História Caídos no Inferno II - O Pesadelo Volta à Vida - Capítulo 15


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Paixão e ódio


Os corredores são silenciosos e escuros. Nem de longe se comparam com aqueles em que ela vivia antes. Aqueles eram movimentados pelos outros pacientes e enfermeiros, e a iluminação era forte até demais.

Agora tudo é mais pacífico. A decoração é incrivelmente bonita e raramente alguém cruza seu caminho. 

E o lugar é enorme. 

Explorar os inúmeros quartos e corredores é algo que a faz esquecer completamente aquele cubículo apertado e tão branco quanto seus cabelos onde passou a maior parte do tempo de sua vida.

A melodia, que sai de sua garganta em um zumbido baixo, abafada pelo cetim, é serena e se mistura com o som da chuva do lado de fora. Apenas ela consegue a apreciar.

O seu vestido balança suavemente, movimentado pela brisa.

É um vestido lindo. O tom aberto de lilás e o caimento do corte combina perfeitamente com os tons da menina, além de valorizar suas curvas sutis já que, mesmo que seja magra, Greta tem um corpo bem desenhado.

O vestido é a primeira peça de roupa que ela lembra de ter usado que não fosse o uniforme bege de algodão que todos os pacientes eram obrigados a usar. 

Fora Nicholas quem a presenteou. 

Seu coração palpita a cada segundo que a lembrança dos hipnóticos olhos verdes, do sedutor sorriso branco, da voz que acaricia os ouvidos e da risada única vem a seus pensamentos.

O homem mais lindo que ela já viu em sua vida. 

No entanto, sua paixão platônica por Nicholas Morgan é completamente ignorada por ele. Na verdade, para ele, Greta não passa de mais um de seus bichinhos. Não passa de mais um cão de guarda, algo que a própria não se da conta. Seus olhos estão completamente cegos.

"Ora ora… o que temos aqui… se não é a bonequinha Greta…" sua paz foi por água abaixo ao ouvir a voz grossa de Niel ecoando pelo corredor. Ela odeia Niel. "O que você faz aqui? Não deveria estar com o seu irmãozinho?" A menina apenas nega com a cabeça. Greta não fala, o que não quer dizer que ela é muda.

Niel é a pessoa mais insuportável que vive ali. Ninguém consegue permanecer mais de dois minutos perto dele.

"Está uma linda noite hoje não é? Eu gosto tanto desse lugar… tem tantas árvores e chuva. Você gosta da chuva Greta?" Novamente, a jovem responde apenas com um aceno, ela ama a chuva. "Sabe o que deve ser mais bonito que a chuva? Você correndo lá fora enquanto ela cai no seu corpo e deixa esse vestidinho transparente." Seu cenho se franze com a ousadia de Niel, mais uma das razões para ele ser o mais detestável ali. Entretanto a aproximação do tatuado para assim que ela começa a soltar o nó que prende o tecido que esconde sua boca. "Hey gatinha, não precisa fazer isso! Era só brincadeira!" Niel realmente parece temer o que o que ela mantém escondido. "Vamos mudar de assunto… você viu onde está o Mestre Nick?"

"Ele está no quarto com a senhorita Marks. Ela acordou a pouco. A porta está trancada e ninguém deve entrar lá. E você deve vir me ajudar lá embaixo. O cachorro… está arisco." Draco surge interrompendo a 'conversa' dos dois. Niel praticamente rosna ao ouvir a palavra 'cachorro' que Draco parece ter dito unicamente para provocá-lo.

"Certo, certo… eles estão trancados lá dentro é?… me diga Greta… você sabe o que eles estão fazendo?" Niel, assim como Draco, sabe sobre os sentimentos de Greta. Ela não é nada sutil. "Você é tão inocente… eu só vou te dizer que eles estão fazendo algo que a propósito é muito gostoso... você deve imaginar. Apenas me diga se você quer que eu te ensine algum dia. Será um prazer pra mim." Os olhos dela se arregalam. Greta apesar de ter 16 anos, passou tempo demais isolada, desde muito criança, seu conhecimento sobre assuntos de cunho sexual é muito superficial.

"Você é tão nojento. Se tentar fazer qualquer coisa com ela eu vou colocar fogo em você... amarrado."

"Eu estou morrendo de medo…" com a voz dos dois sumindo no corredor, Greta começa a refletir sobre as palavras de Niel enquanto anda até o até a porta do quarto onde Nick se encontra. Ela realmente não faz ideia do que os dois estão fazendo lá.

Não simpatizou com a fixação de Nicholas por Alex desde que percebeu toda a atenção que ele da a mulher. Tudo o que Nick dizia quase sempre acabava no nome dela.

Parada em frente a porta, Greta se pergunta o que estaria acontecendo. O som de madeira rangindo, do choro baixo e dos sussurros inteligíveis a deixa completamente confusa. Greta não consegue imaginar o que se passa logo após aquela porta.

A curiosidade e o desejo de abrí-la fazem seus dedos finos ficarem inquietos. Mas ela não pode fazer nada além de sentar ali e apenas esperar enquanto ouve.


"Meu Deus Alex…" sentir as mãos de Nicholas apertando suas coxas é uma sensação horrível. Não deveria ser ele tocando seu corpo. Ele nem deveria estar vivo.

Por mais que ela tente empurrá-lo, ao menos para afastar a boca dele de seu pescoço, que agora recebe beijos com requintes de selvageria, ele não move sequer um músculo.

"Você demorou tanto pra acordar… eu já não estava aguentando mais esperar…" Alex está em puro desespero. Nicholas parece muito mais descontrolado do que antes ao mesmo tempo em que não parece estar tão concentrado em torturá-la como da última vez. O único desejo que ele parece estar interessado em satisfazer agora é o seu sexual ao invés do tão conhecido e sádico desejo de sofrimento alheio que levou o inferno a vida de todas as suas vítimas. O que não traz absolutamente nenhum alívio uma vez que Nicholas Morgan é a pessoa mais destrutiva que já cruzou seu caminho.

A cada peça de roupa que ele joga no chão, Alex sente seu coração mais perto de sair pela boca e os ácidos mais perto de saírem do seu estômago.

Com apenas um puxão usando o minimo de sua força, ele reduz a camisola de Alex a um pedaço rasgado de tecido e a tentativa falha dela de esconder o próprio corpo apenas o faz rir.

"Não seja ridícula Alex, você sabe que não pode fazer nada, apenas colabore e talvez não saia tão machucada. Quem sabe saia até mesmo ilesa." Alex estranha completamente as palavras dele. Não é algo que ela esperava ouvir de sua parte, mas seus instintos ainda gritam, Nicholas é a pessoa em que menos se deve acreditar.

"Eu prefiro morrer." O arrependimento de abrir a boca é trazido pelo tapa certeiro em seu rosto.

Ele afunda os dedos nos lados do seu rosto, ignorando completamente a dor que ela está sentindo no local que agora já começa a ficar avermelhado. 

É completamente intimidador quando Nicholas aproxima suas faces, obrigando-a a encarar seus olhos únicos.

"Cuidado com o que você diz Alex… eu vou acabar me irritando e vou fazer coisas muito piores do que matar você... Eu vou dizer pela última vez, você não tem pra onde ou pra quem voltar. Esse é seu lugar agora. Eu estou até sendo bonzinho com você, por que você não aproveita?…"

Alex não consegue acreditar em absolutamente nada do que ele diz. Nicholas é um mentiroso e ela sabe disso melhor do que ninguém. Entretanto, ela apenas está a mercê dos desejos do médico. 

Apenas lágrimas escorrem dos seus olhos já que ela não tem mais energias nem para impedir o beijo que ele forçadamente está dando nela.

É o próprio beijo da morte.

Se questionando se deveria ou não se entregar a Nicholas na esperança de que a tortura não seja tão grande e seu corpo não seja tão ferido, Alex se distrai enquanto o corpo, agora completamente nu, do médico toca o seu que está imóvel. 

Em outros tempos, antes de Nicholas se mostrar o demônio destruidor que ele é, Alex até cogitou a idéia de experimentar algumas noites de prazer com ele. Nick era sedutor, elegante e muito bonito. No entanto, a natureza podre do homem destruiu todo e qualquer desejo que Alex possa ter sentido por ele. A imagem de todos os seus amigos mortos pelas suas mãos e sua vida transformada em um pesadelo causam em Alex um repúdio que não pode ser medido. 

Enquanto Nicholas se satisfaz dentro dela, as únicas coisas que Alex consegue sentir são ódio e nojo. Nada consegue a fazer ao menos se forçar a sentir o mínimo possível de prazer.

Nesse momento, a única coisa que a faria sentir prazer seria a morte de Nicholas Morgan.



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