História Caminhos floridos garantem espinhos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Doyoung, Haechan, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Mark, RenJun, Taeil, Taeyong
Tags Guerra, Nct, Refugiados, Teoria
Visualizações 19
Palavras 932
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu peguei a teoria que tenho em mente sobre as músicas do NCT e misturei com minha criatividade. Sinceramente, nem sei o que esperar porque estou escrevendo tudo o que passa na minha mente assim como fiz com Não conte a ninguém que dormi com os céus. Boa leitura

Capítulo 1 - Tentativa


Mais uma bomba caía no prédio ao lado quando Haechan abriu os olhos assustado no porão de casa. Ele não aguentava mais aquela vida, já sentia as causas da guerra trazendo consequências em seu psicológico e tinha certeza de que não aguentaria muito tempo antes dele querer viver em sua própria mente e desistir do mundo. 

Órfão e reunido aos amigos por força do destino cruel, Haechan olhava para os outros que possuíam grandes olheiras naquele cubículo escuro. Tinha certeza que na mente de cada um deles a lembrança dos pais sendo levados para um grande navio na base de chicotadas e sangue cuspindo em seus respectivos rostos era o que faziam eles desejarem a fuga, mas ainda não sabiam como sair do local no qual cresceram sem arranjarem mais confusão.

Da outra extremidade do porão, a barriga de Jaemin roncou tão alto que se o momento não fosse desesperador, todos eles estariam rindo. Mark bocejou reclamando da coluna e levantou-se para sair do local onde estavam acolhidos a quase dois dias e seus olhos doeram quando abriu a porta que dava para a casa de Haechan recém destruída pela bomba do mês anterior. 

Quando existia a época em que o alarme não tocava, eles construíam uma fogueira no meio da antiga sala e dormiam com os olhos vidrados nas estrelas no intuito de desejarem dias melhores e tranquilos, mas a guerra estava muito longe de terminar. Todos os amigos reunidos “vendavam” os olhos para as atrocidades que estavam ocorrendo ao longo dos dias e sabiam que se observassem tudo, morreriam cedo demais e esta não era uma escolha boa. 

Eles precisavam calcular tudo antes de agirem e eram covardes demais para encarar algum dos lados daquela batalha onde ainda desconheciam muitos motivos. O peito de Mark doía ao lembrar da pessoa que deixou todos eles para trás, mas era por uma boa causa e quando todos decidiram sair do porão, a ideia de atravessar a fronteira tornou-se avassaladora porque a quantidade de corpos inanimados no chão era tanta que Chenle vomitou assim quando sentiu o cheiro de carne podre invadir suas narinas. 

A oportunidade era ótima, enquanto todos os soldados inimigos e aliados estivessem sobre os cuidados médicos, os sete amigos correriam em sentido ao sul que dava para a fronteira e estariam livres. Só que no momento, eles precisavam repor todos os nutrientes que perderam antes da longa jornada. Jeno tinha a boca machucada de tão ressecado que sentia-se e Jisung quase não ficava em pé de tanto peso que perdeu desde que a comida passou a desaparecer das prateleiras das lojas. 

Agora, com a cidade quase abandonada, sabiam que os mercados estavam em péssima situação e de que muitos foram saqueados. Renjun passou as mãos nos bolsos da calça atrás de moedas, mas só encontrou o pedaço de papel que a pessoa que os largou para trás escreveu em despedida. Aquela pessoa, só ela e apenas ela poderia salvá-los daquilo. O problema era que a ajuda nunca chegava, por conta deste fato, eles decidiram em algum momento daquele dia que deveriam ir atrás de respostas. 

Desorientados, decidiram correr até uma montanha em busca de alimentos da própria natureza. Assim, Jeno pegou Jisung e o carregou nas costas para que ele não desmaiasse e seguiram para um vale na esperança de encontrarem o que tanto precisam e não demorou muito tempo para que chegassem. Quando Jaemin se jogou numa lagoa desconhecida assim que a avistou por gritar que estava muito tempo sem tomar banho, os amigos comemoraram ao saber que ali daria para montar um acampamento pelo menos para uma noite e que a caça traria proteína e carboidratos suficientes para seguirem viagem. 

Após a lenha ser pega e os peixes estarem colocados em palitos improvisados, a noite já dava sinais de que não tardaria em chegar e os amigos se reuniram em volta da fogueira para buscarem o calor que ela proporcionaria. Chenle decidiu continuar acordado para fazer a guarda e recolheu frutas das árvores para o dia seguinte, seus ombros ficaram tensos quando escutou o barulho de tiro. Ainda não estava acostumado com aquilo, mas sabia que estavam longe e protegidos o suficiente para aquela bala ter uma direção para eles. 

Mark já roncava baixo quando Renjun decidiu levantar em modo solidário para Chenle descansar um pouco e assim o fez. O silêncio faziam todos os bichos saírem de suas tocas e o único jovem acordado não pensou nem duas vezes antes de caçá-los com o facão que pegou antes de saírem da casa destruída de Haechan. 

– Você acha que encontraremos os outros? Que estaremos todos juntos de novo? – Renjun perguntou para Haechan assim que o mesmo surgiu entre as árvores por provavelmente estar com insônia. 

– Não será como antes, nunca mais seremos felizes. Só que... Acho que podemos reconstruir nossas vidas aos poucos. – o amigo respondeu subindo numa árvore para ver qual direção tomar no dia seguinte e depois desistiu por lembrar que estava muito escuro para ver o horizonte. 

Riu da própria bizarrice e culpou os dias sem dormir antes de voltar a atenção para Renjun que apresentava um rosto perplexo. 

– Eu só quero acordar e dormir tranquilamente sabendo que no dia seguinte a minha vida estará segura. – Haechan disse por fim antes de voltar para o acampamento. 

– E eu quero sorrir de modo sincero mais uma vez na vida. Será possível? – perguntou Renjun quase sussurrando para si mesmo antes de voltar a seguir o amigo que voltava para o acampamento com a caça que ambos conseguiram. 

A madrugada seria longa, mas o terror seria ainda pior.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...