História Cacos de vidro de um coração despedaçado - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Esquadrão Suicida
Exibições 23
Palavras 1.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiii
Desculpem a demora, eu me esqueci completamente de postar, só hoje que vi que não tinha episodio a dias, espero que isso não volte a acontecer. Sorry mesmo de coração

Capítulo 9 - "Porra se decida Harley"


Fanfic / Fanfiction Cacos de vidro de um coração despedaçado - Capítulo 9 - "Porra se decida Harley"

 

Harley

De repente era como se tudo tivesse vindo à tona, como se o sentimento de culpa e desgosto tivesse me consumido por completo, parei por um instante enquanto todos os homens invadiam o museu.

- O que foi senhorita? – Perguntou um dos homens.

- Não posso. – Respondi sem o olhar.

- Por favor Harleen. – O olhei. – Joker irá te matar e a todos nós se você não entrar, pense em nossas famílias.

O homem de hoje mais cedo veio a minha cabeça, suspirei e peguei a arma, entrei junto com os outros homens, desci do teto por uma corda, chegando perto do chão dei um salto acrobático e pousei em completa segurança, sorri e continuei andando, me agachei como tinha sido instruída a fazer, olhei todos os lados, todos estavam em completo silencio, só ai eu pude admirar a beleza do lugar, era um prédio antigo, eu estava em uma varando do lado de dentro, majestosa toda feita com uma pedra clara, escadarias podiam ser encontradas nas laterais, eu podia enxergar o grande portal de dentro, olhei para trás e vi, um grande diamante.

“Que clichê”

Roubar diamantes é algo extremamente comum em filmes, enquanto pensava em toda aquela confusão a invasão começava, alguns homens entravam agachados pelas laterais, e Joker. Ah Joker, ele entrou pela porta da frente, como se fosse um rei a entrar em seu próprio palácio.

“Mas que porra ele está fazendo?”

Me perguntava enquanto esperava o alarme tocar, o que surpreendente não aconteceu, tudo continuou calmo, apenas o som de seus sapatos no chão podiam ser escutados, Joker subiu as escadas lentamente exibindo seu terno perfeitamente passado e limpo.

Ele finalmente chegou ao topo, observou homem por homem escondido até chegar a mim, seu olhar passou por todo o meu corpo – o que me fez me sentir nua – Ele estendeu sua mão para mim.

“Não se esqueça da loucura”

Sorri e coloquei minha mão sobre a sua, me levantei saltitando, sorri para todos os homens enquanto me apoiava sem eu ombro, me soltei e empunhei minha arma, levantei ela mirando para todos os lados, segui Joker até o diamante, mas por incrível que pareça ele passou reto, parei ao lado do grande cristal.

- E o diamante?

Ele se virou e me olhou.

- Não é isso que vim buscar.

Joker se virou novamente e continuou a caminhar, corri em sua direção e caminhei ao seu lado, caminhamos até uma grande porta, Joker sacou uma chave do bolso e a colocou na porta, girou a chave fazendo aquele barulho irritante,

Estava curiosa para ver o que estava a minha, a nossa espera.

Mas a decepção tomou conta de minhas expressões quando vi apenas uma sala cheia de computadores velhos, Joker entrou com um breve sorriso no rosto, o segui com desgosto até uma pequena bancada de madeira branca que estava a nossa frente, ele se sentou na cadeira e começou a procurar alguma coisa em uma pasta cheia de papeis, me sentei na mesa deixando a arma de lado, observei melhor a sala, Joker remexia aqueles papeis enquanto eu me distraia com cada canto daquela sala, parecia ser uma sala de segurança, mas estava suja e visivelmente abandonada, era como se todos que trabalhavam nela tivessem mudado de sala, cadeiras bagunçadas, poeira em todos os cantos e as famosas teias de aranhas aterrorizando o local.

Olhei para Joker que parecia ter encontrado o que queria, ele sorriu e me chamou com a mão, saltei da mesa e o segui.

- Podemos ir! – Ele gritou para os homens.

- Só? – O indaguei. – Invadimos o museu apenas para isso?

Ele se virou para mim, me olhou nos olhos e sorriu.

- Não sou tão ambicioso quanto pensa Harley.

- Há, mas eu sou.

Ignorei completamente suas regras e proibições, peguei minha arma e a usei para quebrar o vidro que protegia o diamante, no mesmo momento uma sirene começou a tocar, peguei o cristal – que era muito pesado – E usei a corda para sair do museu.

♥♦♣♠

Somente depois de estar em cima do museu que a razão voltou a mim, acabei por derrubar o diamante no chão fazendo um estrondo gigante, escutei gritaria embaixo de mim, ele vai me matar, toda a pose que eu tinha feito agora não valeria para mais nada, o que está acontecendo comigo? Será que estou realmente ficando maluca?

♥♦♣♠

O vento entrava em contato com meu rosto enquanto caminhava pelas ruas de Gotham, ter fugido talvez não tenha sido a melhor ideia depois de ter feito uma burrada daquelas, mas precisava espairecer, continuei caminhando com a mão na arma sempre a postos para mira-la na cabeça de alguém, parei em frente de meu antigo apartamento, tudo parecia estar tranquilo por lá, consegui ver meu reflexo nos vidros do edifício, meus cabelos já estavam despenteados e minha maquiagem borrada, minha roupa parecia ainda mais ridícula agora, como pude sair desse jeito?

Escutei um barulho bem atrás de mim, me virei com a arma em mãos, mirei bem na cabeça do indivíduo, suas roupas eram sombrias e seu rosto irreconhecível, morcego.

Abaixei a arma e continuei andando.

- Harleen.

- Harley. – O corrigi. – Não gosto que me chamem de Harleen. – O que não deixava de ser verdade.

- Tudo bem, Harley, eu entendo que ele está te fazendo mal, mas. – Ele me puxou de leve pelo braço. – Você não precisa disso.

- Sinto muito Batman, mas eu preciso ir.

O olhei nos olhos e corri, encontrei uma escada na lateral de um prédio que subi correndo, a arma já havia caído no caminho, agora só me restava o martelo colorido, me sentei no topo do prédio e olhei o céu.

“Porra se decida Harley!”

“Volta para a mansão ou procure ajuda”

Mas eu já não ouvia mais a razão, apenas ignorei o que minha cabeça me dizia e inclinei a cabeça para trás, o vento frio em ajudava a esquecer e a pensar melhor, precisa de um tempo para mim, um tempo para mim poder conversar com minha mente e entender meus motivos para existir e fazer tudo o que faço.

Eu sou um completo fracasso, jamais deveria ter me formado ou chegado nessa cidade, minha vida se tornou uma merda depois de Gotham, depois de Joker.

 



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