História Californication - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Exibições 4
Palavras 1.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mais um ep por que sim. E é provável que eu poste mais um porque eu tô louca e inspirada, oq eu é raro. Boa leitura e obrigada pelos favs 💕💕

Capítulo 3 - This is Califórnia


Fanfic / Fanfiction Californication - Capítulo 3 - This is Califórnia

Depois de tanto esperar finalmente era hora de partir. Durante o trajeto inteiro de sua casa até o aeroporto, Mia não havia trocado uma palavra se quer com sua tia. Mas assim que se sentaram nas poltronas do avião, por sorte uma do lado da outra, sua tia percebeu a angústia da menina e resolveu perguntar:

- Mia, está tudo bem? 

- Sim tia, por que? Algum problema? 

- Não, nenhum, só estou te achando um pouco angustiada, tem algo que queira falar? 

- Posso ser sincera tia? 

- Claro querida, o que houve? 

- Tia eu não quero fazer medicina. Eu não me vejo como uma futura médica, não consigo me imaginar fazendo exames, cirurgias e muito menos tendo a vida que meus pais tem, fazendo vários plantões e chegando em casa exaustos. Claro que o salário talvez compense algum dia, até porque médicos salvam vidas, isso é o mínimo que eles merecem, mas mesmo assim, não é algo que eu me imagine fazendo. 

- Querida olhe para mim. 

Mia olhou no fundo dos olhos de sua tia, que lhe perguntou:

- Sabe o que eu acho? Que nós somos muito iguais. 

-Iguais tia? Nós somos muito diferentes. Seus cabelos são loiros, lisos e curtos, os meus cacheados, castanhos com as pontas coloridas e longos, eu tenho a pele morena e você é bem clarinha. Entre outras coisas, idade, corpo, estilo. Nós somos totalmente opostas. 

- Pode até ser, mas acho que por dentro somos muito semelhantes. Digo, nosso jeito de pensar e ser. Você tem 18 anos, eu tenho 25. Eu fui adotada pela sua vó ou seja nem seu sangue eu tenho. Agora imagine, na sua idade, eu pensava da mesma maneira. Eu não queria fazer medicina de jeito nenhum, não mesmo. 

- Mas seus pais te forçavam? Porque os meus me forçam. 

- Forçavam? Só faltava eles me amarrarem na faculdade de medicina. E você sabe o que eu fiz? 

- Fugiu de casa... 

- Pois bem querida, é isso que eu não quero pra você. Eu quero que você tenha vida. Na sua idade eu também pensava que medicina era horrível, e eu tinha razão. Não durei 1 ano na faculdade, achei um emprego e dividi apartamento com uma amiga. Depois estudei artes cênicas e me formei. 

- E hoje você é uma atriz maravilhosa. 

- Sabe por que eu sou uma boa profissional? Porque eu amo o que eu faço. Por que eu me encontrei. É isso que eu quero de você Mia, que você se encontre. Eu não tinha ninguém pra me orientar, mas eu quero ajudar você. 

- Não adianta muita coisa se meus pais não deixarem. 

-Eu tenho uma surpresa querida. Apenas relaxe. 

Foi a última coisa dita entre elas durante toda a viagem. Mia dormiu um pouco e quando acordou, colocou na sua playlist de k-pop e ouviu durante o resto da viagem. Estava louca pra falar com Lucas quando chegasse, e também pra saber a tal surpresa da tia, que mais parecia uma criança do que uma adulta. 

     ~quebra de tempo~

Finalmente tinham chegado na tão falada Califórnia. Pegaram um táxi e foram direto para casa da tia. Era uma casa até espaçosa para alguém que morava sozinha. Mia subiu ao quarto de hóspedes e arrumou suas coisas no quarto. Resolveu dormir pois já eram 19:00 e não havia muita coisa pra fazer. Falaria com Lucas e com os pais no dia seguinte, mas estava preocupada mesmo com a surpresa. Pode parecer exagerado, mas quando tia Marina tinha uma surpresa, ansiedade era comum. 

05:15

Mia acordou sem despertador nem nada, apenas não tinha conseguido dormir tão bem. Tomou banho, vestiu um conjunto azul marinho de moletom e sua pantufa e desceu para cozinha. Sua tia estava tomando suco e comendo torrada com Nutella na sala. Mia se aproximou e disse:

- Bom dia tia! O que está assistindo? 

- Querida bom dia! Vem aqui do meu lado, estou vendo Bob esponja. 

- Nessa idade tia? -Perguntou mia rindo um pouco. 

- Agora tem idade pra ver desenho? -perguntou a tia brincando - pega umas torradas pra você também, o suco tá na geladeira. Eu já tenho que subir terminar de me arrumar. Bom dia querida. 

Marina deu um beijo em sua testa e deixou o prato as pressas na pia, quase quebrando tudo. Depois subiu as escadas correndo e quase tropeçou no último degrau, dizendo um "Eu estou bem" depois. Ela era realmente uma criança. 

Depois de comer Mia resolveu sair para conhecer a região. Subiu, colocou uma blusa cropped azul marinho um pouco transparente de manga comprida, uma calça branca e uma sapatilha azul escuro. Saiu e trancou a casa. Enquanto andava, resolveu ligar para Lucas, para saber como ele estava e contar que chegou bem de viagem. Discou seu número e esperou:

- Alô, Mia? 

- Oi Lucas. Tudo bem? 

- Mia!  Estou bem e você? Como foi oora chegar? Deu tudo certo. 

- Sim deu tudo certo a não ser pelo fato de eu estar meio perdida aqui. Estou andando sem rumo agora, melhor que mofar em casa. 

-Cuidado em mocinha. Ah Mia, tenho uma novidade. Lembra da Melissa, que eu te falei? 

- Sim, a menina da sua faculdade. 

- Pois é, estamos namorando. Legal né? 

Mia não sabia o que responder. Terminou a ligação com um " Ah, legal, tenho que desligar, tchau.",o que foi um tanto estranho. Nem ela mesma se entendia, não sabia o que estava sentindo, apenas não ficou á vontade com aquilo. Por que em? O que ela tinha a ver com a vida do garoto. Ele é só um amigo, um cara que ela conhece a 3 dias,  qual é o problemas dele namorar? Estava tão perdida nos pensamentos que quando percebeu nem sabia mais onde estava. 

Percebeu que estava perto de uma praia, então desceu uma pequena rampa e chegou até lá. Segurou as sapatilhas nas mãos e andou pela areia em direção a água. Ficou ali, na Beira da praia olhando pro horizonte. Até pensou em ligar para os pais, mas a esse horário estavam trabalhando, que novidade. Molhou um pouco os pés no limite da água e voltou para casa. Iria voltar mais tarde, com certeza era muito melhor olhar o pôr do Sol do que uma simples manhã no horizonte. Ela precisava voltar, precisava de paz. Ela tudo que ela queria, paz. 


Notas Finais


Escrever fics vicia, cuidado. Obrigada por lerem, até o próximo.


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