História Café do Sol - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation, Mamamoo
Personagens Hwasa, Taeyeon
Tags Angst, Coffee, Hwasa, Taeyeon
Visualizações 10
Palavras 1.377
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, peço desculpas antecipadas se a drabble estiver confusa, escrevi em uma madrugada enquanto eu não lembrava nem mesmo meu nome

Nos vemos lá embaixo! <3

Capítulo 1 - Americano


Fanfic / Fanfiction Café do Sol - Capítulo 1 - Americano

Unnie, eu só não queria mais me sentir inadequada em qualquer lugar que eu fosse, queria que eu não me sentisse um ser de outro planeta só por passar na frente daquele café e ver todas as garotas bonitas rindo e conversando sobre as últimas tendências da moda, e a forma como os namorados garanhões delas eram bem sucedidos nas empresas em que trabalhavam, eu queria parar de me sentir um estorvo em qualquer lugar que pisasse, e graças a você, eu decidi que iria continuar a viver, mas viver da minha forma, com você ao meu lado.

 

Aquele seu olhar acolhedor que você costumava usar com os clientes me cativou da mesma maneira que você se sentia cativada pelo cheiro de livros velhos e uma boa e velha xícara de café, você esquentava meu coração e com ele eu conseguia me aconchegar em seus sorrisos involuntários, quando você rolava os olhos ao ouvir seu chefe reclamar pela milésima vez em um mesmo dia, quando você pegava escondida algumas balas e dava para as crianças que apareciam em sua frente, ou quando você se derretia como manteiga ao ver cachorros passando pela porta do estabelecimento, você me fez enxergar a vida onde eu não enxergava mais.

O tempo começou a passar mais devagar, agora que eu costumava ter uma rotina em minha vida, trocando os lençóis sujos pela comida na mesa farta, e a cara vermelha por uma que ao menos me dava forças para continuar ao me olhar no espelho, eu comecei a me arrumar outra vez, e passava a observar melhor tudo aquilo que me rodeava ao pegar o caminho pelo trabalho, e muitas vezes, um caminho qualquer depois do expediente, só para eu ter o prazer de conhecer lugares novos e aconchegantes, como foi no “Café do Sol”, onde encontrei você, e à partir dali, passei a ser iluminada pela sua bondade e beleza muito mais que interior.

Acho que depois de umas cinco idas para o café foi que você percebeu minha mesa com dois copos de café gelado, e uma só pessoa sentada, lembro-me da sua cara confusa, como se estivesse se perguntando aonde estaria a pessoa dona do outro copo de café ainda cheio, uma pena que você não pôde descobrir na hora, que aquele café que eu sempre pedia, era o seu, por mais que eu não tivesse coragem de chamá-la para tomá-lo comigo, você gostava de Americano, e não, eu não estivesse vasculhando sua vida, apenas ouvi você dizer “Se não for Americano então não me convidem!” lá na cozinha uma vez, já que a mesa em que sempre sento fica ali perto.

 Minha rotina consistia em: acordar 5 da manhã chorando por não ter dormido o suficiente, levar exatos quinze minutos para me levantar e lembrar que ainda sou um ser humano e tenho necessidades a fazer, tomar uma ducha fria pois eu costumava ficar mais atenta depois, e ir correndo para o café pedir um copinho quente de mocha para ir tomando a caminho do trabalho no qual eu sempre chegava atrasada, não importava o trânsito. Depois, eu ficava oito horas trancafiada no escritório de advocacia de minha amiga recebendo telefonemas e levando café aos funcionários porque eu era considerada uma “escrava” na equipe, eu nunca gostei desse trabalho, mas como não tive condições de continuar minha carreira de artista, tive que ir para minha última opção, talvez um dia eu volte a esculpir, nunca se sabe.  Depois de toda a agitação que me era causada pela tarde, no horário em que todas voltavam para suas casas ou saíam para beber e cantarolar em karaokês, eu sempre a visitava, digo, seu turno só começava no início da tarde, o que significava que eu só podia vê-la depois do meu expediente, e como aquilo me dava forças para continuar. Eu nunca me esquecerei do dia em que tudo virou de cabeça para baixo, lá estava eu, comprando os típicos dois copos de café gelado: um mocha e outro americano, quando vi você se sentar justamente na cadeira em frente a minha, confesso que naquele momento eu parei de respirar e jurei que meus órgãos estavam todos se contorcendo como numa briga de rua dentro do meu estômago, eu estava torcendo para meu cérebro não me trair e fazer eu passar vergonha na sua frente, mas felizmente, nada disso aconteceu, eu lembro-me de você pedindo licença antes de realmente se sentar, e eu apenas concordei com a cabeça. Você estava suando, ofegante e extremamente cansada, até que começou a falar:

“Você não se cansa de vir aqui? Todos e todos os dias, como uma prática religiosa, vejo você aqui sentada com esse café na mão, e o outro abandonado, posso saber o por quê?”

Foi nesse momento que meus neurônios voltaram ao normal e inacreditavelmente disseram.

“Esse é para você.” E então eu fiquei extremamente vermelha, e ao mesmo tempo você arregalou os olhos como se não esperasse por uma resposta daquelas, e sim algo como “Ah, sou apenas uma pessoa idiota que compra dois cafés”.

“Poxa, é muita gentileza sua, posso?” Você fez aquela expressão que até hoje nunca me esquecerei, um rosto tão gentil, uma expressão tão carinhosa, eu confesso que me segurei para não chorar na sua frente, aquilo seria mais vergonhoso do que estava sendo, e no fim eu acabei dizendo:

“Se não for de extrema ofensa, porque você se sentou aqui?”

“Porque sempre vi você aqui sozinha, e pensei comigo, “por que não ir lá?”, incrível como as coisas são não é mesmo? Além disso, é meu último dia aqui, o infeliz do meu patrão deu finalmente as caras e me despediu, eu nem gostava dele mesmo” E então ela começou a rir daquela forma que contagia quem estiver por perto, no entanto, eu não senti vontade de rir, comecei a chorar descontroladamente após aquelas palavras

“Oh não, por favor não chore, sinto muito por isso!”

“A única razão pela qual eu sempre venho aqui, é por você” De maneira automática, acabei despejando aquelas palavras que já estavam transbordando pela minha mente, e foi aí que eu perdi o controle

“O jeito como você lida com os clientes, sua forma carinhosa de sorrir, seu jeito todo engraçado de andar quando começa a fazer piadas, o jeito como você sorri com os olhos quando está muito alegre, como dá a qualquer criança que vem aqui um docinho escondido, o prazer que sente ao sentir o cheiro de um livro antigo, mas mais do que tudo, o jeito como você me deu forças para continuar nessa vida, mesmo com todas as dificuldades, você foi e é minha razão de continuar vivendo”

Eu já havia parado de chorar naquele instante, felizmente, os poucos clientes que estavam naquele horário não estavam perto de nós, só você pôde ouvir aquelas palavras desesperadas que eu acabei soltando, o jeito como você arregalou os olhos naquele instante, me fez querer chorar outra vez, por ser tão ridícula, que tipo de pessoa tem forças para continuar vivendo com outra que nem sequer sabe o nome?

Mas então, você segurou firme em minha mão, e disse.

“Eu sei como é difícil Hyejin, eu entendo, e fico muito feliz por você ter me contado tudo isso, sinto muito se antes não pude vir aqui lhe fazer companhia, mas senti que hoje era especial pois é meu último dia trabalhando aqui, afinal, meu estágio já terminou, mas saiba que, eu sempre estarei com você não importa o que acontecer está bem?” E você deu aquele sorriso que iluminava mais do que qualquer coisa, que podia iluminar até os cantos mais escuros da alma de uma pessoa, que era mais aconchegante do que qualquer coberta poderia aquecer, até o momento em que, você disse as palavras mais bonitas que eu pude ouvir

“Eu ficarei com você, eu prometo, vou estar aqui, não importa com quais demônios você esteja brigando aí dentro de sua cabecinha, eu vou estar aqui, eu não vou abandoná-la está bem? Lembre-se disso”

E foi então que você terminou seu café, e deixou um cartão em minha mesa antes de dar um beijo em minha cabeça e sumir em poucos segundos.

 

“Psicóloga Kim Taeyeon - Especialista em transtornos do tipo esquizofrênicos e paranóicos”

 


Notas Finais


So...
Espero que tenham gostado! Me desculpem mais uma vez pela confusão que ficou este texto todo, mas espero que você possam ter entendido nem que seja um pedacinho dela ;;


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