História Caminhos Incertos - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aliança, Amor, Drama, Família, Romance, União
Exibições 14
Palavras 1.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi pessoal!

Queria pedir mil desculpas por demorar em postar. Tive alguns problemas pessoais, mas já estou aqui trazendo um capítulo novinho. Espero que gostem ;-)

Boa leitura!

Capítulo 5 - Reações


Ruth ficou sem resposta diante de tal proposta. Sentou-se trêmula no sofá, não conseguia falar sequer uma palavra. Seu olhar estava distante, mil coisas passaram por sua cabeça.

Desde muito nova, Ruth fez um propósito de casar-se virgem e preferia morrer a quebrar tal propósito. Ela tinha certeza que Dan seria o homem de sua vida, por ele respeitar tal desafio. Apesar de muitas tentações os dois nunca caíram e ficavam sempre firmes. Agora Ruth estava diante de um impasse, a vida de sua mãe dependia da quebra de uma aliança.

Eric contemplava Ruth com terno amor e não imaginava o que se passava em sua mente, viu que ela se assustara com tal proposta. Preocupado perguntou:

- Está tudo bem, Ruth?

Ruth saiu do seu torpor de preocupações, respirava ofegante, voltou o olhar para seu presidente e disse:

- Sim

- E então? Vai aceitar minha condição?

- Olha... É uma decisão difícil...

- Quanto vale a vida da sua mãe?

A jovem se levantou e perguntou:

- Não... Há outra coisa a fazer?

- Essa é a minha condição! Aceita?

Ruth olhou para os lados procurando uma resposta certa em algum lugar, mas se sentia perdida. Depois de alguns segundos disse:

- Preciso pensar.

- Espero que a saúde de sua mãe não piore enquanto você pensa.

Ruth respirou fundo e olhou para o chão, deixou algumas lágrimas molharem seu rosto. Eric percebendo que ela chorava se aproximou um pouco mais dela, levantou o rosto dela segurando o seu queixo. Ao tentar limpar o seu rosto ela se retraiu tirando a mão dele que segurava seu queixo, Eric se afastou assustado. Ruth disse:

- Você está se aproveitando da minha dor, não é?

- Eu só lhe impus uma condição, não estou te obrigando à aceita-la. Você é livre para dizer não.

- Como disse preciso pensar...

- Quando tiver a resposta certa – disse Eric tirando um cartão de seu bolso - me ligue direto nesse numero, é o meu celular pessoal.

Ruth pegou o cartão e guardou na bolsa. Limpou o rosto com as mãos e foi em direção à porta, ao colocar a mão na maçaneta para abri-la ouviu a voz de Wan que dizia:

- Pode me ligar na hora que quiser.

Ela abriu a porta e saiu batendo-a com força sem olhar para trás.

Fernanda viu Ruth passar por ela e a chamou, esta se virou e a cumprimentou:

- Como vai, sra. Wan?

- Estou bem. Conseguiu resolver o seu problema com o meu irmão?

- Pergunte a ele.

Dizendo isso Ruth saiu em direção ao elevador.

Fernanda intrigada foi em direção a sala de seu irmão.

***

Descendo as escadas da calçada do prédio empresarial, os olhos corriam pela avenida a procura de Sam. Lá estava ela encostada ao capô de seu carro arrumando os cachos dourados de seus cabelos, ao ver a nova amiga acenou, Ruth foi ao seu encontro. Sam percebeu que o aspecto de Ruth não era bom, sentia uma tristeza em seu olhar, perguntou:

- Você estava chorando?

- Ah dá pra notar é?

Sam com um olhar desconfiado pediu para que ela entrasse no carro. Quando as duas entraram no carro Ruth recostou no banco e fechou os olhos, queria sumir naquele momento. Sam perguntou:

- E aí?  O que rolou?

- Ele vai me ajudar... mas com uma condição.

- Qual?

- Ele quer que eu durma com ele.

- Como assim? Ele acha que você é prostituta de luxo?

- Não sei qual é a dele. Simplesmente não consigo entender.

- De uma coisa estou certa, ele está muito afim de você.

- Mas isso é jeito de demonstrar algum sentimento por mim?

- Ah... Esses orientais... são cheios de costumes e tradições... vai saber o que realmente isso significa

- Está bem claro o que ele quer.

Sam soltou uma risada, mas se conteve, sabia que a amiga estava sofrendo. Enquanto dirigia levando-a para casa perguntou:

- E... Quando você vai contar para o seu namorado?

- Nem sei como eu vou contar para ele. Estou com medo... de verdade.

O carro parou na frente da casa de Ruth. Sam olhou para ela e perguntou:

- Você é uma menina de fé, estou certa?

- Sim.

- Olha... Eu tento ser também. O que acha de marcarmos um dia para orarmos juntas sobre o que Deus quer com isso.

- Preciso de respostas, Sam. Acho que só assim saberei o que fazer.

As duas se despediram e Ruth entrou em sua casa. Seu pai ainda não havia chegado. Pegou um retrato de sua mãe e deitou-se no sofá da sala, começou a contemplar aquela foto e foi lembrando-se de todos os momentos juntos que passaram. Ao lembrar que poderia perdê-la as lágrimas escorreram pelo seu rosto. O amor que ela sentia por sua mãe era tão forte fazendo com que ela quebrasse um propósito de tantos anos? A dor da indecisão lhe consumia por dentro. A voz de Eric estava viva em seus ouvidos fazendo aquela proposta tão ousada, uma voz tão marcante. Ela não queria trair o amor de Dan, temia perde-lo. Abraçou o retrato da mãe contra seu peito e fechou os olhos e deixava que seus lábios fizesse uma prece pedindo a Deus uma decisão sábia.

Ouviu o trinco da porta e ela se abriu. Giácomo chegou próximo à filha, vendo-a ficou a sua altura, acariciou os cabelos ondulados dela que estavam espalhados no assento do sofá e perguntou:

- Saudades da mamãe?

- Muita – disse a jovem com a voz embargada

- E então? Conseguiu alguma coisa com o presidente?

Ruth ficou calada, não sabia o que dizer.

***

- Como você tem coragem de fazer uma proposta dessas pra ela? – perguntou Fernanda inconformada.

- Você não entende os meus motivos.

- Queria muito entender. Isso é doentio! Ela já está abalada com a doença da mãe e você faz isso com ela.

- A vida não é fácil pra ninguém, Fernanda! É apenas uma troca.

- Isso lá é troca, Eric? Realmente não estou te reconhecendo. Mamãe e papai ficariam envergonhados por ver você fazer essas coisas que chegam a ser... desonrosas.

- Deixe-me! Eu sei o que estou fazendo!

Eric se levantou e saiu da sala a passos firmes. Fernanda sentia que precisava conversar com Ruth, mas não sabia como abordá-la sobre o assunto. Comprometeu-se no dia seguinte conversar com Chris, a chefe de Ruth para saber mais sobre ela.


Notas Finais


Tadinha da Ruth. Qual será a decisão dela? Esperemos uma decisão acertada.

Bjinhos e até a próxima!


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