História Caçadores por Sangue - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Ação, Aventura, Caçadores, Ficção, Mistério, Sobrenatural, Terror, Vampiros
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Palavras 1.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Escolar, Fantasia, Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Muito obrigada a todos que leram. Desculpem se esse capitulo ficou pequeno, mas fiquei sem criatividade.

Capítulo 5 - A Caçada Começa


Dobrei o recado e coloquei-o debaixo da lata com lápis e canetas, prevendo que ele veria o papel. Depois, fui até ao guarda-roupa e escolhi uma blusa sem manga preta, jaqueta preta, calça preta e uma bota de couro, também preta. Depois de colocar, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e peguei uma mochila antiga, que eu usava para viajar, escolhendo o que seria necessário levar. Então, peguei algumas roupas, repelente, livros para não ficar entediada e, por fim, meu celular. Percebi que não havia o pego esses dias, apenas para ver as horas, felizmente, só havia duas mensagens da Claire, perguntando onde eu estava e o que tinha acontecido.

“Prometo que vou te explicar tudo, um dia. Por quanto, saiba que eu fui banida.” - digitei nas teclas do celular, inserindo um emoticon de tédio e a enviando. Depois, coloquei no bolso da jaqueta.

Saí do quarto, sem antes deixar a janela aberta e a porta trancada. Desci as escadas, com meu pai arrumando a sua bolsa de caçada, colocando adagas, ao lado, com sua mochila de pertences pessoais. Alguns minutos depois, a campainha havia tocado e coloquei a mochila no sofá.

- Deixa que eu atendo. - disse meu pai, caminhando para a porta da frente. Ao abrir, cumprimentou meu avô com um aperto de mão, deixando-o entrar.

- Com licença. - disse meu avô, colocando o seu chapéu coco na bancada da cozinha, com meu pai indo até o porta-malas, abrindo-o com a chave. Peguei as bolsas para ajudar o meu pai a guardar.

- Oi, vô. - disse, parando na sua frente, com ele me dando um abraço.

- Como você está bonita, cresceu e está diferente.

- Coloque diferente nisso. - falou meu pai, atravessando a porta da sala, pegando as duas das três bolsas de minha mão. Revirei os olhos, seguindo-o até o porta-malas, carregando minha bolsa e colocando-a dentro. Depois, meu pai fechou e trancou com a chave. Voltou para dentro de casa, apagando as luzes acesas, com ele e meu avô indo para o carro, com o seu chapéu coco.

Ao trancar a porta da frente, abriu a porta do carro e entramos, comigo sentando atrás e meu pai no banco do motorista.

- Para onde estamos indo, pai? - perguntei, ao colocar o cinto.

- Vamos mais para o Norte, onde os vampiros vivem, e iremos acampar na floresta, onde eles saem a noite para caçar. - falou, ajeitando o espelho e colocando a chave na ignição, ligando o carro.

Peguei os meus fones de ouvido que sempre carregava comigo e o pluguei no celular, colocando a música A Thousand Years, de Christina Perri. Meu pai dirigia com cautela e atenção, sempre respeitando as leis de trânsito, na noite fria e deserta de inverno.

 

Demorou meia hora, até que chegamos em uma parte da floresta que estava iluminada somente pela luz da lua. Era 8 horas da noite, quando meu pai estacionou o carro. Ao abrir, saímos do carro, com ele indo ao porta-malas pegar as coisas.

- Filha, ajude-me aqui. - fui até ele e peguei a minha mochila, colocando nas costas. Depois de pegar as outras bolsas, fechou e o trancou com a chave.

Colocamos-as na grama e meu pai pegou as barracas para montarmos. Ajudei-o, então, demoramos, praticamente, dez minutos para ajustar as três. Fui para a minha, levando minha bolsa. Despluguei os fones do celular e adormeci.

 

- Acorde, filha. - disse meu pai, abrindo o zíper da minha barraca. Então, acordei e saí.

- Bom dia. - cumprimentei-os, espreguiçando-me.

- Bom dia. - responderam em uníssono.

- Katie, você pode pegar lenha para a gente tomar café da manhã? - disse meu avô, sentado em um dos troncos, que meu pai, provavelmente, havia acordado mais cedo e os pegos.

- Posso. - ao dizer, adentrei mais a floresta a procura de lenha, perdendo-os de vista.

A floresta estava iluminada pelo sol escaldante, então, quando procurava, eu suava. Ao me abaixar para pegar o terceiro pedaço de lenha, vi uma pessoa parada na minha frente. Levei um susto, deixando cair todos os pedaços, quando eu vi que esta, era o Édson.

- Oi. - deu um sorriso, quando o olhei.

- Édson, você quase me deu um susto. - abaixei para pegar as lenhas de volta.

- Deixe-me te ajudar. - pegou-as da minha mão, sem sequer fazer esforço. Começamos a caminhar, de volta para onde estavam meu pai e meu avô.

- Obrigada. Mas, o que você está fazendo aqui? - vi o seu anel no dedo, então não perguntei a essa hora.

- Recebi seu bilhete. - falou, pegando-o do bolso de sua jaqueta, segurando as lenhas com apenas uma de suas mãos.

- Mas, como você sabia que eu estaria aqui?

- Bem, você está no nosso território e presumi. Também, senti seu cheiro. Seu cheiro é inconfundível, sabia? - disse, quase rindo, parecendo ser uma piada interna deles.

- Bem, por favor, só peço que não seja caçado. - disse a ele, ao chegarmos no final do trajeto.

- Pode deixar, tomarei cuidado. - deu um selo em mim, entregando-me as lenhas. - Vejo-te mais tarde? - balancei a cabeça, confirmando.

Dei um passo para frente, suspirando profundamente. - Oi, pai. Desculpe a demora. - coloquei-as em frente aos troncos de madeira, amontoadas entre si.

- Filha, fiquei preocupado, achei que tivesse se perdido. - falou meu pai sentado, com a caixa de fósforos no colo, esperando minha chegada. Tirou um palito e o acendeu, jogando na lenha. - Marshmallow? - falou, oferecendo-me o pacote, depois de eu sentar no meio dos dois.

- Sim, obrigada. - peguei um graveto e um marshmallow, enfiando-lhe e colocando-o na brasa para tostá-lo. Comemos, até que estivéssemos cheios e ficamos recuperando nossas energias, para o longo dia que teríamos.

 

- Muito bem, - começou a falar meu pai, que quando tinha dado 6 horas da noite, havia colocado um mapa na grama, conosco sentados em círculo, para começar a caçar. - os círculos amarelos no mapa mostram os locais prováveis em que um vampiro poderia estar, e os vermelhos, os locais exatos onde estão caçando.

- Tudo bem, - comecei a dizer. - mas, como que vamos caçá-lo?

- Iremos em conjunto, seguindo os círculos vermelhos. Eu vou conduzi-los, você vai dizer se o vampiro que estamos caçando é de fato o verdadeiro e o seu avô irá nos acompanhar, pois ele tem mais experiência no assunto. - após falar, levantou-se e fizemos o mesmo. Pegou a sua mochila de caçada e o seguimos floresta adentro.

A floresta a essa hora estava escura, por causa disso, ele havia pegado uma lanterna e a acendido, conosco caminhando atrás dele. Havíamos caminhado por horas, mas, quando desistíamos de tentar procurá-lo, algo fez com que as folhas de uma das árvores balançarem. Meu pai, presumindo que era ele, correu e eu corri atrás dele. Apesar de ele estar com uma mochila pesada nas costas, ele foi mais ágil do que eu. Quase ao alcançá-lo, dei um passo em falso e caí, escorregando na grama, que ao parar, senti algo ou alguém que havia amortecido a minha queda. Ao olhar para cima, vi que era ele.

- Filha?! - gritou meu pai, chamando, procurando por mim, preocupado.

- Você tem que sair daqui. - falei baixinho para o Édson, após me levantar sozinha do chão. Balançou a cabeça em confirmação.

- Katie?! - chamou meu avô, ajudando meu pai a me procurar.

- Estou aqui. - falei, ao aparecer. Meu pai correu para me abraçar, demonstrando sua preocupação. - Estou bem.

- Vamos parar por hoje. - balancei a cabeça, concordando. Então, voltamos para o ponto de origem.

 

Sentei ao lado de minha cabana, com o livro que havia pegado para ler. A essa hora, meu pai e meu avô já estavam na cabana dormindo, porém esperava pela vinda de Édson. Ao folhear uma de suas páginas, ele havia aparecido, repentinamente, ao meu lado.

- É Diários de um Vampiro? - perguntou ele, ao virar minha cabeça para olhá-lo.

- Sim. Estou quase terminando. - falei, ao fechar livro, marcando a página em que eu havia parado.

- Quer saber sobre aquele dia? - perguntou, atiçando a minha curiosidade.

- Quero. - então, ao falar, ele me ofereceu uma de suas mãos e me ajudou a levantar. Começamos a caminhar para a floresta adentro.

- Que foi? - falou, ao ver que eu havia parado, quando estava prestes de perder de vista o lugar em que estávamos acampados.

- Acho que não deveria avançar mais.

- Não me diga que está com medo. - disse-me, arqueando a sobrancelha.

- Não, não é isso. - esfreguei meus braços, entregando-me pelo meu olhar.

- Sei quando uma pessoa mente. Não precisa ter, você estará segura comigo. - então, quase me puxou para o seu lado, segurando a minha mão. - Então, - disse, enquanto caminhávamos pela floresta semi escura. - pode começar a perguntar.

- Hã? Ah, sim. - corei, despertando-me de meus devaneios. - Desculpe-me. Então, você mentiu para mim.

- Quê? Eu não menti para você.

- Mentiu, sim. Você disse que havia se transformado aos 17 anos, e eu li em um dos livros de minha mãe que quando se é príncipe, você já nasce vampiro.

- Bom, tem uma informação que você não sabe. - sorriu para si mesmo. - Meu pai é vampiro e minha mãe era humana, quando eu nasci, então, nasci a metade de meus pais. Mas, tive que honrar com a tradição e fui transformado completamente em um vampiro aos 17 anos.

Sentei, encostada em uma árvore, com ele me acompanhando. - Sabe, nunca imaginei você um príncipe. - ri para mim mesma.

- E, nunca imaginei você, uma caçadora de vampiros, ser uma princesa de um reino de vampiros. - sorrimos juntos. Ao perceber o que ele havia falado, logo fiquei distante, absorta em meus pensamentos. Eu, princesa? Não posso ser, seria um desastre para o seu reino.

- Eu não sei ser princesa. - percebi que ele havia rido, quando havia pronunciado. - Quê? - olhei para ele, em descrença.

- Olha, para ser franco, ninguém nasce sabendo ser da realeza. Tive que me esforçar bastante para aprender a ser príncipe e tenho certeza que você consegue. - ao dizer, pegou uma mecha solta e prendeu em volta da minha orelha. Deitamos na grama, olhando para as estrelas pelo céu limpo.

- E aqueles caras? - consegui falar, após um tempo de silêncio.

- Eles fazem parte do grupo que querem acabar com a nossa monarquia, querendo direitos iguais. - após falar isso, sentou-se novamente. - Katie, você tem que ir comigo para a Transilvânia e selar o nosso namoro. Só assim, verão que a monarquia estará fortalecida e pararão de nos ameaçar.

- E-eu não sei, Édson… - gaguejei, meio distante, após me sentar novamente.

- Por favor, Katie. - começou a falar, segurando as minhas mãos. - Não faça isso pelo meu povo, mas por mim.

- Tudo bem, - pronunciei, depois de pensar e repensar para tomar uma decisão dessas. - mas, não posso prometer nada.

- Já é um começo.

E, assim, termina a nossa conversa, quase selado o meu destino de me tornar uma princesa.

 



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