História Caindo do céu - Capítulo 3


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Categorias A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Frozen - Uma Aventura Congelante, Valente
Personagens Anna, Jack Frost, Mérida, Soluço
Exibições 7
Palavras 1.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Ficção Científica, Mecha, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ho hey
E lá vai mais um :3

Capítulo 3 - Colchão inflável é melhor que minha colega de quarto- Mérida


Minha vida estava perfeita. Só eu viajando por todo o espaço com a minha nave, comendo o quanto queria e sem ninguém para opinar sobre isso, treinando com meu arco e flecha. Eu estou conhecendo os lugares mais distantes do universo, experimentando coisas novas em cada planeta por qual eu passo. Apenas eu e o universo inteirinho, sem nenhuma responsabilidade que minha mãe tanto insiste que eu tenho... Aí eu acordei, fazer o quê, né?

Abri os olhos e fiquei encarando teto por algum tempo.  Depois de fazer uma viagem intergaláctica, fugir da polícia, provar comidas que eu não conhecia e quase provocar um tiroteio, eu merecia um descanso.

— Finalmente acordou. – o garoto estranho, Jack, falou ao notar que eu estava acordada. – Só não achei que você tinha morrido por causa dos roncos.

Esse não é o melhor lugar que eu poderia ter arrumado para ficar, mas servia. No momento eu sou uma fugitiva (a policial lá não prendeu porque não quis), então eu não estou em condições de ficar exigindo muita coisa. Até que a Terra, pelo pouco que eu vi, é um lugar legal. Aqui tem umas comidas muito estranhas, até parecem tóxicas de tão nojentas, só que são tão gostosas. O clima daqui é um pouco mais quente do que o de Dunbroch também, embora não seja nada que eu não consiga suportar. Já hospitalidade do povo nativo é bem medíocre, ou só ruinzinha mesmo. Jack é do tipo “toma essa merda, seu pedaço de bosta” e pronto, isso, aparentemente, é a única coisa que nós temos em comum.

Ah, eu já ia esquecendo, tenho que falar uma coisa importante: o que é esse cabelo do Jack? É branco, mas ele não é velho, e ao mesmo tempo eu vejo que uma parte da raiz é meio marrom, como a cor dos cabelos da minha mãe, a quem não puxei em nenhum aspecto.

— Bom dia. – desejei ao vê-lo

— Boa noite. – ele me corrigiu

Boa noite? Como assim, cara? Não era “bom dia”? Então aquelas coisas que eu li (quer dizer, que minha mãe obrigou a ler) sobre os costumes da Terra estavam erradas? Tá vendo? É por isso que eu não leio.

— Tanto faz. – me espreguicei o máximo possível até sentir minhas costas estralarem, sem a mínima vontade de levantar ou de viver.  – Vocês já jantaram?

— Ainda não.

— Ótimo, eu tô morrendo de fome. – me levantei rapidamente, é só falar em comida que a minha vontade de viver volta bem na hora.

— O velho está fazendo o frango, ainda vai demorar um pouco.

— Então me acorde quando esse tal “frango” estiver pronto. – e eu me jogo no sofá mais uma vez, afundando minha cara em uma almofada, tentando me matar por asfixia.

— Acorda!

— Não posso, eu morri.

— Morto não fala.

— Você nunca morreu pra saber o que os mortos fazem ou deixam de fazer.

— Se eu nunca morri é porque estou vivo.

— Faz sentido. – confirmei ainda sendo sufocada pela almofada

— Quem faz sentido é soldado, eu só faço besteira mesmo. – eu não entendi nada disso aí que falou, deve ser coisa de gente da Terra.

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— Então você disse que veio de Dunbroch, não é? – North, o avô do Jack, perguntou.

Eu até que gostei do Senhor North, ele fez o melhor frango que eu já comi, mesmo sendo o único que eu já provei... Ah, que se dane! O importante é que a comida está muito boa.

— Sim, é meu planeta. - confirmei

— Eu não esperava isso de você, vô. – Jack comentou do nada – Você assim, levando tudo numa boa.

— Eu não sou tão duro como você diz. – não mesmo, se houver uma guerra familiar eu vou ficar do lado do Senhor North.

— Não? Não importa o que eu faça você já quer me enterrar vivo e dançar o Gagnam Style no meu túmulo. – já é segunda vez que ele fala coisas que eu não entendo. O que é o Gagnam Style?

— Mas às vezes você bem que merece. – Senhor North disse

 Parece que não é só a minha família que tem problemas, será que o universo inteiro está lascado desse jeito? Vou perguntar para a policial maluca depois, porque agora estou com a boca cheia de frango.

— E, além disso. – o mais velho continuou – Anna e Mérida não estão aqui por vontade própria, nem eu escolhi ficar com você, Jack.

— Eu também te amo, vovozinho. – Jack ironizou, revirando os olhos – Ah, vocês duas – ele mudou de assunto, o clima realmente estava ficando pesado – Vão ficar no quarto de hóspedes e lá só tem uma cama, decidam aí quem vai ficar com ela.

— EU FICO COM A CAMA! – gritei ainda com a boca cheia e acabei me engasgando, mas logo me recuperei

— Ei! Isso não foi uma decisão! – Anna protestou

— Azar seu, quem mandou demorar demais? – dei de ombros

— Eu não quero dormir no chão. – que garota fresca, eu fico me perguntando como é que ela passou no treinamento do quartel, já ouvi por aí que eles não dão moleza pra ninguém.

— A gente tem um colchão inflável, você não vai precisar dormir no chão. – North pegou a mania do Jack? Eu também não entendi o que ele falou agora! Como é que um colchão pode ser inflado?

— O que é um colchão inflável? – ela perguntou

Respondam logo! Eu também quero saber!

— Uou! Não tem colchão inflável no seu planeta? – Jack parecia revoltado por causa disso

— Não. – Anna respondeu

— No meu também não. – acrescentei

— Vocês precisam conhecer o colchão inflável pra ontem! É caso de vida ou morte!

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 Quando acabamos de jantar, Jack nos levou para nosso quarto e trouxe um grande saco azul, ele vai colocar um corpo lá dentro?

— Isso é o tal colchão inflável? – questionei – Parece mais vazio do que inflado.

— Calma, é só pegar a bomba. – ele pegou a ponta do objeto e colocou em furinho na ponta da sacola azul – E esperar um pouco. – ele fazia um movimento para cima e para baixo com a bomba e o saco começou a inflar – Só mais um pouco. – repetiu aqueles movimentos por um tempo, até a sacola se transformar em um... Em um colchão! – Pronto, aqui está o colchão inflável, uma das coisas mais mágicas da Terra.

Eu sabia muito bem que tinha que fazer.

— O COLCHÃO INFLÁVEL É MEU! – gritei enquanto me jogava no mesmo

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Depois da guerra pelo colchão inflável (que eu ganhei), North nos deu algumas roupas para dormir e nos mostrou onde poderíamos tomar banho. No momento tanto eu quanto a Anna estamos prontas para dormir.

— O que você está achando da Terra, Mérida? – Anna veio puxar assunto comigo, de onde ela tirou que eu quero conversar?

— Legal. – respondi rapidamente – A comida é boa. – acrescentei logo, antes que ela resolvesse fazer mais perguntas.

— Eu também estou gostando, mas não quero ficar muito tempo aqui.

— Boa sorte com isso, você vai precisar.

— Fica tranquila, nós não vamos ficar muito tempo aqui. – Anna me garantiu – Meu parceiro já deve estar fazendo uma busca por mim.

— Tem certeza? – se eu fosse parceiro dela, aproveitaria a situação e diria para o quartel que minha parceira estava morta

— Claro que tenho. – ela parecia bem convencida disso – Eu e ele somos uma equipe, ele jamais me abandonaria assim.

— Então tá. – falei – Agora cala a boca que eu quero dormir.

— E precisa? Você dormiu enquanto eu atirava.

— Tanto faz, só cala a boca aí.

— Ok, né? – ela revirou os olhos - Mais alguma coisa?

— Apaga a luz.

— Pedir “por favor” não vai te matar, educação é universal.

Ela, mesmo reclamando, levantou e fez o que eu disse. Deitei minha cabeça e logo relaxei.

Só espero não ter que ficar presa na Terra por muito tempo, eu ainda outros planetas para ir.


Notas Finais


Beijinhos de luz :*


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