foi uma ideia realmente idiota.  

Depois que Kageyama saiu do hospital nós dois não transamos nenhuma vez. E isso vai fazer mais de 3 meses. Tudo bem, eu sei que ele precisa se recuperar. Sei que precisa de espaço para organizar tudo que aconteceu, mesmo que as vezes ele fala não lembrar mais dos sonhos bons que teve comigo. Era uma pena.  

Ele me confiou uma cópia da chave da casa dele. Pois um dia  fui visitá-lo e demorou tanto pra responder que fiquei louco, ia arrombar a porta, mas ele só estava dormindo, dá pra acreditar no sono pesado desse cara?  

Fique tão puto da cara que chorei muito e só para me acalmar ele me deu comida. É, doces para ser mais exato. Façam isso quando ver seu namorado (a) chorando, funciona. Beijos e carinhos também... ah, enfim.  

Já era noite, não sei exatamente o horário. Estava naquele no banheiro da casa do Kageyama fazia tanto tempo que perdi a noção. Porque eu estava lá?  

Por que... Bem, estava com ciúmes e nada confiante com nossa relação.  

Ouvi a porta lá de baixo sendo aberta. Era ele! Meu coração quase saiu pela boca e tenho certeza que fiquei tão ruborizado que aquelas malditas sardas sumiram. Antes sentado no vazo caminhei de vagar até a porta do banheiro e colei o ouvido na porta. 

 
             —Hinata? -chamou subindo as escadas de vagar. -Hinata!  

—A-aqui! -chamei-o gaguejando. Porque respondi? Não quero mais que ele me veja assim. Estou com tanta vergonha!  

—Está tudo bem? -perguntou na frente da porta do banheiro. Acocorei-me e pude ver a sombra dele projetam-se por de baixo da porta. -Está com dor na barriga né? 

—Não! -quase gritei.  

—Não tem mais papel ai? -perguntou rindo. 

—Seu idiota... -murmurei , porque as vezes ele tinha que ser um retardado?  

—Hmm... Porque não abre a porta? -vi a maçaneta girar, mas por precaução antes havia trancado ela. 

—É que... -resmunguei. Estava tão confiante antes, mas agora eu realmente não queria sair dali. Simplesmente queria mostrar para ele que eu podia ser muito mais bonito que uma garota peituda. Será que eu era...? Solucei e tampei a boca logo em seguida.  

—Hinata? Cara, é sério abra a porta. Estou começando a ficar preocupado com essa sua atitude estranha.  

—Promete que não vai rir de mim? -perguntei sério levantando e secando as lágrimas que queriam sair.  

—Porque eu faria uma coisa dessas?  

—Só prometa. -insisti destrancando a porta. 

—Tá, eu prometo.  

Eu sabia que ele ia rir mesmo prometendo. Vagarosamente abri a porta e pude ver os olhos curiosos de Kageyama me observando. Não posso mentir, meu corpo formigou. Então sem aviso algum ele abriu totalmente a porta batendo ela na parede e me assustando, dei até um pulinho sem intenção. Tampei o rosto envergonhado. 

Ok. Podia ter sido uma ideia boa no inicio, mas agora estava tão preocupado com a reação dele que não consegui encará-lo. E também... Eu estava me sentindo mal por ter sido idiota o suficiente para me propor a tal coisa. 

Querem saber o que estava acontecendo? Pois bem. 

Eu me vesti de garota para ele.  

Era o uniforme da Yachi (obrigado e desculpe Yachi). Que consistia em: Camisa social branca com uma gravata borboleta vermelha, meias pretas que iam baixo dos joelhos, até me emprestara uma presilha de cabelo em formato de estela preta e por fim o que me denunciava por ser um pouco estúpido: A saia curta cinza que ficava na metade das minhas coxas. Até gostava do tecido da saia e ela me deixava com as coxas mais bonitas mas... Ah! Espera isso foi um pensamento estranho. 

—Hinata...  

—Quero morrer. -falei em voz alta sem perceber.  

—Oh. -ele pigarreou e tocou nos meus ombros carinhosamente. Quase suspirei, sentia falta disso. Sentia falta dele. Ele riu baixinho.  

—Você riu! -censurei-o virando de costas para Kageyama. Droga queria tanto chorar.  

—Sinto muito. -eu não ia aceitar desculpas. Mas ele... Tocou na minha cintura e desceu para a lateral do meu quadril. -Você está bonito.  

—Mentiroso. -resmunguei deixando que meu corpo se arrepiasse. -Não tenho peitos. 

—O que quer dizer? -ele puxou a barra da saia certificando-se que não cairia, pelo jeito.  

—Nada, vou me trocar. 

Puxei irritado a presilha do cabelo e me virei empurrando Kageyama. Espera, não era culpa dele, me desculpo depois, mas estava tão irritadiço comigo e chateado que não consegui pensar direito. Fui em direção ao seu quarto e comecei a juntar minhas peças de roupas. Funguei com os olhos marejados.  

Porque me sentia assim?  

—Hinata! -Kageyama me chamou e não deixei de olhá-lo com uma cara... Tá, eu parecia uma criança chorando. -Por que está chorando?! -perguntou assustado. 

—É por que... -agarrei a barra da saia e disse baixinho. -Você disse que gostava de garotas peitudas. Eu deveria, talvez, ser mais bonito que elas... -resmunguei fazendo beicinho. Kageyama riu. -Está rindo de novo! -censurei. 

—Ah Desculpa. -ele tampou a boca e suspirou tentando se concentrar. Kageyama não me tocava muito depois de ter saído do hospital. Então quando ele acariciou meus cabelos e desceu para o meu rosto não deixei de ficar extremamente nervoso e vermelho. -Primeiramente: Eu gosto de garotos, eu já disse isso. Segundo: Você realmente fica muito mais bonito que qualquer garota. 

Ruborizei tanto que parecia um vulcão entrando em erupção. Amassei totalmente a saia. Meu pobre coração estava tão feliz que logo poderia se derreter com todo o calor. Tenho certeza que fiz uma careta, porque Kageyama me olhou com as sobrancelhas erguidas, a careta era porque chorei um pouco mais alto. 

Eu realmente merecia tudo isso? Todo o amor que ele me dá?  Afinal ainda me sentia um pouco culpado de todas aquelas coisas terem acontecido com ele. De tê-lo traído e me sentindo pior quando descobri que ele ficaria em coma.  

—N-não chore. É sério, é sério, você é o mais bonito, o mais bonito mesmo.  

Kageyama me abraçou fortemente, os braços envolvendo minhas costas, deslizando para minha nuca ou meus cabelos. Sua fragrância continuava a mesma. Com a cabeça apoiada em seu peito consegui ouvir as batidas de seu coração, estavam tão louco quanto o meu próprio. Com uma surpresa senti-o beijando meu pescoço. 

—Mas, me surpreendeu. -murmurou. Mordeu meu pescoço onde antes tinha beijado suavemente. -Fiquei...excitado.  

—Pervertido. -resmunguei e ri. Tudo bem, essa era a intenção. Fazê-lo ficar louco.  

Kageyama pôs suas mãos aos lados do meu rosto, até mesmo apertou minhas bochechas forçando-me a fazer um beicinho de peixinho, odiava quando ele fazia isso, brincando com a minha cara, mas olhando-me com ternura não pude resistir. Depois, me beijou. Um suspiro longo saiu entre meus lábios, um suspirar excitado. Não era um selar de beijos como havíamos feitos durante esse tempo de recuperação, sabíamos que se fosse esse tipo de beijo nenhum dos dois se controlaria. Introduziu sua língua na minha boca e claro que retribui ansioso.  

Agarrei sua blusa erguendo meus pés só com meias. Ele deslizou sua mão esquerda para meu ombro e me segurou, certificando-se que talvez eu não caísse. Sua mão direita agarrou-se aos meus cabelos puxando e acariciando, aprofundando o beijo sempre que queria. 

Só com os beijos, seus toques carinhosos. Fique excitado e não conseguia esconder, pois a saia não permitia esse tipo de coisa. Kageyama parou o beijo para respirarmos, apoiei a testa no seu peito e puxei mais ainda a saia para baixo, arfava rapidamente e tremia levemente o corpo.  

—Kageyama...-gemi.  

Tá , dessa vez foi ele quem me surpreendeu. Baixou-se um pouco e agarrou minhas coxas levantando-me até que eu encaixasse minhas pernas em torno de sua cintura. Me apoiei em seus ombros um tanto aturdido. A saia permitia que eu pudesse sentir seu sexo roçando em minhas nádegas por debaixo da cueca que usava.  

—Não aguento mais. -disse com a voz séria. Me levou até a cama e lá me fez sentar na beirada dela. Arrumei a saia e fechei as pernas um pouco surpreso com a reação dele.  

—Hmm... Me deixe tirar essa roupa antes. -pedi totalmente corado sabendo o que poderia vir a seguir. 

—Não. -negou ajoelhando-se na minha frente. Ele apalpou minhas coxas desnudas e as mordeu. Colocou suas mãos debaixo da saia e tocou com as pontas dos dedos no meu membro já desperto.  

—Kageyama... -disse entre suspiros. -É que é da Yachi, não dá pra sujar.  

—Tudo bem depois eu lavo. Poderia me deixar ter essa fantasia sexual com você agora, hein? -perguntou como se fosse a coisa mais simples de se falar. Se eu não estivesse tão monopolizado por ele, eu queria lhe chutar. -Vou fazer com a boca então. 

—O quê? Não, espera. -ele sabia o quanto era constrangedor aquilo, mas sempre me avisava antes de fazê-lo. Tão sincero.  

Ainda não tínhamos tanta prática nessas coisas, ainda éramos crianças no final das contas. Mas Kageyama puxou o elástico da cueca, aproveitando e apertando as mãos onde passava. Com minha ajuda, que ergui o quadril e deixei-o fazer o que queria, ele deslizou a cueca até retirá-la por completo.  

Kageyama olhava tão concentrado para minhas pernas, tocava-as delicadamente subindo e descendo as duas mãos. Arfei baixo, fechei as pernas trêmulas esfregando os joelhos um no outro. Apertava o lençol e o colchão. Mordi os lábios e fechei os olhos envergonhado.  

—O que foi? -ele perguntou com uma voz aveludada. -Se é por causa da minha mãe, ela vai demorar hoje. -comentou lambendo os joelhos e agarrando minhas panturrilhas calmamente. 

—Não é isso. -disse, mas sério. Quase esqueci do fato da mãe dele as vezes aparecer e nos surpreender. -Estou um pouco... nervoso. Faz tempo que não fazemos isso. 

—Também estou nervoso. -retrucou. 

Seus dedos percorreram dês de minhas panturrilhas, perpassando para os joelhos e as coxas tampadas com o tecido da saia, deslizando para as laterais dos meus quadris e acariciou meus peitos. Abri os olhos ruborizado, ele me pegou desprevenido, olhava-me com aqueles olhos negros incrivelmente famintos e um sorrisinho brotava nos lábios.  

—Hinata. -sussurrou apoiando as mãos no colchão e subindo ficando cara a cara comigo. -Hinata.  

Ele chamou e chamou meu nome. Fiquei cada vez mais ansioso para ser tocado e beijado. Segurei seu pescoço e o puxei, fechei os olhos e quando pude sentir seu cheiro... 

—HINATA!  

Abri os olhos alarmado e percebi o que estava acontecendo. Desengonçado e surpreso pulei da cadeira que estava sentado, batendo ambos os joelhos de encontro á mesa, mas em seguida sentei-me bruscamente resmungando a dor e com o impacto de tudo, me fez cair para trás junto com a cadeira.  

—Ahh! -gritei espatifado no chão com alguns papéis voando ao meu lado. Meus olhos vidrados no teto, entretanto vi uma sombra se formar a cima. 

—Hinata idiota. -resmungou deixando-me ver seu rosto logo a cima de mim. As sobrancelhas vinculas com uma cara irritadiça e aquela típica careta de desgosto.  

Ah sim. Era um sonho anteriormente, um sonho que aconteceu de verdade, que teve um final bem... satisfatório. Entretanto visualizava o meu namorado, amante, companheiro, amigo e também esposo (ou seria marido? ) na minha frente com aquela cara de deboche.  

—Dormindo no meio do trabalho? -perguntou acocorando-se próximo, apertou meu nariz e disse. -Que irresponsável. 

—Ai! Poxa, Kageyama. -bati na sua mão afastando-o irritado -sim, eu também fico irritado. Dolorido e um pouco desequilibrado levantei e recoloquei a cadeira no lugar. Comecei a recolher as folhas espalhadas pelo chão. Ouvi Kageyama atrás de mim suspirar e pelo canto do olho percebi que estava novamente em pé.  

—Está estressadinho hoje? -ele disse tocando na minha nuca com a ponta do dedo. 

—Acho que eu também tenho dias ruins, Rei. -resmungou batendo as folhas com força na mesa para que ficassem alinhadas.  

Passou-se bastante tempo. Não éramos mais crianças ou adolescentes, agora éramos adultos. No momento minha idade era de 25 anos e Kageyama 24 anos (sim, de algum modo sempre fui alguns meses mais velho que ele, adorava irrita-lo por causa disso). Morávamos juntos em uma casa adequada para duas pessoas, não preciso entrar em detalhes, é muito trabalhoso.  Kageyama como sempre desejou se tornou o melhor levantador e era da elite do time do Japão. Enquanto a mim? Decidi ser professor, ensinar criança e adolescentes.  

—Chegou agora? -perguntei levantando a cabeça e olhando o relógio de parede que marcava meia-noite.  

—Sim. -sussurrou. 

Achei suspeito esse sussurrar dele, então me virei e fiquei de frente para Kageyama. Ele me olhava com aquela cara séria, e só agora pude perceber que ele estava sem camisa. Demonstrando todos os músculos que eu amava. Seus braços, as mãos, a curva do pescoço, o peitoral e a linha que levava para o mal caminho (na minha opinião). Estava começando a achar que o ambiente estava quente ou seria eu que estava com tanta vergonha que me esquentou o corpo? 

—Porque está vermelho? -perguntou dando uma risadinha. Virei o rosto fazendo um beicinho. 

—Não é nada. -esfreguei as mãos nas bochechas apoiando o quadril na mesa. -O jantar está guardado no micro-ondas se estiver com fome.  

—Ah, eu já jantei.  

—Imagino que sim. -virei de costas começando a recolher os materiais espalhados.  

—Queria jantar comigo? -perguntou e pude sentir sua presença mais próximo.  

—É claro que queria. -bufei. -Mas você nunca pode, vive ocupado. 

—Não reclame, você também vive ocupado trabalhando e estudando. Eu não reclamo tanto por isso.  

Kageyama tocou nos meus ombros, apertando-os de leve. Depois colou seu corpo no meu, abraçando-me por trás carinhosamente. Envolvendo seus braços no meu peito obrigando a largar os materiais novamente. Fiquei parado um tanto incomodado e ruborizado.  

—Por que não se importa. -resmunguei.  

—O quê? -seus dentes cravaram-se na minha nuca desnuda, pois os cabelo estava curto. Fechei os olhos com força. Em seguida senti sua língua acariciando o local dolorido. -Hey, hey, é claro que me importo! Só não quero ficar te estressando. Você sempre está ocupado e nunca quer fazer nada comigo.  

—Kageyama. -chamei-o baixinho segurando seus braços. -Eu sempre quero ficar ao seu lado o tempo todo. Depois que começamos a morar juntos, não tivemos tanto tempo um para o outro, e isso me chateia muito. Ser adulto tem tantas responsabilidades que chega a ser irritante. Mas... 

—Foi nossa escolha. -ele completou a frase. Apoiando o queixo no meu ombro. -Então você se arrepende de ter casado comigo?  

—Você é retardado por acaso? -perguntei irritado.  

—Não respondeu minha pergunta. -ele disse pressionando seu sexo contra minhas nádegas. Empurrei-o com os cotovelos.  

Eu realmente estava bravo com ele, por fazer uma pergunta tão óbvia e ridícula como aquela. Kageyama era insensível e frio as vezes, disse que iria melhorar esse aspecto, mas já sabia que seria quase impossível. Queria tanto que ele me bajulasse mais vezes, sempre que podia, se possível.  

Passei a ficar mais mal-humorado quando seus braços já não me aqueciam mais. Simplesmente queria me desculpar e pedir que ficasse comigo. Queria dizer o quanto o amava, e  xingá-lo por não prestar atenção em mim. Soava tão infantil, não é? Não me virei, apertei as mãos na lateral do corpo, sentindo a ardência dos olhos. Mas, ao longe bem baixinho ouvi uma música sendo tocada suavemente. E finalmente senti sua mão deslizar dês do meu cotovelo até segurar minhas mãos, entrelaçando-as. 

—Vem, vamos dançar. -disse num sussurro rente ao meu ouvido.  

A música tocando vagarosamente, meus olhos ardendo e o toque suave de Kageyama. Suspirei desejoso. Só queria que Kageyama me fizesse seu naquela noite, naquele momento. Virei-me e o surpreendi abraçando-o fortemente escondendo o rosto em seu peito, chorei baixinho. Kageyama logo em seguida retribuiu, beijou o topo da minha cabeça e abraçou-me delicadamente.  

—Eu não sei dançar. -cochichei fungando. -E tenho certeza que você também não sabe.  

—Serviria só se balançar, não acha? -ele riu. 

Levantei a cabeça e o encarei. Seus olhos brilhavam, suas mãos me seguraram firmes, o seu cheiro me embriagava bruscamente. Apoiei-me no peito desnudo dele, erguendo as pontas dos pés. Antes de fechar os olhos eu vi Kageyama sorrir debochado porque ainda não o alcançava totalmente, ele inclinou-se e me beijou.  

Colocou as mãos embaixo da minha camiseta e acariciou minhas costas. Não protestei, eu necessitava disso tanto quanto ele. Desabotoei sua calça antes de me separar do beijo, lambi meus lábios ainda com o seu gosto nos lábios. 

—Ah, hoje sem rodeios, sim? -pedi fazendo beicinho.  

—Combinado. -respondeu de imediato puxando minha camiseta e jogando-a no chão.  

Me pergunto como acabamos chegando naquele ponto, de um briga a desejo carnal. Ah, claro, é o que os casais fazem certo? Para se reconciliarem. Certo, não queria pensar nisso, depois eu discutiria com Kageyama, calmamente.  

Kageyama puxou meu calção juntamente com a cueca, deixando-me totalmente exposto. Beijou meu pescoço e meu ombro. Chupando e mordendo, deixando-me marcas. Arfei quando ele finalmente tocou no meu sexo, masturbando-me de principio lentamente e gradativamente aumentando o ritmo.  

—Hmm... -reprimi o gemido na dobra do seu pescoço, agarrei suas madeixas e as puxei com força.  

—Hinata vamos fazer aqui. -disse convicto. Eu o olhei intrigado. 

—No meio da sala? -olhei tímido ao redor como se alguém pudesse nos observar.  

—É, na mesa. -ele fez uma cara travessa que não pude evitar de corar violentamente.  

Então ele agarrou minha nádega com a mão livre e a apertou levemente, me provocando. Enquanto me masturbava sem parar com os movimentos. Gemi baixinho com os olhos marejados de desejo.  

—Tsc, droga. -resmungou. 

—O-o quê? -perguntei olhando-o monopolizado pelo desejo. 

—O lubrificante tá no quarto. -disse lambendo meu mamilo já duro com o estímulo. -Não importa, vamos fazer assim.  

Kageyama empurrou-me até encostar na lateral da mesa. Ele empurrou meus materiais para a ponta da mesa, sem se importar se cairiam ou não e as cadeiras que atrapalhavam. Dando espaço no centro para nós dois fazermos o que bem entendêssemos. Entretanto Kageyama nunca tinha feito em outro ambiente da casa além do quarto e do nosso banheiro.  

—Vire-se, Shoyou. -sua voz saiu aveludada e calma, meu pobre coração quase socou o rostinho lindo dele de tanta empolgação.  

Meu rosto ardia com a vergonha, mas virei-me apoiando meus cotovelos, o peito e um pouquinho da barriga por cima da mesa. De algum modo eu estava nervoso e suava um pouquinho. Kageyama beijou minha nuca e descia pela espinha dorsal vagarosamente, as vezes apertando minha pele das costas, mas principalmente a cintura. A língua deslizou facilmente por cima dos ossos que se destacavam na coluna. Suspiros e arrepios eram facilmente arrancado pelos gestos de Kageyama.  

—Mmm Kage... -gemi apertando as mãos em cima da mesa.  

Kageyama mordeu e contornou meu quadril com a língua, mas logo depois ele me surpreendeu, pois senti sua língua rodear minha entrada. Arfei assustado, ok ele realmente nunca tinha feito isso antes. Minhas pernas tremiam sem permissão, de modo algum afetava os movimentos dele. Senti sua respiração e os cabelos suavemente tocando-me quando invadiu com a língua meu orifício, não conseguiu segurar a voz. Soando livre e alta, mordi os lábios. Precisava me aliviar, e Kageyama entendeu isso, fez o favor de me masturbar sem parar de invadir-me daquele jeito tão vulgar.  

—Ahh!! -quase gritei com a onda de prazer me invadindo, tinha  certeza que o pré-orgasmo começara a pingar no chão. Ele esfregava a ponta dos dedos no meu pênis lambuzando as mãos e pegava em um agarre firme. -Kagee... ! -choraminguei com os olhos marejados de puro prazer. Inclinei a cabeça para trás e não consegui segurar mais, o orgasmo me atingiu bruscamente, sentia os espasmos no corpo, ouvia o gotejar no chão e deslizando pelas minhas pernas. Puxei uma lufada de ar, arquejando sem fôlego algum.  

—Acho que deveria fazer isso mais vezes. -ele riu baixinho rente a meu ouvido, beijou meu pescoço carinhosamente e esfregou seu corpo ao meu, ainda com a calça e a cueca. -Seja um bom menino e espere mais um pouquinho tá? Vou te preparar agora.  

—Você não precisa dizer essas coisas. -ofeguei entre os lábios. Meus mamilos tocavam a mesa gelada e aquilo me deixou um pouquinho mais excitado.  

Kageyama acariciou meu pênis pegando meu sêmen como base de um lubrificante e sem delongas penetrou-me dois dedos. Apoiei minha testa na mesa e os gemidos foram soltos, me sentia estranhamente sensível, meu corpo ardia de um modo gostoso e estava mole, duvidaria que eu conseguiria ficar em pé, ainda bem que a mesa me servia como apoio.  

—Abra um pouco mais as pernas. -pediu com a voz rouca e sensual. Abri as pernas trêmulas, então ele pôs o terceiro dedo sem problema algum.  

—Quero sentir você. Quero que entre em mim com força. Ahhh!!.. -gemi alto sentindo ele me tocar no ponto mais sensível. -Sinto sua falta Kageyama. -solucei deixando as lágrimas de satisfação caírem na mesa. -Quero que goze em mim. Me possua... mmhh.. 

Ele parou por um momento. Acho que conseguiu falar tudo aquilo porque não via seu rosto. Chorava de excitação, tremia e estava muito vermelho por causa da vergonha de ter dito coisas ousadas.  

—Kage? -chamei-o.  

Em seguida senti-o retirar os dedos e ouvi a calça e provavelmente a cueca caírem no chão. Sem mais delongas Kageyama separou minhas nádegas e penetrou-me devagar, entrando aos poucos conforme meu corpo se acostumava a ele. Mordi os lábios machucados. Kageyama segurou minha cintura e com a outra acariciou minhas costas. Esperou tempo demais, pois não usávamos preservativo ou utilizamos lubrificador corretamente, então tinha que ter um pouco mais de paciência. Até porque meu corpo nunca se acostumava com aquilo, e isso tornava o sexo muito mais prazeroso. Consegui relaxar e senti Kageyama começar os primeiros movimentos.  

O som do seu corpo chocando-se contra no meu me fez esconder o rosto, meus cabelos grudando por causa do suor e meu corpo indo para frente fazendo a mesa ranger como se fosse um sussurro. Kageyama aproximou-se beijando minha nuca e colando nossos corpos, segurou minha mão, entrelaçando-as. Movimentava-se de vagar, talvez com medo de me machucar. Afinal não fazíamos tanto quanto gostaríamos. 

—Estou bem... aaahh... -disse para ele, virando o rosto, apoiando a lateral da cabeça na mesa. -P-pode se mover depressa.  

Portanto Kageyama não se segurou mais, começou em um ritmo constante, cada vez mais fundo, cada vez mais forte. As estocadas tornavam-se intensas, gemia alto agora sem se importar com qualquer coisa naquele mundo. Ouvi Kageyama arfar e gemer junto comigo, o que significava que ele apreciava o ato tanto quanto eu.  Os lápis e canetas que estavam na ponta da mesa logo deslizaram e cairam no chão, a mesa rangia quando batia na parede do outro lado.  

Vigorosamente sentia ele me invadindo, meu interior formigando e ardendo, pedindo por mais. A mão de Kageyama que segurava a minha firmemente e a outra que acariciava minha cintura, perpassava pela coxa e pelas costas. Tão gostoso. 

Naquela altura da relação eu não precisava de estimulo no pênis para gozar, aconteceria logo, logo sem esforço. Senti Kageyama morder meu ombro, penetrando-me com vontade sem parar. Gemíamos e arfávamos juntos, como um dueto excitante. Fiquei nas pontas dos pés, empinando a bunda do melhor jeito possivel, deixando ele aremeter para dentro de mim livremente.  

Não poderia ver o rosto de Kageyama, mas simplesmente estava adorando naquela posição que não pude reclamar.  

—Shouyou... -ele suspirou beijando minha pele dos ombros. Tão doce.  

Fechei os olhos com força apertando sua mão na minha. Não pude resistir mais, o segundo orgasmo fez-me jogar a cabeça para trás novamente. Kageyama fazia o máximo para penetrar-me até o fundo, totalmente concentrado em me deixar satisfeito, o que ele conseguiu, obviamente. Meu sêmen deslizou pela segunda vez nas minhas pernas já sujas e derramou-se no chão. Me arrepiei todo sentindo Kageyama atingir o clímax em seguida. Suspirei com os olhos ainda fechados, permitindo que meu corpo sentisse o orgasmo morno de Kageyama me preencher.  

—Ahh...nngg... -gemi entre os lábios provavelmente vermelhos e marcados com meus dentes. Não me mexi, afinal não conseguia mesmo. Kageyama beijou meu rosto como podia, não conseguíamos nos beijar daquele jeito, pois não conseguia nem erguer um pouco o rosto. Fazia tempo que não ficava tão drogado daquele jeito depois do sexo, era fantástico ainda me sentir assim.  

—Tudo bem? -perguntou roucamente ainda por cima de mim.  

—Sim... -suspirei ainda tentando recuperar o fôlego. -Quero beijá-lo, fazer nessa posição é bom, mas não consigo meu virar.  

Ouvi Kageyama rir um pouco alto. Retirou-se de dentro de mim e quase reclamei por causa disso. Seu sêmen deslizando de dentro de mim e se juntando com o meu em minhas pernas. Ele ajudou-me a levantar da mesa e me virou delicadamente. Segurava-me com seus braços fortes e ainda conseguia senti-lo dentro de mim, minhas pernas estavam bambas e não me aguentava em pé, como eu previra.  

Mesmo assim. Kageyama me beijou carinhosamente. Acariciando sua língua na minha, lambendo meus lábios feridos e chupava-os. Gentilmente me abraçou aprofundando o beijo. Tinha certeza que haveria vários rounds naquela noite, e isso me deixava totalmente empolgado.  

 

 

Independente de tudo que aconteceu ou que viria  a acontecer, eu o amava tão intensamente que era insuportável a ideia de viver sem ele. Eu necessitava dele ao meu lado o tempo todo. Mesmo em momentos ruins e principalmente em  momentos bons... 

Kageyama... 

Fique sempre ao meu lado. 

Eu realmente te amo do fundo do coração. 

Obrigado por tudo. ''

 

 


Notas Finais


Obrigado por todo o apoio e carinho <3 Sério, eu amo vocês. Me fazem feliz todos os dias.
Esse extra foi bem divertido escrever, afinal testei um jeito diferente na hora do sexo deles. Pensei:''Sempre é naquela posição, vamos variar né?''. Pensei também que seria legal um sexo mais rápido, com o fogo os invadindo, pedindo para se aliviar logo. XD
Eu fiquei pesquisando posições de gays na calada da noite kkkk Não queria que entrassem no meu quarto e vissem o que eu via com tanta empolgação. Mas, no final foi uma posição comum. Mesmo assim, fiquei feliz em descrevê-la.

Ahh, mas é uma pena né? É o último capitulo mesmo. Eu espero que tenham apreciado toda a fanfic. Fiz especialmente para vocês, leitores. Só tenho a agradecer <3

Essas fanfics (todas que eu postei aqui) já estavam prontas e postadas no Nyah! Fanfic. É por isso que eu as postava rapidamente. Entretanto comecei a escrever recentemente outra Long-fic, e espero que aguardem e leiam (propaganda kkkkk). Estou sendo dedicada e cuidadosa para que fique perfeita para escrevê-la para vocês.

Amo vocês!
Até a próxima *w*


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