História Camera Prive - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Hyuna, Namjin, Vhope, Vkook, Vmin, Vmon, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 42
Palavras 3.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Set


Por fim chegaram em casa. Jimin arrumou-se todo pomposo para o noivo. Colocou a máscara na bolsa e estava finalizando o penteado quando ouviu a buzina do lamborghini branco de Yoongi. Desceu as escadas como uma verdadeira rainha, despediu-se de Hoseok com uma piscadela marota, a qual foi correspondida, e abriu a porta.

Yoongi veio a seu encontro e o abraçou. Não foi um abraço apertado, nem o beijo que lhe deu foi digno de Hollywood, mas Jimin não estava surpreso, esse era o estilo de seu noivo, um estilo delicado.

— Uau, você está lindo! — Jimin o elogiou.

Yoongi trajava uma calça jeans azul escura, um casaco marrom comprido e de gola alta, botas pretas e óculos, que fazia, juntamente com seu cabelo branco, que ele tivesse um ar intelectual. E de fato ele era bem intelectual, interessado em filosofia, conversas profundas e blá blá blá. Jimin não tinha muita paciência pra isso.

— Você também tá lindo. Como sempre, aliás. — disse Yoongi, beijando a mão do noivo. — Vamos. — abriu a porta para Jimin, que entrou feito princesa.

Yoongi rodeou e sentou-se no banco do motorista, ligando o carro. Colocou música clássica, como Beethoven, Bach e tantos outros compositores do tipo. Jimin, claro, preferia ouvir Big Bang, mas não disse nada para não estragar o momento, afinal não era sempre que o noivo era galante assim.

Chegaram. O rapaz de cabelos brancos, todo cavalheiro, abriu a porta para seu noivo diva e rumaram para a mesa reservada. Logo o garçom, um rapaz simpático, trouxe-lhes um vinho caro e anotou os pedidos.

— Pissaladière para o prato principal e Crepe Suzette para a sobremesa. — pediu Jimin.

— Medalhões de Filé Mignon ao Molho Madeira e para a sobremesa, Profiteróles. — pediu Yoongi.

Jimin olhou-o boquiaberto.

O garçom terminou de anotar e disse que logo os pedidos chegariam, retirando-se.

— Filé Mignon? Profiteróles? — perguntou Jimin, indignado, encarando o noivo.

— Ué, eu gosto e vou comer, sendo chique ou não. — deu de ombros.

Esse era o Yoongi, curto e grosso.

Mais curto do que grosso, na verdade. Jimin olhava para aquele corpo pequeno e frágil e imaginava as algemas e o chicote entrando em ação. Estava tão concentrado em seus pensamentos obscenos que não reparou em sua expressão facial, que o denunciava.

— Por que está me olhando com esse sorrisinho sapeca? — quis saber Yoongi.

Jimin se deu conta do que estava fazendo e parou imediatamente.

— Ah, não, nada. — disfarçou. — Acredita que o Brilliant Life já tem 25 mil seguidores? — disse com os olhos brilhando e abriu o Instagram em seu celular.

— Brilliant Life? — Yoongi estava confuso.

— É o feed que eu tenho com a Hyuna, não vai me dizer que você esqueceu o nome do meu bebê. — fez um bico manhoso.
Yoongi não ligava muito para o “bebê” do noivo, mas queria ser gentil.

— Olha. — Jimin entregou o celular.

Havia fotos de Jimin e Hyuna juntos e sozinhos, posando como modelos e usando roupas estilosas, fotos mostrando as compras que faziam, mostrando os lugares caros que frequentavam, enfim, era um feed de ostentação. Yoongi não poderia dizer que o feed era feio, pois as fotos eram bem tiradas e editadas a nível profissional, mas era o tipo bobinho de conteúdo, o qual jamais chamaria sua atenção.

— Legal. — se limitou a dizer, entregando o celular para o garoto moreno sentado à sua frente. Tentou se mostrar empolgado, mas ele não era o tipo que conseguia fingir gostar de algo que não gostasse de fato.

Jimin pegou o celular meio desapontado. “O Yoongi não liga a mínima para as minhas coisas”, pensou, com uma ponta de frustração. Não estava, contudo, surpreso, pois essa era a atitude que já esperava do noivo.

Ficaram em silêncio algum tempo e os pedidos chegaram. Jimin encarava o garoto de cabelos brancos e tentava descobrir o motivo para tê-lo levado a um jantar romântico. Sabia muito bem que alguma coisa Yoongi queria com isso e chegava a achar divertido o modo com que o rapaz tentava disfarçar sua segunda intenção. Mal sabia ele que de segunda intenção Jimin estava cheio. Pena que a do rapaz muito provavelmente não seria de cunho sexual.

— Eu estava pensando... — começou Yoongi.

“Ih... lá vem”, pensou Jimin.

— ...a união do clássico com o contemporâneo não tem necessariamente que ser algo vil como temos visto por aí.

Jimin assentiu sem entender.

— Quero dizer, — continuou — a escola de artes Carmina Burana sabe unir muito bem os dois e criar um projeto artístico de alta qualidade.

— E daí?

— Ora, daí que assistindo ao mini musical de Hamlet eu me inspirei a criar algo entre o clássico e o hip hop.

— Esse aí não foi o musical que meu empregado fez?

— Foi.

— E você assistiu?

— Sim, você sabe que eu amo Shakespeare. Além do mais a Carmina Burana é a mais tradicional escola de artes da cidade e...

— Por que você não me chamou pra ir com você? — Jimin estava visivelmente chateado e ostentava um bico.

— Na verdade eu saí do trabalho e passei na sua casa pra deixar a bolsa que você esqueceu no meu carro e o Hoseok disse que você estava no clube com a Hyuna.

— Ah, foi mesmo, lembrei agora. — Jimin riu sem graça, o que fazia parecer que na verdade ele não estava no clube e sim aprontando.

Yoongi fingiu que não viu.

— Ele já estava saindo para a apresentação e eu resolvi ir com ele.

— E aonde exatamente você quer chegar?

— Bom, o Hoseok é especialista em dança de rua e eu sou ótimo na música clássica. — começou Yoongi, sem rodeios, enquanto Jimin o encarava curioso sem saber o que seu empregado tinha a ver com isso tudo. — Eu queria pedir pra você me emprestar o Hoseok algumas horas por dia pra gente trabalhar junto em um projeto.

Jimin ficou boquiaberto. Hoseok era realmente bom em dança, não somente na dança de rua, mas em todos os estilos, pois ele tinha um domínio invejável sobre o próprio corpo. Já Yoongi tocava tão bem aquele maldito piano que muitas vezes Jimin sentia ser ele o verdadeiro noivo do rapaz.

— Você quer que eu te empreste o meu empregado?

Yoongi assentiu e Jimin continuou considerando a ideia enquanto comia sua sobremesa. Não tinha ciúme de seu noivo com o Hoseok, pois confiava cegamente em seu empregado e também em seu noivo, então não era esse o problema. O negócio era que dependia muito dos serviços de seu empregado, pois Jimin, princesa que era, não fazia nada em casa, sequer preparava o próprio banho. Como poderia ficar algumas horas sem o Hoseok?

— Ah Yoongi, eu não sei...

— Olha, você estuda de manhã, poderia me emprestá-lo nesse horário.

— Pode até ser, mas você sabe, eu entro às 8 e saio às 11, são só três horas pra vocês fazerem seja lá o que forem fazer.

Yoongi riu.

— Três horas por dia está ótimo.

— Duas e meia, na verdade. Quero o Hoseok em casa às 10:30.

— Ok, fechado.

Apertaram as mãos simbolizando o acordo.

Yoongi esperava que Jimin fosse perguntar mais do projeto, mas ele não falou mais nada sobre o assunto. Concentrava-se em comer sua sobremesa e olhar suas redes sociais, as quais estavam sempre cheias de mensagens. Vez ou outra mostrava-lhe alguma coisa.

— E como está indo o curso de design? — perguntou Yoongi para quebrar o gelo.

— É moda, Yoongi. Está indo bem, fora as aulas de inglês que eu acho muito sem noção. Não preciso falar outra língua pra desenhar minha alta costura. E pensar que temos o semestre inteiro só disso...

— Mas é um diferencial em seu currículo, você não escolheu essa universidade à toa, lembra?

Jimin riu.

— Escolhi porque é a mais chique da cidade, meu bem.

Yoongi olhava para o noivo e pensava no quão cheio de classe ele era. Era muito fofo, apesar de ser extremamente metido com as pessoas que não fossem de seu meio social.

Terminaram o jantar e Jimin pediu para dirigir o carro de seu noivo, pedido que foi prontamente atendido. Yoongi, no entanto, percebeu que seguiam por um caminho estranho.

— Pra onde estamos indo?

Jimin novamente ficou com um risinho sapeca no rosto.

— Você vai ver.

A expressão no rosto de Jimin indicava algo que Yoongi preferia ignorar, porém quando chegaram, o rapaz constatou que suas suspeitas estavam corretas.

Jimin parou em frente a um lugar com altas paredes pretas, as quais tinham alguns riscos laranja e uma arquitetura moderna. Havia um letreiro elegante escrito “Orange” na cor laranja, onde a letra “O” era o desenho de uma laranja com uma folha verde. As luzes estavam dispostas de tal forma que valorizava tanto as cores do local quanto sua arquitetura. Era realmente uma bela fachada.

Sua natureza sexual não estava tão escancarada, mas se eram 11:00 da noite e estavam entrando lá de carro então só poderia ser um motel.

E era.

— Espertinho. — disse Yoongi, em tom acusador, fazendo Jimin dar uma risada.

— Relaxa.

Deixaram o carro no estacionamento e entraram, subindo de elevador para o segundo andar, onde foram para uma suíte extremamente sensual, com direito a espelho no teto e cama com lençol de seda branca e pétalas de rosa vermelha espalhadas pelo chão. A iluminação era fraca e dourada, em uma clara imitação de luz de velas. Tinha um tom romântico, ambos repararam.

— É mais bonito do que eu pensei. — disse Jimin, olhando cada canto do quarto.

Yoongi ficou parado sem dizer nada. Ao lado da cama havia um criado mudo com uma garrafa de vinho caro e taças elegantes, as quais o garoto ficou encarando.

— Eu vou ao banheiro, me espera na cama. — disse Jimin.

Yoongi assim fez. Sentou-se na cama e pôs-se a beber o vinho, que era muito bom. Ainda não estava acreditando na audácia do noivo, pois a última coisa que esperava era transar. Mas, por outro lado, fazia quase três meses que ele e Jimin não tinham nenhum contato sexual, então já era de se esperar que o noivo fosse preparar essa surpresinha. O problema era que Yoongi estava se doando de modo irrestrito para sua paixão musical e sua libido não estava tão forte quanto a do parceiro.

Ouviu alguém pigarrear e olhou na direção do banheiro, sendo contemplado com uma visão sedutora. Jimin estava escorado de modo sensual na parede, trajando um roupão aberto de seda preta e uma cueca boxer também preta; porém o que mais chamou a atenção de Yoongi foi a máscara de baile do século 18 que o garoto estava usando, além de uma mão segurar um par de algemas com pelinhos pretos e a outra, um chicote. Jimin chicoteou o ar.

— Preparado, mon amour? — disse em tom sensual.

Yoongi o encarava boquiaberto. O noivo estava sem dúvida muito sensual, mas era a primeira vez que ele aparecia com coisas do tipo e não sabia se iria gostar. Jimin veio andando de modo ameaçador para o seu lado e subiu na cama. Lentamente foi subindo em seu colo e se esfregando ao máximo nele. Começou a beijá-lo na boca e este não o impediu.

— Ah, Yoongi... que boquinha mais sexy que você tem. — Jimin disse em meio aos beijos cada vez mais calorosos.

Yoongi arfava, há muito tempo seu corpo não recebia esse tipo de estímulo. Jimin, por sua vez, interrompeu abruptamente o beijo e empurrou o parceiro, fazendo-o se deitar. Começou a beijar seu pescoço, tirando a parte de cima de sua roupa e Yoongi estava tão envolvido com as respostas de seu corpo que nem percebeu quando Jimin o algemou na cama. Tentou se soltar e Jimin riu.

— Não vai a lugar algum, bobinho. — o noivo sussurrou em seu ouvido, sentando-se em seu quadril e se esfregando.

Yoongi gemeu e sentiu seu membro latejar, e quanto mais latejava mais Jimin se imprensava nele para sentir a ereção.

De repente Jimin se levantou e foi até a sua bolsa, voltando com uma venda. Yoongi olhava curioso até não conseguir ver mais nada, pois logo o noivo o vendou.

— Ah se você soubesse o quão sexy você fica assim. — Jimin sussurrou, distribuindo beijos por seu corpo.

Yoongi não tinha atitude alguma, apenas deixava Jimin fazer o que queria, até porque não tinha muita escolha. Mas mesmo que tivesse, sempre fora preguiçoso demais para ter atitude na cama.

— Ai! — gritou ao sentir uma chicotada em sua perna.

Ouviu uma risada de Jimin.

— Calminha, bebê...

Continuava beijando-o e tirando o resto de sua roupa, até Yoongi se encontrar totalmente despido. Sem cerimônia, Jimin desceu com a boca até seu membro e começou a chupá-lo, fazendo Yoongi gemer cada vez mais alto e involuntariamente tentar se soltar. O garoto parou os movimentos de sucção quando percebeu que o noivo estava prestes a gozar. Livrou-se de seu roupão e de sua boxer e, latejando sua ereção, chegou-a perto da boca de Yoongi e começou a roçar nele, que tentava se desviar.

— Chupa! — ordenou, dando-lhe uma chicotada.

Com a dor do golpe, Yoongi abriu a boca para gritar e Jimin aproveitou a oportunidade, enfiando lá seu membro. Enfiou fundo. Yoongi engasgou, causando um prazer enorme em seu noivo, que retirou-se da boca do companheiro.

— Ah...

— O que você tá fazendo?! — Yoongi estava visivelmente surpreso e chateado.

Jimin beijou sua boca e sussurrou em seu ouvido:

— Estou fazendo amor com você como nunca fiz antes.

Dizendo isso enfiou dois dedos na boca do garoto e os retirou quando estavam completamente molhados. Levou-os então à sua entrada e introduziu-os um por um, com cuidado e delicadeza, gemendo no processo.

Yoongi estava tão chocado que perdera um pouco da vontade, embora ainda estivesse ereto. Só queria terminar logo e ir pra casa. Gemeu quando de repente Jimin sentou, fazendo com que seu membro entrasse por completo e então rebolou. Ficou por algum tempo fazendo movimentos suaves e por fim quicava sem parar, gritando e gemendo alto.

— Ah... Yoongi... Hum...

Vez ou outra dava um tapa bem dado em seu companheiro, deixando o local vermelho, pois o rapaz era tão branco quanto um floquinho de açúcar. Porém a intensidade da violência foi aumentando até Yoongi se irritar.

— Para Jimin! Tá me machucando!

Jimin parou por um instante.

— Larga de ser mole Yoongi, nunca ouviu falar em 50 tons de cinza, não?

Yoongi bufou.

— Você tem que parar de ler esses lixos.

Jimin começou a chupar o pescoço do noivo e sussurrou-lhe no ouvido:

— Mas tá gostoso, né...

— Eu não gosto assim.

Jimin se irritou e desferiu um grande tapa no rosto de Yoongi.

— Jimin! — ele gritou, mas seu grito foi abafado pelos gemidos que vieram em seguida, pois Jimin estava pulando feito louco em seu membro, inundando-lhe de prazer.

— Ah... que delícia... Yoongi seu vadio! — Jimin gritava enquanto se masturbava freneticamente.

Yoongi achou-o muito vulgar e concentrou-se em chegar logo ao clímax para não prolongar o ato sexual.

E isso não tardou a acontecer.

— Ah...

Seu corpo começou a ter espasmos e logo Jimin sentiu seu interior se encher de um líquido quente.

— Ah não, Yoongi! Podia esperar mais um pouco! — bufou e aumentou a intensidade da masturbação.

Quando sentiu que iria gozar, chegou seu membro perto do rosto do noivo e deixou que seus jatos quentes fossem de encontro a ele, que logo fez uma expressão de nojo.

— Destranca essas algemas! — ordenou Yoongi, enquanto Jimin se recuperava do orgasmo.

Assim o moreno o fez e Yoongi correu para o banheiro, fazendo vômito. Ainda deitado, Jimin ouviu o barulho do chuveiro e ficou chateado por não tomarem banho juntos, afinal era isso que os casais normais faziam.

Por fim saiu do banheiro aquela coisinha pequenininha de cabelos brancos que parecia tão frágil enrolada no roupão branco do motel. Jimin ficou encarando-o e achando-o lindo mesmo com aquela cara de bunda. “Ele provavelmente vai me encher o saco...”, pensou. Não que ligasse muito para isso.

Quando estava indo tomar seu banho, o garoto loiro disse-lhe que era pra andar logo. Claro que ele não obedeceu, ficou bastante tempo debaixo daquela água quentinha, porém quando Yoongi bateu na porta dizendo que iria embora sem ele, não teve outra opção senão encerrar o banho. Vestiu-se e ambos saíram do quarto em direção ao estacionamento.

Ficaram o caminho todo sem conversar. Entraram no carro de Yoongi e continuaram em silêncio.

— Isso tudo é por causa de algumas chicotadas e uma chupada? — Jimin resolveu quebrar o silêncio.

Yoongi não o olhou.

— Você deveria ter me consultado antes de bolar essa festinha.

— Mas você gozou ué, foi bom.

— Eu não gosto de misturar sexo com violência.

Jimin riu.

— Eu bati de leve.

— Mas doeu. Além do mais ninguém gosta de receber jatos de esperma no rosto.

— Eu só queria variar. — defendeu-se Jimin. — A gente só faz papai e mamãe.

— Mas tem inúmeras maneiras de variar. Muitas sem envolver chicote e algemas no meio.

— Mas foi sexy, você não pode negar.

— Eu nem vi nada, estava vendado, esqueceu? — Yoongi finalmente olhou para Jimin e sua expressão não era das melhores. — Você só pensa em você.

Jimin bufou.

— Você sempre diz isso...

— E você nunca muda.

Permaneceram em silêncio até chegarem à casa de Jimin. Ambos desceram do carro e, ao contrário do que Jimin esperava, Yoongi abraçou-lhe e deu-lhe um beijo na testa, despedindo-se.

— Boa noite. E já que vai ler coisas eróticas, leia então coisas menos pesadas.

Jimin riu.

— Tá bom. Boa noite.

Beijaram-se na boca, sem língua, e Yoongi partiu.

Jimin ficou parado por um tempo até decidir entrar. Encontrou Hoseok sentado no sofá assistindo Shadowhunters.

— E aí Jimin, como foi? — perguntou, curioso.

Jimin sentou-se ao seu lado, saboreando a maciez do sofá.

— Ah, Hoseok... — suspirou. — Ele não curtiu.

No fundo Hoseok já imaginava que seria assim.

— Mas vocês brigaram?

— Ele ficou chateado comigo, mas acho que está tudo bem.

Hoseok pensou um pouco e resolveu dizer:

— Vocês dois são sexualmente diferentes não é?

Jimin fitou o vazio por algum tempo e por fim disse:

— Infelizmente somos. Quero dizer, por mim a gente faria um monte de coisas, sabe, todo dia, mas ele parece que transa por obrigação.

Tipo, a gente fica tempos sem transar e se eu esperar ele me procurar a gente vira santo.

Hoseok riu.

— Mas acho que é porque ele está muito envolvido com os projetos dele.

— É... — Jimin concordou, sem muita convicção. — Bom, já vou deitar. Boa noite.

— Boa noite.

Jimin se levantou, porém antes de ir para o quarto viu que na mesinha perto do sofá havia uma tigela cheia de bolinhas de chocolate. Pensou um pouco e resolveu pegar uma, porém aconteceu um acidente e sua mão saiu da tigela cheia de bolinhas.

— São ótimas, o recheio é de cereja. — disse Hoseok.

Jimin comeu uma e constatou que eram realmente deliciosas. Por isso outro acidente aconteceu e sua outra mão acabou também ficando cheia de bolinhas.

— Boa noite. — despediu-se novamente de Hoseok, indo para seu quarto.

Comeu todas as bolinhas, escovou os dentes, vestiu seu pijama de cetim azul-marinho e se jogou na cama, abraçando suas almofadas fofinhas. Em seguida ficou tudo escuro.



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