História Caindo sobre as nuvens - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Palavras 2.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HELLO!! \o/

Esse chap é lentinho mesmo, não sejam tão críticos u_u
Mais tem MUITA COISA AINDA PARA ACONTECER,
continuem acompanhando e lembrem-se
(paciência é a chave) :33


Tenham uma boa leitura!!

Capítulo 9 - Capítulo nove


Com as mãos mais do que trêmulas, devido à avalanche de emoções que desmoronou em mim, minha salvação seria o conteúdo dentro do porta luvas. Peguei um frasco alaranjado no meio de vários documentos, misturados a balas que comprei há séculos atrás. Destampei-o, virando os comprimidos para dentro da minha garganta e sentido raspar intensamente. Procurei por algo que melhorasse a dor e, no banco do passageiro, havia uma garrafa de Whisky...

 Foi um milagre ainda ter um restinho, depois de tanto tempo. Fiquei por minutos olhando para os meus pés se moverem involuntariamente, até que eles pararam de vez. Maior parte daquela bagunça tinha ido embora, porém sabia que ela voltaria em breve. Dando partida, notei o quão sozinho estava, não havia ninguém no farol, nem do meu lado quando mais precisava.

 Sim, posso estar exagerando por se tratar apenas de um acidente, mas não vejo dessa maneira!

 Minha provável função nesse universo, talvez seja de chorar e reclamar, por nada ter ocorrido do jeito que esperava. Não podia mais olhar para o Frank, sem recordar do que ele fez comigo, é somente inesquecível. E, se por um instante os meus amigos estivessem certos sobre mim? E se não fosse o Gerard que eles esperam, o hetéro, com altas concorrências entre as mulheres?

 A minha carreira já está frágil o suficiente, para receber uma bomba dessas...

 Por um mero descuido, não prestei tanta atenção no trânsito, quase custando a minha vida. Um caminhão passou rentíssimo de mim, mais um milímetro e não estaria aqui, contando o resto dessa história. Cravei as minhas unhas no volante, apavorado e sem rumo. Meus olhos saltaram para fora, assim como o meu coração, já abalado demais com os eventos anteriores. Aumentei a velocidade, no intuito de chegar logo em meu apartamento, antes que mais tragédias acontecessem.

 Fiz aquela rotina, que assombrava meu espírito e por mais que tentasse, não se alterava. Estacionei, pouco ligando se estava alinhado ou não. Assustei-me com a minha imagem no espelho do elevador, tamanha expressão de enterro não pode ser superada. Parte da culpa vai para a maquiagem, que borrou drasticamente. A única coisa que não queria, era acordar o meu irmão paranoico, para que ele possa entupir o meu ouvido com perguntas desnecessárias.

 Abri a porta, vendo que a gazela tinha ido dormir no quarto dos hóspedes, o que não é comum, pois ama ficar o dia todo no sofá da sala. Trancafiei-me, lançando a minha carcaça na cama e enfim, deixando o cansaço agir sobre mim. Botei a playlist que mais gostava, em uma altura não muito alta, para não incomodar ninguém. Focava no teto, tentando acalmar a minha mente, mas não funcionou.

 Lágrimas escorreram do meu rosto, sem previsão de término.

 Levantei, procurando por um tesouro que não usava há bons anos. Perdi muita paciência, começando a atacar coisas no chão para liberar espaço, para caçá-lo mais alegremente. Abri um sorriso, ao encontrar meu estilete, guardado em um estojo de desenho. Aumentei o volume da melodia, iniciando o meu novo vicio secreto. Puxei a manga da camisa até meus cotovelos, onde não enrolei para marcar a minha pele.

 Tinha conhecimento que aquilo não era certo, entretanto é o modo eficiente para me conformar com a situação. Diferente de antes, fiz cortes sem planejamento, não tendo um padrão especifico, apenas ia sem inúmeras direções e sentidos. Minha angústia estava em um nível tão alto, que mesmo pressionando a lâmina agressivamente no braço, não era capaz de sentir nada. Percebendo que o sangue demorou a sair, caprichei na intensidade dos meus atos. Enfim, um vermelho escuro escapou depressa, por cada abertura.

 Quando parei, os lençóis já estavam manchados de sangue.

 Tentei conter o tsunami, bloqueando com a mão, mas não foi o suficiente. Não tinha nem a capacidade de me mover daquela maldita área, o que foi preocupante. Corri, cambaleando até o banheiro, jogando água de forma abundante ali, mas interrompi a atividade ao ter uma forte cãibra no ombro.

 Mantive uma toalha pressionando a região, voltando para a cama, soluçando de tanto chorar. Com o cobertor sobre mim, arrisquei dormir, mesmo sabendo que não teria nenhum minuto de descanso. As horas nunca mudavam, estou preso em um fenômeno chamado de depressão, anexada à ansiedade.

 Ao reparar, já estava acordando, mas não era na madrugada. Era seis da manhã, porém o clima lá fora aparentava o contrário. Saí das cobertas tão sujo, que um assassinato parecia ter ocorrido.

 Tirei minhas roupas, seguindo para tomar uma bula ducha quente. Ao analisar minhas novas “damas”, tomei um susto por elas estarem infeccionando. Fui cuidadoso para não deixá-las molharem e, acabar lesionando as poucas que continuavam intatas. Desliguei o chuveiro, encarando o reflexo embaçado no espelho. Esse homem é tão estranho, não sabia dizer quem ele era, nem sobre o que pensava.

 Quem sou eu?

Uma folha em branco, deteriorada com o vazio o meu redor...

 Vesti uma antiga calça jeans cinza, rasgada na coxa, lembro-me bem de ter a customizado, por mim mesmo. Uma das minhas maiores paixões é pegar peças que nem uso e, modificar por inteira. Coloquei uma básica blusa preta, tendo a preocupação de tampar meus pulsos, para não assustar as pessoas. Usei um largo blusão da mesma coloração, porém tinha uma estampa linda de caveiras se beijando, nas suas covas. Nos pés, um all star azul marinho, escuro como a noite.

 Destranquei a porta do apartamento, sumindo depressa para a rua pós-apocalíptica. Andei dois quarteirões, me arrependendo de não ter trazido um casaco. Coloquei o capuz sobre a cabeça, protegendo minhas orelhas contra os ventos. Na frente da casa do Bob, bati algumas vezes, esperando que estivesse acordado. Ele geralmente já estaria indo para o bar, porém não havia sinal de vida naquela rua.

 Senti-me na calçada, ascendendo um cigarro. Brinquei de fazer formas com a fumaça, ficando entendido rapidamente. Bufei, depositando praticamente um soco ali, para chamar a atenção do desgraçado. Continuei inquieto, no momento que enfim, o loiro decidiu sair aos berros. Abriu a porta, fitando-me de mesmo modo que um fantasma, talvez até, um demônio.

 - Gerard, o que faz aqui?! – retrucou, colocando-me para dentro do seu covil, feito um fantoche. – Tá frio pra caralho, entra!

 - Eu preciso da sua ajuda... – encarei-o, pidão. – Não sei se ainda faz isso, mas...

 - Dá para ser direto? Nunca te entendo com essa baboseira complexa, que saco. – cruzou os braços.

 - Você ainda vende heroína? – disse cheio de receio, esperando que não viesse me julgar.

 - Olha, eu estou sem muito estoque, talvez nem chegue mais. Meu fornecedor foi preso, daqui a pouco esses bostas virão atrás de mim.... – pronunciou sem esperança, vasculhando nos armários até achar uma sacola plástica. A entregou nas minhas mãos, desinteressado.

 - Quanto é? – ao bisbilhotar, vi pacotes de cocaína, seringas novas, junto a um vidrinho com um líquido amarelado. Não era muito, no entanto, ajudaria bastante.

 - Não se preocupa, é de graça. – sorriu, desajeitado. – Você está uma merda, vê se isso muda em alguma coisa.

 - Muito obrigado Bob, sério. – puxei a maçaneta, retornando para a rua congelada. – Até um dia desses, urso.

 - Tchau! – acenou.

Não era extremamente cedo, o que acendia uma possibilidade de fazer uma ligação, ao meu adorável Ray. Gostaria de ter os diálogos prontos, pois falta muito pouco para concluir a minha HQ. Assim, o único trabalho seria de entregar para a editora, dizendo uma desculpa aleatória pelo atraso e publicar para o mundo todo, em breve. Disquei os números, respirando fundo pois quem sabe, não obteria uma resposta.

 Perguntei sobre o andamento da digitalização da história, se tinha acabado ou faltava algo. Toro disse que estava tudo pronto, mas demoraria uns dez minutos para enviar, devido ao peso do arquivo. Tinha o agravante também, que o sinal não era tão bom, o que não fazia sentido, pois na sua casa a internet é maravilhosa. Curioso, indaguei sua localização, que para a minha surpresa era na editora.

 Seu turno era à tarde, em raros casos trabalhava até a noite, fazendo hora extra. Não falaria uma palavra, até conhecer o verdadeiro motivo dele estar lá, porém queria aproveitar essa oportunidade. Ele é meu amigo desde o jardim de infância, seria justo desabafar de uma minúscula fração do que acontecia na minha cabeça, até poderia pedir um conselho. Totoro é uma espécie de paizão, que adora fofocas, iguais as meninas.

 - Quando você quer vir? – disse animado. Se soubesse do assunto, não ficaria desse jeito.

 - Agora. – rebati, não disfarçando o meu tom profundamente melancólico. – Vou te incomodar?

 - Não, claro que não. Estou te esperando... – se aproximou da rua, onde pude ouvir freios de carro.

 - Certo... Tchau Ray. – não quis prolongar o papo, pois o visualizava balançar o cabelo.

 Apertamos nossas mãos ao nos encontrar, pela primeira vez, depois do maldito evento em 22 de julho. Parecia que estávamos mais afastados ainda, idênticos a gente que se fala de doze em doze anos e, quando não estão ocupados. Só passou seis dias, porém parecia uma eternidade, infelizmente. Entramos, onde poderíamos ter mais privacidade, do que ao ar livre. Algo me perseguia, pior que não sabia por quem, ou pelo o quê.

 Sentei-me na cadeira com rodinhas, a mais afastada das pessoas que estavam ali. Ele puxou um banco para ficar do meu lado, não medindo esforços para mostrar sua preocupação comigo. Não tinha certeza se deveria contar na íntegra, o que estava me matando por dentro, nem se deveria ocultar fatos para não o assustar.

 - Gerard... Você está meio abatido, não é? – pronunciou cuidadoso, o que mais costumava fazer.

 - Eu sei que eu estou uma merda, não precisa ficar repetindo. – coloquei as minhas mãos sobre os olhos, evitando explodir de tanto estresse. – Desculpa.... não queria ser grosso. É que tem muita coisa me sufocando esses dias...

 - Imagino. – deu um intervalo, olhando para a jornalista que passava pelo corredor. – Não é fácil ter que dar a volta por cima, tão rápido, com a mídia na sua cola.

 - Ray, eu estou preso em um círculo, não tendo escapatória dos meus pecados. À medida que tento fingir que sou um santo, cai sobre os meus ombros a realidade, que me bloqueia de atingir os meus objetivos. Nem Deus, o “todo poderoso”, permite que possa amar, sem arrancar um pedaço de quem sou. – ninguém iria entender o que estava pensando.

 - Se estiver errado, me corrija, por favor. – soltou uma tensa risada, que não amenizou o ambiente. – Você está gostando de alguém, mas não pode ficar com ela, porque é errado?

 - Sim, sim, porém não é simples. – sussurrei as silabas seguintes. – E- Eu acho que... estou gostando do meu melhor amigo...

 - Amigo? – espantou-se, ficando entre intrigado e bravo. – Puta merda.... você é gay?! – exclamou, só não mais alto porque o detive, tampando a sua boca.

 - Não é bem assim. – mantive o sinal de silêncio, relembrando que não poderíamos falar aos gritos, pois as paredes nos escutam. – É exclusivamente com o Frank, que eu... sinto uma coisa, incontrolável.... Nem sei explicar....

 - Você já ficou com algum homem antes, para ter certeza...? – indagou, querendo tirar informações à toda hora, para ver se estava enlouquecendo mesmo, ou não.

 - Não. – rebati. – Nunca tinha sentido nada com outro homem, até.... ele aparecer.

 - A gente sempre brincou sobre você ser gay, mas nunca achei que um dia, isso pudesse ser verdade. Caramba, eu não sei muita coisa, não conheço gente como você... – deu de ombros. – Como é a sua amizade com ele?

 - A mais carinhosa possível. – suspirei, relembrando de cada detalhe. – Nós andamos de mãos dadas, damos abraços mais do que longos, mandamos cantadas um para o outro. Considerava isso como uma brincadeira, até.... ontem.

 - O que aconteceu? – perguntou, apavorado.

 - Estávamos nos despedindo, quando acidentalmente a gente, se beijou. Nisso, o Frank pegou e deu uma mordidinha no meu lábio e saiu, normalmente. Só que, eu tive quase um colapso, queria ir atrás dele, porém minha vergonha não deixou...

 - Você sequer sabe, se ele é gay, ou bissexual?

 - Não sei, mas o Frankie tem cara de ser hetéro...

 - Até minutos atrás, tomaria um tiro à queima roupa, dizendo que você só gostava de mulheres. – parou um pouco, pensando na sentença seguinte. – Você já considerou a possibilidade de ficar com homem, ou é apenas para acabar com um desejo?

 - Ray, esse não é o ponto. Eu queria namorar com ele, acordar todos os dias na cama dele, mas ao mesmo tempo, não acho que daremos certo. Há muitas barreiras que nos impedem e podem acabar com a nossa amizade, entende? – falei apreensivo.

 - Claro que te entendo! – emendou. – Há quanto tempo vocês se conhecem?

 - Desde segunda. – controlei a dose das minhas risadas, não querendo interromper o serviço de ninguém.

 - Você não acha que está sendo precipitado? Digo, nem faz uma semana ainda... Não quer esperar mais um pouquinho, antes de tentar algo?

 - Eu não estou querendo tentar nada, só quero tentar descobrir o que está havendo na minha mente. – baguncei meu cabelo, fazendo o menino rir.

 - Quando vocês vão se encontrar de novo? – coçou a barba.

 - Hoje, mais à tarde... Porém estaremos com o Mikey, então é improvável de acontecer alguma coisa.

 - Nossa, que legal. Todo mundo saindo para conhecer o seu novo amiguinho e eu aqui, o excluído. – reclamou, irônico.

 - Ah, na próxima eu te chamo. Daí, vamos para uma balada, se a sua mulher deixar, é claro.

 - Ela deixa sim. – Toro interrompeu o que dizia, pois meu celular estava tocando alucinadamente.

 - Eu tenho que atender, já volto! – levantei da cadeira em disparada, ao ver quem me ligava.

 

 

 

 

 

X


Notas Finais


Eu disse que seria lentinho,
mas semana que vem tem um chap
MARAVILHOSO <3333

Não esqueçam de favoritar a fic (plssss), comentar o que acharam,
quem sabe até atirar pedras em mim, vocês são livres para isso e..
por fim, compartilhem com os seus amigos e ajudem na divulgação
da fic!!! (pq talvez eu faça um livro disso daqui) :33

Até semana que vem,
meu povinho lindo \o/


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