História Caminhos do Amor (Romance Lésbico) - Capítulo 44


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amybel, Caminhos Do Amor
Exibições 250
Palavras 2.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey Amybetes,

Voltei com mais um capítulo novíssimo!

Boa leitura :)

Capítulo 44 - Céu e inferno


POV ISABEL

                O dia estava apenas começando, mas eu já podia sentir o ar diferente. A noite anterior havia sido totalmente inesperada. Eu imaginava que a reação de Tomas não seria das melhores, mas dei um pulo do sofá quando Ana me ligou preocupada e pude ouvir os gritos furiosos do homem ao fundo da ligação. O desespero tomou conta de mim. Não me lembro de ter chegado tão rápido em nenhum outro lugar. Dirigi feito louca sentindo meu coração batendo na garganta. Se ele tocasse em Amy eu jamais me perdoaria e ele estaria com um sério problema nas mãos. Perseguiria ele até o inferno se preciso fosse.

                Estava na cozinha, tentando preparar um café da manhã para Amy e Ana. A mais nova chegou sem que eu percebesse e beijou minha bochecha de repente. Ana era adorável. Tinha a mesma beleza da irmã mais velha e os mesmos olhos. Seus cabelos ruivos e acesos faziam um perfeito contraste a sua pele alva. Ela tinha uma carinha de sono extremamente fofa e um sorriso angelical nos lábios quando me fitou.

                - Bom dia cunhadinha! Ela disse divertida me fazendo corar.

                - Ana... ainda não sou sua cunhada! E, bom dia.

                - Mas é claro que é!

                Sorri, balançando a cabeça. Ana me parecia ser aquelas adolescentes teimosas e não adiantava discutir com ela. Eu adoraria ser oficialmente sua cunhada, mas ainda era cedo demais. As coisas estavam acontecendo muito rápido e eu sabia que a cabeça de Amy devia estar uma bagunça depois da noite passada. Sabia também que não tardaria até ela ter que enfrentar o ex-noivo e Sônia, o que certamente não seria nada fácil para ela. Nosso relacionamento não tinha definição ainda e talvez demorasse a ter, mas não estava preocupada com isso por enquanto.

                - Fiz nosso café. Desculpe sair mexendo em tudo. Sorri.

                - Ei, menos Isa! Você já é de casa! Aliás você seria de qualquer jeito.

                Levantei a sobrancelha e fitei Ana sem entender. Ela sorriu totalmente despretensiosa e continuou.

                - Ora, se minha irmãzinha não tivesse sido tão ágil eu teria conquistado seu coração.

                Gargalhei enquanto colocava suco de laranja em um copo para ela.

                - Não posso dizer que não teria. Não subestimo mais as mulheres da família Collins. Pisquei para Ana que sorriu convencida.

                - Você faz muito bem! Nosso mel é irresistível! – Gargalhei - Mas sério, estou muito feliz em saber que estão juntas! Amy merece alguém como você.

                Sorri para Ana, com minhas bochechas ardendo. Ela era adorável e eu gostava ainda mais dela agora.

                - Ei, porque não leva café para ela no quarto? Ela está precisando de uns mimos depois de ontem e eu prefiro que você faça esse papel. - Ela piscou para mim enquanto colocava a mochila nas costas – Eu preciso ir agora cunhada! Cuida bem dela ok?

                - Claro, Ana. Ela me abraçou e beijei sua bochecha com carinho.

                - Juízo hein? Eu disse enquanto ela abria a porta. Ana revirou os olhos.

                - Mal entrou para família e já está igual a minha irmã! Mereço!

                Gargalhei diante da espontaneidade da menina. Ela mandou-me um beijo e saiu em seguida.

                **

                Entrei com cuidado no quarto de Amy, segurando a bandeja com o pequeno café da manhã que eu havia feito. Na noite anterior, logo depois que Ana subiu ficamos um tempo abraçadas no sofá. Eu fiz cafuné em seus cabelos negros e ela ainda chorou um tempo em silêncio. Ela precisava de carinho naquele momento e me coloquei ali, não como sua amante, mas sim como sua amiga. Tudo que eu queria era fazer a dor passar. Romper um relacionamento nunca é fácil, eu bem sabia disso. Não tive ninguém para me abraçar e dizer que tudo ficaria bem quando meu casamento acabou daquela forma trágica, mas me sentia bem em poder fazer isso por Amy. Eu queria protege-la do mundo e o faria sem hesitar.

                Sentei na cama com cuidado e o perfume cítrico da morena preencheu minhas narinas. Levei minha mão até seus cabelos macios que se espalhavam por seus ombros. Fechei meus olhos lembrando de como trocamos alguns beijos carinhosos na noite passada e depois fiquei apenas acariciando sua cabeça até que ela dormiu repousando em meu peito. Nossos corpos aninhados um ao outro, extremamente aconchegados.

                - Am... - Sussurrei perto de seu ouvido – Amy? Acorda...

                Meus dedos alisaram seu rosto perfeito e seus lábios carnudos. Como eu amava senti-los entre os meus, em meu corpo. Sentia a brasa queimar meu corpo só com a lembrança.

                - Am?

                - Hummm... – Amy se mexeu na cama, relutando em abrir os olhos. Sorri diante da manha que ela fazia. Parecia uma adolescente que não quer ir para escola. Mas era a minha adolescente. Beijei sua bochecha delicadamente totalmente encantada por vê-la acordando.

                - Acorda bela adormecida.... Ou vai me deixar tomar o café delicioso que eu fiz sozinha?

                Amy sorriu, ainda de olhos fechados e lentamente os abriu. Eles estavam mais azuis que de costume. Translúcidos e acesos como a noite. Suspirei quando seu olhar caiu sobre o meu e vi extremo carinho neles.

                - Fez café para mim Senhorita Aguillar? Sua voz rouca de quem havia acabado de acordar era ainda mais linda e respirei fundo. Eu podia me apaixonar ainda mais por ela?

                - Sim, eu fiz.

                Amy esticou um pouco o pescoço para olhar a bandeja que tinha suco de laranja, pão, frios, requeijão e geleia de damasco. Ela sorriu e girou o corpo na cama, se espreguiçando. Sua barriga torneada ficando amostra quando o pijama de mangas cumpridas subiu junto com seus braços. Meu corpo reagiu a visão. Ela era sexy de qualquer jeito.

                Sua mão tocou meu rosto e beijei sua palma com carinho.

                - Eu tô com muita, muita vontade de te beijar agora. Seus olhos azuis me penetraram com intensidade.

                - E por que não beija? Sussurrei.

                - Não quero te espantar com meu bafo matinal. Ela sorriu e gargalhei.

                - Não é como se já não tivesse me beijado. Sorri corada.

                Amy arqueou a sobrancelha intrigada.

                - Como? Eu te beijei dormindo hoje e não lembro? Sorri e desviei do seu olhar. Levantei e trouxe a bandeja para a cama. Amy levantou em seguida, sentando-se.

                - Digamos que eu beijei você enquanto dormia. Você não tem bafo. Sorri.

                - Quer dizer que eu fui atacada? Bem que eu sonhei que uma loira gostosa e incrivelmente cheirosa me beijava. Agora está explicado.

                Tentei bater no ombro de Amy enquanto ria, mas ela segurou meu braço e me puxou para perto dela.

                - Você não se importa mesmo?

                Neguei com a cabeça e mordi meu lábio inferior sentindo-me envergonhada diante de seu olhar penetrante.

                - Ótimo! Eu já estava louca com essa espera mesmo....

                Sua mão puxou minha nuca e seus lábios tocaram os meus sem me dar tempo de processar nada. Sua língua invadiu a minha em seguida e minha mão livre enfiou-se entre seus cabelos. A boca e a língua de Amy estavam deliciosamente quentes e meu corpo todo queimou com aquele beijo. Era inebriante como costumava ser. Não importa se era matinal ou não. Beijar Amy era meu mais novo vício e eu queria o beijo dela a qualquer momento. Depois de um tempo ela me deu selinhos curtos enquanto sorria e nos separamos.

                - Sabia que você foi a única pessoa a me fazer tomar suco de laranja pela manhã? Eu nunca bebi nada além de cappuccino por anos!

                - Sério?

                - Seríssimo.

                - Se quiser eu posso fazer um...

                - Não! Eu gosto de suco de laranja. Me lembro de você em Teresópolis nua no meu colo.

                - Amy! Bati em seu ombro corando violentamente. Ela gargalhou e segurou meu rosto com as mãos.

                - Nunca vou me cansar de te ver vermelha. É minha imagem favorita!

                - Cala a boca Amy! Sorri e ela gargalhou me dando um selinho.

                - Acha que eles vão te procurar hoje? Na sua empresa?

                - Sônia com certeza vai.... Não vai ser fácil tornar esse término público e ela vai querer me infernizar com isso, mas eu sei lidar com ela. Não se preocupe.

                Assenti, sem querer alongar o assunto.

                - Vamos comer? Sugeri.

                Amy sorriu e me deu mais um beijo. Tentei abster as preocupações que me rondavam e pensar apenas naquele café com ela. Não era como se tivéssemos um futuro, mas tínhamos um presente e percebi que tudo que eu precisava era disso. Um dia de cada vez com ela. Era mais do que eu poderia querer.

                POV AMY

                Mal havia posto os pés na empresa e já sabia quem estava à minha espera. Dani tinha se encarregado de me avisar que Sônia havia chegado soltando fogo pelas ventas e quase matando minha secretaria que tentou impedi-la de adentrar minha sala. A mulher asquerosa se encontrava lá agora pronta para acabar com minha manhã. Respirei fundo sabendo que o furacão estava por vir.

                Dani me abraçou assim que entrei no corredor. Ela já sabia de todo ocorrido e me apoiou totalmente. Assim como Ana ela nunca amou a ideia de eu me casar com Tomas. Cada vez mais me convencia que talvez eu fosse a única que aprovou em algum momento essa união. Sônia sempre me odiou e por um momento tive esperança que ela soltaria fogos e agradeceria aos céus por eu ter terminado o noivado, consequentemente não me infernizaria, mas no fundo sabia que isso jamais aconteceria. Seu orgulho e prepotência eram maior que qualquer coisa e ela não aceitaria que seu querido filho fosse passado para trás. Mais que isso ela não aceitaria facilmente ser “humilhada” diante da sociedade hipócrita que ela se orgulhava de fazer parte.

                Respirei fundo abrindo a porta de vidro. A mulher conseguia estar ainda mais terrível do que me lembrava de ter visto. Usava calça verde escura, uma blusa de estampa de onça, bolsa e joias douradas e uma sandália amarela. Seu rosto esticado estava carregado de uma maquiagem forte e chamativa. Era definitivamente a visão do inferno.

                - O que faz na minha sala sem ser convidada Sônia?

                A mulher me fuzilou com os olhos e aproximou-se de mim mais do que eu gostaria.

                - Não pense que vai me intimidar com esse seu ar petulante sua vigaristazinha!

                - Se me ofender de novo eu coloco você para fora a pontapés! Ouviu bem?

                Sônia gargalhou debochada e meu sangue ferveu.

                - Quem você pensa que é? Acha que vai dispensar meu filho assim? Humilhar minha família perante a alta sociedade? Eu dei uma enorme festa de noivado para vocês e agora você quer me fazer passar vergonha porque está de TPM ou teve uma crise de existência? Ouça bem Amy, não brinque comigo!

                - Está me ameaçando?

                - Estou apenas te avisando.

                - Pois eu quero que você pegue seu aviso e enfie onde bem entender! Meu noivado com seu filho acabou! Eu não vou me casar e não tenho nenhuma crise de existência! Você devia estar feliz em se ver livre de mim!

                - Não vou permitir que você jogue o nome da minha família na lama e nos faça servir de chacota!

                - Ah faça-me o favor Sônia! Em que século você vive? Está certo que já esticou muito a cara mais não pode ser tão antiga assim!

                Sônia me fuzilou com os olhos e colocou o dedo em riste no meu rosto. Minha vontade era de entortar seu dedo indicador e quebra-lo. Minha raiva só aumentava e meu coração batia nervoso e agitado.

                - Ouça aqui sua vigarista petulante, se está pensando que vou facilitar as coisas para você está muito enganada. Se você traiu meu filho vou descobrir e tornarei sua vida um inferno! Vou expor você e acabar com esse seu ar de superioridade! Não pense que vai sair por cima nessa história!

                - Foi ele quem te disse isso não foi?

                - Agora ele apenas sabe quem você é! E estamos juntos nessa Amy! Você não vai mais por ele contra mim!

                - Eu nunca fiz isso! Apenas não abaixei minha cabeça para seus caprichos! Não sei onde estava com minha cabeça para me envolver com seu filho! Alguém que tenha uma mãe tão ordinária e mesquinha não pode ser boa coisa mesmo.

                Sônia deferiu uma tapa em meu rosto. Foi tão rápido que nem tive tempo de reagir. O som estalado seguido de minhas bochechas ardendo fez com que qualquer resquício de lucidez fosse embora! Eu odiava aquela mulher com todas as minhas forças. E se ela queria guerra, ela teria. Virei-me para Sônia fuzilando-a com tanta raiva que podia voar em seu pescoço a qualquer momento.

                - SAI DA PORRA DA MINHA SALA AGORAAAAA! Gritei com ela apontando a porta.

                - Não pense que...

                - EU MANDEI VOCÊ SAIR DA PORRA DA MINHA SALA AGORA!

                Comecei a empurrar Sônia em direção a porta e Dani ouvindo os gritos veio correndo e entrou na sala. Os funcionários já se aglomeravam ao redor e minha amiga olhou meu rosto e fitou a mulher com tanta raiva quanto eu fitava. Ela provavelmente viu minha bochecha vermelha do tapa e se eu conhecia bem Dani, Sônia estava correndo risco de vida.

                - Dani tira essa mulher da minha frente!

                - Isso ainda não acabou Amy! Eu vou destruir você! Pode escrever!

                Me aproximei da mulher e disse entre dentes, quase que rosnando para ela. Meu olhar não desviou do seu por um segundo. Se ela achava que teria medo dela, estava muito enganada.

                - Eu juro que pensei em adiar o anúncio do término por um tempo até seu filhinho digerir tudo, mas agora quero que você dois se explodam! Não me subestime Sônia, eu também sei jogar! Agora SAI DA MINHA SALA E NÃO VOLTE MAIS!

                O segurança já estava na porta a pedido de Dani e acompanhou a mulher que ainda me olhou com ódio mais uma vez.

                Desabei na cadeira bufando de raiva. Ela tinha tido a audácia de bater na minha cara e isso não ficaria assim. Se tem uma coisa que não sou é idiota.

                - Dani?

                - Sim, amiga.

                - Chame a Jaqueline daquela revista de fofoca que eu odeio.

                - Qual revista? A ‘Famous News’?

                - Isso, essa mesmo! Marque uma entrevista para hoje as 14h. Vou anunciar o fim do meu noivado.

                - Amy tem certeza? A bruxa não vai sossegar enquanto não te fazer parecer culpada e isso envolve a Isabel.

                - Exatamente por isso! Não quero dar tempo para ela pensar e por um bom tempo terei que ter todo cuidado com Isabel. Não posso arriscar ser vista com ela. Pelo menos por enquanto.

                - Tudo bem, vou ligar pra Jaqueline e vou pedir gelo. Seu rosto está muito vermelho! Céus!

                - Maldita seja aquela cobra!

                Dani saiu em seguida e meu pensamento voou até Isabel. Eu estava no meio de uma guerra e tudo que eu não queria é que no fim ela saísse ferida. Pensei em ligar, mas ela acabaria vindo a meu escritório e não seria uma boa ideia no momento.

                Alguma coisa me dizia que dias turbulentos estavam por vir, mas ao mesmo tempo lembrar do seu sorriso e do seu beijo me trazia paz. Muita paz. Me dava confiança de que valeria a pena. Isabel era como uma ilha no meio do oceano que me impedia de se afogar. Dani voltou a minha sala tirando-me de meus pensamentos.

                - Já marquei a entrevista para as 14h. Agora vem deixar eu cuidar do seu rosto.

                Então era isso, estava feito.

Amanhã todos saberiam do fim do noivado. Seria a notícia da semana e sairia em todos os lugares. Minha vida se tornaria um inferno, mas eu preferia isso ao deixar que Sônia me manipulasse. Apesar de tudo, tinha medo de estar tomando a decisão errada e prejudicar Isabel de alguma forma. Respirei fundo enquanto a o gelo tocava minha bochecha quente.

                Não havia mais como voltar atrás. A guerra já estava declarada.

                


Notas Finais


A guerra começou entre a nossa amada Amy e a bruxa da ex-sogra!

E acreditem vai ser tiro, porrada e bomba!

O que estão achando do romance?

Beijos e bom fim de semana

Próximo sai na segunda!

**Ah meu user no tt mudou agora a é @writerbru


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