História Caminhos Incertos - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Xena, a Princesa Guerreira
Exibições 90
Palavras 1.134
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Orange, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Preparando para batalha


Fanfic / Fanfiction Caminhos Incertos - Capítulo 11 - Preparando para batalha


Gabrielle voltou para tribo, ela pulou do cavalo e correu em direção a cabana que Eva estava. Varia estava ao lado da guerreira, que ainda dormia.
- Como ela está?
- Ainda na mesma. A febre não abaixou e sua respiração está fraca.
- Onde está a rainha Marga? - Perguntou agasalhando Eva mais do que estava.
- Foi organizar as tropas, as tribos de Velasca e Melosa já estão à caminho. Mislina disse que o exército romano e de Ares estarão aqui pela noite. - Varia voltou seu olhar para o chão. Gabrielle olhou para amazona desconfiada.
- Você está bem? - Perguntou a loira.
- Só estou preocupada com a batalha e... - Varia olhou triste para Eva, foi então que Gabrielle percebeu o olhar, aquele mesmo olhar que ela própria dirige para Xena, quando a guerreira arrisca a vida.
- Ela vai ficar bem Varia. - A amazona olhou assustada para Gabrielle, que sorriu carinhosa. - Está tudo bem, o que sente por Eva é algo puro. - Varia levantou-se encarando Gabrielle.
- Eu não sinto nada por ela, ela destruiu minha aldeia, matou minhas irmãs. Só o que sinto é ódio.
- Aquilo ficou no passado, você sabe muito bem que Eva mudou... E que esse sentimento por ela é verdadeiro. - Gabrielle retirou do cinto um pequeno frasco rosa. - Pode me ajudar? - Pediu a loira, Varia ficou em dúvida.
- O que é isso?
- Algo que vai salvar a vida dela... Vamos. - Varia aproximou-se com receio. - Levante a cabeça dela. - Pediu Gabrielle, e Varia ajudou prontamente. A loira abriu o frasco e virou o líquido devagar na boca entre aberta de Eva. Varia observava atenta, a ansiedade para ver a guerreira acordada novamente invadiu o coração da amazona, ela abaixou a cabeça de Eva com carinho fazendo Gabrielle sorrir.
- Agora deixe-a descansar.
- Não é melhor que eu fique aqui? - Perguntou mas logo se corrigiu percebendo o olhar astuto da rainha. - Digo para o caso dela acordar e tentar fugir.
- Sim, fique aqui ela ainda está sob sua guarda... Vou ajudar a rainha Marga. Qualquer coisa mando lhe chamar. - Varia acentiu e Gabrielle saiu da cabana.

Lá fora algumas amazonas corriam em direção a um cavalo, ela observou direito e percebeu que ele trazia uma outra amazona caída. Era Amarice, Xena veio logo atrás machucada com um semblante cansado, a barda correu ao encontro delas.
- O que aconteceu? - Perguntou assustada. - Ajudem-na. - Ordenou Gabrielle, as amazonas imediatamente desceram Amarice do cavalo e a levaram para cabana. Xena apoiou-se na barda com dificuldade. - Pelos deuses Xena. O que aconteceu?
- Ares e Esperança estavam lá... Quando chegamos, a adaga havia sumido, eles disseram que alguém chegou antes de nós... E que não sabiam quem foi. - Gabrielle ajudou a guerreira a subir os degraus da cabana. - Eles nos atacaram, Esperança quase matou Amarice e...  - A guerreira parou quando viu a filha deitada na cabana de cura.
- O que aconteceu? - Perguntou preocupada aproximando-se de Eva.
- Ela quebrou o controle que Esperança tinha sobre ela... Mas o esforço foi grande. - Gabrielle respondeu tocando delicadamente o rosto de Eva. - Ela vai ficar bem.
A loira virou-se para Amarice que descansava ao lado.
- Varia preciso de sua ajuda.
- Sim. - Varia se prontificou.
- Quero mais panos e água temos que limpa os machucados de Amarice e Xena.
Varia saiu no mesmo instante, Gabrielle ajudou Xena a tirar a armadura e a acomodou ao lado da filha.
- Eu sabia que tinha algo de errado... Eu senti isso.
- Ela está bem agora, não se preocupe. - Afirmou a barda, convicta.
- Eu prometi protegê-la. - Disse Xena olhando para Amarice. - Me desculpe.
- Não foi culpa sua... Amarice é forte, ela só precisa descansar... E você também.
- Que é isso eu estou ótima. - A guerreira sorriu disfarçando o desapontamento por colocar a vida de Amarice em perigo. Xena seguiu Gabrielle com o olhar, a tensão na barda era visível, o semblante era triste, o sorriso cheio de luz havia sido apagado daquele rosto. "A guerra faz isso" a guerreira pensou, a saudade dos sorrisos da barda fez o coração de Xena se apertar. Gabrielle voltou com um pano úmido.
- O que foi? - Perguntou Gabrielle distraindo a atenção de Xena para si.
- Nada eu só... Estava pensando em como destruir Ares, AI!. - Xena resmungou quando a barda começou a limpar um corte em sua perna.
- O exército de Ares e o exército romano estão vindo em nossa direção. - Gabrielle olhou para o lado, tentando esconder as lágrimas. - Estarão aqui pela noite.
Xena levantou-se e aproximou-se da barda.
- Gabrielle vamos conseguir vencer essa batalha...
- Não Xena, não tente me convencer de que tudo vai dar certo porque eu sei que não vai... A cada batalha... A cada morte eu morro um por dentro. - Xena puxou Gabrielle e a abraçou forte, ela sentia o corpo da loira tremer contra o seu. Xena pela primeira vez desejou ter o poder dos deuses para tirar todos os problemas de sua barda.
- Precisamos nos preparar. - Gabrielle afastou-se de Xena enxugando as lágrimas.
- Consegui o que pediu rainha. - Varia entrou na cabana e logo tratou de limpar os ferimentos de Amarice. Gabrielle ajudou a despir a amazona, as feridas no corpo eram muitas, fazendo Amarice parecer vulnerável. Xena recolocou sua armadura e logo sentiu-se desconfortável por ver Amarice nua, e machucada. A culpa a atingiu outra vez.
- Eu vou ajudar as amazonas com as armadilhas. - Avisou pegando sua espada e Chakram. A guerreira saiu da cabana inspirando o ar de fora, as amazonas na tribo estavam se organizando, algumas montando armadilhas, outras se armando, a agitação pré batalha caiu sobre aquela tribo os olhares justiceiros e defensores das amazonas eram instigantes.

Xena sentiu o chão tremer quando olhou para o horizonte e viu muitas amazonas aproximando-se, a guerreira sorriu, Melosa, Velasca, Solari e Chilapa vinham a frente, eram quase mil amazonas contando com a tribo em que estava. Gabrielle, Marga e Varia saíram das cabanas para receber suas irmãs. As guerreiras espalharam-se pela tribo para ajudar na preparação da batalha no mesmo instante em que chegaram, as rainhas tinham um semblante sério quando desceram de seus cavalos.
- É uma honra tê-las conosco. - Marga as saudou.
- A honra é toda nossa, defender nossa nação e nossas irmãs é o que importa. - Velasca concluiu.
- Infelizmente não teremos tempo para para conversar melhor...- Melosa advertiu, fazendo todas a olharem serias. - Os exércitos estão próximos, em pouco tempo seremos atacadas, precisamos organizar as guerreiras imediatamente.


Notas Finais


A batalha está chegando.


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