História Caminhos Cruzados - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony, Justin Bieber, One Direction, Selena Gomez, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Louis Tomlinson, Normani Hamilton, Personagens Originais, Selena Gomez, Shawn Mendes
Tags Camren, Camren G!p, Camreng!p, Demi Lovato, Fifth Harmony, Jelena, Justin Bieber, Larry, Norminah, One Direction, Selena Gomez, Semi, Shawn Mendes, Trolly, Vercy
Visualizações 1.145
Palavras 4.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Um Jogo de Sedução


Fanfic / Fanfiction Caminhos Cruzados - Capítulo 23 - Um Jogo de Sedução

Camila POV

Sonhava com aquilo que mais queria, o possível e o imprevisível. Pus meu sonho em um navio, e o navio no mar, depois abri o mar com as mãos para meu sonho naufragar. Minhas mãos ainda estavam molhadas do azul das ondas entreabertas e a cor que escorre de meus dedos colore as desertas areias. O vento vindo de longe, com a lua minguante em sua luz oscilante, jazia a noite, se curvar de frio, debaixo das águas cristalinas vai escorrendo meu sonho, dentro de um navio. Chorei o quanto foi preciso, para que o mar cresça e o meu navio chegue ao longe, meu sonho desapareceu. Depois, tudo estava perfeito, praia lisa e águas ordenadas.

E em um rompante, despertei. Sentia minhas pálpebras cansadas, dormi apenas algumas poucas horas. Estranhando o lugar, não estava em meu quarto nem essa era minha confortável cama. Olhei tudo em volta, até meus olhos repousarem em Lauren, que dormia ao meu lado, com o semblante plácido, sereno e sossegado.

Eu havia ficado acordada só para ouvi-la respirando, observei-a sorrir enquanto estava dormindo, enquanto estava longe e sonhando. Passei minha vida nesta doce rendição. Poderia continuar perdida nesse momento para sempre. Não queria fechar meus olhos, não queria pegar no sono porque sentiria sua falta. E não quero perder nada porque mesmo quando sonho com ela, não é o suficiente, ainda sentiria sua falta.

Repousando perto de mim, senti seu coração bater contra o peito, imaginei o que estaria sonhando. Imagino se sou eu quem está vendo. Então, beijei seu rosto e agradeci por estarmos juntas, nem que por um momento. Senti seu coração tão perto do meu, então ela sorriu, ainda de olhos fechados. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.

Levantei com cautela, tudo o que menos queria era acorda-la, seria um pecado mortal. Me direcionei-me até a porta sorrindo, desci as imensas escadas. Tudo estava silencioso, meu papa dormia no imenso sofá, segurando um copo de Whisky, ao seu lado repousava Sofi e mama. Mike e Clara deviam estar em algum quarto, assim como seus filhos e Vero, todos ainda vestiam suas fantasias.

Andei até a cozinha, Lauren provavelmente acordaria com fome. Tinha em mente fazer uma refeição simples, porém deliciosa. Para o café da manhã incluí um croissant de chocolate preto e geléia artesanal de groselha e, para finalizar, uma xícara de café Kopi Luwak. Procurei nos armários, encontrando uma bandeja de prata retangular, com fundo espelhado e detalhes de trelhiça na borda.

Coloquei os pães recheados em um prato e espalhei morangos ao seu redor. Peguei uma pequena tigela e fatiei algumas frutas que sabia que ela gostava. Em seguida coloquei duas taças, uma contendo água e a outra um suco de laranja, e para finalizar, pus alguns guardanapos dobrados ao lado. Coloquei tudo na bandeja, mas sentia que ainda faltava algo. Passei o olhar pela cozinha, parando o fitar em um lindo jarro de rosas vermelhas na entrada. Me apressei em arrancar apenas uma, e a coloquei na bandeja, queria demonstrar a Lauren o meu amor em forma de flor.

Subi novamente os degraus de vidro negro das escadas, encontrando Lauren abraçada ao travesseiro em que dormi. A cena era linda de se ver, agora eu estava mais feliz que antes e nada poderia estragar meu dia. Coloquei a bandeja de café da manhã no criado-mudo esquerdo. Vistoriei algumas das gavetas presentes na suíte, queria escrever um bilhete para ela, desejando-lhe um bom dia. Peguei uma caneta e rapidamente escrevi uma pequena e significativa frase. Dobrei o bilhete ao meio e o repousei em um lugar vago da bandeja.

Fitei Lauren novamente, ela ficava linda dormindo, apesar de que assim eu não conseguia ver seu olhar fascinante. Ao ver que não resistiria por muito tempo, plantei outro beijo nela, no canto da boca. E sai do quarto.


Lauren POV

Acordei sentindo uma pequena dor de cabeça, mas a mesma era suportável. Recordava-me de pequenos flashes de memória da noite passada, e a maioria deles era sobre Camila. Meus olhos ainda estavam foscos pelo clarão que entrara da janela. Os raios de sol estavam mais brilhantes que nunca, ou eram meus olhos que estavam mais sensíveis.

Olhei para o travesseiro em que estava agarrada, ele possuía exatamente o mesmo cheiro que Camila. Mas preferiria que ela ainda estivesse aqui, assim como dormiu comigo ontem. Estava feliz por me lembrar disso.

Sentei-me na cama, recostando minhas costas na cabeceira. Passei minhas mãos pelos cabelos, assanhando-os mais do que possivelmente estavam. Parei meu olhar na linda bandeja de prata no criado-mudo. Peguei o bilhete dobrado e o trouxe para mim.

- “Existem coisas que precisamos lembrar para não esquecer, mas tem coisas impossíveis de esquecer: Você. Bom dia, Lolo! Com amor, Camila. PS: Você fica linda dormindo”. – Sorri ao terminar a mensagem.

Olhei novamente para a bandeja, havia uma rosa vermelha. Peguei-a e a levei até meu nariz, inalando a essência. A coloquei ao meu lado da cama e peguei a bandeja com o saboroso e exagerado café da manhã. Depois de alguns minutos, desci as escadas com a rosa na mão. Todos já estavam acordados e arrumando a pequena desordem presente no salão.

- Bom dia! – Desejei a todos com um amplo sorriso. Andei até meus pais e plantei-lhes um beijo na bochecha de cada um. Olhei para a mãe de Camila, que ajeitava algumas coisas espalhadas pelo salão. – Senhora Cabello, está estonteante hoje. – Digo alegre. Vero me olha confusa, sustentando seu peso na vassoura em que varria o chão, e uma mão na cintura.

- Se você tentar me abraçar eu te bato com a vassoura. – Ameaça. – Afinal, porque está tão feliz?

- É um lindo dia... Não acha, senhor Alejandro?

- Claro, estonteante. – Disse ele soltando uma pequena risada no ar, recolhendo algumas taças. Olhei para Vero sorrindo.

- Se está tão feliz assim cumprimentando as pessoas, não imagino sua exaltação quando ver a Camila. – Sussurrou cínica em meu ouvido, apenas revirei os olhos.

- Lauren, já que está tão animada hoje, porque não me ajuda a arrumar essa bagunça? – Perguntou minha mãe.

- Porque não contrataram alguém para resolver isso?

- Eles contrataram, mas só chegarão daqui à uma hora.

Soou a voz melodiosa de Camila, atrás de mim. Procurei o seu olhar com ânsia, já não agora estava mais com sua fantasia, mas continuava graciosa usando um top wild e uma saia Sophie, combinadas com algumas patentes vermelhas no tecido. Em suas orelhas haviam grandes argolas, de forma a usar seu ardente sangue latino da melhor forma.

- Ah... Oi! – Digo sorrindo nervosa, sentia minhas mãos suarem. Camila desceu seu olhar para minha mão, fitando a rosa que segurava com um lindo sorriso.

- Oi, Lauren.

- “Oi”? É apenas isso que vai falar? Ora, dente de castor, não seja tímida, Camila merece pelo menos um abraço de bom dia.

- Detesto ter que concordar, mas Vero está certa. – Apóia minha irmã, lançando um sorriso em minha direção.

Revirei os olhos e estendi minha mão direita para Camila, que a examina sem compreender, mas por fim uniu as nossas mãos. E em um ato de surpresa, a puxei com rapidez para mim, juntando-nos em um abraço. Passei meus braços por sua fina cintura nua, pela razão de usar um top wild. Após o susto, Camila elevou suas mãos e as passou em torno do meu pescoço. Finalmente nos abraçamos, mas o bom tempo durou pouco em minha percepção.

- Bom dia, Camila! – Separamo-nos lentamente, mais ainda assim mantive minhas mãos segurando as laterais de sua cintura, e ela repousava as mãos em meu busto.

- Bom dia, Lauren! – Sorrimos complacentes, até ouvimos um fingido pigarro da parte de Alejandro e nos separar-mos de vez.

- Bem... – Iniciou minha mãe, tentando tornar o clima mais leve. – Michael e Alejandro, você cuidam em recolocar os moveis em seus lugares exatos. Vero e Chris, recolherão os pratos e copos das mesas e os colocarão na pia. Eu e Sinu nos encarregamos de lavar os pratos, Sofi enxuga e Taylor guarda-os nos armários. Camila, querida, você varre o salão e Lauren, limpe as mesas.

- Me parece uma ótima idéia. Assim terminaremos mais rápido. – Exclamou Sinu. Ao ouvir as instruções, todos começaram a fazer o que lhes foi ordenado.

Coloquei minha rosa sobre o balcão e andei até a dispensa e peguei um pano seco, limpo e macio para remover migalhas e detritos de alimentos nas mesas de mármore negro. Usei um produto de pH neutro específico para limpezas em mármores.

Há uma escala numérica denominada pH (potencial hidrogeniônico) com valores entre 0 e 14, que indica se o meio é acido, básico (alcalino) ou neutro. Quanto menor, o valor do pH, maior a acidez. Em contrapartida, quanto maior o valor do pH, maior a alcalinidade.

Para remover a solução de limpeza, esfreguei a superfície com outro pano limpo molhado e com uma toalha de algodão seca, sequei a planície do mármore.


Camila POV

Puxei a vassoura contra o piso em uma direção, suspendendo-a do chão para devolvê-la ao lugar aonde vinha varrendo e dei novamente uma nova passada na mesma direção. Usei uma pá de lixo e a vassoura, varri os detritos para dentro da pá e joguei-os no lixo.

Agora que acabara de varrer o imenso salão do Fontainebleau Miami, me direcionei para limpar os límpidos pisos dos restaurantes. Comecei pelo qual Lauren se encontrava limpando as mesas.

Ao dar passos adentro do elegante espaço, Lauren decaiu seu olhar sobre mim, permanecendo vidrada, onde sequer conseguia manter a atenção em outra coisa. O fitar era intenso. Notei que seus olhos estavam cada vez mais escuros, um tom de verde-bandeira próximo ao verde-mar. E embora não soubesse como ou porque isso acontecia, sabia que esse olhar sempre precedia seus rompantes intempestivos de excitação. Meu coração acelerou, eu precisava me distrair. Fazer-me esquecer- dos pensamentos pecaminosos.

- Nunca vi seus olhos assim... Ficam bonitos. – Disse quase hipnotizada por sua beleza misteriosamente fascinante. – Porque eles escureceram?

- Esse é um dos poderes que tem sobre mim. – Sussurrou provocante. Admirei seus olhos verdes intensos e engoli em seco. Eu odiava não resistir aos seus flertes.

- Engraçadinha!

Voltei a prestar atenção no piso, varrendo-o com louvor. Por um segundo, observei Lauren passar o pano lentamente sobre a planície da negra mesa de mármore. Seu olhar decaia em minha bunda e a impedia de manter as atenções no que estava fazendo. O fitar me despertava soberba, ela não havia notado que eu percebera seu olhar intenso em mim, e sequer notou as elegantes taças de vidro em cima da mesa quando as derrubou com seu jeito atrapalhado. Foi inevitável não rir de seu desespero ao ver o estrago que fizera.

- Lauren, preste atenção nas mesas, não em mim. – Ela olhou-me assustada, tentando argumentar qualquer palavra, mas não pronunciou nada. Manteve-se calada, fitando o chão, enquanto eu via uma coloração avermelhada tomar conta de seu rosto perfeito. – O gato comeu a sua língua?

- Eu preferia mais a Camila romântica.

- Como? – Perguntei confusa. Lauren permaneceu hesitante, mas por fim levantou seu rosto, me olhando nos olhos.

- Você sabe... A Camila que cuidou de mim ontem, a que me preparou um maravilhoso café da manhã hoje... A que me chamou de “meu amor” antes de dormir. - Entrei em pânico, sentindo a boca seca e o coração acelerado de apreensão. Lauren sorriu e deu um passo em minha direção.

- O... O que?

- Quando te desejei boa noite, você não me respondeu de imediato... Mas quando achou que eu dormia, você disse “boa noite, meu amor”.

- Não, claro que não. Você deve ter ouvido errado... Eu não diria isso.

- Sei bem o que ouvi, Camz, e tenho certeza que não foi algo criado por minha imaginação. Só me responda uma coisa: Por que... Por que me chamou assim?

- Porque... – Tentei pensar rápido, mas nada me vinha a mente nesse momento. O que eu poderia lhe dizer? Que a amava incondicionalmente e apenas não sabia como demonstrar? Não sei se essa seria uma solução viável. – A verdade é que...

- Atrapalho?

Desviei meus olhos de Lauren para ver a figura de Taylor parada ao nosso lado, com expressão confusa e cenhos franzidos. Eu não poderia agradecer tanto sua presença nesse momento.

- Sim! – Disse Lauren sem desviar os olhos dos meus.

- Não! – A censurei. – Que bom que você veio, Tay, preciso falar com você. Lauren, poderia nos deixar a sós?

- Mas eu tenho que limpar as mesas.

- Não tem problema, trocamos de função: Você varre o salão e eu limpo as mesas.

Sem mais termos de protesto, entreguei minha vassoura a ela, Lauren apenas assentiu tristemente com a cabeça. Com um suspiro triste, pegou o objeto de minhas mãos e saiu. Finalmente pude respirar com tranquilidade. Taylor olhou-me questionadora, exigindo explicação.

- Eu atrapalhei, não foi?

- Você me livrou de dizer que eu a amo.

- É crime dizer isso?

- Quando você se apaixonar por alguém, entenderá o que lhe digo.

- Deus me livre! Estou bem feliz no jeito que estou.

As horas passaram depressa, regadas de conversas paralelas e risadas espontâneas. Todos passaram a tarde reorganizando o Fontainebleau Miami, por conta que os irresponsáveis da companhia de limpeza não compareceram no recinto.

Eu e Taylor limpamos as últimas mesas, até a noite se fazer presente e todos irem para suas devidas casas. Nessa noite, sonhei com Lauren mais uma vez. E mantinha a impressão de que não seria a ultima.


[...]

Os raios de sol nasceram, iluminado o dia, trazendo alegria aos corações enamorados. Para minha infeliz notícia, hoje era segunda-feira. Havia um lado bom, tinha a convicção de que veria Lauren novamente. A limusine, como sempre pontual, me levou ao internato com exatidão. Segui para meu dormitório, lá se encontrava apenas Lucy, que repousava na cama à esquerda, remexendo no celular.

- Até que enfim, bunduda. Estava cansada de ficar sozinha. Normani depois de começar a namorar Dinah, praticamente me abandonou. – Desligou o celular e o jogou em cima da cama. Enquanto isso, direcionei-me a minha, recostando as costas na cabeceira.

- Ela ainda não chegou?

- Sim. Ela esta aqui, mas preferiu esperar Dinah chegar a ficar conversando com a melhor amiga. Isso não é uma injustiça? – Sorri de seu drama.

- Não seja dramática, Lucy. Ela começou a namorar recentemente, ainda estão se descobrindo amorosamente. Daqui a pouco ela volta para você, não se preocupe... Harry já chegou? Preciso falar com ele.

- Não sei, acho que não. E se chegou vai perder seu tempo, ele vai preferir ficar com o Louis.

- O que é aceitável, já que é o namorado dele. E não reclame como se não fosse fazer o mesmo quando começar a namorar a Vero.

- Não fale nesse nome. – Disse raivosa.

- Por quê? Vocês brigaram? O que ela fez?

- Não fez nada, e é justamente por isso minha fúria. Ela ainda não me pediu em namoro. Acredita nisso?

- Talvez ela só esteja insegura. Dê um tempo a ela... Ou peça você, assuma o controle da relação.

- Vou pensar no caso. – Disse cruzando os braços, suspirando tristemente. A porta é aberta subitamente e dela, vimos a imagem de Mani. Ela se direciona para sua cama e senta-se. – Se cansou de esperar a Dinah?

- Não, ela já chegou, nós já conversamos e por fim discutimos. Só vim aqui para avisá-las que o sinal já tocou e que deveríamos ir para aula.


[...]

Seguimos em direção a sala de literatura, e tamanha foi minha surpresa ao não ver nem Vero nem Lauren lá. Normani sentou-se na companhia de sua namorada, que me cumprimentou alegremente. Em consequência haviam apenas três lugares vagos, um deles era ao lado de Keana. Era óbvio que eu estava furiosa com ela, havia tentado se aproveitar de Lauren enquanto a mesma estava bêbada, e ela me pagaria por isso. O outro era ao lado de Shawn, e eu havia prometido a mim mesma manter uma distância segura entre nós. Portanto, optei por sentar sozinha.

A professora agora acabara de adentrar a sala e começou a dar sua aula, e nada de Lauren chegar. Eu começava a ficar ansiosa com toda essa espera, e nem prestava atenção na aula que eu mais amava. Eu batia meu pé sem parar e a cada segundo olhava para a porta na esperança de vê-la, mas todas as vezes foram em vão.

- Bunduda, aquieta esse fogo, sua amada vai chegar daqui a pouco! – Disse Lucy, que sentava atrás de mim, na companhia de Harry. Revirei os olhos.


Lauren POV

Eu e Vero corríamos desesperadas, tentando a todo custo não chegar atrasadas. O despertador pessoal da Verônica havia se atrasado, e somente desperto quase vinte minutos depois do horário proposto. O resultado é que consequentemente, incluindo a mim e meus irmãos, não pudemos tomar banho por conta do horário, e tivemos que vestir o uniforme com limusine em movimento, enquanto nos levava ao colégio.

Havíamos perdido dois turnos da manhã e estávamos famintos por não termos ingerido nada até agora. Adentramos as presas os imensos portões do International Studies Charter High School e seguimos correndo pelos corredores, eu segurava a rosa que Camila havia me dado indiretamente, tinha medo de danifica-la.

Em determinado tempo de percurso, Taylor e Chris se separaram de nós para seguirem para suas respectivas classes. Eu e Vero corremos até pararmos em frente à sala de matemática, onde a professora Gomez dava seu primeiro tempo de aula. Havíamos perdido a aula da senhorita Lovato, e era bem provável que Selena não nos deixa-se entrar.

- Você bate na porta. – Disse Vero empurrando meus ombros.

- Porque eu? Ela me odeia! E só para constar, a culpa é sua por estarmos atrasadas. – Me defendo.

Vero revira os olhos e dá um passo à frente, batendo com leveza na porta. A voz de Selena silencia, e logo passos seus são ouvidos vindo em direção a porta, que é aberta brutalmente.

- Iglesias e Jauregui, qual o motivo para o atraso? – Perguntou Selena, com seu habitual mau humor constante.

- É uma ótima pergunta. Quer responder essa, Vero? – Direciono-me a minha amiga com um sorriso presunçoso.

- Desculpe, senhorita Gomez, não irá se repetir.

- Entrem antes que eu me arrependa. – Ela abriu a porta, revelando toda a sala e libertando o espaço entre nós.

Meu primeiro passo foi dado, e logo em seguida meu mundo parou a sua órbita. No instante em que a vi, parei, logo menos comecei a admirar. Quando olhei em seus olhos, vi os olhos castanhos que a cada minuto penetrava no meu coração, não somente pela cor, mas pelo brilho que emitem. A vida tem olhos lindos... E são castanhos.

- Limpa a baba, minha filha! – Vero sussurrou no meu ouvido. Me encaminhei para uma banca, sentando ao lado de Keana, já que Vero ocupara meu lugar com Camila.

- Voltando ao assunto. – Iniciou a professora. – Na matemática, o binômio de Newton nos permite escrever na forma canônica o polinômio correspondente à potência de um binômio. O nome é dado em homenagem ao físico e matemático Isaac Newton...

Abandonei os pensamentos racionais e deixei minha mente viajar para a latina à minha direita. E era algo especial que marcava ela. Não sei se seus lindos olhos castanhos, seu sorriso brilhante ou seu tom de pele cintilante. Mesmo com as chuvas de inconstâncias, Camila continuava ali, como uma dama, uma princesa, a minha rainha.

Sempre de cabeça erguida, corpo ereto, acompanhada de seu velho amigo, o sorriso. Acreditei que houvera outras existências esquecidas, e que nelas Camila sempre me encontrou, no meu mais profundo sonho. Meu coração começou a disparar e por um segundo achei que a intensidade me mataria. Com tantos olhos por aí, eu fui me apaixonar pelo mais lindo.

- Jauregui!

Ouvi o som da voz da professora Gomez a gritar. Sobressalto da cadeira, fisicamente ocorreu em mim o aumento dos batimentos cardíacos, o sangue, por sua vez, foi direcionado principalmente para os músculos e o cérebro, deixando minha pele fria e pálida. Ocorrendo retração das pálpebras e pupilas dilatadas.

- Meu Deus! – Botei a mão no coração, sentindo o aumento das batidas de meu coração. Selena me olhava com raiva, seguida de ira.

- Seria pedir demais que parasse de olhar para a senhorita Cabello e prestasse atenção no assunto passado? Os movimentos dela não estarão inclusos nas avaliações bimestrais.

- Perdão, professora Gomez, não foi minha intenção.

Selena virou sua atenção para o quadro, descrevendo a expressão (a b)² = a² 2ab b². Dizendo que um binômio elevado ao quadrado é igual ao quadrado do primeiro monômio mais duas vezes o primeiro, vezes o segundo monômio mais o quadrado do segundo monômio.

Olho para Camila novamente, dessa vez, ela também me fitava. O sorriso tomou seu rosto conferindo-lhe um olhar brilhante, irresistível. Meus olhos brilhavam mais claros, verdes turquesa, como as águas de um cristalino. Embora sentisse meu rosto queimar pelo calor da discussão em público, estava fascinada pela perfeição a minha frente. E isso me deixou mais irritada, comigo mesma pelo flagra... Um sorriso contido foi tudo o que consegui exteriorizar.


[...]

Finalmente o sinal havia tocado, hora do intervalo. Havia passado grande parte da aula da senhorita Gomez com a cabeça nas nuvens, e sua explicação para mim não passara de palavras ao vento.

Estava arrumando meu material para que mais tarde os deixa-se em meu armário. Com a mão esquerda agarrei as alças da bolsa, segurava a rosa com a outra mão. Saí da sala acompanhada de Dinah e Vero, o resto do grupo nos esperaria no refeitório.

- Sabe, você está a cada dia menos discreta com relação a Cabello. – Iniciou Vero. – E se não conseguir se controlar, bastará um “pulo” para que ela perceba suas reais intenções.

- E ainda mais depois de sábado. – Comentou Dinah, com voz amena e baixa. Eu a olhei confusa, assim como Vero.

- Como assim? – Pergunto.

- Essa eu também não entendi.

- No dia do baile à fantasia, você estava em um estado deplorável, Lauren, e digamos que acabou... Comentando sobre a anatomia maravilhosa da Camila, e ela ouviu tudo. – Abri a boca chocada, enquanto Dinah me olhava com aflição e Vero se descontrolava na risada estrondosa. Passei as mãos pelo rosto, arrastando-as pelo cabelo.

- Meu Deus! Não me lembro disso. Eu sabia que tinha feito algo de errado, mas não imaginava que seria algo desse tipo.

- Depois disso, tudo o que sei foi o que Camila contou a Normani e ela me contou.

- O que ela disse?

- Bem... Parece que a Camila teve que te ajudar a tomar banho.

- Tenho que pedir desculpas a ela pelo transtorno.

- Tudo bem, te esperamos no refeitório. – Disse Vero ainda rindo, depois seguiu caminho com Dinah.

Caminhei pelos amplos corredores do internato, a essa hora, Camila estaria guardando seu material. Cheguei ao corredor dos armários em passos fortes e decididos, e acabei encontrando-a exatamente como imaginei. E como sempre, com sua usual roupa de líder de torcida, a modelagem lhe caia bem, a saia ajustava-se no quadril e carregava leves babados na barra, enfatizando o derrière, destacando a cintura.

Acentuava cada curva, mostrando parte de sua barriga seca e as pernas grossas e delineadas, quanto mais suas pernas estavam de fora, mais projeção ganhava seu avantajado bumbum. Convenhamos que ele era imenso.

Me aproximei vagarosamente, andando na ponta dos pés, no máximo de silêncio que consegui. Ela ainda não havia percebido minha presença. Quando fechou a porta aberta de seu armário, assustou-se com minha presença inesperada.

- Que susto, Lauren! – Pôs a mão no peito, abri um genuíno sorriso.

- Desculpa!

- O que você quer?

- Respostas.

- Para quais perguntas?

- Por que não me contou que praticamente te “assediei” quando estive bêbada? – Fiz aspas com as mãos. Camila, arregalou os olhos e entreabriu a boca.

- Como é que você sabe disso? Eu não contei para ninguém!

- Não importa. Olha... Eu sinto muito se lhe faltei com o respeito, não era minha intenção.

- Está tudo bem. Claro que no início fiquei chateada, mas já passou.

- Estou muito envergonhada do que fiz. Me desculpa!

- Lolo, o que você sabe não é sequer a metade do que aprontou. – Olhei-a espantada, Camila riu de meu desespero. – E não, não vou lhe contar.

- Mas eu posso conseguir de outra maneira.

Encostei suas costas contra o armário, apoiando minhas mãos ao lado de seu rosto e seus olhos castanhos ocuparam toda minha visão, meus joelhos tremeram. Isso não era justo, eu quem deveria causar esse efeito a ela, e não receber. Mas não deixaria que sua beleza hipnotizadora levassem vantagem. Indignada, Camila reuniu toda sua coragem e levantou o queixo em uma atitude atrevida, pouco se intimidando por meu tamanho.

- Acha que é só me olhar com esses olhos sedutores e eu vou cair na sua lábia? – Perguntou petulante.

Camila balançou sua cabeça, negando. Minhas mãos se fecharam em punho ao seu lado. Ela se aproximou ainda mais, invertendo nossas posições, recostando minhas costas contra o frio e cálido armário. Apoiou suas mãos em meu peito, agarrando o tecido da blusa com as unhas, colando seu corpo ao meu.

Eu a olhava de cima e apenas alguns centímetros nos separava. Mas aquele não era um olhar sedutor... Era ainda mais... Potente. Estava concentrada em meu rosto, provocando minhas reações, tentando meu alto-controle. E diante dos meus olhos, os seus ficaram mais escuros. Camila parecia ainda mais fascinante, provocante e... linda. Sua respiração pulsava pesada em meu rosto e a minha era inexistente.

- Sei que tem uma opinião formada sobre mim. – Disse, sua respiração adentrando minha boca. – Eu deveria lamentar por isso, mas não vou. É melhor que seja assim. – Fechei meus olhos, precisava buscar um controle inexistente. Engoli em seco e ela continuou. – Entretanto, você não esperava que eu conseguisse ser tão provocadora como agora. E acreditava que eu não resistiria a você. – Sibilou em um rugido contido, eriçando meus pelos. Mordeu meu lábio inferior, o repuxando entre os dentes e o soltando subitamente. – Quem sabe na próxima, Lauren!

Ouvi a pronúncia grave de meu nome. Em seguida, ela saiu sorrindo, me deixando imóvel e completamente excitada.


Notas Finais


Mais um capítulo. Digam o que estão achando.
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