História Caixinha de Surpresas - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.255
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Onde tudo começou



A vida sempre nos traz surpresas e decepções. Algumas vezes anda torta, mostra atalhos, faz barulho, toca o terror, acredite, ela sabe brincar com a gente. Normalmente, ficamos obcecados em querer já, imediatamente, e quando aquilo que mais queremos não vem, ou ao menos não da forma que desejamos, a gente simplesmente deixa pra lá, e segue em frente. Bom... continuar é vital... e é isso que eu, Alícia Sales, estou fazendo.
***


Sábado, 11 de fevereiro de 2017
Acordo com o celular tocando a mesma música irritante, que eu tanto odeio mas insisto em deixar, deslizo o dedo para desativar o alarme e olho rapidamente a hora que está marcando. Suspiro tão forte e lentamente que me deixo levar por meus pensamentos desordenados, em um momento de alto grau de preguiça, será que realmente vale a pena acordar às 7:00h e ir passar o dia todo na escola? Qual é.. eu realmente preciso de uma graduação? Não, eu posso muito bem apenas concluir meu ensino técnico e tentar arranjar um emprego na área de turismo. Posso até me tornar Aeromoça... Guia turística... Planejar pequenos eventos... Ou, talvez, eu apenas consiga um emprego de garçonete em uma lanchonete qualquer, não é o ideal, mas, não preciso de muito para sobreviver. Riu de meus próprios pensamentos, dou outra olhada no celular, vejo as notificações rapidamente, de ninguém em especial. 
Logo me levanto da cama e ando até o banheiro, tomo um banho rápido e desço as escadas indo para a cozinha. Ninguém. Um silêncio ensurdecedor permanece, trato de fazer meu café e tomar rapidamente, pego uma fruta e subo as escadas. Dou outra olhada no celular e vejo que são 7:40, vou até a frente do quarto de meus pais, abro a porta lentamente e me aproximo da cama. O quarto era realmente grande, e com as cortinas blackouts então... parecia estar no meio das madrugada. Chamo minha mãe em tom suave, irritante, ela se assusta, eu logo digo que já estou indo.

- Tudo bem. Tá levando alguma coisa pra comer? - pergunta, esfregando os olhos.
          - Estou.
          - Tá bom, cuidado.
          - Ok.

Saio do quarto rapidamente, vou até meu quarto pegar a mochila e coloco a maçã que peguei na cozinha, dentro. Desço as escadas e saiu, vou andando até o bendito cursinho.. não é tão longe, mas qualquer pessoa que prefere estar em sua cama as 7:00h da manhã me entenderia. Sei que é por um bom motivo.. mas, e se eu não passar no vestibular? Todos os finais de semana jogados fora. Internamente, eu me preocupo com o que vou fazer da minha vida futuramente. Cara, eu tenho 16 anos, terminei o equivalente ao Ensino Médio e agora só estou fazendo o Técnico. Eu tenho uma vida toda pela frente... Mas, e SE eu não passar no vestibular? Muitas pessoas pensam que é exagero meu mas não é. É só pensar comigo, sou adianta porque era uma aluna excelente, mas conforme o passar do tempo, me tornei uma aluna regular.. sei que não seria o fim do mundo não passar esse ano, mas, eu me sentiria uma pessoa estagnada. Não posso parar, não posso deixar pra depois. Se agora eu já não estou tão animada, imagina daqui a dois anos... Eu preciso continuar.

Chego no cursinho e vou direto para minha sala "Pauline Roland". O quê? Quem? É.. o nome da minha sala é Pauline Roland. A coordenação do cursinho é, digamos, 'iluminada' e teve a brilhante idéia de dar nomes de figuras históricas que marcaram a luta do movimento feminista. Marie D’Agoult, Emmeline Pankhurst e Susan Anthony, são os nomes das outras salas... Criativos. Socialistas. Evolucionários. Gostei disso... Assim que entro na sala vejo minhas amigas no fundão, nosso lugar, vou até elas e Júlia se aproxima abrindo os braços.

- Oi, meu amor - fala de forma melosa enquanto me abraça.

- Oi, e então? Novidades?? - pergunto me direcionando para as outras duas meninas.
          - Humm se eu fosse você, não perguntava isso. 
          - Eu tô péssima
- Diz Larissa com a cara amarrada.
          - Ela tá sofrendo por amor - Karol fala rindo
        - Não enche! História longa, Depois eu te conto. - Júlia olha pra mim e sorri, o que eu logo retribui.
        - Tá feliz é? Essa felicidade por acaso tem nome? - pergunto a Júlia, que ainda mantém o sorriso no rosto.
         - Eu já tô até enjoada de tão doce que ela tá hoje - diz Larissa provocando
        - Olha, não vem amargar a minha vida hoje não, porque eu estou muito feliz - diz Júlia, dando ênfase no "muito". Sem dar chance de Larissa revidar, o professor chega dando um grande Bom Dia pra turma. 
        - Física. Ótimo - Larissa diz sarcasticamente.

Física. Não tenho problemas com a tal matéria.. aliás, exatas é o meu forte. Eu  odeio Língua Portuguesa. Na verdade odeio todas as línguas.. afff. As aulas vão a todo vapor... Física... Química... Matemática... Biologia... História... Geografia... Filosofia... e por fim, a última aula do dia, Sociologia. Logo, uma moça entra na sala, já tinha visto antes... Ah é a coordenadora do cursinho. Estranho até. Ela não parece ter mais de 25 anos, alta, morena, bonita... muito bonita, a moça logo começa a falar... Inteligente. Parece ser bem séria, está falando de movimentos sociais. Ah mas o que deu em mim? Era só o que faltava... Já estou até traçando um perfil dos professores.. é melhor eu prestar atenção na aula. Após meia hora de aula, a tal professora, Priscila, pede uma redação para fazer na hora. Droga, lá se vai minha esperança de sair cedo. A professora deixa todos os comandos e sai da sala, ao acabar, temos que entregar na coordenação. Fazer uma redação é a última coisa que quero fazer neste momento, a dor de cabeça está me matando. Enquanto eu xingo mentalmente, todos já começaram a fazer... Idéias idéias Idéias Idéias... Quando finalmente acabo minha redação, vejo que só restam na sala, eu, Júlia e Larissa, que está passando a limpo. Eu e Júlia esperamos Larissa terminar, quando ouço alguém entrar na sala, eu logo viro para ver quem é, a tal Priscila, ela nos vê e começa a ajeitar as cadeiras que estão todas desorganizadas, eu logo começo a ajudar, enquanto espero Larissa guardar seus materiais. Vou para perto das porta de saída...

- Posso levar pra você, se quiser. - me viro instantâneamente para a mulher - Para coordenação. - Ergo minha folha de redação em direção a mulher, que olhava diretamente pra mim.
         - Obrigada.

Júlia e Larissa também dão a folha para a mulher e logo saímos da sala. Chego em casa às 19:00h, não vejo a hora de tomar um banho e me jogar na cama... Assim que dá 20:00h já estou deitada mexendo no celular, logo, Alva, me manda um whats. Alva é uma amiga que conheci enquanto fazia estágio em uma empresa de eventos, desde então nos tornamos confidentes, o que tem mudado nos últimos dias.. Alva confessou sentir uma paixão por mim, fiquei chocada no início, quer dizer, ela já é uma mulher feita, confiante, engraçada.. nunca imaginaria que estivesse apaixonada por mim. Logo EU. Estamos conversando quando de repente me a imagem de Priscila na cabeça... Afinal, o que essa mulher tem de tão especial? Ela tem olhos lindos... Um sorriso involuntário aparece, balanço a cabeça, espantando tal pensamento. Volto a falar com Alva, mas, será que vou ver a tal mulher amanhã? Oh Deus, isso não está acontecendo...

 



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