História Call Me Home - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags ?2concursoexofanfics?, Dtehospital, Sesoo
Exibições 19
Palavras 3.086
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Universo Alternativo
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu nem acredito que eu consegui terminar essa fic a tempo, socorrooooo.
Mas terminei e está aí a fic pro concurso Down To Earth, do grupo EXO Fanfics <3
Espero que gostem dessa Sesoo amorzinha que escrevi em um dia apenas, kk... (perdoem a procrastinação)
Tá revisada só por mim, então deve ter vários erros, mas vocês perdoam isso também né :')

Capítulo 1 - Capítulo Único


De dentro do carro Sehun podia ver Seul de uma perspectiva diferente do que era acostumado, e não gostava nem um pouco disso. Gostava de andar por aí montado em sua bicicleta (que tinha apelidado carinhosamente de Magenta), sentindo o vento típico do lugar bagunçando seus cabelos tingidos de loiro.  Gostava de soltar os braços do guidão e sentir como se estivesse voando, livre. Porém naquele dia Magenta não era uma opção, pois já estava atrasado e tinha que chegar ao hospital o quanto antes.

Para piorar sua situação, que já não era das melhores, acabou pegando um pequeno trânsito no caminho. Se viu obrigado a xingar umas três pessoas que não tinham o mínimo de educação no trânsito. Sehun era um cara extremamente educado, e devia isso a sua avó. Acabou chegando 20 minutos atrasado e se martirizaria por um bom tempo por aquele terrível atraso.

Desceu do carro de uma forma desengonçada, carregando em uma mão sua bolsa pesada e em outra seu celular e carteira, não sobrando espaço para as chaves, que tiveram de parar em sua boca. Quem o visse naquele momento pensaria que ele era um louco desengonçado. Bom, talvez ele fosse.

Quando viu a fachada do lugar, onde estava escrito “Hospital do Câncer” em letras garrafais, sentiu um pequeno arrepio percorrer sua espinha, mas logo tratou de deixar isso para lá.

— Até que enfim, Sehun. Achei que iria ter que te arrastar por esses cabelos feios. — Sua avó o recepcionou com seu jeitinho adorável assim que pisou na recepção do prédio, que já se encontrava lotada.

— Me desculpe, vovó. Mesmo. Desculpa, desculpa... — Se curvou várias vezes enquanto repetia suas desculpas, até sentir um tapa (não tão leve) na cabeça, indicando que não precisava de tudo aquilo. — Eu estava na apresentação de balé da filha do Jongin. Acabou demorando mais do que eu esperava.

— Eu entendo, meu filho. Só fiquei preocupada porque o show já vai começar e eu sei como você odeia perde-los. — A senhora, enquanto pegava a comida que Sehun havia levado para ela em sua bolsa, dedicou um sorriso travesso ao neto, que apenas olhou para cima, fingindo que não era consigo. — Aliás, não sei por que você foi fazer nessa apresentação de balé. Já passou da hora de parar de tentar se aproximar dessa menina mal-educada.

Os dois andavam até a ponta do grande sofá branco que ficava ali, rente com a parede. Era ali que eles gostavam de se sentar, diziam que dava para ter uma visão melhor de tudo, sem ser o centro da atenção.

— Vovó, não fale assim. Ela é minha afilhada né, apenas não gosta de mim.

— Apenas, Sehun? Seu cabeça de ovo. — Olhou indignada para o neto — Se você me tratasse como aquela garota te trata, eu te deixaria por uma semana ajoelhado no milho.

— Ai, vovó, quanta maldade.

— Maldade nada. Você sabe que eu faria isso mesmo.

— É, eu sei.

 

***

Oh Sejung teve apenas um filho ao longo de sua vida, que lhe deu os dois melhores presentes do mundo: Sehun e HyoJoo. Seus netos cresceram dentro de sua casa, sendo mais apegados com a avó do que com sua própria mãe, que era ocupada demais no trabalho. Se considerava uma mulher plena e feliz, tendo tudo o que precisava ao alcance de suas mãos.

Quando ouvia a palavra lar, Sehun pensava em sua avó. Sua avó, sentada na cadeira de balanço e gritando para que os netos parassem de correr ou iriam derrubar alguma coisa. Pensava na pequena casa amarela, em que passou sua infância e adolescência. Pensava também no cheiro dos biscoitos de chocolate que Sejung preparava com tanto amor.

Pensando no quanto sua avó era uma mulher brilhante e cheia de vida, doía ver ela ali ao seu lado naquele momento. Sejung já não era a mesma. Por mais que o humor e a alegria continuassem intactos, os indícios de câncer eram visíveis em sua figura. Já sem nenhum fio de cabelo na cabeça, com o semblante cansado e sua muleta entre as pernas, sua querida avó não se parecia mais com a mulher que plantava morangos com os netos no fim de tarde.

Com os olhos cheios de lágrimas, Sehun se virou para frente, controlando para que elas não escapassem. Não poderia se deixar abalar e tirar o sorriso do rosto da sua velhinha, tinha que ser forte.

— Quando eles vão chegar, mamãe? Já são duas horas. — Sehun ouviu a menininha que estava ao seu lado perguntar para sua mãe. Não podia dizer, mas também estava ansioso para aquilo.

Era um pouco bizarro pensar que uma recepção de hospital pudesse estar mais parecida com um circo, com todas aquelas pessoas esperando pelo espetáculo. Eram pessoas de todos os tipos que se dispunham ali, desde crianças até idosos como sua avó. A única semelhança entre eles era a presença daquela doença terrível.

Como se tivessem ouvido seus anseios (e da pequena garota impaciente), os quatro jovens contadores de história entraram pela porta de vidro. Estavam fantasiados como sempre, desta vez as fantasias sendo de Capitão Gancho, Wendy, Peter Pan, e... Tinker Bell. Sehun não conhecia muito bem os outros integrantes do grupo, mas com certeza conhecia aquela Tinker Bell, também conhecida como Do Kyungsoo.

— Ai meu Deus! – Sejung gargalhou, puxando a barra da camisa do neto. – Aquele vestido de fada é seu namorado, né Sehunnie? Jesus, casem-se agora mesmo.

Sehun, que não conseguia tirar os olhos do baixinho a sua frente, engasgou com sua própria saliva, tendo que receber tapinhas de consolo por sua avó.

— Ele não é meu namora, vovó...

Sejung revirou os olhos. — Mas deveria ser. Não criei neto nenhum pra ser lerdo desse jeito.

O garoto apenas ignorou aquela “bronca” de sua avó, voltando a fixar o olhar naquele que era a causa das suas noites mal dormidas.

Kyunsoo era sempre deslumbrante, mas estava incrivelmente lindo naquela roupa. O vestido verde era curto, deixando suas pernas a mostra, e em sua cabeça havia uma peruca loira adorável. As asas falsas que despontavam de suas costas o davam um ar sereno. Era a fada mais linda que Sehun já havia visto.

O contador de histórias nem precisou procurar pelo garoto loiro para sorrir afável para ele. Sehun sempre estaria ali, na ponta do sofá, praticamente apagado à visão das outras pessoas, mas não à sua. Quanto mais ele tentava se camuflar, mais tinha a atenção de Kyungsoo em si.

 

***

 

O que Sehun mais gostava em Kyungsoo? Era algo difícil de responder.

Gostava do sorriso de Kyungsoo e de como ele era sempre presente no rosto pequeno. Gostava de como o Do tinha o poder de transmitir alegria por onde passava, deixando tudo brilhante, como se tivesse algum tipo de luz interior.

Naqueles momentos em que parava para assistir o baixinho contar as mais diversas histórias para aqueles doentes, era como se estivesse assistindo algum tipo de fenômeno natural. Kyungsoo podia ser como um tsunami, que inunda todos com a sua presença; como um terremoto, abalando todas as suas estruturas; ou como uma aurora boreal, um choque das cores e luzes mais bonitas que seus olhos poderiam ver.

Gostava de como o pequeno o animava quando ele se sentia triste, o dizendo que a vida ainda o reservaria muitas coisas boas e que não valia a pena deixar a oportunidade de uma grande história passar. De acordo com Kyungsoo, grandes histórias surgem de pequenos momentos, e todo mundo acumula grandes histórias sem suas respectivas bagagens da vida.

Gostava de como, no fim do dia, Kyungsoo se sentava na calçada, com um cigarro entre os dedos, e admirava o pôr do sol, como se aquela fosse a visão mais bela existente. Enquanto para Sehun, a visão mais bela existente era a imagem do próprio Do.

Gostava de como ele sempre carregava consigo aquelas balas de café em que era viciado. E de como era lindo admirar ele as saboreando, logo depois sentindo o gosto delas bem ali, diretamente da boca do moreno.

E justamente por gostar de tudo sobre Kyungsoo, que não conseguiu responder à pergunta do pequeno de uma maneira específica.

— Hmm, acho que estou envergonhado agora.

— Como você acha que está envergonhado? Você nunca fica envergonhado, Kyungsoo.

— Toda regra tem sua exceção, Sehun. – Olhou para o garoto loiro a sua frente, sorrindo pequeno. – Principalmente quando o garoto em que eu estou interessado acaba de dissertar sobre como gosta de tudo em mim.

Sehun tentou não ligar para Kyungsoo dizendo que estava interessado nele, mas era quase uma missão impossível.

É claro que o garoto estava interessado em si, eles já estavam ficando há algum tempo e sempre agiam como amantes. Mas ouvir aquilo teve um efeito totalmente diferente de apenas alguns beijos no fim do dia.  

Ele estava interessado em si. Queria dizer que ele esperava que eles tivessem algo a mais, não? Não que Kyungsoo estivesse apaixonado por si, mas... será?

— Ah, bem lembrado. Também gosto da maneira como você se expressa. – Sehun disse, espantando suas incertezas por um momento. – Quem usa a palavra “dissertar” em uma conversa além de você?

— Ouch! Muitas pessoas, Sr. Oh.

— Quem?

— Hum... minha professora de redação do colegial? – O baixinho o olhou, claramente prendendo o riso assim como Sehun.

E então eles apenas se deixaram levar por aquele clima descontraído, rindo como se não tivesse amanhã. Mesmo que não tivesse motivo nenhum para tantas risadas.

Ou talvez os motivos apenas não tenham sido verbalizados.

 

***

 

— Quando vocês vão parar de cu doce e começar a namorar de uma vez?

Sehun, Kyungsoo e HyoJoo estavam no quarto de hospital onde Sejung estava repousando, quando a senhora decidiu puxar a as orelhas dos dois garotos enrolados.

Sehun engasgou com aquela pergunta e começou uma sessão de tosses desenfreadas, tendo que ser socorrido por Kyungsoo, que tinha um pequeno sorriso dançando nos lábios. Quando aquele garoto não sorria?

— A senhora vai matar o Sehun de susto algum dia desses, vovó. – HyoJoo disse entre risos.

A garota tinha uma aparência encantadora. Cabelos loiros e cortados na altura do ombro, um sorriso largo e brilhante, e traços delicados. Mas besta era quem se deixava levar por aquela carinha de anjo, pois, segundo Sehun, ela era a própria encarnação do tinhoso, sempre caçoando do irmão por algum motivo, só para importuná-lo.

— Isso é pergunta que se faça, vovó? Eu poderia ter morrido. – Disse Sehun, se recuperando de seu surto de tosses.

— Eu não tenho culpa de você engasgar por tudo, Sehun. Não te criei pra ser um banana.

Kyungsoo não aguentou e acompanhou HyoJoo em suas risadas divertidas, recebendo um olhar acusador de Sehun.

— Obrigada vovó, a senhora é tão boa comigo...

— Sou sim, boa demais. Se não fosse por mim tentando colocar algo na sua cabeça, você nem teria ido falar com o Kyung e apenas ficaria o observando de longe. – Sehun abaixou a cabeça, sentindo suas bochechas pegarem fogo quando Kyungsoo arqueou uma sobrancelha em sua direção.

— O Sehun é só um pouco tímido, dona Sejung. –  O Do defendeu seu garoto, com um sorrisinho de encantamento. Sehun era adorável.

— Sim, mas você não. – Sejung apontou, estreitando os olhos. – Então por que raios vocês ainda não tiveram nem um encontro sequer? Vamos, saiam para comer, o Sehun paga.

Kyungsoo riu mais uma vez. O jeito adorável só podia ser de família.

— Não sei, dona Sejung. – Kyungsoo sorriu doce, enquanto entrelaçava seus dedos aos de Sehun. – Acho que temos que providenciar isso.

 

***

 

E eles realmente providenciaram.

Durante o mês que se passou, Kyungsoo e Sehun foram a muitos encontros. Jantaram em um restaurante caro (Sehun queria experimentar aquilo); fizeram um pique nique; foram a um parque de diversões; assistiram a vários filmes juntinhos e trocaram muitos, muitos beijos apaixonados.

Quando Kyungsoo pediu Sehun em namoro, sentado na calçada do hospital enquanto admirava o pôr do sol, foi como se o mundo pudesse desabar na cabeça do loiro que ele não sentiria. E, claro, Sejung foi a primeira a saber do, agora oficial, relacionamento, o que resultou nela batendo neles com sua bengala e dizendo: “Até que enfim, seus abestados. Pensei que seria obrigada a embebedar vocês e os casar”.

Mas a senhora se sentia muito feliz pelo neto, tanta felicidade que não cabia dentro de si, tendo que transbordar em forma de lágrimas enquanto ela o abraçava de sua maneira fraca por conta dos medicamentos.

Fraca até demais, na opinião de Sehun. Sabia que os dias de sua avó estavam contados, que ela não aguentaria por muito tempo, mas doía constatar isso com seus próprios olhos. Doía como tudo e nada ao mesmo tempo, por mais que isso não fizesse o menor sentido.

Era noite de natal quando Sejung e Sehun se sentaram pela última vez na ponta daquele sofá na recepção do hospital, dessa vez acompanhados de HyoJoo, para assistir à próxima história que seria contada por Kyungsoo, que estava vestido como o Woody de Toy Story.

Sejung estava deslumbrante aquela noite. Deslumbrante como Sehun não a via há meses. A idosa se sentia completa, como se estivesse de volta à sua casinha amarela, regando seus amados pés de morango. Se sentia completa porque tinha conquistado tudo o que havia desejado, porque seus netos estavam crescidos e felizes, tendo seus caminhos brilhantes prontos para serem traçados.

— Sehun, me prometa uma coisa. — Disse a senhora, segurando a mão de Sehun dentre suas próprias mãos trêmulas.

— Diga, vovó.

— Me prometa que você nunca deixará de vir aqui. E que ajudará essas pessoas, assim como me ajudou todo esse tempo.

— Não fale assim vovó, como se a senhora fosse...

— Mas eu vou, Sehun. – Se virou para o neto, falando sério. – Não tem o que contestar sobre isso, então apenas me prometa isso.

Sehun olhou para suas mãos entrelaçadas com as da sua amada avó, repousadas em seu colo. As lágrimas já não aguentando mais serem presas em seus olhos.

— Eu prometo, vovó.

 

***

 

Após o natal, Sehun dormiu quatro noites no hospital, não querendo sair de perto de Sejung. Kyungsoo o acompanhou em praticamente todas as vezes, dando suporte ao namorado, que parecia despedaçar.

No quinto dia, Sejung se foi.

HyoJoo e Sehun estavam com seu pai na recepção quando o médico avisou que os aparelhos da idosa haviam apitado, indicando que seu coração, que já havia tido muitas emoções, parou finalmente de bater.

Sehun nunca chorou tanto quanto naquele dia, caído de joelhos no chão do hospital.

Kyungsoo saiu do trabalho e foi correndo até lá quando soube do fato pelo pai de Sehun, que o ligou avisando. Tremia como nunca, só de imaginar o quanto seu garoto estava sofrendo naquele momento. Deveria ser algum milagre que ele não tenha batido o carro, tamanho o nervosismo.

Quando chegou ao hospital foi correndo até seu namorado e o abraçou tão forte que pensou que o quebraria, mais do que ele já estava quebrado. Mas a verdade é que Sehun sentia como se estivesse sendo consertado.

 

 

Três dias haviam se passado desde então. Três longos dias de lágrimas sendo derramadas na camisa de Kyungsoo e afagos de consolo nos cabelos loiros de Sehun. Três dias em que o sorriso rotineiro do baixinho havia dado uma sumida.

Estavam sentados na sala onde Sejung estava sendo velada. Já estavam no terceiro e último dia de velório e Sehun já conseguia controlar sua tristeza, pois sabia que se estivesse ali, sua avó daria um tapa em sua cabeça e mandaria o neto parar de se martirizar e aproveitar a vida que ainda tinha.

Afagou os cabelos de sua irmã ao seu lado, lançando-a um sorriso doce. Sabia que também estava sendo muito difícil para ela, principalmente porque, por conta do trabalho, não pôde passar tanto tempo com Sejung como ele. Depois o garoto mirou Jongin, que estava sentado à sua frente com sua filha no colo. Teria que se lembrar de agradecer ao amigo por estar ali naquele momento.

E então se voltou para KyungSoo, seu Kyungsoo, e afagou sua mão, indicando com a cabeça para que eles saíssem dali. Caminharam de mãos dadas até o corredor do hospital em que estava sendo feito o velório. O mesmo hospital em que sua avó havia passado seus últimos momentos de vida. O mesmo hospital onde tinha perdido uma grande pessoa, mas encontrado outra.

— Você tem que fazer o show, né? – Perguntou para Kyungsoo, passando a mão gentilmente na bochecha deste.

— Sim, daqui a uma hora. Eu já ia te dizer que precisava ir me arrumar. – O Do sorriu de modo preguiçoso para o namorado, bocejando em seguida. – Você pode voltar para o velório, não tem problema nenhum pra mim.

Sehun deixou uma risadinha baixa escapar dentre seus lábios. Kyungsoo conseguia ser extremamente adorável até naquele momento.

— Mas eu me importo. – Seguiu caminhando pelo corredor com os dedos entrelaçados aos de Kyungsoo. – Eu prometi a ela que não perderia nenhum de seus shows no hospital. E acho que mesmo se não tivesse prometido, não conseguiria me manter longe deles.

Kyungsoo sorriu ainda mais largamente, se é que isso for possível. Seu garoto era a criatura mais incrível que poderia ter entrado em sua vida. Sua vida, que antes era preenchida por si mesmo, suas balas de café e fantasias de personagens animados, agora tinha mais um elemento. Um elemento alto, loiro e magricela, que tinha chego para ficar.

— Do que é sua fantasia hoje?

— Curioso, Oh Sehun?

— Mas é claro, tenho que me preparar para o choque de beleza que vou receber daqui a pouco.

Kyungsoo riu mais uma vez, iluminando o corredor com seu brilho.

— Branca de Neve...

— Tá brincando!? – Sehun exclamou, e quando recebeu um sinal de negativo do pequeno, caiu na gargalhada. Kyungsoo era mesmo imprevisível. Imprevisível e adorável.

E então Sehun se deu conta do que estava acontecendo.

A vida tirou sua avó de si, mas deixou Kyungsoo. Era o fim de uma história, mas o começo de uma outra, cheia de surpresas.

Quando Sehun pensou na palavra lar daquela vez, pensou em Kyungsoo. Kyungsoo, sentado na calçada do hospital e admirando o pôr do sol com seu cigarro entre os dedos. Pensou no cantinho do sofá daquele hospital, em que assistia o baixinho contar suas histórias vestido com suas fantasias. Pensou também no cheio das balas de café que Kyungsoo carregava consigo como se fossem um membro de seu corpo.

E assim, quando Kyungsoo saiu do banheiro vestido de Branca de Neve (a mais linda que Sehun já havia visto), teve certeza de que queria que aquela fosse sua definição de lar enquanto fosse vivo.  


Notas Finais


Então é isso, uhuuul!
Obrigada ao @AquaticBoy pela ajudinha na montagem do Kyungsoo. Se não fosse por você eu realmente não teria conseguido terminar!
Volto em breve com uma nova fic, estejam todos aí por favor <3 Beijos.


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