História Call Me Murder - Capítulo 7


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Categorias JYJ, TVXQ (DBSK) (Tohoshinki)
Personagens Hero Jaejoong, Max Changmin, Park Yoochun, U-know Yunho, Xiah Junsu
Tags Assassinato, Changmin, Homin, Jaejoong, Junsu, Jyj, Morte, Tvxq, Yoochun, Yunho, Yunjae
Exibições 6
Palavras 1.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi Gente!
Bom, dessa vez eu realmente não tenho desculpas para dar sobre o atraso da atualização porque eu já estou de férias tem uns dias. Mas peço desculpas mesmo assim.
Bom, eu queria dar alguns informes.
Primeiramente, agradecer a quem continuou acompanhando a história até aqui, mesmo que os últimos capítulos tenham ficado uma porcaria. Eu gostaria de dizer que apesar de eu postar um capítulo novo a cada eclipse solar, eu irei completar a fic e em seguida reescrevê-la, para que tanto eu, como vocês que acompanham a história, possamos tirar o máximo desta trama.
Agora falando sobre o capítulo.
Esse capítulo vai ser dividido em duas partes, e ele tem relação com os primeiros capítulos, muito antes do Jaejoong entrar no tribunal no capítulo anterior. Acho que nessa altura vocês já sabem que a narração não é muito linear, mas não custava nada situar vocês onde esse capítulo vai se passar.
Bom, é isso, espero que vocês gostem desse capítulo e até a próxima.

Capítulo 7 - O Que Aconteceu Naquela Noite - Parte Um


I. Jaejoong

Debruçado em sua mesinha do computador, Jaejoong se frustrava por não conseguir escrever. Um bloqueio criativo havia se instaurado em sua mente de modo que os papeis espalhados a sua frente permanecessem vazios ou jogados no chão.

Jaejoong se sustentava de seus escritos, o que apesar de lhe causar prazer, vivendo apenas do que gostava, era algo que não recomendava para ninguém. Dizer que levava uma vida de regalias seria uma fabulação, em sua vida não haviam luxos, em sua casa apenas o necessário para sobreviver.

Vivia em um apartamento modesto, de dois cômodos e um simples banheiro, as paredes eram nuas, com exceção das que eram cobertas com prateleiras e mais prateleiras de livros. Lia todos os gêneros, desde o mais simples young adult até os romances mais rebuscados do século XIX, pois acreditava que todos os livros deveriam ser lidos como se fossem verdadeiras obras primas por todo o esforço e dedicação que o escritor aplicou naquele texto, por isso tentava sempre extrair dos livros que lia, qualidades que muitas vezes seriam deixadas de lado em prol de criticar os defeitos. Tinha cerca de quatrocentos deles e se orgulhava de ter lido ao menos a maioria.

Talvez este seja um dos poucos orgulhos de sua vida, este e ter dois de seus livros publicados. Seu primeiro livro, Tristão e Isolda do Século XXI – Um lendário romance em dias palpáveis, um romance histórico de mais de oitocentas páginas, cuidadosamente trabalhado durante quatro anos, não lhe rendeu os frutos que eram esperados e encalhou nas prateleiras e depósitos das livrarias ao redor do país. O livro fora escrito utilizando uma linguagem rebuscada e apesar da estória forte que era contada e das boas críticas que ele recebeu, o livro não atraiu interesse do público, que em parte desconhecia esta lenda europeia na qual o livro era baseado.

Jaejoong teve uma segunda chance e publicou o seu segundo livro, Como surgiu a Coreia – Um romance em hanja e hangul. Distribuído em 699 páginas, o livro, dividido em seis partes, fazia um apanhado sobre a história da Coreia utilizando para isso diversos casais que iam se apaixonando nos diversos períodos históricos do país. O livro, que apresentava uma escrita menos rebuscada, mas ainda assim poética, apresentava um tom muito parecido com os dramas que passavam nos canais de televisão.

O livro atraiu a atenção de muitos pela sua proposta, e apesar de não ter sido um best-seller, vendeu uma boa quantidade de exemplares, o que fez com que a editora imprimisse mais uma tiragem. Como surgiu a Coreia lhe rendeu também boas críticas, e dessa vez, mas acessível ao público, Jaejoong se via sorrindo sempre que ouvia ou lia algum comentário sobre o seu trabalho.

Mas a glória daquele livro havia acontecido há um ano atrás, e ele, pressionado pela editora a escrever um novo dentro de um prazo, pois os editores acreditavam que após as boas vendas de seu último livro, poderiam fazer dele um autor de best-sellers.

O único problema era que Jaejoong odiava prazos e não conseguia se dar bem com eles. Ele tinha apenas um ano e meio restantes para entregar uma nova obra, e esse prazo lhe perturbava os pensamentos e lhe dispersava as ideias. 

De fato, ele tinha ideias, mas todas elas se desordenavam no momento em que ele abria o seu caderno e pegava uma caneta.

Como escritor, tinha as suas manias. Ele jamais escrevia primeiro em seu computador pessoal, preferia escrever tudo à caneta, manuscrito, pois achava que as palavras saíam mais vivas e tinham mais significado assim. O trabalho de passar para o computador ficava a cargo de Yoochun, um amigo que de bom grado lhe ajudava, mesmo quando teve que digitar cerca de duzentas páginas apenas para alguns dias depois o conteúdo inteiro ser rejeitado para o autor, mas ele não reclamava, pois tinha grande apreço por Jaejoong e o considerava como um irmão.

Havia alguns dias em que uma ranço de ideia lhe perseguia, e que ele aos poucos começava a dar atenção. Jaejoong, erguendo a cabeça, pegou uma caneta e uma folha de papel, e escreveu o título que tanto vinha lhe perturbando. A tinta vermelha com a qual escrevi teu nome. Era apenas um título, mas aquilo já era alguma coisa. Após isso, percebendo que havia escrito com uma caneta de tinta preta, como lhe era costumeiro, procurou em seu porta-canetas uma de tinta avermelhada, e ao não encontrar, pegou a sua carteira e as chaves de seu apartamento e saiu em busca da loja mais próxima.

Ao voltar para casa, com dezoito canetas vermelhas, algumas latas de energético, cartelas de remédio para dor de cabeça e pacotes de comida pronta, Jaejoong voltou a sentar-se em frente a sua mesa e amassou a folha escrita em tinta preta, jogou-a no chão, em meio a um amontoado delas que estavam por lá há semanas.

Em seguida, abriu uma lata de energético, pegou uma das canetas vermelha que havia comprado e uma folha em branco na qual escreveu novamente o título, A tinta vermelha com a qual escrevi teu nome, e posteriormente, achando que o nome precisava de um subtítulo, para se assimilar as suas outras obras, complementou: A tinta vermelha com a qual escrevi teu nome – Um romance contado em lendas urbanas. No rodapé da folha, escreveu seu nome, por achar que seria um trocadilho curioso.

O romance seria inteiro escrito em letras vermelhas, e quando estivesse pronto, conversaria com o seu editor para que o livro fosse impresso em letras daquela cor. Jaejoong achou a ideia genial. Em seguida começou a pensar na escrita do livro. Tomou um gole do energético e pôs-se a pensar no prefácio, mas resolveu, antes de tudo, redigir uma nota, escreveu:

“Começarei desta vez pelo meu final. Escrevo-lhes, nesse exato momento, o prefácio de meu livro que nem mesmo foi escrito, mas que a ideia, que me perturbava de tempos em tempos, de súbito deu-me a necessidade de a pôr para fora utilizando das tão singelas palavras de nossa língua. Daqui a um ano e meio este romance estará pronto e lerei esta pequena nota, para relembrar-me de todo o processo para escrevê-lo.

Antes de mais nada, esta nota é uma promessa, de que irei esforçar-me até meus últimos suspiros para termina-la da melhor forma possível. Não há como prever se esta será uma obra prima, o futuro é algo vago, mas ouso deixar registrado que, o meu suor e sangue estará presente em cada gotícula desta tinta vermelha.

Kim Jaejoong”

Pegou uma folha nova e tornou a pensar sobre como iria compor aquele texto, pois ele tinha um nome, uma nota, uma ideia, mas ainda não tinha a estória que seria escrita. Sua mente tornou a ficar confusa e Jaejoong novamente se frustrou e então sua desordem mental fora interrompida por um toque da campainha.

Sentindo-se derrotado, levantou de sua cadeira e abriu a porta.

Yoochun, que estava do outro lado, não fazia menção de entrar, estacionado em frente a porta, cumprimentou Jaejoong, que, de mau humor, não retribuiu.

- Não posso conversar agora, estou trabalhando. Vá para casa.

- Preciso da sua ajuda. – Disse Yoochun.

- Não posso, estou começando a escrever, por favor, não me atrapalhe.

Yoochun percebeu o mau humor do amigo, e por isso não se ofendeu, olhou para ele e disse: - Mostre-me, talvez eu possa lhe auxiliar.

- Não, obrigado. – Disse Jaejoong, seco e cansado. E ao perceber que o amigo não iria embora, e que queria realmente ver, optou por sincero. – Não há nada pronto ainda.

- O bloqueio criativo ainda continua? – Perguntou Yoochun, preocupado.

- Sim. – Disse, suspirando.

- Você precisa sair e ter inspirações. Vamos, tire esse pijama e coloque uma roupa qualquer. Precisamos ir a um lugar.

Jaejoong deu mais um longo suspiro e, vendo que não conseguiria escrever nada naquele momento e que não poderia negar jamais algo que seu amigo pedisse, fechou a porta de seu apartamento e foi trocar-se, deixando Yoochun do lado de fora esperando.

- É melhor que valha a pena. – Disse Jaejoong ao voltar.

- Creio que irá. Um bom escritor como você irá transformar isso numa história magnífica.

Jaejoong trancou a porta de seu apartamento.  

 

  


Notas Finais


Bom, é o que tem pra hoje né?
Espero que vocês tenham gostado e sintam-se livres pra comentar qualquer coisa, dar alguma dica, crítica construtiva ou qualquer coisa assim. É a minha primeira fic então eu realmente acho que eu estou sempre fazendo besteira.
Bom, até a próxima!


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