História Caminhos Incertos - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Xena, a Princesa Guerreira
Exibições 86
Palavras 1.305
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Orange, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo ficou maior como eu havia prometido. 😉

Capítulo 5 - Reunião


Fanfic / Fanfiction Caminhos Incertos - Capítulo 5 - Reunião

Gabrielle virou-se e andou rapidamente em direção a floresta, Xena puxou Argo pelas rédeas e seguiu a loira.
- Conheço um caminho mais curto que nos levará direto para a aldeia amazona mais próxima. - Gabrielle falou quase correndo.
- Gabrielle calma... - Xena segurou Gabrielle pelo ombro a virando para si.
- Xena não temos tempo, precisamos ir, Esperança vai destruir as aldeias, precisamos avisar as amazonas e...
- Gabrielle! - Xena falou um pouco auto, a loira encarou a guerreira tentando achar algum conforto naquele mar azul, mas não conseguiu. Saber que Esperança, sua filha, sua carne e sangue levaria destruição, morte e medo para tantas pessoas a dilacerava por dentro. Gabrielle abaixou o olhar, Xena podia sentir os músculos de sua pequena barda  tensos, a guerreira puxou Gabrielle para si e a abraçou forte, era incrível como seus corpos se encaixavam perfeitamente.
- Não posso deixar que ela mate e destrua Xena. - Gabrielle sussurrou.
- Vamos dar um jeito nisso Gabrielle... Ela não vai conseguir o que quer.
- Ela tomou Solan de você e agora a Eva... Não vou deixar que o passado se repita.
- Não se culpe pelo o que aconteceu. - Xena a afastou para olhar nos olhos da barda que estavam cheios de lágrimas. - Se fosse com meu filho eu também o protegeria, você tentou salvá-la inclusive dela mesma... Mas era da natureza dela... Não se culpe por tentar concertar algo, que não tem concerto. - Xena enxugou as lágrimas de Gabrielle que não chorava mais. - Agora nos guie pelo caminho mais curto até a aldeia.
Xena selou seus lábios aos de Gabrielle em um beijo delicado e acolhedor, a acalmando. Os pelos de Gabrielle se arrepiaram, Xena sempre conseguia a deixar em um estado de plenitude e amor. As guerreiras montaram em Argo que a toda velocidade seguiu a rota para as amazonas.

Xena e Gabrielle desceram de Argo e caminharam até a aldeia, amazonas de outras tribos estavam reunidas, algumas treinando, outras formando círculos aprendendo táticas e planos de batalhas. Uma amazona saiu de sua cabana e aproximou-se.
- Quem são vocês? O que querem no território amazona? - Falou em tom autoritário. Sem dúvida era uma rainha, seus cabelos negros presos a uma fita de couro  em volta da testa faziam com que seu belo rosto ficasse nítido. Os olhos castanhos refletiam uma mulher forte destemida, seus lábios eram bem desenhados e o corpo bem definido mostrava que a batalha e o treinamento era algo presente na guerreira.
- Eu sou Gabrielle, e esta é Xena. - Gabrielle as apresentou com a mão direita fechada em frente ao próprio peito em um cumprimento das amazonas. Varia as encarou e sorriu para Gabrielle.
- Você é rainha amazona.
Gabrielle sorriu afirmando.
- Sim.
- Sou a rainha Varia. - Varia olhou de Xena para Gabrielle e percebeu uma certa urgência no olhar das duas. Então encarou Gabrielle. - Algum problema rainha?
- Preciso que convoque as rainhas aqui presente para uma reunião de emergência. Estamos sob ataque.

Na cabana da rainha esperando pela reunião, Xena andava de um lado para o outro, Gabrielle estava sentada no trono de rainha e Varia estava em um trono ao lado, as duas observavam Xena desenrolar uma luta interna de dúvidas.
- Enfrentar Lívia em batalhas anteriores levou mais da metade de nossa tribo a morte. Se Esperança a filha do puro mal estiver junto a ela, será o fim da nação amazona. - Varia quebrou o silêncio com a alegação.
- Esperança está muito mais poderosa agora, ela sozinha pode destruir uma aldeia... O que eu não entendo é, como Esperança voltou e como Eva pôde segui-la? - Xena falou ainda andando pela cabana, Varia desviou o olhar de Xena para Gabrielle, que observava a guerreira.
- Rainha Gabrielle? - Varia chamou a atenção da barda para si. - Alguma ideia de como destruir sua filha. - Gabrielle a encarou com certa mágoa no olhar. - Sim todas nós desde pequenas conhecemos a história da incrível Gabrielle e de como uma pessoa tão boa pôde dar o luz a um ser tão maligno. - Varia olhou para o chão por um tempo, ela sentia o olha da loira sobre si. Quando voltou a olhar para Gabrielle, seu olhar foi de compaixão.
- Uma pena... Pois é ela quem perde. E nós que ganhamos.
O alívio na expressão de Gabrielle era visível, o que ela menos queria era a rejeição de suas irmãs por causa de Esperança.
Xena aproximou-se das duas e sorriu.
- Eu já descobri. - Sorriu enigmática  olhando para os lados e cheirou o ar.
- Apareça seu verme. - Xena disse entre os dentes.
Um clarão rápido ofuscou a visão das guerreira e logo uma risada foi ouvida por elas. Gabrielle ficou de pé no mesmo instante, Varia desembainhou a espada ficando ao lado de Gabrielle. Ares andou em direção a Xena sorrindo.
- Xena bom saber que sente minha presença.
- Seu cheiro ruim é inconfundível. - Ela o olhou com nojo. - Foi você que armou tudo isso não foi? - Falou com raiva, a mandíbula estava cerrada e o olhar era assustador.
- Ah Xena, você sempre coloca a culpa no deus da guerra. - Disse Ares fazendo-se de magoado tocando o próprio peito. Mas seu olhar tornou-se ameaçador. - Sim, eu armei isso Xena, e dessa vez você não vai impedir de ter minha glória.
Outro clarão na cabana as chamou atenção, porém Ares não estava mais só, Esperança e Lívia apareceram no centro do lugar, Xena olhou os três parando em Lívia.

Gabrielle andou em direção de Esperança seu coração se apertava a cada passo, seus músculos estavam enrijecidos mas algo a impediu, uma força oculta a parou na metade do caminho ela olhou para a filha que sorria com malícia, Esperança a havia paralizado. Xena foi em direção de Esperança mas também foi paralisada por ela, Varia correu para atacar Lívia mas Esperança a impediu arremessando a amazona para longe apenas com o olhar.
- Esperança! - Gabrielle gritou voltando a atenção da filha para si. Ares sorriu vitorioso.
- Está vendo Xena? Você não pode nos impedir, agora somos forte e só há uma maneira de acabar com isso... - Ares foi em direção de Xena apoiando a mão na espada presa a sua cintura. - Se você, e Gabrielle, lutarem ao meu lado... Esperança volta para onde deveria estar, e sua adorável filha volta para aquele caminho medíocre do amor.
- Esqueça. Jamais lutarei a seu favor... Você me da nojo Ares. - Xena falou entre os dentes seu semblante estava totalmente mudado.
- Essa é minha última oferta Xena, vou lhe dar um tempo para pensar a respeito... Ou melhor vou lhe dar alguns motivos. - Ares gargalhou e desapareceu.
Esperança continuava ali olhando para mãe, ela se aproximou de Gabrielle com lentidão nos passos, Xena lutava contra a força oculta para se soltar mas era impossível. Varia acordou, ela deu um pulo armando-se novamente, Lívia a observou, algo naquela amazona lhe atraía, o olhar selvagem de Varia a instigava, por um certo momento Lívia sentiu que estava fazendo algo de errado ela fechou os olhos sentindo a cabeça latejar. Varia olhando aquela reação teve vontade de ajudar Lívia, de protegê-la de Esperança, ela sabia que Lívia estava sendo controlada e que lutava internamente para escapar.

As duas se encararam por alguns segundos hipnotizadas uma pela outra. Esperança sentiu que seu controle por Lívia estava se perdendo ela então descobrindo a fonte de bloqueio arremessou mais uma vez a amazona para longe da cabana, não deu tempo de Gabrielle gritar quando também foi arremessada pela mãe, logo em seguida Xena foi jogada para longe. Esperança e Lívia desapareceram, deixando as guerreiras desacordadas no local.


Notas Finais


Até a próxima ☺


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