História Call it Fate, Call it Karma - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Suga
Tags Bangtanboys, Bts, Comedia, Hoseok, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Rapmonster, Suga, Sugakook, Taehyung, Yoongi, Yoonkook
Exibições 271
Palavras 1.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar! Essa vai ser uma shortfic mais comedia romântica para sair um pouco do usual, com capítulos mais curtos, e para postar algo enquanto eu estou estruturando a longfic que pretendo postar logo mais (Yoonkook também).

Na capa, é uma bola de cristal ali no meio, eu tentei fazer um negócio meio legal, mas não deu muito certo, happens.

Espero que gostem e desculpem por qualquer erro e por eu não saber fazer sinopses.
Boa leitura!

Nick.

Capítulo 1 - Amusement Park (and that crazy ass woman)


 

Yoongi ainda respirava descompassadamente ao sair da montanha-russa.

Jungkook ria como um louco, observando a cara de assustado que o mais velho fazia. “Cara! Nem é tanto assim, se controla!”

 

O loiro deu um chute no outro, seguido de alguns xingamentos por pura diversão. Apesar de tudo, também ria. Não era sua culpa ter medo de altura, mesmo que a altura não fosse tanta assim. 

Afinal, era um parque de diversões itinerante que passaria aquele mês na capital coreana. Parecia ser de um grupo de ciganos ou sei lá o que. As pessoas que trabalhavam ali eram meio estranhas.

Jungkook, porém, pareceu ter amado aquele lugar. Queria ir em todos os brinquedos, comer todos os doces provavelmente cancerígenos que vendiam. Parecia uma verdadeira criança. E Yoongi o pai. Um pai, porém, que acabava se divertindo tanto quanto o filho nos brinquedos.

 

Enquanto juntavam suas fichas para ver quanto ainda tinham para usar ali, Jungkook avistou mais à frente uma tenda amarela e vermelha. Tinha uma bela mulher em pé ao lado, usava um vestido longo vermelho, cabelos compridos que caíam sob o lenço verde que usava na cabeça. Apesar de ser evidentemente asiática, ela se assemelhava muito àquelas ciganas clichês dos filmes.

Acima dela uma placa: Fortune Teller.

 

“Woah! Hyung! A gente tem que ir ali, meu deus do céu, é uma vidente!” Novamente os olhos do moreno brilhavam e assim que o mais velho viu a tenda qual seu amigo apontava, soltou um riso arrastado.

“Você está zoando com a minha cara, né?!” Encarava-o com uma das sobrancelhas arqueada.

“Não?!” O moreno logo enganchou seu braço no alheio e passou a trazê-lo consigo em direção àquela tenda. Existia uma pequena placa com os preços em fichas e juntando o que tinham, poderiam apenas receber uma consulta para uma única pessoa.

 

Assim que pararam na frente da tal mulher, a mesma abriu um sorriso sedutor, encarando-os de cima a baixo. Yoongi estranhou aquilo, mas apenas entregou suas fichas para o maior.

“Vai você. Eu não acredito nessas coisas...”

Jungkook, porém, não achava justo gastar tudo apenas consigo mesmo.

“Eu também não acredito, mas acho que a gente tem que ir junto, você não tem mais dinheiro aí para comprar mais fichas?”

 

“O último dinheiro que eu tinha te emprestei para comprar algodão-doce, inclusive vamos para casa andando, porque nem para o ônibus sobrou.”

 

Discutiam de forma baixa o que poderiam fazer com as fichas além de se consultar com uma vidente, poderiam ir a montanha-russa mais uma vez, ou então jogar tiro ao alvo, mas ambos eram péssimos nisso.

Enquanto se encaravam, a mulher ousou se aproximar.

 

“Meninos! Eu faço um desconto para vocês, huh? Podem entrar os dois.” O sorriso da mulher continuava repuxado em seu rosto e ela puxou o tecido da tenda, indicando para que os dois entrassem.

Jungkook nem pensou duas vezes, apenas se enfiou lá dentro, trazendo o loiro consigo pela jaqueta jeans.

Yoongi ainda ria. Não acreditava que estava realmente indo receber consulta de alguém que se dizia vidente. É obvio que ninguém consegue prever o futuro. Além do mais, não existe essa coisa de futuro já premeditado. Todo mundo pode mudar o rumo de sua história todos os dias, pode mudar seu pensamento. Aquilo era a maior perda de dinheiro e tempo da noite, com certeza.

 

O lugar tinha uma iluminação amarelada e mais densa, por incrível que pareça aquela tenda parecia bem maior vista de dentro do que de fora e existiam várias pequenas peças ornamentais de deuses, animais, budas ou sabe-se lá que tipo de coisa era aquela. Velas, uma música céltica tocando ao fundo e enfim uma pequena mesa com três cadeiras e algumas cartas dispostas sobre a madeira.

O cigana se acomodou na parte de trás e os dois rapazes se ajeitaram nas duas da frente.

 

Yoongi franziu o cenho com a forma que aquela mulher encarava ainda os dois. Parecia estar tentando lê-los ou algo do tipo. Sentia-se bastante incomodado, na verdade, como se sua intimidade estivesse sendo invadida.

Enfim a mulher falou algo.

 

“Jeon Jungkook, Min Yoongi... Tem algo em especial que queiram perguntar?”

No mesmo momento em que ouviram seus nomes sendo mencionados, os dois rapazes ficaram completamente surpresos. Era impossível aquela mulher saber aquilo, e Jungkook mal conteve seu ânimo, começando a cutucar seu amigo com o braço, como se estivesse perguntando se ele tinha ouvido aquilo mesmo.

 

“Acho que não, hm?” A dona dos fios longos e negros soltou um pequeno riso.

 

“Quando eu vou encontrar o amor da minha vida?” Jungkook ousou ser o primeiro a se manifestar e Yoongi quis enfiar uma bala em sua cabeça. Sério? De todas as perguntas no mundo era aquilo que ele queria saber? Tinha quase esquecido que seu melhor amigo era um romântico incorrigível e vivia procurando por grandes amores e aventuras. Vivia quebrando a cara, claro.

“Não responde isso, por favor.” Yoongi rebateu, olhando a mulher. Tinha uma expressão de tédio e seu tom de voz mostrava que queria poupar a mulher de ter que lidar com algo tão idiota como aquilo.

Mas ela apenas abriu um largo sorriso.

 

“Oras, mas já encontrou!”

Yoongi rolou os olhos. Jungkook, novamente, teve seus olhos a brilharem.

“Está sentado do lado dele, inclusive!”

 

No momento em que a tal cigana continuou. Ambos os rapazes se entreolharam. Encaravam-se de forma confusa, como se estivessem processando a informação mas logo seus risos mútuos começaram a preencher todo aquele local. Yoongi não mais se arrependia de estar ali. Fazia tempo que não ria tanto.

“Aham, claro!” Seu tom sarcástico escapou em meio a um dos risos. 

“Yoongi-hyung, o grande amor da minha vida!”

 

Aos poucos seus risos iam diminuindo, conforme as bochechas e estômagos começavam a doer. É claro que esperavam ouvir algumas baboseiras que poderia se dizer para qualquer pessoa e encaixaria, como uma fórmula, ou então que estavam prestes a ter algo grande acontecendo, mas nunca imaginaram que iriam parar em uma mulher falando que eram seus grandes amores.

 

A cigana, porém, não via tanta graça assim. Estava encostada para trás na cadeira, os finos braços cruzados em frente aos seios.

 

“Isso é impossível.” Jungkook, depois de se recompor do riso, se ajeitou melhor na cadeira, coçando os olhos – que tinham pequenas lágrimas se formando nos cantos externos.

 

“Nada na vida é impossível, menino.” A cigana respondeu com um novo sorriso canteiro.

                                                                                                                

“Eu não sou gay.” Yoongi logo afirmou, cruzando também seus braços em frente ao peitoral, tinha um ar de desafio, como se estivesse se impondo àquela mulher. Como se a instigasse a continuar com aquela besteira que falava.

A mulher, entretanto, riu ao ouvir aquilo, maneando a cabeça em negação. “Ora, vamos lá, Yoongi... Acho que falta um pouco de... Hope na sua vida.”

 

Assim que escutou aquilo, o corpo do loiro se petrificou. Não mais tinha aquela pose pomposa para a mulher. Parecia totalmente desarmado e Jungkook viajava seu olhar entre aquelas duas pessoas ali presente. “Não entendi.”

As sobrancelhas bem desenhadas da mulher se arquearam algumas vezes ao loiro, como se agora ela quem tivesse o “poder” de desafiar alguém ali dentro.

Yoongi continuava sério, querendo saber como infernos aquela mulher poderia saber algo do tipo. Seus nomes, bom, sei lá, poderiam ter falado para alguém ali na entrada e ela teria escutado, mas aquilo já era demais.

 

Um som estridente, porém, quebrou a tensão que pairava sobre todos.

Como havia feito um desconto a eles para atendê-los pelo valor de uma consulta particular, teriam apenas dez minutos. Quais, pelo jeito, haviam passado. 

 

“Escutem... Eu consigo ver em vocês dois que a vida já deu vários sinais do que eu disse, mas vocês sabem, o pior cego é aquele que não quer ver... Talvez vocês devessem prestar mais atenção no que o cosmos tenta comunicar.”

 

A mulher mal conseguiu terminar de falar e ambos os rapazes se levantavam, Jungkook realmente não tinha entendido aquele pequeno atrito entre os dois, mas ainda achava divertido ela continuar insistindo na história.

“O dia que o cosmos quiser dizer que eu ganhei na loteria, então talvez eu decida me comunicar com ele, muito obrigado.” Yoongi respondeu com um tom falsamente gentil, tão falso quanto o sorriso que enviava para a tal cigana.

 

Assim que saíram da tenda, como não tinham mais dinheiro ou fichas, passaram apenas a seguir para a saída do parque.

“Que mulher louca.” Yoongi ainda parecia incomodado com algo. Estava mais sério e fechado que o normal. Por sorte Jungkook era bastante lerdo com algumas coisas e terrivelmente ruim em captar sinais.

 

“Como assim? Não gostou de saber que eu sou o amor da sua vida? Não acredito nisso!” O moreno se fez de ofendido, utilizando um tom de voz que imitava uma jovem que tivesse acabado de ser rejeitada por seu namorado.

O menor, por sua vez, soltou um riso torto, empurrando o amigo com uma das mãos. “Desculpa quebrar seu coração, florzinha, mas eu realmente não sou seu amor.”

 

Ambos continuaram andando pela sua, jogando conversa fora e se provocando em brincadeiras como sempre faziam.

Se conheceram muito jovens, Yoongi não tinha nem dez anos quando os novos vizinhos ocuparam a casa ao lado da sua e por sorte tinham um filho com quem poderia enfim sair para brincar na rua.

Cresceram um na casa do outro, seus pais se tornaram amigos e era normal que os pequenos dormissem na casa um do outro por noites seguidas, ou aparecessem do nada para jantar, convidassem para comer pizza e fazer tudo o que melhores amigos faziam juntos.

Anos se passaram e a amizade continuava forte como nunca.

 

Ao chegarem em suas casas, se despediram com o toque de mãos de sempre.

“Vê se não fica sonhando com o nosso casamento nem nada do tipo.” Yoongi brincou, abrindo o portão de casa.

 

Jungkook apenas riu alto, mostrando o dedo do meio ao loiro. “Não fique duro pensando em mim, huh?!”

 

“Vai se foder!” Yoongi limitou sua resposta e embora estivessem já nos terrenos de suas casas, separados por um alto muro, ainda conseguiam ouvir a risada um do outro.

Apesar de tudo, ao menos a noite valeu a pena pelos risos. 

 


Notas Finais


Peguei a ideia dessa fic de um OTP prompt, rs.
Provavelmente terá mais quatro ou cinco caps, talvez mais. Espero que tenham gostado!

Comentários, críticas e sugestões são sempre bem vindos.
See ya!

Nick.


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