História Caged By Magic - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Angst, Fantasia, Fluffy, Jimin, Magica, Short Fic, Soft But Also Sad, Tpb Feelings, Yoongi, Yoonmin
Visualizações 157
Palavras 1.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


sorry pela demora, espero que gostem :)

Capítulo 4 - Snow white.


Fanfic / Fanfiction Caged By Magic - Capítulo 4 - Snow white.

Eu costumava ter uma audição perfeita, mas, acho que após o grito exagerado que Taehyung deu bem na minha orelha, sou incapaz de dizer que ainda mantenho-a com o mesmo estado de perfeição.

— Fica acordado a noite inteira aprontando, agora fica aí morrendo! – O Kim batucava um lápis animadamente na minha mesa, inclusive, local a que eu estava sonhando com borboletas há poucos segundos.

— Não enche, Taehyung. – Resmunguei, puxando minha blusa e escondendo minha cabeça daquele humano feliz demais. Estava calor, e eu queria dormir para ignorar esse clima horrendo.

— Você dormiu por duas aulas seguidas. – Murmurou, puxando o pedaço de pano que me protegia da luz do sol. Suspirei, derrotado.

— Por que não faz um favor para o seu hyung, e me deixe dormir por mais duas, sim? – Abri os olhos e fitei o dono de fios vermelhos como sangue, quase implorando pelo olhar.

— Eu ‘tô fazendo um favor sim, porque sou um dongsaeng maravilhoso. – Tae deu um tapa na minha testa, e eu massageei o local incrédulo. Antes que eu pudesse enchê-lo de palavras nada bonitas, o ruivo apressou-se em continuar: — A nossa professora de história faltou, então sairemos mais cedo.

— Sério? – Levantei minha cabeça rapidamente, sentindo meu coração acelerando com a fala do meu amigo. — Estamos liberados então?

— Sim, meu caro dorminhoco. – O ruivo sorriu alegremente, fazendo-me sorrir junto com ele ao fitar a forma retangular que era sua marca registrada.

— Obrigado, Tae. – Joguei os materiais espalhados de qualquer maneira na mochila, tendo um cuidado especial com meus lápis de desenho, e me levantando em seguida. Apoiei minha canhota no cabelo do maior. — Você é o melhor dongsaeng mesmo.

— Então me paga um refrigerante de uva. – Taehyung agarrou meu braço quando comecei a andar, me fazendo revirar os olhos.

— Não tenho tempo, preciso ir a um lugar. – Murmurei, enquanto saímos da sala e entravamos naquele corredor amontoado de gente.

— Você não ia sair daqui tão cedo, para de arrumar desculpa. – Kim apertou meu braço, tentando me fazer virar na direção do refeitório.

— Olha ali, não é o Jeongguk? – Semicerrei os olhos, apontando para a direção do banheiro em que um grupo de meninos entrava.

— Sério? Onde? – Taehyung olhou animado na direção em que eu apontava, e aproveitei sua distração para me afastar de seu abraço sufocante.

— Até mais, saeng! – Ri para o ruivo que me olhava confuso, e logo sua expressão mudou para ameaçadora quando notou que fora enganado.

— Você me paga, Park Jimin! – Escutei a voz grossa ao longe, enquanto quase corria para fora do colégio, rindo.

Uma vez fora dos prédios de aprendizagem, eu caminhei animadamente para o ponto de táxi que havia ido ontem. Olhei dentro do bolso da mochila, fitando a quantidade de wons que minha avó havia me entregado ontem, e agradecendo mentalmente a minha protetora por tal gesto. Me aproximei do senhor conhecido que repousava em um dos bancos, com um jornal novo em mãos.

— Bom dia! – Cantarolei, sentindo-me feliz por estar livre mais cedo.

— Bom dia, rapaz. – O senhor me olhou com uma expressão amigável. — Achei que você viria depois da escola, não está matando aula, está?

— Não, não. – Apressei-me em responder, ao notar a face acusadora do mais velho. — Uma professora faltou, então fomos liberados.

— Oh, sim. – O taxista sorriu. — Quer ir para o mesmo lugar?

— Sim senhor, por favor. – Eu era incapaz de conter minha animação para ir à floresta novamente, passei a noite em claro lembrando-me dos detalhes daquele local tão místico.

— Pode me chamar de Lee, meu jovem. – O mais velho se levantou, caminhando até seu carro parado no meio fio.

— Certo, meu nome é Jimin! – Respondi animado, indo até a porta de passageiro e me acomodando no veiculo rapidamente.

— Pequeno Jimin. – O senhor sorriu ternamente em minha direção, mostrando as rugas nos cantos dos olhos puxados.

— Não sou tão pequeno assim. – Ri, sentindo-me extremamente envergonhado. Senhor Lee parecia ser uma pessoa agradável de conhecer.

Nossa breve viagem foi cheia de risos e conversas inusitadas, era até inacreditável que o homem ao meu lado já tivesse vivido tantas aventuras como ele contou. Desde uma trilha diária pelas montanhas, até explorar o fundo do mar. Ele era incrível. Só quando o assunto se tornou nossas vidas pessoais, que o clima pareceu pesar um pouco. O semblante de diversão que estava no rosto do mais velho desapareceu, e eu só conseguia ver tristeza nos olhos cansados.

— Oh, olhe, chegamos. – Lee murmurou distraído, quando o carro estacionou próximo a entrada da floresta.

— Mesmo horário? – Indaguei, excitado. Minha mão até mesmo esbarrou na maçaneta antes de abri-la, de tanta vontade que eu tinha em meu peito de sair dali.

— Ao anoitecer. – Piscou amigavelmente na minha direção, e eu saí do veiculo.

Caminhei até o caminho de pedras, e sem olhar para trás, adentrei o espaço rodeado de árvores. O som da buzina do carro chegou até mim, e eu acenei sem ao menos olhá-lo. Mais uma vez, eu passei pela encruzilhada, e mesmo tentado a ir explorar os outros cantos, eu permaneci reto. Eu tinha esquecido o quão cansativo era até chegar à clareira, meus pés já reclamavam do esforço.  Sorri automaticamente ao ver o início do lago cristalino, e sem perceber, eu estava andando mais rápido.

Eu o vi no mesmo instante em que escutei seu cantarolar calmo.

Yoongi estava ajoelhado próximo à beira do lago, com um sorriso deslumbrante nos lábios rosadinhos e os olhos bem apertados. Suas mãos montavam uma coroa de flores, e notei que tinha outra repousada em seus fios negros. Encostei-me a uma das arvores que beiravam a clareira, cruzando os braços e fitando aquela cena com mais atenção do que deveria. Sorri mais ainda, ao notar que dois esquilos estavam parados ao lado do moreno, com nozes nas patinhas pequenas. Eles prestavam atenção na voz de Yoongi, e ele me lembrava uma versão masculina da branca de neve naquele momento.

— Vocês acham que ele vai gostar? – O garoto de voz rouca olhou para os esquilos ao seu lado, mostrando a coroa de flores recém-finalizada.

— Se for ‘pra mim, eu adorei. – Me intrometi, desencostando do tronco e indo em direção ao garoto.

Seus olhos focaram-se em mim, e com um sorriso que me fez cambalear e perder a linha de raciocínio, ele se levantou. Meus pés congelaram no gramado verde, e eu apenas observei Yoongi caminhando até mim com felicidade. Suas mãos se elevaram na direção da minha cabeça, assim que ele parou na minha frente. Delicadamente, ele colocou a coroa de flores em meu cabelo.

— Ficou ótimo, eu sou muito talentoso. – Murmurou, colocando a mão no queixo e me fitando com brilho nos olhos.

— Você não é nada convencido, né? – Sorri, levando minha mão até o topo da minha cabeça, sentindo as pétalas macias acariciando minha mão.

— Eu trabalho com fatos, Jiminnie. – Piscou, e eu congelei. Do que ele havia me chamado? — O que quer fazer hoje? Tem muitas coisas interessantes por aqui.

— Está calor, eu optaria por deitar e me decompor nesse lago mesmo. – Olhei para a água cristalina, parecia muito convidativa.

— Não vai entrar no lar dos peixinhos, que horror. – O moreno me encarou, parecendo indignado. — Vamos dar uma volta, tenho um lugar perfeito para você se refrescar.

— Uma banheira com gelo, para retirar meus órgãos depois? – Brinquei, tentando ignorar o arrepio que se instalou na minha coluna, quando o menor segurou na minha destra e me puxou na direção da saída da clareira.

— Eu não tinha pensado nisso, mas agora que você comentou.. – Rebateu, lançando um sorriso ameaçador na minha direção.

Não contive a risada que explodiu dos meus lábios, e Yoongi me acompanhou. Deixei que minha mochila escorregasse pelo meu braço, até atingir o chão. Permiti que Yoongi me guiasse entre as árvores, abaixando meu olhar várias vezes por minuto, até o enlaço de nossas mãos. Ele parece tão empenhado em fazer com que eu me sinta bem, que isso resulta em um quentinho muito gostoso no meu peito. É como se, finalmente, eu conseguisse entender o que é ser importante para alguém. 


Notas Finais




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