História Caminho do amor - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Suga
Tags Biazoides, Happyb-daymandy, Mandyday, Yoonkook
Visualizações 60
Palavras 3.211
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meu povo, então essa pequena OneShot é um presente de aniversário para uma amiga minha.
Espero que gostem (principalmente tu Mandy)
Sem mais delongas, boa leitura~~~~

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Caminho do amor - Capítulo 1 - Capítulo Único

Já se podia ver a mudança de estação começando. O outono estava chegando. Com suas cores alaranjadas ele pintava delicadamente as folhas das árvores, que por sua vez enfeitavam em ruas e telhados. Tudo se enchia de um vento travesso, que bagunçava as coisas, por pura diversão ou talvez para simplesmente chamar atenção.

 

Algumas pessoas gostam mais da primavera que produz frutos, flores e um novo começo. É  quando a terra volta à vida, quando o mundo acorda de sua hibernação durante o inverno. Onde você aproveita o adocicado cheiro das flores no ar. 

 

Outras preferem o inverno onde você pode se reunir com pessoas próximas e apreciar o calor de uma lareira, enquanto a neve cai do lado de fora. Onde se vê o mundo de uma forma refrescante. 

 

E outras preferem o verão, com o calor do sol colorindo os dias e as belíssimas praias. Quando se aproveita para tomar um delicioso sorvete na praça com seus amigos.

 

Ninguém na verdade presta muito atenção no outono, ele é como um meio termo. Mas eu adoro. Cada folha com sua beleza cai deixando para trás lembranças de que um dia viveram bem.

“Quando uma folha cai, para uns é loucura, para outros, suicídio, mas para a folha a melhor viaje de sua vida.”

Uma das minhas coisas preferidas de se fazer desde criança, era saltar por entre as folhas fofinhas, decoradas de diversas cores. Amarelas, vermelhas, castanhas e até mesmo algumas verdes. Foram belíssimas lembranças, ainda mais porque eu as vivenciei com uma pessoa importante para mim. Pode se dizer que minhas melhores lembranças são no outono. Uma estação nunca me foi tão importante. Talvez, seja porque agora eu entenda esse sentimento. Aquele que te aconchega nos braços, quando você sente a verdadeira felicidade. 

 

Sou tirado de maus devaneios, quando escuto um ronco já conhecido por mim. Viro para o lado em que vinha o som e avisto um Jeon Jeongguk dormindo em cima da carteira da escola. Era aula de história, a última do dia. Se o professor o pegasse dormindo em sua aula, com certeza Jeongguk ficaria até depois da aula de castigo, fazendo alguma punição ditada pelo professor. E como eu, Min Yoongi, como um bom amigo que sou devo impedir que isso acontecesse. Hoje, Jeongguk me havia prometido que pagaria duas bolas de sorvete pra mim. Sabe o quão difícil é fazer Jeon Jeongguk lhe pagar alguma coisa? Ainda mais duas bolas de sorvete, esse é um grande sacrifício para o moreno, que era um digníssimo mão de vaca. E como isso raramente acontece não poderia desperdiçar essa chance, certo? Certo. 

 

Olho em volta verificando se alguém prestava atenção no moreno, mas todos estavam ocupados demais copiando o que o professor passava no quadro, o mesmo que estava virado de costas para os alunos. 

 

Tento chamar atenção do moreno ao meu lado com um “psiu”, mas o mesmo continuava dormindo. Mexo minha cadeira um pouco mais para a direção do moreno, atraindo alguns poucos olhares curiosos, mas logo desistem de tentar entender o que se acontecia ali. Aproveito e pego um lápis, o levo na direção de Jeongguk, começo ao cutucar com o mesmo. Mas nada aconteceu, tento com mais força, levando o lápis até seu rosto, parando em seu nariz, porém por acidente acabo colocando o lápis em uma de suas narinas, preso ali. 

 

Olho para a cena a minha frente, o moreno estava praticamente babando em cima de seu caderno, com um lápis em sua narina. Coloco uma mão em frente a minha boca, tentando parar uma crise de risos que estava prestes a acontecer ali. Mas antes que eu consiga tirar o lápis de Jeongguk e acordá-lo, o professor se vira rapidamente e vê o moreno dormindo. Com a raiva já transparecendo em seu rosto, ele caminha com passos pesados, até a carteira de Jeongguk. 

 

Chegando ao lado da carteira do moreno, o professor pega o livro grosso que carregava nos braços, o leva perto da cabeça de Jeongguk e o fecha rapidamente, fazendo um imenso barulho soar pela sala, acordando assim — em um grande susto — o moreno que ainda portava em sua narina o meu lápis, que eu havia acidentalmente colocado ali.

— Minha aula é assim tão chata, senhor Jeongguk? — Pergunta o professor irritado.

— O que? Não. Claro que não professor — Diz o moreno, ainda meio sonolento.

— Eu tenho cara de palhaço por acaso, Jeongguk? — As veias de sua testa e pescoço já saltavam, em um sinal claro de ódio. Todos sabiam como o querido professor de história, sentia um certo ódio por alunos que dormem em suas aulas, e, Jeongguk era um especialista em dormir nas aulas que ele considerava não serem tão importantes ou serem simplesmente chatas. Como história, por exemplo.

Infelizmente, neste momento acabo não conseguindo segurar o riso que prendia em minha garganta, e escandalosamente acabo rindo, fazendo os olhares de todos ali presentes virem em minha direção.

—Acha engraçado, senhor Min Yoongi? Então, se os dois palermas gostam tanto de fazer graça em minha aula, vão adorar terminar essa gracinha — Se inclina em nossa direção — Depois da aula. — fala enfatizando cada palavra, fazendo o terrível bafo de alho bater em nossos rostos.

O professor se afasta e o sinal bate, indicando para o resto dos alunos que estava na hora de irem para casa. Deixando apenas eu, Jeongguk e o professor na sala de aula.

— Então, as próximas 2 horas, serão as mais horríveis de suas vidas, senhores. Espero que aproveitem bem. — Fala o professor, sorrindo maleficamente em nossa direção.

Por que eu tinha que abrir a minha boca?

*****

— Ei, Jeongguk, faça isso direito. — Reclamo, enquanto tentava ensinar ao idiota a como se passar um esfregão da forma correta. — Será que nem isso você consegue fazer?

— Yah, eu não nasci pra ficar esfregando chão, ok? E porque a gente tem que continuar fazendo isso?

— Porque você é um idiota que não consegue ficar acordado na aula do único professor que te odeia.

— Eu não tenho culpa se eu não consegui dormir direito, minha irmã está dormindo lá em casa e trouxe junto na bagagem a peste do filho dela que não cala um minuto. Droga, odeio crianças.

Nós dois nos calamos e continuamos o trabalho de limpar o chão do ginásio da escola. Aquele professor sabia mesmo como punir alunos. Aquele ginásio era enorme. Ainda tínhamos que terminar aqui e regar as flores do jardim na parte de trás da escola.

— Ah, minhas costas doem. — Reclamo, me sentando em um banco, logo depois sendo seguido por Jeongguk.

Jeon Jeongguk e eu éramos amigos desde crianças, nossa amizade havia nascido de uma forma bem simples e talvez um pouco estranha, pra dizer a verdade.

“Ei, garoto pálido, eu gostei de você, vamos ser amigos?”

“Tudo bem.”

Depois desse inesperado começo de uma amizade, não nos desgrudamos mais, sempre brincávamos juntos, comíamos juntos, fazíamos praticamente tudo juntos. Eu não sei dizer ao certo quando ou como eu acabei criando sentimentos mais fortes pelo moreno, apenas aconteceu. E eu não me sinto mal e nem nada por isso. É um sentimento bom, me deixa feliz, embora muitas vezes confuso também. Eu não diria ser amor, nem mesmo tensão sexual, eu apenas gostava dele.

Gostava porque era ele, porque era eu, porque era nós. Simples assim.

— Bom, já terminamos aqui, vamos logo regar as plantas pra podermos ir embora. — Fala o moreno se erguendo e se espreguiçando. Podia ouvir alguns ossos seus se mexendo com alguns movimentos que fazia. Era um pouco assustador.

— Não se esqueça que hoje, você irá me pagar um sorvete. — Ele me olha com uma cara de tédio.

— Sério isso? Eu queria ir pra casa e tomar um longo e maravilhoso banho, e, você quer que eu te compre um sorvete? — Questiona, com um tom de indignação em sua voz.

Deixo um sorriso divertido correr por meus lábios, mostrando meus pequenos dentes e minha gengiva. Me aproximo de si, com um ar de malícia e atrevimento, perto de si apenas sorrio mais e falo, com toda a felicidade que cabia em mim.

— Um sorvete, com duas bolas. — Falo e saio, antes que ele reclamasse mais ainda.

Corro com pressa até o jardim atrás do colégio, com as bochechas ardendo em chamas. Meu coração batia forte, chegar tão perto assim dele deixava essas sensações em mim. Boto minha destra em meu peito, com a intenção de acalmar um pouco meus batimentos cardíacos. Quando já estava voltando a respirar normalmente, acabo avistando ao longe uma pessoa do outro lado da rua do colégio.

O jardim ficava de frente a uma rua, sendo separado apenas por um pequeno muro de arame. Mas, era possível ver algumas coisas do outro lado, como, por exemplo, esse misterioso senhor. Ele estava um pouco sujo e vestia roupas rasgadas e velhas. Sua pele era mais bronzeada e em seus cabelos era possível ver algumas mechas brancas, indicando que a idade já lhe batera a porta.

Mas, o que me chamou a atenção, não fora suas vestimentas ou sua idade e sim o que ele segurava nas mãos. Uma pequena placa, escrita por alguém que provavelmente não tem muito o habito de escrever. Com letras soltas e um pouco desajustadas, ali estava escrito, uma frase que me intrigou.

“Se o mundo acabasse amanhã, o que você faria?”

Era algo de se pensar, realmente. Nunca pensei nessas coisas de fim do mundo, não me parecia algo que fosse acontecer naquele momento. Mas, parando para pensar, poderia acontecer a qualquer hora, daqui a uma semana, um dia, um minuto. Eu poderia apenas fechar meus olhos por dois segundos e, o mundo poderia acabar ali mesmo. Não é louco perceber que a cada segundo desperdiçado pode custar muito amanhã? Ou daqui dois segundos?

Sou tirado novamente de meus devaneios, quando um Jeongguk aparece ao meu lado, com duas regadeiras em suas mãos, uma amarela e outra verde. Se o mundo acabar daqui dois minutos, terei a certeza de dar toda água que aquelas doces flores mereciam. Seguro rapidamente o regador amarelo e começo a derramar água nas pequenas e sedentas flores. Jeongguk, por outro lado apenas me olhava com uma careta no rosto.

Ele ficava muito lindo quando franzia sua testa.

— Ei, Yoongi. Vamos regar essas aqui e vamos deixar o resto para amanhã, já está ficando tarde e- — Interrompo rapidamente sua fala o deixando um pouco assustado.

— Não, não podemos fazer isso.

— E por que não? — Questiona surpreso.

— Porque elas podem não aguentar até amanhã de manhã, pode acontecer alguma coisa com elas.

— Tipo o que, Yoongi? — Pergunta, com um tom irritado.

— Tipo… Tipo… — Tento achar algum bom argumento em minha conturbada cabeça, por que Jeongguk sempre complicava tudo? — Bom, pode acontecer de cair um meteoro em cima delas e esmagá-las. E viveremos com a culpa em nossa consciência de que não as regamos devidamente pela última vez. Eu não posso conviver com essa culpa, Jeongguk. — Digo e o maior apenas me olhava com um misto de indignação, surpresa e algo a mais que não pude identificar no momento.

— Você tem uma grande imaginação, Yoongi. Poderia escrever um livro de fantasia, sabia? — Fala com um tom de indignação, mas surpreendentemente um sorriso brota em seus lábios, o que me deixa levemente pasmo. Jeongguk, geralmente, apenas me olha com uma cara de tédio quando eu deixo minha boca junto com minha fértil imaginação (palavras de muitas pessoas próximas a mim) falar mais rápido do que a razão. Mas, ele sorrio dessa vez e merda, que sorriso. Meu coração pela segunda vez estava acelerado, uma descarga de adrenalina corre por meu corpo e sinto novamente minhas bochechas esquentarem.

Jeon Jeongguk era uma confusão inteira e louca, de olhos castanhos.

— Vamos terminar então de regar todas as flores logo. — Diz e começa a fazer seu trabalho, enquanto eu fiquei parado alguns segundos a mais. Até que finalmente sai de meu transe e voltei a regar as flores.

Estava, finalmente, quase terminando de regar as flores — essas que agradeciam pelo maravilhoso banho (em minha cabeça é claro) — quando sinto uma cálida e aconchegante mão encostar timidamente em meus fios negros, começa a fazer leves movimentos de vai e vem, deixando uma carícia no local. Olho para o lado rapidamente, assustado claro, e, vejo um Jeongguk me olhando com a cabeça levemente inclinada para o lado, com um belo sorriso desenhando seus lábios perfeitos, com seus olhos quase completamente fechados. E dessa vez, podia jurar que morreria ali mesmo. Era possível isso? Podia sentir meu coração bater tão forte em meu peito que ele poderia a qualquer momento sair pulando ali mesmo e abraçar o moreno a minha frente.

— Vamos logo sonhador, vou te pagar um sorvete — Sua voz era doce e acolhedora.

Era muito estranho Jeongguk agir daquela forma, ele raramente é atencioso ou carinhoso e quando decidia ser eu era sempre vítima de seu charme.

Desta vez, porém, não fora apenas minhas bochechas que sentia queimar e sim minha cara inteira. Poderia entrar em combustão ali mesmo, não me surpreenderia se começasse a sair fumaça de minhas orelhas, como naqueles desenhos engraçados japoneses. Coloco minha destra em meu rosto em uma tentativa falha de esconder minha vergonha.

— Por que você faz isso? — Questiono, com o rosto queimando.

— Porque é divertido ver você assim vermelhinho, hyung. — Falo abrindo ainda mais seu sorriso.

— Idiota, isso não é divertido. — Falo sem tirar minha mão do rosto.

Depois daquilo não conseguia mais olhar para Jeongguk, então apenas terminei de regar as flores, apenas ouvindo atrás de mim a risada do moreno.

*****

Estávamos nós dois lados a lado, carregando nossas mochilas nos ombros, Jeongguk viajando por seus pensamentos e eu pelas duas grandes bolas de sorvete em minhas mãos. Me sentia muito feliz por finalmente conseguir meu tão adorado sorvete, depois de muita birra por parte de Jeongguk. A casquinha suportava duas grandes bolas, cada uma de um gosto, a de baixo de menta e a de cima de morango. A mistura maravilhosa dos dois gelados se derretendo em minha língua me deixava extasiado. Embora, algumas vezes meu cérebro quase congelava de tão gelado que estava. Depois de algum tempo caminhando, minha cabeça volta a ponderar sobre a pergunta que estava rondando minha mente.

“Se o mundo acabasse amanhã, o que você faria?”

Bom, eu não faço ideia do que faria. Viveria meu último dia normal, como se fosse um dia qualquer, indo a escola, olhando para os rostos das mesmas pessoas, passaria meu tempo ao lado de Jeongguk e voltaria para casa a tempo de ver minha mãe indo para o trabalho. Ou, eu faria alguma coisa inesperada, como aquela típica frase de adolescentes, viver seu último dia adoidado. Acho que preferia apenas passar algum tempo com minha família e com Jeongguk. Sentados todos juntos a uma mesa, comendo nossa última refeição e rindo de piadas que o moreno provavelmente faria. Quem me vê agora, deve achar esse pensamento um pouco doentia, talvez, mas eu diria ser uma cena de felicidade.

Olho para o moreno ao meu lado, ele era alguns centímetros mais alto que eu e seu corpo havia mais músculos também, isso era perceptível para qualquer um. Era um pouco engraçado até, quando andávamos assim, com ele sendo mais alto e eu o mais baixo, sendo que eu era o mais velho ali. E então me veio a mente uma interrogação, o que Jeongguk faria? Talvez ele agiria como esses jovens loucos, fazendo loucuras, quebrando regras e coisas assim. Talvez ele visitaria pela última vez sua mãe no manicômio, conversaria com ela novamente, e diria ser seu filho a qual ela sempre esquecia, não era sua culpa claro, a doença destruía sua memória. Ou ele iria pela primeira vez depois de dois anos, visitar seu pai, e, talvez, apenas talvez, ele o perdoasse por toda dor que lhe causará. Ou simplesmente ficaria inerte a qualquer emoção e apenas viveria como mais um dia normal. Era difícil dizer, Jeongguk era uma caixinha de surpresas, que me surpreendia todos os dias.

Paro de caminhar ficando para trás, enquanto Jeongguk — ainda sem perceber que eu havia parado — caminhava tranquilamente. Quando ele finalmente percebe minha ausência ao seu lado, se vira para trás e me olha com um olhar de interrogação. Estávamos a alguns metros de distância e eu me sentia confortável o bastante para interrogá-lo.

— Jeongguk, se o mundo acabasse amanhã, o que você faria?

A pergunta com certeza o pegou de surpresa, quem esperaria esse tipo de coisa, não é mesmo? Mas sua feição logo muda de surpresa para pensativa, ele estava realmente pensando. Levam-se alguns segundos, minutos, talvez horas, não sei dizer ao certo quanto tempo ficamos ali. As pessoas provavelmente passavam sem entender nada do que se acontecia ali. Alguns que passavam já nos conheciam de tempos — pois desde que começamos o fundamental juntos voltávamos por esse mesmo caminho, pelo fato de nossas casas serem próximas.

Jeongguk, finalmente se movimenta, porém sem falar nada, ele apenas vem em minha direção com passos lentes e firmes, como se tivesse a firme certeza do que estaria prestes a fazer. Chegando perto de mim, segura delicadamente minha fina cintura com sua canhota e leva sua destra em direção do meu queixo, o levantando para cima, deixando seu rosto a centímetros do meu. Seu polegar deixa uma leve carícia no local e logo depois seu rosto começa a abaixar lentamente, vindo em direção do meu. E, novamente, pela quarta vez naquele dia, meu coração estava prestes a sair de meu peito. Meu sangue fervia e com toda certeza meu rosto estava com a cor avermelhada pintando-o. Ao sentir o leve toque de seus lábios nos meus, foi como uma viagem de montanha-russa. Meu estômago estava embrulhado, minhas pernas bambas, poderia cair no chão a qualquer momento e desmaiar de emoção. Eram tantos sentimentos escondidos e palavras não ditas em um simples selar de lábios. E então a sensação de montanha-russa passa, dando lugar a pura alegria. No meu estômago sentia agora fogos de artifícios das mais diversas cores estourando, e meu peito se enchia de tanta felicidade que eu nunca experimentará antes.

Quando finalmente separamos nossos lábios, e, percebo só então que estava de olhos fechados. Quando os abro vejo um Jeongguk sorridente a minha frente, com as bochechas em um leve tom avermelhado.

— Seu o mundo acabasse amanhã, eu confessaria meus sentimentos de amor para o meu melhor amigo. E faria desse dia o melhor de minha vida, ao seu lado.

Por incrível que pareça, não consegui falar nada, apenas assenti envergonhado e voltamos a caminhar por nosso caminho. Desta vez, ele segurava com delicadeza minha mão, me deixando mais perto de si.

Talvez, aquilo seja o começo de uma nova fase da nossa amizade, uma fase de descobertas e sentimentos revelados. Nada fora dito sobre o beijo, apenas continuamos com as mãos dadas, o que me deixava incrivelmente confortável, embora um pouco envergonhado ainda. Não posso dizer que a partir daqui iremos nos tornar namorados, porque não sei o que o futuro nos aguarda ainda. O que posso dizer é que gostávamos um do outro e que caminharíamos por esse caminho de amor, até descobrirmos o que o futuro nos reservará.


 

O amor é a força mais sutil do mundo.

— Mahatma Gandhi

 

 


Notas Finais


Espero que tenha gostado Amanda e saiba que eu love você <3
Me desculpem por qualquer erro, sempre sai alguma coisinha errada.
Comentem se gostaram <3
OBS: Essa OS foi ispirada na música "Kiss ~Kaerimichi no Love Song~" que passa no ending do anime (diga-se de passagem um dos meus favoritos) Lovely Complex, recomendo pra quem gosta inclusive de animes fofos de comédia.
Obrigada por lerem, amores!
Beijos purpurinados ~~~~~~

Meu twitter: @BeaMiria00
Instagram: biazoidezu


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