História Caindo sobre as nuvens - Capítulo 13


Escrita por: ~

Visualizações 24
Palavras 2.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar povinho \o/

Esse chap de hoje tá um mel puro, super fofo e gay.
Cuidado com a glicose que pode trazer sérios problemas...
ENTÃO JÁ PREVEJO SURTINHOS <3333

Espero que gostem~
Tenham uma boa leitura!

Capítulo 13 - Capítulo treze


Despertei antes do Mikey, preparando café para nós dois, o fazendo ficar desconfiado. Não era do tipo que gastava tempo na cozinha, pois estou ocupado demais com as minhas histórias que esqueço todo o resto.  Entretanto, quis agradá-lo de certa maneira, um evento raro na face da Terra. A girafa estava tentando puxar papo, porém não dei brechas para o que tinha acontecido de verdade:

 – Gerard, me conta como foi, vai? – luz refletia sobre o seus óculos, os fazendo brilhar ofuscado.

 – Nós bebemos, dançamos que nem retardados, basicamente foi isso. – revirei armários, procurando por pincéis.

 – Você gostou do lugar? – disse rápido. – Era legal?

 – Lá é lindo. – encarei-o, após achar meus objetos perdidos. – Quase fiquei cego com tanta iluminação que tem lá, não tem nenhum ponto escuro.

 – Uau! – arqueou a sobrancelha. – Estava muito lotado?

 – Não. – entrei no meu quarto, pegando uma tela escondida há anos de baixo da cama. – Quando você volta a fazer mais shows?

 – Semana que vem, por quê? – fez uma expressão brincalhona, dando um gole na poderosa cafeína.

 – Eu queria ir. – ri, posicionando minhas tralhas artísticas sobre a mesa.

 – Você deveria ir mesmo, daí chama o Frank e coloco vocês nos bastidores. O que acha?

 – Boa. – comecei a desenhar à lápis, fraco suficiente que enxergar o traço era complicado.

 – O que está fazendo? – apontou para a tela, curioso.

 – Ainda não sei. – falei entre risadas.

 – Esse sim, é o melhor artista do mundo. – aplaudiu, sarcástico ao extremo. – Depois vai limpar toda essa merda aí, tá ouvindo?

 – Não me enche! – ordenei feito um coronel.

 – Não adianta gritar, por que não quer? Eu que arrumei tudo da última vez, seu ingrato.

 – Já quebrei milhões de louças, não quero que se repita. Você é mais delicado, não arranha nada, perfeito para a função. – abri a tinta acrílica preta, preenchendo grande parte do fundo.

 – Lembro daquele dia, coisas quebradas – sua menção naquela data, me abalou imediatamente, trazendo as memórias desagradáveis à tona.

 – Não queria que você falasse disso. – pronunciei frio, muito irritado também.

 – Desculpa, eu só lembrei... – deu uma pausa. – Mas, você ainda tem vontade de se matar?

 –  Não Mikey, não! – bufei, desconcentrando- me do trabalho.

 – E isso no seu braço, pode explicar?!

 – É, eu me cortei de novo, tá?! – levantei a manga do suéter, mostrando as densas faixas, as cobrindo em seguida.

 – Por quê?! – se virou desesperado para mim, desacreditando.

 – Os motivos já foram, é uma página virada. – sorri. – Agora, eu estou bem, juro.

 – Não Gerard, isso é recente, você não está bem! – aumentou o tom, se aproximando de mim igual a um trator. – Eu sou a droga do seu irmão, para de esconder segredos, só quero seu bem...

 – E- Eu fiz mais, porque não aceitava o jeito que sou. Ainda não aceito direito, mas vou lidando. – saí dali pensativo.

 – Seu jeito? O que tem de tão errado em você?!

 – Mikey, não é nesse sentido..., e- eu..., nem sei como te falar. N- Não me odeie, por favor... Eu... S... – suspirei, hesitante. – Eu sou gay... Esse é o meu maior “erro”. – soltei o peso das minhas costas, muito aflito e me arrependendo de ter contado.

 – É.... verdade? – não tinha reação, apenas colocou as mãos sobre a testa. – Você e o Frank, já...?

 – Não!

 – Eu deveria ter sacado, você nunca ficava com nenhuma menina, nem olhava para elas direito. Como fui idiota. Você não deveria ter ficado tão próximo desse garoto, ele influenciou sua mente, te empurrou para esse lado. – resmungou. – Enfim, nada vai adiantar, vá em frente, faça o que quiser.

 – Por que está bravo comigo?! – retruquei inseguro.

 – Eu não estou bravo! A vida é sua, não sou eu que vai te impedir de ficar dando para os caras. Só não me enche, agora vou ter que ser o exemplo para a família, porque você se estragou inteiro.

 – Por que você está falando assim comigo? Você tinha que ficar do meu lado!

 – E- Eu não consigo Gerard. Não é todos os dias que o seu irmão mais velho fala que é gay, não é normal.... Pelo menos você está feliz com esse pirralho?

 – Eu... estou feliz com o Frank, ele é importante para mim.

 – Então é tudo que preciso ouvir, okay? Se você está feliz, com seja lá que for, eu estarei também.

 Após termos ficado horas conversando sobre o meu verdadeiro eu, ele se conformou com o fato e voltamos a ser quem éramos. Retomei minhas atividades, apenas para jogar a tela no lixo, pois como o menor disse, preciso de inspiração.

 Estaquei na imagem de perfil do mais baixo, pensando em como ficaria ainda mais fofo com cabelo longo. Do nada, nos imaginei casando, seria um uma igreja linda, enquanto estaria de terno o Iero usaria um vestido branco. Daria um desenho excelente, aliás, uma ótima capa para a minha próxima HQ.

 Esbocei um homem com sangue no rosto, quase beijando a sua mulher. Ambos estavam com os olhos fechados, tranquilos por terem finalmente se encontrado, após tantos assassinatos. Demorei para os deixar mais realistas, mas outro problema surgiu: Toro surtando para conhecer o nanico.

 Achei interessante nos encontrarmos, afinal, ele foi o primeiro a saber das notícias que nos envolviam. Imediatamente perguntei se estava livre hoje, agora, para ser exato. O cabeludo já sairia do trabalho, então daqui a pouco nos veríamos.

 Espionei o clima pela janela, ficando desapontado por estar tão quente. Pedi para o meu irmão escolher alguma combinação para mim, enquanto imergia dentro da água quente e do perfume, agredindo as narinas de quem estivesse por perto. Gargalhei em meio ao silêncio, pois o virginiano tinha passado as vestimentas que usaria.

 Não precisava, mas por esses motivos, amo o Mikey.

 Coloquei uma maquiagem rosada e um mero pó, deixando a minha pele uniforme. Já arrumado, agradeci por seus favores e fui direto para o apartamento do meu lindo, desejando que o trânsito não estragasse os nossos planos.

 Somente quarenta minutos depois, parei em frente da sua moradia, aguardando a Rapunzel descer da torre. Apressado, entrou no carro feito um assaltante de banco. Reparei que o loiro desbotado das suas laterais desapareceu, dando lugar a um vivo vermelho.

 – Oi G, desculpa o atraso. – selou-me, sorrindo entusiasmado. – Tenho novidades!

 – O que, além desse cabelo maravilhoso?

 – Gostou? Valeu... Eu vou outro teste lá no restaurante e se der certo, estou contratado! – bateu palmas, dando pulinhos.

 – Que ótimo, você vai conseguir! – fiz uma careta, o abraçando em comemoração.

 – Espero, preciso daquele dinheiro. Cortaram a porra da luz da minha casa, está uma merda.... Eu vou sair dali, então nem adianta gastar nisso, saca? Vejo se alugo outra coisa.

 – E enquanto não muda, vai ficar no escuro?

 – Eu tenho velas, não estou desesperado. Essa localização é péssima, qualquer porcaria fora daqui serve.

 – “Qualquer coisa”? Para mim, isso é desespero. – rebati, firme. – Você merece o máximo, não o mínimo.

 – Eu sei, mas se meus planos darem certo, é o suficiente. – deu uma risada gostosa. – Você sabe que meu ramo é a música, não a culinária, né?

 – Claro! Mas, se precisar de ajuda, lembra que eu estou aqui.

 – Eu sei, eu sei Gee. – beijou minha bochecha. – Vou te dar um Oscar um dia dessas, sem brincadeira.

 

 

 

X

 

 Estacionei em frente a doceira que íamos no horário de almoço, geralmente para nos distrairmos do movimento na editora, antes do maldito dia vinte e dois. Frank se encantou com o local, era bonitinho vê-lo se perder em cada decoração, parando igual a um cachorro na vitrine. Distraído, tomei um susto quando tocaram no meu ombro.

 – Ray! – nos cumprimentamos, porém o anão roubou seu foco. – Esse é o Frank e esse, é o Ray, meu melhor amigo desde o jardim de infância.

 – Oi, prazer. – ao apertarem as mãos, abriu um sorriso largo.

 – Não tem noção do quanto este ser ficou falando de você, todos os santos minutos. – deu um tapinha nas minhas costas.

 – Tenho medo do que ele deve ter contado, é provável que me destruiu. – riu, aguando o pior.

 – Não, tá maluco!? Ele falou do quanto você é importante na vida dele e tudo mais. 

 – Que fofo! – apertou minhas gordurinhas, voltando a me abraçar. – Você é muito importante para mim também, não pensa diferente.

 – Quando vão assumir o namoro? – arregalou os olhos, naturalmente curioso.

 – Ah, isso depende exclusivamente do Gee, porque por mim, estaríamos nos casando.

 – Sério!? – fui surpreendido, balbuciando no mesmo tempo que o moreno.

 – Gente, é verdade. – encarou Toro, pedindo um pedaço de torta em seguida. – O que vai pegar?

 – Você! – o apertei, enquanto a vendedora não olhava. Beijei seu pescoço lentamente, fazendo o menor corar em um estalo. – uma de morango, porque ela tá linda.

 – Frescura, essa de limão está bem mais bonita. – sentou do meu lado na cadeira, risonho.

 – Até parece. – recebi os doces em uma bandeja.

 Nos momentos posteriores, não apenas jogamos papo fora, como conversamos sobre a nossa relação: principal assunto da mesa.  Não estávamos namorando, nem ficando, precisamos entrar em uma classificação e rápido. O que temos é um caso especial de romance, juntando nossas almas para construir uma obra de arte denominada de “Amor”.

 Nós temos um romance químico.

 Totoro não reclamou por estarmos grudados, mesmo já avisando que não era chegado nesse tipo de melação. Milagre. Nos divertimos ali, fazendo piadas e fazendo nossos pulmões falharem por um instante, por via dos risos constantes.

 Uma mensagem deu luz a escuridão, melhorando meu humor em milhões de níveis:

 – O cara de editora disse que eles estão enviando os meus quadrinhos para as lojas. O- Oficialmente o lançamento será amanhã! – quase berrei.

 – Caralho, parabéns! – selou-me, em questão de milésimos de segundos. – Se a sua primeira já foi foda, mal posso esperar por essa.

 – Sobre o que é? – a princesa do afro perguntou.

 – Câncer, morte e pós-morte. – rimos feito dois idiotas, do espanto dele.

 – Temas totalmente leves!

 – Muito! – iniciou. – Eu vou ter que dormir mais cedo hoje, ou estarei um caco amanhã. Pode me dar uma carona?

 – Sim, sim. – limpei restos de farelos da minha blusa, sendo o primeiro a levantar. – Preciso dormir também...

 – Você não vai ficar acordado a madrugada inteira? Está aí, coisa que não se vê toda hora. Então é isso, vou indo gente. – deu um último aperto de mão em nós. – Até quinta?

 – Provavelmente. – acenei. – Vem Frankie! – o chamei, pois ainda estava vidrado a loja.

 – Os doces daqui são incríveis, tipo, nem são melados como a maioria. – deu um meigo sorriso, andando coladinho comigo.

 – Posso te trazer mais aqui, se quiser. – destravei as portas do carro, reparando em algo peculiar. O veículo laranja estava com o farol desligado, sendo impossível que enxergar quem pilotava.

 – Pode ser. – botou o cinto de segurança, ligando o rádio em uma estação aleatória. Escreveu algo no bloco de notas, distante do mundo real.

 – O que está fazendo?

 – Uma música que nunca fui capaz de terminar.

 – Por quê? – perguntei rapidamente.

 – Porque fala de coisas que nunca fui contei, principalmente dos meus medos. Daí, nada que encaixa com que já fiz, fodendo todo o progresso. – soltou uma gargalhada nervosa, mostrando seu incomodo com tal assunto.

 – Que tipos de medo? – insisti, querendo retirar mais informações. – Daqueles de infância ou, de agora?

 – De agora, Gerard. – interrompeu de repente. – Meu maior medo é de amar...

 – Amar?! Achei que não ligasse para o romantismo e a química!

 – Gee, você não sabe nada sobre mim. O quanto cai, tropecei e o que fiz para chegar aqui. – enrolou uma mecha de cabelo meu nos seus dedos, dizendo letras cada vez mais próximas dos meus tímpanos. – Eu até contaria, sei lá... não é a hora.

 – Você não é obrigado a me contar, só se quiser mesmo.

 – Não tem nada de mais aqui, só um emo reclamando da vida e chorando sobre tudo. Que merda, a gente está quase chegando!

 – Nós chegamos. – parei o carro lentamente, chateado. – Queria que o tempo não passasse tão rápido...

 – Acho que tenho uma solução para isso.

 Roubou um beijo meu, magicamente fazendo os ponteiros pararem. Ele nos separou por um segundo, passando do seu banco para cima das minhas coxas. Coloquei meus braços em volta da sua cintura, enquanto voltávamos a juntas nossos lábios. Ao encostar minha língua na dele, o baixinho começou a deslizar sua mão para dentro do meu peito, descendo para dentro da minha calça. Grunhi sem folego, abrindo um tanto as minhas pernas.

 Meu corpo implorava por mais, porém evitava transparecer minhas vontades.

 Cravei minhas unhas sobre sua nádega, no mesmo instante em que dava uma intensa mordida em seu pescoço. Do nada, o menor se desgrudou de mim, saindo do meu colo e recuperando uma fração do ar perdido. Não dei trégua, o puxando apressado pela nuca, nos grudando novamente. Contudo, meus planos não deram muito certo e Frank, empurrou de leve meu ombro e forçou-me a tomar distância.

 – Boa noite Geebear. – deu um selinho, sorrindo feito um cúmplice depois. Saí do veículo, permanecendo encostado na janela. – Dá um pulinho na minha casa, um dia desses...

 – B- Boa noite, Frankie...

 

 

 

 

X


Notas Finais


E O FRANK DEIXOU O GEE NA MÃO DNV!!
SORRY NOT SORRY :33

Se vocês estão gostando da fic deixa aquele favorito para ajudar na divulgação,
comentam aqui o que estão achando (pode me xingar, atacar pedra, o que quiser)
e por último, compartilhem com os seus amigos que isso me faria muito feliz <333

Para quem quiser conversar comigo sobre a fic, basta mandar uma mensagem que respondo!
(vcs podem entrar nos meus links para as redes sociais lá no meu perfil) >__<

Até semana que vem povinho!!
beijão da bird~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...