História Caixa de Pandora - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 558
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2


O jantar em família antes tão apreciado por mim começou a se tornar repugnante. Ouvir as histórias engraçadas do meu pai e comer ao lado da presença encantadora da minha mãe se tornaram tão falsos. Dizem que uma criança apreende a amar observando a relacionamento afetivo dos pais. Sendo assim, tudo que eu aprendi ao longo dos meus 23 anos de existência fora uma mentira? 

Eu via meus pais como o casal perfeito. Meu pai sempre social e atencioso e minha mãe como uma mulher requintada e com uma educação polida mas que conseguia demonstrar enorme carinho para os íntimos. Como isso pode acontecer? 

Comecei a ter certa repulsa ao ver o meu pai. Eu perdoei Lili porque queira ou não era a sua profissão. Mas e o meu pai? Não conseguia perdoa-lo. Contudo, me esforcei ao máximo para manter a cena. Afinal, precisava manter a sanidade da minha mãe. Evitei também tocar o assunto com Lili. Pois, como já dito antes ela não era a culpada pela traição do meu pai. Se não fosse Lili meu pai teria ido a traz de outra profissional do gênero. 

"O que foi que aconteceu Felipe?" Disse Lili com sua voz meiga enquanto acariciava meus cabelos. 

"Por que a pergunta?" A questionei enquanto abria o olhos.

"Você parece estressado e tenso..." Lili disse com seus olhos preocupados. 

"Não é nada.... " Tento esconder o fato.

"Mentiroso!" Exclama Lili fazendo um beicinho charmoso. 

Minha reação a essa expressão dela foi de duvida e apreciação. Pois ele fez uma pose muito fofa nesse momento. 

"Felipe seu mentiro! Vamos lá coloque a verdade para fora! Você anda com o olhar muito distante ultimamente. Além de se distrair e não prestar atenção nas minhas histórias nos últimos tempos."

"Já disso que não é nada Lili..." Tento fugir do assunto. Mas fico muito feliz de Lili ter notado algo. Pensei que ela não me notava já que parecia sempre estar imersa no seu mundinho feliz. Contudo, não é um assunto muito delicado de se tratar.

"Mentiro!" Exclama Lili trazendo para perto de si um ursinho de pelúcia que estava em sima da cama. "Você me disse uma vez que se sentia livre comigo para dizer o que quiser. E que ao meu lado se sentia tranquilo! Então, quero saber o motivo de você ter andado estranho ultimamente!" 

Meu coração não consegui aguentar essa situação. Pois ela pedia que a verdade fosse revelada.

"Um dos seus clientes é o meu pai... Não é mesmo...." Fui direto ao ponto. 

Lili ficou em silêncio e senti certa surpresa se abater nela. 

"Como você..." 

"Olha, eu nunca me importei para quem são os seus cliente. Nunca quis saber quem são."

"Você nos viu?" Ela me pergunta com sua cabeça cabisbaixa. 

Balanço minha cabeça em afirmativa. 

"Felipe... eu não tenho muito controle sobre quem são os meus clientes..." Lili começa a se justificar. 

"Tudo bem..." Eu digo. "Sei que não é a sua culpa."

Lili me olha com seus olhos brilhantes. Pareciam me passar um sentimento de gratidão. Ela parecia estar prestes a dizer algo quanto Valquíria apareceu a porta para lhe informar da chegada do seu cliente. 

Lili se esgueirou para fora do quarto sem questionar. Mas antes de sumir através da porta ela se despediu de mim.

"A gente se vê mais tarde Felipe." E assim ela se foi. 

 

 

 

 



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