História Californication - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Ela é uma de nós!


Fanfic / Fanfiction Californication - Capítulo 5 - Ela é uma de nós!

"Uma de nós ". Como assim uma de nós? O que Marcos queria dizer com aquilo? Mal teve tempo de pensar, a porta se abriu, e Mia estava num palco. Um palco enorme e abaixo deles diversas cadeiras. 

- É aqui que nos apresentamos.  - disse Marcos, saindo da porta e se andando pelo palco - E então Mia, o que acha? 

- É... é...  É lindo, maravilhoso. 

- Como você se sente querida? - perguntou sua tia, que estava ao lado de Marcos olhando para a garota. 

- Eu me sinto ótima. - Mia respondeu se afastando da porta e entrando de vez no palco. - Me sinto viva. Eu não sei porque, mas eu me sinto muito bem. É a melhor coisa que eu já senti, é como se eu tivesse me encontrado. 

- Então isso já acaba com a nossa dúvida. Mia - Marcos chamou a garota para perto e apoiou uma das mãos em seu ombro - seja bem vinda. 

Depois disso soltou seus ombros e acompanhou Marina até a secretaria, ela teria que assinar os papéis para a inscrição da sobrinha. Mia se sentou na frente do palco e ficou olhando as poltronas vazias. A sala estava iluminada apenas por uma luz fraca no palco. Ela então se levanto, andou até uma espécie de cabine e ligou as luzes de todo o palco, iluminando as poltronas, as áreas superiores, todo o salão. Saiu da cabine e olhou ao redor. Era muito mais bonito quando estava iluminado. Se sentou no meio do palco e se imaginou atuando várias cenas. Foi então que se lembrou novamente do passado, na época em que se cortava e ficava tão sozinha. 

Se lembrou que pra passar o tempo, depois de lavar as lâminas e guarda-las, ela gostava de ler. Não podia conversar ou sair, então preferia ler e estudar. Ela amava ler de tudo, mas o que ela mais gostava era atuar, fingindo ser as personagens de seu livro. Fechava a porta da biblioteca da casa, apagava um pouco as luzes, lia para saber as falas e atuava. Fazia peças maravilhosas, com direito a fantasia, maquiagem e até cenário. Parecia infantil aos 14 anos, mas quando você é sozinho não consegue saber o que é certo pra idade. Pelo menos ela não conseguia. Se tinha essa paixão por teatro desde tão nova, por que não conseguiu persar nisso para o futuro? Talvez porque nunca teve incentivo em nada comparado a arte. A mãe sempre reprimiu música, dança, teatro, tudo que era artístico e o pai simplesmente não ligava. "Não da dinheiro" "Não trás futuro" eram frases comuns quando o assunto era arte. 

A porta se abriu bruscamente, assustando Mia, que se levantou do chão e olhou em direção a entrada. Um garoto loiro, com a roupa parecida com a do professor e os olhos azuis havia entrado, e estranhou a presença de Mia no lugar. Se aproximou um pouco da garota e perguntou :

- Eu te conheço? 

- Provavelmente não. Eu sou nova meu nome é... 

- Você entrou agora pouco com uma loirinha não foi? 

- Sim, é a minha tia Mari... 

- Alguém deixou você entrar aqui? 

- Eu entrei com o Marcos mas ele já saiu com a minha tia. 

- E por que você assendeu as luzes? 

- Eu só queria ver como era o lugar iluminado, desculpe. 

- Não precisa se desculpar. Me desculpe ser tão rude, mas como representante eu tenho que olhar tudo por aqui e acabo me estressando um pouco. Gabriel, prazer.  - o garoto se aproximou e estendeu a mão - Agora pode me dizer seu nome, juro que nao vou te interromper. 

- Mia, eu me chamo Mia. 

- Gostei do cabelo, as pontas azuis combinaram com você. Então é aluna nova? 

- Sim. 

- Você não parece ser daqui...  Me desculpe se eu fui grosso...  ah esqueça isso, perdão, eu sou um idiota. 

- Não, tudo bem. Eu sou brasileira. 

- Ah sim, Brasil. Dizem que o país é lindo. 

- Um poucon estragado na política mas é lindo. 

- Mia, já terminamos a matrícula. - disse sua tia apoiada na porta. 

- Eu tenho que ir, até mais. 

- Até Mia, foi um prazer te conhecer. 

Mia saiu do palco e foi até a porta com a tia. As duas foram até a saída e chegaram ao estacionamento onde estava o carro. Quando entraram, Marina perguntou:

- Então querida, vamos gostou da surpresa? 

- Sim tia.  - Mia respondeu um pouco emocionada - Eu amei! 

- Que bom que gostou meu amor. Suas aulas começam mês que vem. 

- Eu já estou ansiosa.  - riu um pouco - Tia, será que eu posso sair um pouco? 

- Vai sair com o loirinho? 

-  O que? Não eu nem conheço ele direito. 

- Estou brincando querida. Claro que pode, você já tem 18 anos ja é uma mulher. Só não volte tarde, por favor. Você tem carteira de motorista? 

- Não. 

- Então eu te levo. Só me diz a hora pra te buscar pra eu... 

- Não tia, eu vou andando. 

- Tem certeza?  Pode ser perigoso. 

- Eu vou só olhar a praia. Volto antes de escurecer, eu prometo. 

- Então tá bom. Se quiser companhia... 

- Eu prefiro ficar um pouco sozinha tia, mas obrigada por estar sempre aqui. 

As duas chegaram na casa e Mia subiu para se trocar. Marina preparou alguns sanduíches  pois ainda não era muito tarde. Fez também um suco e deixou tudo na mesa para que Mia comesse antes de sair. A garota colocou uma camiseta branca um pouco larga,  um shorts jeans e um chinelo, nada muito exagerado, ela só iria á praia. Desceu, comeu um sanduíche e saiu. Ela ia finalmente ficar a sós com a Califórnia. 


Notas Finais


Tá, a surpresa nem foi taaaaao surpresa, mas ta valendo. Fiquei meio anciosa pra escrever então nem tem graça fazer surpresa, eu conto rápido demais. Até o próximo cap 😙


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