História Call's (Larry Stylinson). - Capítulo 28


Escrita por: ~ e ~curlystylesx

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Drama, Larry Stylinson
Visualizações 86
Palavras 2.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Mudança de planos.


Meu Deus. Não era um melhor dia para reencontrar o ex marido no restaurante. 

''Você está vendo o que eu estou vendo, Louis?'' Harry tocou meu ombro, olhando indiscretamente para a porta. 

''Estou, dá licença.'' Levantei-me novamente, deixando todos da mesa confusos. O garçom já estava vindo com os pratos, mas não me importei, apenas segui rumo para o banheiro. 

Styles me seguiu, ele era sempre muito atencioso, se preocupava comigo. Escorei-me no mármore da pia, sorrindo com aquelas mãos subundo e apertando meu peito.

''O que ele está fazendo em Leeds?'' 

''Eu não sei...'' As mãos já estavam dentro de minha camisa, brincando os dedos nos mamilos. 

''Harry... Estou nervoso.''   

''Relaxe, meu amor... Vamos brincar um pouco.''

''Não consigo, Harry...'' Um gemido escapou de meus lábios, agora suas mãos empurravam minha calça para baixo, até que ela caiu em meus pés. 

''Eu sei que você quer, Loueh, não esconda.'' Sussurrou, o sorriso nos lábios. Meu corpo já pedia arrego por aquilo, estava quente, fervendo, ele abaixou a cueca, e logo sua mão me masturbava lentamente. Recostei-me no mármore, chegava a me contorcer. ''Hmm, você já está molhadinho, louco para sentir seu gosto tão bom e doce...'' Provocava, movendo a mão ao redor de meu pênis rapidamente. Gemi baixo, empinando-me, pedindo justamente algo mais intenso. ''Desculpe, nós não podemos ir tão longe assim.'' Ele parou, logo subindo minhas calças. 

''Não, Harry...''

''Se controle, estamos no banheiro de um restaurante.'' Nós olhamos para a porta que foi empurrada e gelamos. Julian adentrou o local, o sorriso no rosto, o terno que não encaixava bem em seu caráter. Soltei um suspiro, bem excitado, sua presença nem me incomodava mais, apenas puxei Harry para dentro de uma cabine. 

''O que? Vocês vão foder aí dentro?'' Perguntou a nós, eu só recostei-me na parede, soando, querendo que ele fosse embora. 

O jantar foi um caos. Os pais de Harry eram super secos comigo, mal respondiam o filho e cochichavam sobre nós dois. Era como se Julian soubesse o que eles estavam conversando, podia sentir a troca de olhar entre os três, e quando aquele diabo de terno levantou-se e veio até nossa mesa, decidi declarar derrota a mim mesmo. 

''Com toda licença, preciso ir embora.'' Levantei-me da mesa, seria a última vez naquela noite. Harry não relutou, apenas despediu-se com um aceno de cabeça e fui-me embora. 

O ônibus estava bem lotado hoje. Eram por volta das nove horas da noite quando chutei uma pedra que estava em meu caminho, chateado, teria a certeza que seria a pior noite da minha vida. Os planos que botei em minha cabeça foram afogados, mesmo sem água. 

Tem uma música que sempre amei, onde dizem que somos uma escada de incêndio, pisoteada sem dó no momento de desespero, era assim que me sentia nesse exato momento, pisoteado, mesmo estando inteiro.

Cheguei em casa e meus pais já descansavam. Eu não os culpo, estão fazendo muita coisa por mim, prometi que sairia logo, mas já se fazem quase uma semana que estou aqui, sem saber para onde ir, sem emprego ou morada. Resolvi que assim que fosse para o quarto, usaria o velho computador para consultar umas casas que cabiam em meu orçamento. 

Mas nada disso aconteceu. Assim que cheguei, caí de cara no travesseiro, suspirando ao máximo, como se precisasse daquilo para viver. Nada de perder o controle, manter o controle. 

Ressaltado, sentei-me na cama e tirei do bolso o maço de cigarro e o isqueiro. Dei uma longa tragada, acendendo-o novamente, achei que ele tinha apagado, mas era apenas minha indignação. Achei que poderia ter algum problema naquele cigarro, ele não estava atenuando minha angústia. Preciso de mais alguma coisa. 

Por fim, acabei me cedendo, recostei-me na poltrona, de frente para a janela, e decidi tragar toda aquela caixa de cigarros. 

Demorou uma hora. 

~*~

(Autor)

Louis acordou cedo. Até então, nada de novo. Ele sempre acordava cedo, força do hábito por ter que entrar às sete no trabalho. 

Com os olhos fixos no teto, ficou quietinho, observando e ouvindo os sons que a cadeira fazia ao roçar no assoalho do chão. Suspirou frustrado, levantou-se da cama, disposto a tirar aquela quinta-feira para procurar um emprego. Ele ouviu a correria no corredor, as vozes de crianças ecoaram, soube que seus irmãos estavam em casa. 

Podia ouvir sua mãe gritando várias coisas, passando loucamente pela porta de seu quarto; podia ouvir a TV da sala bem alta, noticiário local, podia ouvir até o barulho da chaleira fervendo água. Estava com os sentidos aguçados, nem se usasse uma quantia alta de drogas poderia se sentir assim. 

''QUERO!'' Ouvia a correria pelo corredor e um longo silêncio. Levantou-se da cama num impulso e olhou pela janela. Chuva. Chovia muito, a água escorria pelos vidros, se afogando, com água. Louis soltou um suspiro, não tinha como sair e procurar emprego dessa maneira. 

Saiu do quarto, pensando em tomar o café e planejar todo um trajeto para o dia. 

''Oi.'' Grunhiu ele, com uma voz de quem fuma trinta cigarros por dia -o que realmente era seu caso-. 

''Oi, Louis.'' Sua mãe lhe respondeu, logo dando um sorriso. Ele sentou-se na mesa, e logo duas crianças correram em volta da mesma, rindo e gritando. ''MENINOS!'' 

''Deixa eles, mãe.'' Tomlinson alisou os cabelos de Ernest que parecia cansado. Haviam passado uns dias na casa da avó, em Liverpool. 

Depois de tomar um café, sentou num computador estilo dois mil e oito e entrou num site à procura de propostas de moradias. Encontrar um lugar para morar, sim, era um desafio muito maior do que passar por tudo e ainda ser perseguido pelo ex marido. Essa noite marcou para ver um apartamento em um bairro não tão longe dali, em um condomínio moderno, dois quartos, sala de jantar, cozinha e dois banheiros, uma lavanderia e varanda de frente para um campo de girassóis. A desvantagem era que teria que dividí-lo com outra pessoa que já residia naquela casa e estava procurando alguém para dividir os custos. 

Procurou propostas de empregos em vários sites, mas não encontrou nada que o agradasse ou que fosse de sua área. Encontrou algumas propostas de cobrador de ônibus, taxista, jardineiro... Mas ele não se imaginava com as luvinhas, uma calça larga e cinza com elástico na cintura e um chapéu maior que a cabeça, ou nem mesmo preso em um ônibus o dia inteiro, e tinha medo de ser assaltado e levarem seu carro, caso fosse taxista. 

A única coisa que Louis sabia fazer além de montar casamentos era cozinhar. Caiu de luvas quando viu que precisavam de ajudante de cozinha em um restaurante no centro, logo clicou no anúncio e marcou uma hora com a secretária. 

Estava tudo perfeito. Veria a casa de noite, e cedo, o trabalho. Sua vida poderia começar a ser planejada novamente, mas não queria contar isso para ninguém, apenas para não estragar sua felicidade. 

Enroscado numa poltrona e ao som de sua música preferida -que sempre o acalmava nas piores horas-, Louis soltou um longo suspiro, fazendo com que sentisse um leve mal-estar. Sempre foi capaz de controlar as emoções, mas ultimamente não estava conseguindo segurar a barra; quase nunca pensou que precisaria de ajuda, mas parece que o mundo havia mudado. 

~*~

 ''Harry? Harry!'' Jonas gritava pelo amigo que estava preso no quarto desde que chegou do jantar com os pais. ''Abre essa porta, preciso entrar!'' Suspirou, ouvindo o silêncio por trás da porta. Suspirou novamente e a esmurrou mais uma vez, perdendo a paciência. ''HARRY!'' 

''JÁ VAI, CARAMBOLAS!'' Gritou do outro lado, fazendo o homem rir sozinho. Abriu a porta e encarou Jonas, a expressão totalmente entediante. ''Por quê me acordou nos gritos? Sou um homem impossibilitado!'' Ele cambaleou em suas muletas sem querer, perdendo o equilíbrio. 

''Estou vendo!'' Jonas manteve seu corpo fixo contra o de Harry, caso fosse cair. ''É que você chegou ontem do jantar e se trancou aí dentro, pensei que estivesse aprontando alguma coisa. 

''Comi uma barra de chocolate que pesava mais de quinhentos gramas.'' Os dois se encararam, Jonas riu consigo mesmo. 

''O que aconteceu de bom no jantar?''

''Nada... A não ser que-'' Harry se lembrou que Louis disse que o pediria em namoro. Não quis comentar nada no momento, poderia estragar toda aquela magia que criou em sua cabeça. 

''O que?''

''Nada! Mesmas coisas de sempre!'' Harry bateu a porta com força, voltando a se deitar. 

''Abre a porta!'' Ele colocou o cano de ar em seu nariz e cobriu a cabeça, não querendo ouvir mais nada.

~*~ 

O combinado era sete horas, mas quando deu seis e meia, Louis já saiu de casa disposto a ir para a residência que dali a algum tempo seria sua, também. 

Andar de ônibus já era sua paixão. Adorava pegar a janela, só para ficar olhando por ela e encher todo seu tempo. 

Assim que deixou o ônibus, andou pelas ruas até encarar o endereço. Era uma casa de esquina, tinha um jardim com a grama bem pisoteada na frente, uma grande trilha de pedras até a porta principal. Não era uma grande casa, mas era suficiente para duas pessoas morarem. 

Ele tocou a campainha, nervoso, e esperou uns segundos, até que alguém gritou um ''JÁ VAI, APRESSADINHO!'', o deixando ainda mais constrangido. 

-Uma mulher?- Pensou consigo assim que a figura apareceu apenas de calcinha e blusa no portão. -Eu terei que dividir a casa com uma mulher?- Pensou novamente, enquanto a moça abria o portão para que ele entrasse. 

''Seja bem vindo, sinta-se em casa.'' Ela riu. ''Desculpe, eu estava no banheiro, sabe bem como é, ah, aqueles dias de mulher...'' Louis não quis nem saber do que a moça falava, apenas foi adentrando sem olhar para trás, até que estivesse na porta frontal da casa. ''ESPERA!'' Ele pegou-se num susto, a encarando. ''Sapatos depois das seis dentro de casa não!'' Louis teve que retirar o tênis para entrar. 

Parando bem para reparar, aquela garota tinha os cabelos longos e castanhos na altura da cintura, bem desgrenhados, as pernas finas e meio tortas, o corpo desajeitado, o andar desengonçado, como se não conseguisse manter o equilíbrio quando andasse. Tinha o rosto redondo, os olhos grandes e castanhos. Mantinha uma tatuagem de pena ao redor do pulso, uma rosa na panturrilha e uma cruz no pescoço, que percebeu após ela prender o cabelo. 

-Não será tão ruim assim-, pensou consigo. -Podemos ser amigos-, concluíu enquanto eles visitavam a então rústica sala. Os estofados pareciam ser bem antigos, mas a TV de quarenta e duas polegadas davam um ar de modernice no local. 

''Por caso, me chamo Ashmanton.''

''É o que?'' Perguntou Louis, confuso.

''Ash rima com Smash e Manton rima com... Bom, me chame de Ash ou Mant, como preferir.''

''Sou o Louis.'' Ela deu um sorriso simpático, pegando a saia que estava sobre o sofá e vestiu.

Tomlinson ficou se perguntando se ela não tinha vergonha por recebê-lo assim. Se bem que... Ash não parecia bater bem da cabeça.

''Eu sou psicóloga.'' Disse ela, enquanto o segurava pelos ombros e empurrava para a cozinha. 

''Você jura? Quer dizer que consegue resolver os problemas das pessoas?''

''Quando o problema não é dinheiro, sim. Mas eu faço o que posso.''

''Eu tenho um amigo que queria ser psicólogo, mas teve que trancar a faculdade.''

''É sério? Que pena... Tranquei durante seis meses e trabalhei que nem uma cadela, depois consegui pagar dois semestres e concluí com vinte e cinco anos.'' 

''Isso é legal.'' Havia um balcão de mármore no meio da cozinha, os armários eram todos embutidos e o fogão era próprio na peça do balcão. Era um lugar bem agradável, já estava botando em sua cabeça. 

Eles foram visitar os quartos. O que seria dele era bem maior do que precisaria para viver ali. Tinha um grande guarda-roupa e uma cama de casal, uma pequêna cômoda e duas janelas grandes. 

''Esse vai ser seu quarto, se aceitar fechar o contrato.'' Ele assentiu, colocando as mãos sobre o colchão, e automaticamente caiu de cara nele. ''É colchão de água, bem fofo, mas tome cuidado, pode furar.'' 

''Certo.'' Levantou-se e riu discretamente. 

''Você quer ver minha horta? É lá que planto cebolinhas, salsinhas e outras coisas que levo para o curso que dou de culinária!''

''Você cozinha?''

''É claro! Sou uma mulher independente, não preciso de homem para me manter... Bom, agora sim, mas... Isso não vem ao caso! E você, trabalha no que?''

''Eu era cerimonialista, mas acho que agora vou enfrentar a culinária com um garfo e faca bem afiados.'' Ela riu da piada, o fazendo sorrir. 

''Acho que vou gostar de dividir essa merreca de casa com você, espero que seja divertido.'' 

''Nós vamos combinar os valores?''

''Ao total são quatrocentos libras, mas vamos dividir os custos. Geralmente, gasto apenas cinquenta libras de água, duzentos de aluguel e cinquenta de energia. Meus gastos são a parte, os seus também, mas teremos que pagar duzentas libras por mês.''

''Certo.'' Chegamos na horta e Ash se ajoelhou na terra fofa. Apenas agaixei, a observando. ''É uma linda horta, você poderia me ensinar alguns truques de culinária.''

''Claro, amanhã então eu te espero aqui, vamos conversar melhor sobra tudo.'' 

~*~

Louis retornou para casa contente. Mal via a hora de mudar-se para a nova casa e estava ancioso para conseguir emprego. 

A cabeça dele doeu quando percebeu que se esqueceu completamente de Harry. Ele pegou o telefone dos pais, telefonou quantas vezes foram precisas, mas ninguém atendia.

E Harry estava em frente a janela de seu quarto. O telefone tocava, mas ele não queria sair de onde estava e encontrar com Jonas na sala. 

-E se for Louis?- Pensou, chateado. -Ele não apareceu hoje para me ver, estou esperando até agora e já são nove da noite. 

Deitou-se em sua cama e encarou o teto. Decepcionado e sem nada para fazer, resolveu dormir. 

''Harry!'' Ouviu a voz de Jonas, mas já havia colocado o caninho no nariz, então não iria levantar. ''É o Louis no telefone.''

Ele só soube que atropeçou em todos os fios, foi voando com as muletas para a sala, pegou o telefone e colocou sobre o ouvido.

''Louis, oi!'' Suspirou, a pressa havia o cansado.

''Meu amor... Me desculpe, eu...''

''Tudo bem, tudo bem agora. Como você está?''

''Bem, tive que sair hoje, mas amanhã irei te ver, certo?''

''Sim, sim! Venha me ver amanhã, por favor.''



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