História Camera Prive - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Hyuna, Namjin, Vhope, Vkook, Vmin, Vmon, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 44
Palavras 1.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Hana


Eram 7:58 da manhã e nada da Hyuna chegar. Jimin já estava impaciente em sua carteira, não parava de olhar as horas em seu relógio chique e caro.

Os dois eram melhores amigos e cursavam Moda na faculdade, no período da manhã. Estavam na aula de inglês, que faziam junto com a turma de Teatro. O semestre inteiro seria dedicado a essa matéria, para que nos semestres seguintes as turmas tivessem aulas apenas de seus respectivos cursos.

Hoje era dia de apresentar um trabalho lá na frente e nada da Hyuna chegar, ela que era a dupla de Jimin. O trabalho consistia na apresentação de um poema escrito em inglês.

Jimin estava confiante de que tinham escrito muito bem, sem erros nem nada, mas o problema começava no momento em que teriam de pronunciar as palavras e... bem, eles não eram bons nisso. Aliás, muito pelo contrário, às vezes o sotaque era tão forte que não dava pra entender uma palavra do que estavam tentando dizer. E, claro, Jimin não queria pagar mico sozinho.

Enquanto olhava-se pela milésima vez através da câmera frontal de seu Iphone, ela chegou, a primeira e única...

— Vadia! Pensei que você ia me deixar queimar sozinho no fogo do inferno! — vociferou para Hyuna, que quase se engasgou ao rir e tentar engolir seu café expresso ao mesmo tempo.

— Culpe o delineador. — disse, sentando-se, ainda agitada por conta da correria. — Acho que hoje eu ganharia do Bolt de tanto que corri. — estava esbaforida. — Quantas horas?

— São 8:06 querida, da próxima vez venha voando. — Jimin respondeu com cara de bunda.

A sala era enorme e as carteiras eram de dupla, de modo que Jimin e Hyuna sempre sentavam juntos.

— Cadê o poema? Preciso dar uma revisada. — perguntou a garota, retocando o batom vermelho, que sempre usava.

— Tá aqui. — Jimin abriu sua bolsa da Louis Vuitton e procurou a folha com o poema impresso, mas não a encontrou. — Una, não tá aqui! — disse olhando para a amiga com olhos arregalados, fazendo-a arregalá-los também.

— Jimin, onde que você pôs esse poema, pelo amor de deus?! Minha nota em inglês tá péssima, se eu perder os pontos desse trabalho eu...

— Tá, tá. — Jimin estava impaciente. — Acho que deixei no carro. — se levantou. — Vou lá pegar.

— Vai correndo, senão a professora chega e você não tá aqui.

O desespero de Hyuna era evidente e o de Jimin também. Não eram bons nessa matéria e não estavam dispostos a tomar bomba no semestre. Jimin saiu correndo, mas divando mesmo assim, pois uma diva nunca deixa de divar.

Como sempre os corredores estavam cheios de gente, não que isso fosse um problema. O problema foi o garoto que também vinha correndo, só que na direção oposta à de Jimin.

Os dois trombaram.

E foi uma bela trombada, fazendo ambos caírem.

— Caralho, você não olha por onde anda não?! Isso aqui vai inchar! — vociferou Jimin com a mão na testa.

— Foi mal. — respondeu o garoto, que era bem mais alto que Jimin, um pouco mais moreno e de cabelos castanhos. Levantou-se sem cerimônia, enquanto Jimin continuava no chão. — Eu tenho um trabalho pra apresentar e tô super atrasado.

— Querido, eu tô indo buscar um trabalho meu no carro. — Jimin começou a dizer enquanto o garoto estendia a mão para ajudá-lo a se levantar; você sabe, divas não se levantam sozinhas. — Se eu perder meus pontos por sua causa... — falava cada vez mais ríspido.

— Relaxa, vai dar certo. — disse o garoto com um sorriso quadrado e voltou a correr em direção à sala de aula.

Jimin bufou.

— Seu mal educado! — gritou, mas provavelmente o garoto não ouviu.

Foi resmungando até chegar ao estacionamento para estudantes e entrar em seu carro, um Mercedes Bens Elegant preto. Encontrou a folha com o poema no banco do motorista e a pegou, respirando aliviado. Olhou seu ferimento no retrovisor e bufou de novo.

— Seu filho da puta! — gritou, involuntariamente, enquanto pegava seu pó compacto e passava sobre o local. Afinal, podia até chegar atrasado, mas feio jamais!

Voltou correndo para a sala e a professora já se encontrava lá fazendo a chamada.

— Kim Hyuna.

— Presente. — respondeu uma garota visivelmente aflita.

— Kim Taehyung.

— Presente. — respondeu uma voz grossa vinda lá do fundo, a qual Jimin não prestou atenção.

Assim que Hyuna o viu com a folha na mão deu um suspiro aliviado.

— Você deu sorte que ela ainda não chegou no “P”. — sussurrou para Jimin, que se sentava sem fazer barulho. — Quê isso na sua testa?! — exclamou, horrorizada.

— Trombei com um retardado na hora que eu tava indo buscar essa droga aqui. — balançou a folha em sua mão. — Por isso que eu demorei.

Hyuna continuava encarando a testa do garoto, horrorizada.

— Tá tão ruim assim? — a garota assentiu e Jimin ficou aflito. — Mas eu passei pó compacto lá no carro... — choramingou enquanto passava a mão no local.

— Park Jimin! — gritou a professora.

— Presente! — gritou Jimin de volta.

Hyuna sacou um corretivo de sua bolsa de oncinha da Chanel e passou sobre o ferimento do amigo que, na real, só estava um pouco vermelho, mas os dois, frescos que são, claro que fariam um estardalhaço por isso.

— Melhorou. — disse Hyuna. — Voltou a ser gato, Jiminnie.

— Eu nunca deixo de ser gato, monamour. — respondeu Jimin, passando a mão pelos cabelos pretos e brilhosos.

— Shhhhh! — a professora, de forma bem audível, pediu silêncio.

Jimin e Hyuna viraram pra frente com o susto que levaram, sabiam muito bem que o “Shh” era pra eles, afinal “vocês dois não calam a boca um minuto!”, os professores viviam dizendo.

— São 8:30, — continuou, — vocês tiveram tempo mais que suficiente para se organizar. Agora vamos começar a apresentação e as notas zero. — deu uma risada maligna, ou ao menos foi essa a impressão que os alunos tiveram.

Começaram, então, as apresentações.

Jimin e Hyuna ficaram treinando baixinho a pronúncia das palavras de seu poema e, depois de duas duplas se apresentarem e todo mundo rir, a professora chamou:

— Kim Hyuna e Park Jimin!

Os dois gelaram e olharam um para o outro.

— A gente vai arrasar, nascemos para o lacre. — Jimin sussurrou para a amiga, encorajando-a e a si mesmo.

Levantaram e foram divando para a frente da classe. Havia muitos pares de olhos encarando-os curiosos. “Eles nem vão entender mesmo, vou ler como se eu soubesse o que tô fazendo”, pensou Jimin.

Pigarrearam e começaram a ler, cada qual, uma linha. Começando por Jimin:

Let's celebrate world's beauty
             Vamos celebrar a beleza do mundo

Em seguida Hyuna, e assim sucessivamente:

Let's have fun, let's love more
             Vamos nos divertir, vamos amar mais
             Let's set ourselves free, truly
             Vamos nos libertar, verdadeiramente
             Isn't it why living is for?
             Não é pra isso que é a vida?

 Inside any heart we can see
             Dentro de cada coração podemos ver
             When smile comes to the eyes
             Quando o sorriso chega aos olhos
             Love is there for you and for me
             O amor está lá pra você e para mim
             And so will always be
             E assim sempre será

Como esperado, a professora os corrigiu mais vezes do que seria respeitável e a sala toda riu, mesmo sabendo que quanto mais rissem mais ririam na vez deles, risada de vingança. Porém quando terminaram, a docente os parabenizou, para a surpresa geral. Claro que frisando esperar um poema maior, mas que mesmo sendo pequeno havia ficado melhor do que ela poderia esperar dos dois. Isso poderia ser encarado como um elogio ou não, mas ambos preferiram enxergar sob a ótica positiva, como sempre faziam.

Jimin fez uma reverência ao som dos aplausos, os quais foram pedidos pela professora, e Hyuna o acompanhou. Sentaram-se, então, em seus lugares e Jimin, com um sorriso enorme que fazia seus olhos parecem dois risquinhos, disse:

— Ninguém resiste ao nosso aegyo, Una. — riu.

— Não mesmo, Jiminnie. — riu-se Hyuna. — Mas nós fomos bem.

— Oxi, claro. Quem tem Google tem tudo, meu amor.

— Fala baixo! — ralhou Hyuna.

Enquanto isso outra dupla se apresentava. E depois outra, e mais outra. Jimin estava doido pra ir embora, e não menos doida estava Hyuna.

— Ai, a gente já apresentou, podiam nos deixar ir embora agora. — resmungou Jimin.

Hyuna respondeu com uma bufada de tédio.

— Agora a última dupla: Kim Taehyung e Yoon Jeonghan. — chamou a professora.

Dois garotos se levantaram lá do fundo e foram para a frente, mas os mais desavisados poderiam jurar que se tratava de um garoto e uma garota, tamanha feminilidade Jeonghan esbanjava. Seu cabelo era loiro e liso, passando da altura dos ombros. Taehyung era alto e um pouco moreno, tinha o cabelo castanho em tom escuro e bem mais curto que o de seu colega, porém comprido o suficiente para tampar suas sobrancelhas, apesar de não cobrir as orelhas um tanto avantajadas, mas claro, nada que o fizesse parecer menos belo.
Jimin olhou para Taehyung e arregalou os olhos, não podia acreditar no que via.

— Olha lá! — sacudiu Hyuna. — Olha o retardado que trombou comigo. — disse apontando para Taehyung. — Não acredito que ele é da minha sala! — bufou.

Sua amiga também arregalou os olhos, mas foi pela beleza do garoto. Ela também achava Jeonghan bonito, mas Taehyung tinha uma beleza máscula que faltava a ele.

— Uau! — exclamou. — Que gato!

Jimin deu-lhe um beliscão de leve no braço.

— Ai! — a garota murmurou, massageando o local.

— Que gato o quê!

A dupla começou a recitar seu poema. Liam, cada um, uma estrofe, começando por Taehyung:

Your eyes had the shine that
              Seus olhos tinham um brilho que
              I've never seen in any other eyes
              Eu nunca antes vi em outros olhos
              You had the flavor of the honey, baby
              Você tinha o sabor do mel, baby

Ele tinha uma voz grossa e suave ao mesmo tempo, e seu sotaque era nítido, mas isso apenas tornava ainda mais charmosas as palavras que proferia. Em seguida foi a vez de Jeonghan e assim sucessivamente:

Kissing your mouth I finally realized
             Beijando sua boca eu finalmente percebi
             Love was such a softly feeling
             Que o amor era um sentimento suave
             Love was such a burning flame
             Que o amor era uma chama ardente

But you were never my possession
             Mas você nunca foi minha posse
             You were free to go, if you wanted
             Você era livre para ir, se quisesse
             Sad the day that you wanted to...
            Triste o dia que você quis…

I miss you baby, I miss you
             Eu sinto sua falta baby, eu sinto sua falta

Taehyung sorria envergonhado a cada vez que a professora corrigia seu inglês, e foram várias vezes. Jeonghan também era ruim na pronúncia, mas não era nele que Jimin prestava atenção e sim no sorriso quadrado de seu agressor. “Horroroso”, pensava.

Mas seus pensamentos mudaram de foco assim que bateu o sinal que os libertaria da prisão. As duas maiores divas da faculdade saíram divando pelos corredores, com direito a mexidas sexies no cabelo e reboladas no quadril, além das selcas, que eram, claro, tão naturais para esses dois quanto respirar.

Antes disso, porém, Jimin viu de relance Taehyung sorrir ao pegar nos cabelos de Jeonghan, que guardava seus materiais.

Não que isso importasse, em todo caso.

Entraram no carro de Jimin e, enquanto ele dirigia, Hyuna editava as fotos que haviam tirado.

— Acho que vou mudar a cor do meu cabelo. — disse, de repente.

— Ué, cansou do preto? — perguntou Jimin, sem tirar os olhos da direção.

Hyuna passou a mão pelos cabelos, que eram longos e pretos, e os analisou.

— Acho que ele está a muito tempo de um jeito só.

— E você tá pensando de fazer o que com ele?

— Não sei... — Hyuna pensou um pouco. — Acho que vou pintar de colorido.

Jimin riu.

— Não tem medo do seu cabelo cair não?

Hyuna riu e deu-lhe um tapa leve.

— Vira essa boca pra lá, credo.



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