História Cada um tem o Híbrido que merece. - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Akai Ito, Bangtan Boys, Bts, Demônio, Híbrido, Jeon Jungkook, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jung Hoseok, Jungkook, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Min Yoongi, Namjin, Park Jimin, Rap Monster, Romance, Suga, Vhope, Vkook, Yoonmin
Exibições 162
Palavras 6.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fantasia, Fluffy, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então...como me desculpar depois de tanto tempo sem postar? TuT Enfim....hallo meus pandicórnios <3 Como vocês estão? Eu estava com muita saudades de vocês, vocês non tem noção. <3 Quero agradecer novamente minha dongsaeng @VHopeOTP por ter tido paciência em corrigir minha fic e talz...e agradeço VOCÊS pela fucking paciência.
Espero que gostem do cap. e me desculpem mais uma vez.
MANO, 223 FUCKING favoritos. Não sei nem como agradecer <3 Vocês são awesome. <3
Beijos e POR FAVOR...LEIAM AS NOTAS FINAIS PARA ENTENDEREM ALGO.

Capítulo 11 - Cada um tem a Luz que merece.


Fanfic / Fanfiction Cada um tem o Híbrido que merece. - Capítulo 11 - Cada um tem a Luz que merece.

-JungKook-

"O Híbrido: Luz e Escuridão"

Capitulo 6.

 

Um Ser dominado por dois polos diferentes, um Ser dominado pela escuridão e pela luz, perdido em seu próprio mundo. Um humano não humano, um demônio não demônio, era assim que estes se julgavam, seres sem sentido. Uma aberração da natureza para os humanos e um desprezo para os demônios, algo que deve ser extinto.

Pobre híbridos, são mais fortes que milhares de humanos, porém mais fracos que muitos demônios. É um Ser dominado pelo reino da luz e pelo reino da escuridão, sempre perdido em meio a multidão, ao mesmo tempo que ama com todo seu coração, sabe odiar com toda sua força. Seu lado humano sempre o indica o caminho da luz, aquele que lhe fará ser mais humano que muitos humanos, mas seu lado demoníaco, sempre o indica para o lado da escuridão, aquele que lhe fará perder a noção, achando que matar será sempre a única solução.

Quando pensamos que finalmente saímos do labirinto que são os híbridos, damos de cara com uma parede de tijolos, a parede que nos fará desistir de entender os mesmos. Um Ser complicado e incompreensível, um Ser amável e intimidador, um Ser mortal e imortal, um Ser equilibrado pelo bem e pelo mal. Não há como entender quando nem eles mesmos se entendem, não há o que fazer quando nem eles mesmos sabem como equilibrar os dois reinos dentro de si.

E o seu tão falado amor imortal? Pois bem, realmente existe, os híbridos, assim como os demônios, sabem amar eternamente, chegam a implorar pela morte, mesmo sabendo que não irão para o mesmo plano que os humanos; chegam a esperar longos anos para finalmente ter seu amado novamente. A reencarnação é algo que os demônios e híbridos adoram, pelo fato de poderem estar sempre reencontrando aqueles que amam, mesmo não estando no corpo que estavam na vida passada. O destino estará sempre os ligando, o fio vermelho estará sempre os unindo, mas a maior dificuldade é fazer o humano perceber isso.

Humanos não são criaturas fáceis, inventam mentiras para conseguir aquilo que querem, inventam histórias para assustar aqueles que querem, dizem amar sem nem ao menos saber o que é isso, machucam uns aos outros sem ligar e são apaixonados pela luxúria. Mesmo não parecendo, todo humano tem um outro lado dentro de si, o lado da luz e da escuridão, a única diferença destes para os híbridos é o demônio. Os humanos podem carregar diversos animais desde os mais pacíficos até os mais rebeldes e ferozes. São seres bipolares e duvidosos, estão sempre correndo atrás de nada, sempre ocupados com o nada.

Mas, por que os híbridos não tem a parte escura dos humanos? Para manterem o equilíbrio, todo ser tem que ter um equilíbrio, assim como os humanos tem dois animais dentro de um só corpo, os demônios também tem. Mas, todos nós, tanto híbridos e demônios quanto Humanos, apenas mostramos aquilo que queremos, apenas deixamos transparecer aquilo que preferimos.

Não tente entendê-los, não tente se entender, quanto mais você se pergunta, mais louco ficará, algumas perguntas não devem ser nunca perguntadas e algumas respostas não devem ser nunca reveladas.

Ame aqueles considerados aberrações, pois entenderá mais sobre amor do que qualquer outro.

 

Fechei o livro um pouco pasmo com o que havia lido, ele parecia saber o que eu estava sentido ou me perguntado, parecia entender a minha confusão mental, parecia ter lido as milhares de perguntas que faço a mim mesmo, cujo eu nunca achei respostas. Era impressionante como certos autores conseguem nos compreender. Ainda havia muito para ler, esse era apenas o início do Capítulo 6 de "O amor entre dois seres distintos", eu estava fascinado por esse livro e pelas explicações que o mesmo me dava, talvez eu consiga compreender Jimin um pouco mais com a ajuda desse livro.

Coloco o mesmo no criado que fica ao lado de minha cama e me deito encarando o teto atentamente. Milhares de coisas começaram a passar por minha pequena e confusa mente e uma dessas coisas era TaeHyung, eu não sei o que devo fazer com ele, não sei se devo continuar ao seu lado ou não, as coisas podiam ser mais fáceis -solto um suspiro. Me viro de lado e começo a encarar as folhas que eu havia pregado na parede, todas elas continham o mesmo desenho, todas elas tinham os mesmos traços e um único rosto, o rosto de Jimin. Queria Jimin perto de mim, queria poder abraçá-lo e me desculpar por estar me afastando dele, mas talvez ele entenda que eu só estou fazendo isso para não machucá-lo e não me machucar, já que assim como eu, ele também está com alguém. Talvez YoonGi seja a pessoa certa para Jimin e não um idiota como eu, um ridículo que não sabe o que quer, um bobo apaixonado que não sabe como demostrar.

Desço as escadas e sou surpreendido por um cheiro delicioso vindo da cozinha, adentro a mesma logo me deparando com minha mãe de costas cantarolando as musicas que gosta e, aparentemente, feliz. Sua felicidade era contagiante, deixava a casa com uma energia deliciosa, me deixava mais feliz e em paz e eu agradecia muito isso. Agradeço muito a Deus por ter me dado uma mãe como ela, que mesmo não tendo um marido presente, mesmo não tendo muito tempo para ser feliz, ainda conseguia manter um sorriso em seu rosto e fazer toda energia ruim se tornar boa.  Me encosto no marco da porta e fico a observando, de vez em quando eu deixava alguns sorrisos misturados com risadas baixas escaparem. Ela era incrível e eu queria ser como ela, queria ser alegre como ela.

Depois de alguns minutos, a mesma se vira e leva um pequeno susto ao me ver ali, parado apenas sorrindo em sua direção, ela se aproxima e me da um abraço.

- Filho, TaeHyung vai vir almoçar com a gente hoje. -Diz ela. Um sorriso largo foi formado em seu rosto.

- O que? -Arregalo meus olhos- Quer dizer, -Limpo minha garganta e solto um suspiro- que bom, mãe! -Após dizer isso, vejo a mesma arquear uma sobrancelha e puxar duas cadeiras. Ela se senta em uma e logo me manda sentar na outra.

- Kook, você não gosta do TaeHyung. -Diz ela me olhando profundamente nos olhos.

- Gosto.

- Não filho, eu estou afirmando! Não foi uma pergunta. -Ela deixa uma risada escapar por conta da minha lerdeza- Eu queria que você conversasse mais comigo, queria que você desabafasse comigo.

- Eu sei mãe, é só que... -Digo desviando meu olhar e olhando para meus pés- eu estou confuso.

- Por causa de Park Jimin, não é? -Ela sorri.

- Como sabe? -Digo um pouco surpreso.

- Você trouxe Tae aqui em casa duas vezes. Já o Jimin, quase sempre, vem pra cá. Sem contar que, eu já vi o jeito que ele te olha e o jeito que você o olha. -A maneira como ela falava me deixava mais e mais corado, minhas bochechas queimavam de vergonha- Desculpa filho, mas a omma sabe e vê tudo.

- Eu sei, mãe. Vou subir pra tomar um banho rápido e me trocar, obrigado pela atenção. -Depósito um beijo em sua testa e me levanto, antes que eu começasse a andar, sinto as mãos de minha mãe segurarem minha mão.

- Faça aquilo que seu coração mandar e faça agora, para não se arrepender no futuro. -Ela sorri e eu retribuo com um sorriso tímido.

Subo novamente para meu quarto pegando minha toalha e indo em direção ao banheiro. Com meu corpo já coberto pela água quente que enchia a banheira, comecei a me recordar da primeira vez em que vi Jimin; passei um ano inteiro olhando para fora da janela da cozinha apenas esperando aqueles olhos amarelados aparecerem novamente, um ano me taxando de louco e achando que talvez eu precisasse de terapias, um ano completamente confuso e obcecado por algo que eu desconhecia. Fecho meus olhos por alguns instantes tentando descansar minha mente e aproveitar a paz e o silêncio que o banheiro se encontrava, eu precisava desse tempinho já que o ensino médio, a cada dia que passa fica mais e mais cansativo, principalmente para mim que estou no último ano. Abro meus olhos lentamente e me deparo com algo em pé ao lado da porta, eu não entendia o por quê de eu não conseguir enxergar aquilo, parecia a sombra de alguém, me fazia ter a sensação de que minha visão estava falhando. Pisquei e cocei meus olhos várias vezes para ver se minha visão voltava ao normal, mas não adiantava. Aquela criatura não era humana, sua presença era ruim e eu sentia isso.

Me levantei rapidamente e peguei minha toalha amarrando-a na cintura, quando me virei novamente para onde aquela coisa estava, a mesma havia desaparecido. Fiquei completamente desesperado e o medo tomou conta de meu corpo, nada conseguia se processar em minha cabeça naquele instante. Meus olhos foram rapidamente direcionados a algo jogado no chão, me aproximei daquilo um pouco receoso, por não saber exatamente o que era, me agachei e percebi que era um papel com uma coloração bege, estava dobrado ao meio e continha uma letra bonita e desenhada dizendo "leia".  Respirei fundo e peguei aquela pequena folha e sai às pressas do banheiro. Fechei a porta do meu quarto a trancando em seguida e me sentando na cama. Com o papel ainda em minhas mãos, dei uma rápida olhada para os lados para ter certeza de que aquela criatura, que eu havia visto no banheiro, não estava ali e em seguida abri o bilhete lentamente me deparando com um pequeno texto.

 

"Lhe contarei uma história, preste bem atenção:

Era uma vez um menino lindo chamado JungKook, um garoto inteligente e um tanto quanto carismático; tinha uma pele pálida e um cabelo negro; tinha um sorriso encantador que roubaria o coração de qualquer um que o visse. Ele era um mero mortal. Mas, JungKook não era tão esperto, era bobo, acreditava demais nas coisas ao seu redor, nas pessoas que ele julga amar, acreditava que um mero híbrido iria cobrir o vazio que tem em seu coração. Esse pobre menino, tão iludido. E em como muitas histórias, essa também terá um ponto final, e começando por VOCÊ, nossa tão adorada isca. :) Aproveite enquanto pode, ou melhor, aproveite os seus amigos "diferentes" enquanto pode, pequeno Jeon JungKook.

                           Um grande beijo. S."

 

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa ouço meu celular vibrar algumas vezes, levanto rapidamente da cama e o pego vendo algumas mensagens de um número desconhecido. Eu já havia recebido mensagens, a um bom tempo atrás, do mesmo número, mas apenas ignorei pensando que era uma brincadeira de mau gosto. Só que dessa vez, eu percebi o quão errado estava. Comecei a ler as mensagens e percebi o quão errada e doentia essa pessoa conseguia ser, me causava certos arrepios.

 

Desconhecido [13:40]: Vejo que recebeu minha carta! Gostou da história? :)

 

Desconhecido [13:40]: Eu espero que sim.

 

Desconhecido [13:41]: Sabe JungKook, humanos não devem se meter com criaturas nojentas como demônios ou híbridos.

 

Desconhecido [13:42]: Mas, se isso vier a acontecer, você tem que usá-los como uma arma. Assim como estou fazendo.

 

JK [13:45]: O que você quer comigo?

 

Desconhecido [15:02]: Ah, pequeno JungKook, pensei que fosse mais esperto!

 

Desconhecido [15:02]: Só irá descobrir hoje a noite, se seguir as instruções corretamente. :)

 

JK [15:03]: Como assim?

 

Desconhecido [14:51]: Diga-me JungKook, do que você tem medo? :)

 

[Desconhecido está Offline]

 

Eu estava completamente paralisado, minhas mãos estavam imóveis, meus olhos estavam completamente prendidos a tela do celular, nada do que meu cérebro mandava era atendido. Me sentia perdido, aquela conversa e aquele texto não se processavam direito em minha cabeça, eu não conseguia entender exatamente onde a pessoa queria chegar, não conseguia entender o que ela queria comigo. Talvez fosse um caçador de híbrido. Talvez fosse uma criatura demoníaca. Talvez fosse alguém que eu nunca imaginaria que fosse. Pode ser qualquer pessoa, até mesmo aqueles em quem confiamos e pensamos ser nossos amigos.

Sou logo tirado de meus pensamentos por algumas batidas na porta. Me levantei e tentei parecer o mais ok possível, não queria explicar o que havia acabado de acontecer, não queria intrometer pessoas em algo que é apenas para eu saber. Eu tenho medo de acabar prejudicando aqueles que amo. Destranquei e abri um pouco a porta, dando a possibilidade de minha mãe ver apenas meu rosto, ela sorri e avisa que o almoço estava pronto e que TaeHyung estaria aqui em 5 min, assenti com um sorriso fraco em meu rosto e fechei novamente a porta, indo em direção ao guarda roupa e escolhendo uma roupa bonita e confortável.

O barulho da campainha toma conta da casa, me direciono até a porta a abrindo e me deprando com TaeHyung, ele estava lindo e com um sorriso encantador estampado em seu rosto. Sorrio e lhe dou um rápido selinho, ele tira seus sapatos e logo lhe dou espaço para passar, pego sua mão e juntos vamos até a cozinha. A mesa já estava colocada, minha mãe havia feito muita comida e o cheiro estava maravilhoso, nos sentamos e começamos a nos servir, hora ou outra via Tae e minha mãe trocarem algumas conversas e rirem, mas eu nunca dizia nada, ficava apenas apreciando a deliciosa comida e pensando nas mensagens.

- Kookie, como está o seu primo Jimin? -Diz Tae. Vejo minha mãe arregalar os olhos e me fitar, olho para a mesma e sorrio.

- Por que a pergunta? -Digo franzindo o cenho.

- Estou apenas curioso. Soube que ele é "diferente". -O mesmo faz aspas com as mãos e sorri. Após escutá-lo dizer isso, um certo flash das mensagens que recebi e da carta me veio em mente. Fechei meus punhos e o bati com força na mesa, fazendo tanto Tae, quanto minha mãe, se assustarem.

- O que sabe sobre ele? -A maneira como eu disse deixava claro a minha irritação, escuto minha mãe me pedir calma e apenas ignorei. Fitei Tae profundamente nos olhos e era possível perceber que o mesmo estava com um certo receio de pronúnciar qualquer palavra.

- S-Só sei que ele é um híbrido. Eu não queria te estressar. -Diz Tae desconfortável com a situação, solto um suspiro alto e tento me acalmar.

- Desculpa. -Pego o guardanapo e limpo minha boca, em seguida tomando um gole do suco de laranja- Eu estou apenas preocupado com ele por conta disso.

- Tudo bem. -Tae limpa a garganta e volta a comer.

Um silêncio constrangedor dominou o local, TaeHyung vez ou outra parava de comer e ficava apenas me observando, parecia querer entender o que está acontecendo comigo e, eu admito, até eu mesmo gostaria de saber o que está acontecendo. Me sinto vazio e, como naquela maldita carta diz, o Jimin é o único que cobre esse vazio que tenho dentro do meu peito, ele é o único que consegue me fazer sorrir em momentos catastróficos, foi ele quem descongelou meu coração de gelo e me fez virar esse ser humano com os sentimentos bem mais confusos e completamente indeciso.

Me sinto louco; um louco perdido em meio a sua loucura. Um louco que tem medo de um dia acabar admitindo que é louco e aceitar sua loucura.

Depois de almoçarmos e comermos um bolo delicioso com sorvete, eu e TaeHyung decidimos assistir um filme. Fomos até a sala e nos sentamos perto um do outro, liguei a televisão e comecei a procurar por algum filme legal. Enquanto Tae assistia o filme, cujo apenas ele conhecia e adorava, decidi tirar um cochilo, deitei em seu colo enquanto sentia suas mãos acariciando os meus cabelos, era tão bom isso.

Eu me encontrava em um lugar completamente estranho, haviam enormes árvores a sua volta e uma pequena casa, meu cérebro me obrigava a andar até o local, mas meu corpo, como sempre, não atendia ao pedido. Eu estava com medo do que eu iria encontrar ali, eu sabia que algo ruim me esperava. Finalmente consigo tomar coragem e adentrar o local, um cheiro familiar passou por mim, olho para um canto que estava iluminado e o vejo.

- Jimin? -Digo com o cenho franzido vendo o mesmo ajoelhado e de costas para mim. Começo a me aproximar lentamente.

- Eu tentei JungKook. -Ouço alguns soluços vindo de Jimin- Eu tentei, eu não consegui o proteger, o que eu faço? -Ao virar, vejo YoonGi em seus braços, ele estava morto. Minhas pernas ficaram bambas e logo sinto meus joelhos irem de encontro ao chão. Eu não conseguia acreditar, isso não era real, isso não podia ser real. Peguei YoonGi dos braços de Jimin e comecei a chorar, gritar e pedir para que isso fosse apenas um pesadelo. Olho para minha frente e vejo que Jimin não estava mais ali, ele havia desaparecido; o local que antes estava iluminado, agora estava completamente escuro. Olho para meus braços e quem estava ali não era mais YoonGi e sim Jimin, minhas mãos estavam tomadas pelo sangue que escorria do mesmo. Eu sou o assassino, sou eu quem quer machucar Jimin.

Eu sou o assassino...EU...

Sou acordado por Tae que estava completamente assustado, sinto minhas bochechas tomadas por lágrimas e suor.

- Kookie, o que houve? -Tae me pergunta, enquanto pega a toalha úmida das mãos de minha mãe e começa a passá-la por meu rosto.

- E-Eu tive um pesadelo, só isso. -Me sento no sofá. Meu coração estava muito acelerado, aquele sonho parecia muito real.

- Não é novidade. -Após escuta-lo dizer isso, o olhei e ri.

- Pois é. Eu já deveria estar acostumado. -Ele assente e volta a passar as mãos por meus cabelos, que agora estavam encharcados de suor.

Após TaeHyung ir embora, minha mãe me chama para uma conversa, pelo seu olhar ela estava preocupada e curiosa com o que sonhei. Sentei na beirada de sua cama enquanto a mesma me encarava, ficamos um tempinho em silêncio até que ela finalmente se pronuncia.

- Com quem sonhou, filho? -Ela me pergunta.

- Com Jimin e YoonGi, mãe.

- E o que aconteceu no sonho? -Eu não sei por quê mas comecei a rir da maneira como estava falando- Que foi?

- Virou minha psicóloga ? -Após dizer isso vejo a mesma rir também- Eu sonhei que YoonGi estava morto nos braços do Jimin, e ele começava a falar que havia tentado, mas que não conseguiu protegê-lo e depois...-Digo dando uma pausa e sinto meus olhos se encherem de lágrimas- depois o Jimin estava nos meus braços, morto, e eu era o seu assassino. Eu havia o matado, mãe. -Sinto a mesma me abraçar e nesse momento deixei minhas lagrimas serem livres.

- Tem alguém querendo machucar Jimin? -Ela diz e tudo que fiz foi assentir- Então, o proteja. Talvez isso seja um aviso, muitos sonhos ou pesadelos querem nos avisar algo, só precisamos prestar atenção em nossa volta para descobrirmos.

Abracei minha mãe com força e depois deixei seu quarto indo para o meu, ao adentrá-lo escuto meu celular vibrar e eu sabia que as mensagens seriam daquele Ser que não conheço, aquele Ser que faz meu corpo se arrepiar sem ao menos saber quem é.

 

Desconhecido [18:48]: Como foi passar o dia com TaeHyung? Foi bom?

 

Desconhecido [18:48]: Com certeza não.

 

Desconhecido [18:49]: Você é um tolo, um grande idiota, conseguimos ver pela maneira que o olha, que você não sente NADA por ele.

 

Desconhecido [18:50]: O que faremos com você? Será que vamos ter que apagar sua memória? :( Seria uma pena...

 

Desconhecido [18:50]: Não é mesmo? :)

 

Desconhecido [18:52]: Instruções:

-Deixe a sua casa e avise à sua mãe que irá ao encontro de seu amiguinho, YoonGi

-Vá até a lanchonete próxima à sua casa, entre lá e fique um tempo.

 

Desconhecido [18:53]: Por enquanto é isso! Ah...não chame seus amiguinhos híbridos, por favor. Não quero ter que te matar...

 

Desconhecido [18:53]: :).

 

[Desconhecido está offline]

 

Visto uma roupa mais pesada e vou ao quarto de minha mãe, digo a ela que YoonGi havia me chamado para tomar um milkshake, de primeira ela nega dizendo que estava tarde, mas depois de alguns minutos mentindo a ela que eu necessitava ir até ele para contar o sonho que tive, ela acaba cedendo e me entregando a chave de seu carro.

Saio às pressas indo em direção a lanchonete que o homem havia dito. Uma tensão e ansiedade dominava meu corpo, eu não parava de suar, eu estava suando frio, eu estava com medo do que poderia vir a acontecer, mas eu precisava saber o que esse homem quer, precisava saber o que ele quer comigo e como sabe sobre Jimin.

Chego no local e estaciono meu carro, adentro o estabelecimento me sentando em uma das mesas e sou rapidamente atendido por uma garçonete que me entrega um cardápio. Quando estou ansioso não consigo comer nada, então decidi pedir um milkshake. A ansiedade apenas aumentava, minha perna não parava um segundo sequer, meus lábios aos poucos iam ficando machucados de tanto que eu os mordia. Deito minha cabeça pra trás e olho para a enorme janela que tinha do meu lado, começo a observar as estrelas. Um lado de mim se arrependia de ter conhecido Jimin, mas o outro agradecia muito. Sinto uma mão delicada me cutucar, me viro rapidamente e fico tranquilo em ver que era apenas a garçonete com meu milkshake - Mãos delicadas me fazem lembrar de Jimin. Uma nova mensagem apareceu no visor do meu celular, o desbloqueio para ver de quem era, e para a minha infelicidade, era daquele maldito Ser, aquele humano imundo que quer machucar meus amigos.

 

Desconhecido [19:20]: Seu milkshake está gostoso?

 

Desconhecido [19:22]: Não finge que não está vendo as mensagens JungKook, eu estou te vendo.

 

JK [19:22]: O que você quer?

 

Desconhecido [19:23]: Você sabe, não finge de bobo. :)

 

Desconhecido [19:23]: Está preparado para o resto das instruções, Jeon?

 

JK [19:24]: Sim...

 

Desconhecido [19:24]: Ótimo :)

 

Desconhecido [19:25]: Deixe o seu lugar, pague a conta e vá até o beco que fica na parte de trás da lanchonete. Aguarde lá!

 

Desconhecido [19:27]: Eu não irei te machucar....se você não fizer nenhum tipo de bobagem...claro :)

 

[Desconhecido está Offline]

 

Guardo meu celular no bolso e olho ao redor da lanchonete tentando procurar por algo ou alguém que estivesse me observando, mas nenhuma das pessoas que ali se encontravam pareciam ser assassinas ou ter a noção de que híbridos e demônios realmente existem. Levanto da mesa e pago minha conta, assim como o desconhecido havia mandado, e saio da lanchonete. Já do lado de fora me deparo com um corredor mau iluminado que dava para o beco, e naquele momento eu desejava que Jimin estivesse ali comigo, porque sei que ele é o único que me salvará de tudo e todos. Inspiro fundo com os olhos cerrados e depois solto o ar bem devagar, em um ato de me acalmar, com passos rápidos e largos vou em direção a parte de trás do estabelecimento, eu não podia demonstrar meu medo, não podia mostrar a eles que sou fraco, porque eles usarão isso contra mim.

Chego no lugar indicado e vejo que não havia ninguém, me encosto na parede e um pequeno Flash do dia em que tentaram me matar me veio em mente. Será que foi ele que tentou me matar? Mas, por quê?  Algo dentro de mim parecia confirmar isso, talvez tenha sido ele, mas necessito saber o por quê dele me querer morto sendo que não sou nada, além de um mero humano.

Sou surpreendido por uma Van preta que se aproximou lentamente de onde eu estava. Três homens mascarados desceram do carro e se aproximaram de mim, me viraram bruscamente e amarraram com força uma corda em volta de meus pulsos e em seguida colocaram um saco em minha cabeça. Nesse momento eu tinha certeza que eu iria morrer. Em um ato bruto e rápido sou jogado para dento da van onde bato minha cabeça na parte metálica, fazendo um gosto horrível de sangue tomar conta do meu paladar acompanhado de uma dor insuportável na minha cabeça, sentia-me completamente zonzo e fraco, sentia-me um completo inútil e merecedor de tudo que esses homens farão. Tentei arranjar uma forma menos desagradável pra ficar, mas nada adiantara já que minhas mãos estavam presas e eu estava dolorido por conta da brutalidade que me lançaram contra a parte de dentro da van. Senti alguém se aproximar aos poucos e sentar do meu lado, dava para sentir sua respiração perto do saco que cobria minha cabeça e isso me causava um certo medo e agonia.

- Que honra é ter a melhor isca aqui conosco. -Diz uma voz completamente estranha e nada familiar- Jeon JungKook, agora entendemos o porquê do amor de Park Jimin por você, você é extremamente lindo de perto. -Ele passa seus dedos por cima do saco, como se estivesse acariciando minhas bochechas- É uma pena que não podemos nos conhecer melhor agora, mas pode ficar tranquilo que daqui uma hora e meia vamos finalmente fazer contato visual. -Ele ri, assim como todos que estavam ali dentro da van.

- O que querem comigo? -Digo ríspido.

- Olha, olha, quem você acha que eu sou? Acha que sou um qualquer? Um homem que irá deixar um mero adolescente apaixonado por um híbrido falar assim comigo? E o pior, sem eu nem sequer dar autorização dele pronunciar qualquer palavra? -Diz ele entre gargalhadas- Faz me rir, senhor Jeon. Tome cuidado se não quiser morrer. Mas, respondendo à sua pergunta, -Ele dá uma pequena pausa- lhe usaremos de isca parar capturarmos Jimin e matá-lo, depois matar a família dele e por ultimo você, porque será divertido ver suas lágrimas sendo derramadas enquanto todos esses híbridos e demônios morrem. Jimin e sua família irão pagar pelo que fizeram com a minha família. -Ele soca o chão da van com uma certa força.

- Patrão, vamos poder comer o humano depois de concluirmos tudo? -Diz uma voz grossa, rouca e medonha, uma voz típica de demônio.

- Vocês poderão fazer o que quiser com essa gracinha. -Ele coloca suas mãos na minha coxa.

- Não encoste em mim. -Por sorte minhas pernas não haviam sido amarradas e então começo a tentar acerta-lo, começo a chutar descontroladamente o nada, apenas chutava para não deixar ninguém se aproximar, até que sinto uma mão pegar minha perna e aperta-lá com uma força surreal.

- Humano nojento, acha que com essas pernas magras e esses golpes ridículos irá conseguir machucar nós e nosso mestre? -A cada palavra que dizia, o mesmo apertava mais e mais minha perna, a qualquer momento o sangue irá parar de circular ali.

- Já chega BotanMaru. -Diz o homem cujo não sabia o nome- Solte a perna dele. -Sinto minhas pernas serem rapidamente livres e um alívio enorme tomar conta de mim- Tenho outra maneira de resolver isso. -Em  um ato rápido sou surpreendido por uma coronhada na cabeça e um chute na boca do estômago, minha visão logo falha, assim como todo o meu corpo, mas antes de desmaiar uma imagem de Jimin sorrindo me vem em mente e naquele momento eu sabia que eu tinha que protege-lo, mesmo eu sendo um humano inútil.

Acordo completamente zonzo em uma sala branca com enormes estantes enfestadas de livros, era um lugar agradável, mas eu sabia que as pessoas que aqui frequentam não são nada agradáveis. Meus pulsos estavam presos a cadeira que eu estava sentado e uma forte dor tomava conta da minha cabeça, sem contar o gosto de sangue que não deixava minha boca. Comecei a mexer meu braço tentando me libertar das cordas, mas foi em vão já que a pessoa havia dado um nó forte. Paro de mexer quando escuto alguém mexer na maçaneta e a porta ser rapidamente aberta, não sabia quem adentrava a sala já que eu estava de costas para a porta, mas aos poucos seus passos iam se aproximando de onde eu estava e o meu medo apenas aumentava. Um homem alto, de cabelos loiros e um terno bonito para na minha frente em seguida se sentando na poltrona que ali tinha, ele cruza suas pernas e em silêncio me observa, vez ou outra deixava um sorriso medonho a mostra, admito que aquilo já estava me irritando, então decidi me pronunciar.

- O que você quer? -Digo o fitando seriamente. Vejo o mesmo arregalar os olhos e soltar uma risada baixa enquanto balançava sua cabeça negativamente.

- Aish, Jeon JungKook, já se esqueceu que você só fala quando eu pedir? -Ele se levanta e começa a andar de um lado para o outro- Quero lhe fazer uma...-Ele dá uma pausa e me olha- PROPOSTA.-Ele grita animadamente- Aceita?

- O que seria? -Digo sem qualquer resquício de ânimo e paciência. Ele parecia uma criança que ganhou um roteiro de vilão e está dando o melhor de si, mas na verdade não passa de um idiota pagando mico.

- Queremos que você nos ajude a capturar híbridos e demônios, pelo que percebo, você me parece uma bela isca e tem conhecimento sobre essas criaturas, sabe como manipula-las...

- Quem disse? -O interrompo fazendo-o ficar um pouco estressado. Ele solta uma gargalhada e volta a se sentar.

- Ora Sr. Jeon, vamos ser sinceros? Quando conhecemos algo tão bem, sempre vamos querer usá-los para conseguirmos algo. -Esse homem é um lunático, ele só pode estar brincando e isso tudo não passa de uma brincadeira. Ele não pode estar falando sério- Pela sua expressão, você deve estar se perguntando o por quê desse meu ódio enlouquecedor. Não é mesmo? -Ele arqueia uma sobrancelha e eu apenas assenti- Esses seus amiguinhos mataram milhares de parentes meus, inclusive os meus avós, mas graças a uma pessoa querida eu acabei descobrindo o nome da criatura nojenta que os mataram de maneira bruta.

- É uma pena. -Digo dando de ombros.

- Sim. -Ele ri- Gostaria de saber como eles foram mortos Sr. Jeon? Ah, não precisa responder, eu lhe direi com todos os detalhes. Minha avó teve seus olhos perfurados, seus braços e seus órgãos arrancados de seu corpo. Já o meu avô, meu querido avô, teve sua face arrancada, exatamente, sua face. -Seus olhos aos poucos se enchiam de ódio, o pouco de brilho que tinha neles havia desaparecido- Ah, ele também teve seu coração arrancado e o mais legal foi que seu tão adorável amor comeu um pedaço dele. -Ele inspira fundo e logo em seguida solta o ar bem devagar- Diga-me Sr. Jeon, do que você tem medo? -Seu sorriso amedrontador ressurgiu e seus olhos estavam fixos em mim.

- De nada. -O encaro e em seguido sorrio- Nada do que você me disser, me fará aceitar trabalhar com vocês. -Digo com firmeza. Ele passa as mãos pelo rosto e em seguida pelo cabelo, ele se levanta e se aproxima de mim, deixando seu rosto bem próximo do meu.

- Você irá se arrepender.

- Não irei. -Sem pensar duas vezes cuspo na cara dele. Ele fecha seus olhos e começa a rir descontroladamente até que um forte soco vindo do mesmo atinge minha cara, fazendo-me sujar o chão de sangue.

- Você é divertido. -Ele se direciona até a porta ainda rindo- Irei me divertir enquanto te torturo. -Ele sai da sala, me deixando sozinho novamente. Solto um suspiro aliviado, mas eu sabia que eu tinha que pensar em uma maneira de sair e me libertar daqui, eu não tinha certeza de como eu faria pra sair desse local cheio de psicopatas.

Com uma certa dificuldade levanto a cadeira de madeira, em que eu estava, e começo a batê-la contra uma das estantes. Em poucos minutos consegui, não só me libertar das cordas, mas também quebrar a cadeira e uma boa parte da estante. Corro em direção à uma enorme janela e vejo que o lugar em que eu me encontrava era no meio do nada, tudo que se via eram árvores, vejo um carro sair pelo portão enquanto outra entrava, uma certa curiosidade em saber quem era o louco que chegava me despertou e acabei ficando parado, apenas esperando o ser descer do carro. Após estacionado, um homem alto, bem vestido e de cabelos completamente brancos sai do carro e seus olhos são rapidamente direcionados a janela onde eu me encontrava, vejo o mesmo me olhar confuso e um pouco surpreso, pelo visto ele parecia me conhecer ou talvez esteja querendo me usar de isca também. Solto um suspiro e volto a procurar alguma saída, me aproximo da porta e a mesma estava lacrada, não havia saída a não ser a janela, mas eu já estava muito machucado para me machucar mais. Me sento na poltrona e começo a esperar pelo pior, fecho meus olhos e sem perceber deixo uma lágrima solitária escapar.

- Ame aqueles considerados aberrações, pois entenderá mais de amor do que qualquer outro. -Repito em voz alta enquanto me lembrava de algumas passagens do livro que havia lido hoje de manhã- Jimin, como eu queria você aqui comigo. Como eu queria poder te dizer o quanto te amo e o quanto tenho medo.

A pior sensação é o amar, pois ela machuca e corrói, ela nos traz dor e tristeza, nos deixa confusos e loucos. E é assim que me sinto, um bobo apaixonado, um louco sem cura, um humano carente com medo daquilo que sente; com medo de assumir seus mais profundos sentimentos e ser rejeitado por aquele que ama. Sou interrompido por um estrondo alto, abro meus olhos e vejo uma criatura estranha e fascinante na minha frente, era um gato, ou melhor, um felino, uma criatura enorme com dentes afiados, seu pelo parecia sedoso e macio, mas era uma criatura medonha, aos poucos a criatura foi retomando a forma de gente, me dando a possibilidade de ver o homem de cabelos platinados. Levo um susto e rapidamente me encolhi na poltrona, com minhas mãos tampando meu rosto.

- JungKook, não irei lhe machucar. -Diz o homem posicionando delicadamente suas mãos nas minhas- Sou o NamJoon, mas deve me conhecer pelo nome Monster. -Após escutar esse nome extremamente familiar, retiro minhas mãos da minha face e encaro a criatura exuberante a minha frente e rapidamente me toquei que aquela era a forma normal de um Bakeneko.

- Aigo, muito obrigado Sr. Monster. -O puxo para um abraço- Me desculpa, mas obrigado mesmo. Como soube que eu estava aqui?

- Eu não sabia. -Ele ri- Bom, eu sou médico como deve ou não saber e eu acabei ganhando a confiança dos caçadores de híbridos e fui chamado para trabalhar aqui cuidando dos feridos. E é através daqui que eu consigo saber o que eles estão planejando e o por quê de estarem planejando isso.

- Eles querem machucar o Jimin. -Sinto meu coração doer após dizer isso e imaginar o quão em perigo Jimin e todos os outros estão. Vejo NamJoon abaixar a cabeça e ficar sério.

- Sim, eu sei. -Ele inspira fundo prendendo o ar e em seguida esvaziando seus pulmões- Eu ainda irei achar uma solução para isso. Enfim, preciso lhe tirar daqui, não posso deixar nada acontecer com você se não Jimin irá me matar. -Ele sorri e eu concordo.

- Como sabia quem eu era sem nunca ter me visto? -Digo um pouco confuso e vejo o mesmo sorrir novamente.

- Jimin sempre falou muito de você e uma vez te desenhou e mostrou para mim e para Jin. -Sinto minha bochechas queimarem e meu coração bater um pouco mais forte, talvez Jimin realmente goste de mim, ou talvez não, já que ele está com o YoonGi.

- Venha, HoSeok estará chegando a qualquer hora. -Ele diz indo em direção à porta e eu o acompanho. Começamos a descer as escadas e em cada degrau havia um homem desacordado no canto. Olho para NamJoon que sorri e faz sinal para andarmos mais rápido.      

O  lugar era enorme e lindo, pena que agora estava cheio de sangue e homens desmaiados por todas as partes. Fomos para o estacionamento esperar HoSeok, encarei o céu por alguns segundos até que uma pequena pergunta me veio em mente.

- Sr. Monster, como fará com os homens desmaiados? Eles te viram. -Ele me olha e ri, em seguida bagunça meus cabelos.

- Você se preocupa demais, igual Jimin. Eles viram minha forma demoníaca, ninguém daqui sabe que sou um demônio. Não se preocupe, criança. -Eu tentei não me irritar, mas aquilo já estava passando dos limites, nunca me senti tão criança como agora- Eu irei apenas me machucar pra que pensem que também fui atacado. -Antes que eu o xingasse ou pronunciasse qualquer palavra, vejo HoSeok posar na superfície e sorrir ao me ver.

- Kook-ah. -Diz ele me dando um abraço e em seguida cumprimentando Monster com uma reverência e um sorriso simpático, que foi correspondido instantaneamente.

- Preciso que o tire daqui o mais rápido possível. -Diz Monster a HoSeok, que concordou e se virou para que eu subisse em suas costas.

- Obrigado Sr. Monster. -Faço uma rápida reverência e subo nas costas de HoSeok.

- Não precisa agradecer, estou aqui para ajudar. -Ele sorri e acena e em um piscar de olhos desaparece.

- Caralho. -Digo rindo e fazendo HoSeok também rir.

- Se acostume, eles são muito rápidos. -Diz HoSeok calmamente enquanto retirava nossos corpos da superfície- Que energia horrível daquele lugar, por que estavam aqui?

- É uma longa história Hobi, eu prometo lhe contar depois, mas no momento, tudo que quero é deitar no seu ombro e dormir. -Digo manhoso e sinto uma das mãos de HoSeok acariciar meus cabelos.

- Pode dormir, você deve estar bem cansado. -Apenas concordei e fechei meus olhos enquanto sentia meus cabelos bagunçarem.


Notas Finais


Hoy :3 Bom...irei explicar algo bem rápido para poderem entender um pouco mais sobre demônios TuT (Como já disse a vocês...não incentivo ngm a gostar de demônios e talz...isso aqui é uma FIC...ou seja...ficção.), como vocês devem ou non saber, demônios tem algumas capacidades...tipo de sentir o cheiro de outro demônio. O NamJoon e o Jin estão acostumados a viver entre os humanos a décadas e com isso eles aprenderam a disfarçar seu cheiro, fazendo os outros demônios não sentirem este. Tendeu? :3 Espero que sim. Qualquer duvida sobre a fic, não fique com vergonha de me perguntar. :3
BEZUZ AMORES <3 ATÉ O PRÓXIMO CAP. :3


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