História Calafrio - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Gay, Jikook, Lobisomens, Revelaçoes
Exibições 24
Palavras 1.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - Capítulo 18


 Jungkook •- 8C

 

Eu passei tempo demais circulando o estacionamento depois que larguei Jimin, frustrado com Jack, frustrado com a chuva, frustrado com as limitações do meu corpo humano. Eu podia sentir o cheiro de que um lobo tinha estado ali - só um odor fraco e almiscarado de lobo - mas eu não conseguia definir uma direção ou sequer ter certeza se tinha sido Jack. Era como estar cego.

Eu finalmente desisti e, depois de ficar sentado no carro por vários minutos, decidi ir até a casa de Beck. Eu não conseguia pensar em nenhum outro lugar em particular para começar uma busca por Jack, mas a floresta atrás da casa era um lugar lógico para encontrar lobos em geral. Então eu voltei para minha velha casa de verão.

Eu não sabia se Beck sequer tinha sido humano esse ano; eu não conseguia nem lembrar claramente dos meus próprios meses de verão. Memórias borradas uma na outra até que se tornaram uma composição de estações e cheiros, suas origens obscuras.

Beck esteve mudando por mais anos do que eu, então parecia improvável que ele tivesse se tornado humano esse ano, quando eu não me tornei. Mas também parecia que eu deveria ter tido mais anos de ficar mudando de uma forma a outra do que isso. Eu não estava mudando há tanto tempo. Onde meu verão tinha ido?

Eu queria Beck. Eu queria sua orientação. Eu queria saber por que o tiro me tornou humano. Eu queria saber quanto tempo eu tinha com Jimin. Eu queria saber se isso era o fim.

- Você é o melhor deles. - ele uma vez me disse, e eu ainda lembrei que o rosto dele parecia quando ele me disse. Quadrado, confiável, sólido. Uma ancora no enorme mar. Eu sabia o que ele queria dizer: o mais humano do bando. Isso foi depois que eles puxaram Jimin do seu balanço cansado.

Mas quando eu fui até a casa, ela ainda estava vazia e escura, e minhas esperanças dissiparam. Me ocorreu que todos os outros lobos já deveriam ter se transformado por esse inverno; não haviam muitos lobos jovens sobrando. A não ser por Jack, agora. O correio estava cheio de envelopes e avisos do correio aconselhando Beck a pegar mais no correio. Eu peguei tudo e coloquei no carro de Jimin. Eu tinha a chave da caixa de correio dele, mas eu ia pegar mais tarde.

Eu me recusei a pensar que não iria ver Beck de novo. Mas o fato permanecia de que se Beck não estava por perto, Jack não tinha sido ensinado. E alguém tinha que afastar ele da escola e da civilização até que ele parasse de mudar de forma imprevisı́vel que era o que acontecia quando você é um lobo novo. A morte dele tinha feito o bastante para prejudicar o bando. Eu não ia deixar ele nos expor, nem mudando em público nem mordendo
alguém.

Já que Jack já tinha feito uma visita na escola, eu operei pela suposição que ele tinha tentado vir para casa também, então eu fui até a casa dos Culpepers. Não era segredo onde eles viviam; todo mundo na cidade conhecia a gigantesca mansão Tudor que podia ser vista da estrada. A única mansão em Mercy Falls. 

Eu não achei que alguém estaria em casa a essa hora do dia, mas eu estacionei o Bronco de Jimin a meia milha de distância e passei pela floresta de pinho a pé.

Certo o bastante, a casa estava vazia, elevando-se sobre mim como uma enorme estrutura de um antigo folclore. Uma rápida olhada pelas portas trouxe o inconfundível odor de um lobo.


Eu não sabia dizer se ele já tinha entrado, ou se, como eu, ele veio quando todos não estavam e já tinha voltado para floresta. Lembrando de quão vulnerável eu era na minha forma humana, eu virei e cheirei o ar, escaneando os pinheiros buscando vida. Nada. Ou pelo menos nada perto o bastante para meus sensos humanos captarem.

Para garantir, eu invadi a casa para ver se Jack estava lá, já seqüestrado em uma sala trancada, reservada para monstros. Eu também não estava feliz com meu trabalho de arrombamento também; eu quebrei uma janela na porta do fundo com um tijolo e passei a mão pelo buraco para abrir a maçaneta. Lá dentro, eu cheirei o ar de novo. Eu achei ter sentido o cheiro de um lobo, mas era fraco e um pouco velho. Eu não tinha certeza do porque Jack ia ter esse cheiro, mas eu segui o cheiro através da casa. Meu caminho me levou até uma porta massiva de carvalho; eu tinha certeza que o rastro levava para o outro lado.

Cuidadosamente eu abri a porta, então inalei profundamente.

A entrada massiva na frente de mim estava cheia de animais. Empalhados. E não do tipo fofo. A sala de teto alto parecia à exibição de um museu: animais na America do norte, ou algum tipo de santuário de morte. Minha mente buscou letras de música, mas só conseguia ver uma única linha: Nós carregamos o sorriso dos mortos que sorriem.

Eu estremeci.

Na meia luz que passava pela sala através das janelas altas acima da minha cabeça, parecia que havia animais o bastante para preencher a arca de Noé.


Aqui havia uma raposa, ainda segurando uma codorna na boca. Lá, um urso preto, erguido em cima de mim com as garras estendidas. Um lince, rastejando eternamente na lenha. E um urso polar, completo com um peixe empalhado em suas palmas. Da para empalhar um peixe? Eu nem tinha considerado.

E então, entre a horda de cervos de todos os tamanhos e formas, eu vi a origem do cheiro que eu tinha detectado antes: um lobo encarava acima do meu ombro para mim, os dentes expostos, os olhos de vidro ameaçadores. Eu andei até ele, me esticando para tocar o pêlo. Sobre meus dedos, o cheiro floresceu, liberando segredos no meu nariz, e eu reconheci o perfume único da minha floresta. Eu curvei meus dedos em punho, me afastando do lobo com a pele empalhada. Um de nós. Talvez não. Talvez apenas um lobo. Só que nunca encontrei um lobo normal na nossa floresta antes.

- Quem é você? - eu sussurrei. Mas a única feição incomum entre as duas formas de um lobisomem - os olhos - há muito tempo tinham sido retiradas para colocar um par de olhos de vidro. Eu me perguntei se Derek, crivado de balas na noite que eu fui baleado, iria se juntar a esse lobo nessa macabra exposição. A ideia retorceu meu estômago.

Eu olhei ao redor do corredor e mais uma vez voltei para a porta da frente.

Cada parte do animal que ainda estava dentro de mim gritava para me afastar do odor da morte que enchia o corredor. Jack não estava aqui. Eu não tinha
motivo para ficar.



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