História Caminhos Incertos - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Xena, a Princesa Guerreira
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Palavras 1.934
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Orange, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Nação Amazona


Fanfic / Fanfiction Caminhos Incertos - Capítulo 9 - Nação Amazona


Gabrielle entrou na cabana e Xena estava sem sua armadura, fazendo curativo em um corte feito por uma espada no seu braço.

- Como está o machucado?
- Vou sobreviver. - Xena sorriu. Gabrielle começou a se despir pois precisava usar as vestes de rainha. Xena parou o que estava fazendo e admirou o corpo esculpido de sua barda, hipnotizada por toda beleza em uma pessoa só, os músculos do abdômen, coxas e braços eram visíveis, Gabrielle havia mudado tanto. Ela levantou e aproximou-se da loira que estava de costas. Gabrielle sentiu as mãos da guerreira a virando de frente.

- Xena o que... - Gabrielle foi interrompida pela guerreira que a beijou intensamente apertando o corpo da barda contra si. Xena sentiu as mãos de Gabrielle em sua nuca e isso a arrepiou toda, estar com Gabrielle acalmava a guerreira, o corpo quente da barda a instigava, parecia flutuar, o frio no estômago se intensificou. O ar se fez necessário fazendo as duas separarem seus lábios com dificuldade. Xena encostou sua testa na de Gabrielle recuperando o fôlego.

- Você me enlouquece. - Xena sorriu, fazendo Gabrielle corar.
- Então agora você sabe como eu me sinto com você. - Gabrielle tocou o rosto de Xena, que sorriu envergonhada, e feliz ao mesmo tempo.
- Apesar de estarmos em uma guerra, e de tudo está um caos. Você consegue me fazer feliz... Como faz isso? - Perguntou a guerreira vidrada nos olhos da barda.
- Não percebes Xena? O quanto amo você, ou o quanto você me completa? - Xena selou seus lábios aos da loira, em um beijo calmo e intenso.
- Você é a melhor coisa que já me aconteceu. - Xena abraçou a barda fortemente.
- Xena...
- Sim. - Xena encarou Gabrielle.
- Está frio. - Gabrielle levantou uma sobrancelha fazendo a guerreira sorrir sensualmente.
- Sério? Não estou sentindo.
- Xena.

Gabrielle encostou a cabeça no ombro da morena sorrindo. - Temos uma reunião.
- Verdade. - Xena fingiu ter se lembrado e soltou a loira. Xena pegou sua armadura e a colocou. Ela virou-se para Gabrielle que já estava quase toda vestida.
- Preferia como estava antes. - Faíscas de desejos eram evidentes no olhar da guerreira. Gabrielle se aproximou de Xena sem desviar o olhar, a barda ficou nas pontas dos pés e aproximou seu rosto fazendo a guerreira fechar os olhos a espera de um beijo.

- Eu também. - Disse Gabrielle com a voz provocante e com os lábios bem próximos aos da guerreira, e se retirou da cabana. Xena soltou o ar com um pequeno sorriso no rosto.

Marga, Varia e Gabrielle estavam sentadas em seus tronos formando um círculo no centro da cabana, Xena estava de pé ao lado de Gabrielle.

- Precisamos das nossas irmãs, as tribos de Melosa e Velasca são as mais próximas da nossa. - Marga deu sua palavra, Gabrielle e Varia apenas a ouviam atentas. - A nação amazona está correndo perigo, não teremos tempo o suficiente para nos preparar, a meta agora é nos reunir. - Marga virou-se para as amazonas de guarda na entrada da cabana. - Chame Solari, e Mislina imediatamente. - Uma guerreira acentiu e saiu.
- Ares tem o próprio exército e Esperança, nossas irmãs serão massacradas. - Gabrielle protestou.
- Muitos vilarejos já foram destruídos por eles, o exercício romano está espalhado pela região saqueando vilas, por sorte conseguimos capturar a mandante. - Varia encarou Xena por alguns segundos quando foi interrompida pelas amazonas.
- Chamou minha rainha.
- Sim, nossa nação está correndo perigo, temo que nossas irmãs não saibam sobre os possíveis ataques supresas para tomar nossa terras. - Marga olhou de Mislina a Solari que pareciam perplexas com a notícia. - Quero que cada uma reúna um grupo de guerreiras para comandar, Solari vá até Velasca, Mislina vá para tribo de Melosa digam que estamos em guerra, que elas precisam levar as crianças e as amazonas idosas para uma região mais distante, a tribo de Yakut, . Tragam todas as melhores guerreiras para cá, talvez,assim consigamos acabar de vez com essa guerra.

- Não será o suficiente. - Xena interveio. As rainhas voltaram seus olhares para guerreira, que andou até o centro do círculo e virou-se para Gabrielle.
- Quero sua permissão, para levar uma amazona comigo para uma missão. - Xena apertou os lábios.
- E qual seria essa missão? - Varia retrucou, e Gabrielle esperou pela resposta da guerreira.
- Preciso chegar ao templo de Hélios. - Gabrielle cerrou os olhos em dúvida, ela sabia o que a guerreira queria, só não entendia qual o motivo para pedir o comando de uma amazona, Xena fitou Gabrielle percebendo a pergunta da barda só pelo olhar. - Confie em mim.
- Tudo bem. Você tem minha permissão. - Varia e Marga acentiram e Xena voltou para o lado de Gabrielle.
- Agora vocês podem ir. Sejam rápidas. - Varia deu a ordem as amazonas e elas se retiraram. As rainhas saíram da cabana chamando a atenção de todas.
Gabrielle tomou a palavra.

- Irmãs como bem sabem, seremos atacadas por Ares, sei que estamos em menor número, mas já enviamos amazonas para as tribos de Velasca e Melosa, pois iremos precisar da união de todas. - Gabrielle aproximou-se mais de suas irmãs seu semblante tornou-se determinado, seu olhar tinha sede de justiça. - Não vamos deixar que destruam tudo o que construímos... Sei que muitas de vocês não estão preparadas para lutar. Algumas de nós poderão morrer nessa batalha, mas a nação amazona essa vai viver... Pra sempre... E esse é o nosso dever, temos que carregar a honra eterna e imortal.
- Vamos lutar até o nosso último suspiro. - Varia deu forças ao discurso da barda.
- A uma nação amazona forte. - Gabrielle ergueu uma mão para o céu, fazendo todas as amazonas darem seus gritos de guerra.
- Chilapa leve nossas crianças e as amazonas mais velhas para a tribo de Yakut o mais rápido possível. - Marga deu a ordem para a amazona que se retirou no mesmo instante. O restante das amazonas se dispersaram pela tribo para se prepararem.
- Amarice você vem comigo. - Disse Xena. Amarice  olhou para as rainhas esperando pela permissão de alguma.
- Tudo bem Amarice, você pode ir com Xena. - Marga sorriu para a amazona.
Amarice  correu e pulou no cavalo empolgada por ser escolhida. Uma outra amazona trouxe Argo para Xena. 
- Tem certeza de que quer fazer isso sozinha?
- Tenho, elas precisam de você aqui... Eu volto logo. - Xena sorriu para Gabrielle que abraçou a guerreira com força.
- Tome cuidado Xena.
Xena montou em Argo que correu a toda velocidade se igualando a Amarice  que já havia saído.

Varia entrou na cela em que Lívia estava, o calor naquele local deixava o ar pesado e logo sua garganta implorou por água. A guerreira havia acordado, e seus olhos se fixaram nos da amazona.
Varia analisou Lívia dos pés a cabeça, as correntes que prendiam os pulso da guerreira acima da cabeça estavam deixando uma marca avermelhada no local, Varia se aproximou mais ainda querendo ver de perto aquela mulher forte a sua frente. O silêncio reinava naquela cela, mas a agitação no coração das duas parecia gritar. Varia foi ao canto da cela e pegou uma caneca com água, ela sentia o olhar de Lívia seguir todos os seus movimentos.
- Não estou com sede. - Lívia quebrou o silêncio fazendo Varia estremecer por ouvir sua voz. Varia virou-se para a guerreira e andou em sua direção.
- Quem disse que essa água é pra você? - Ela tomou a água fechando os olhos saboreando cada gota. Lívia estava com os lábios ressecados e por um segundo odiou aquela amazona.
- Não pense que está tudo acabado. - Lívia sorriu. - Meu exército vai destruir sua aldeia, vou capturar cada amazona e vou lhe fazer assistir a morte de cada uma delas.
Varia atirou a caneca para longe e apertou o pescoço da guerreira, a amazona sentiu o sangue ferver pela ameaça a suas irmãs.
Um sorriso torto foi desenhado nos lábios de Lívia. Seus rostos estavam tão próximos que a respiração quente de cada uma lhes causavam arrepios. Varia então percebeu a mudança no olhar de Lívia, ela estava com medo, sua respiração se acelerou.
- Me ajude. - Pediu Lívia suplicando com o olhar, Varia soltou o pescoço da guerreira e se afastou, ela havia esquecido que Esperança a estava controlando, mas sua proteção as amazonas a deixou cega por um instante. Lívia fechou os olhos com uma expressão de dor, mas logo se acalmou, ela voltou a encarar a amazona com olhar vazio, e Varia percebeu que o controle havia sido retomado.
- Você precisa lutar contra isso. - Varia protestou. - Não pode deixar que ela tenha o controle de sua mente.
- Quem você pensa que é para me dizer o que eu devo ou não devo fazer? - Lívia falou com ódio tentando avançar na amazona. O barulho das correntes foram ficando mais audíveis, Lívia se debatia para se soltar, enquanto Varia a observava com o coração apertado.
Varia segurou a guerreira pelos braços e seus olhos se encontraram, fazendo Lívia parar de se debater, ela foi se acalmado a respiração também se acalmou, mas seu olhar ainda era vazio.
- Você tem que lutar contra ela... Essa não é você... Você é Eva. - Lívia arregalou os olhos. - Lembre-se de sua mãe, Gabrielle... Eli... - Lívia fechou outra vez os olhos balançando a cabeça negativamente.
- Eu sou Lívia.
- Não! Você é Eva! - A conexão das duas era tão forte que bloqueava o controle de Esperança. Eva gritou, sua cabeça parecia que ia explodir, a dor era tão insuportável que ela desmaiou pendurada pelos braços. Varia a apoiou no colo, para que não se machucasse, o corpo de Lívia parecia que pegaria fogo de tão quente. Ela soltou a guerreira das correntes e a carregou para fora da cela.
- Rainha Gabrielle! Rainha Gabrielle! - Varia parecia atordoada quando Gabrielle saiu da cabana correndo ao encontro das duas.
- O que aconteceu? - Perguntou segurando Lívia do outro lado.
- Acho que o controle de Esperança foi quebrado, mas ela deve ter feito muito esforço. - Respondeu ofegante subindo os degraus da cabana.
- Vamos deita-la.
Elas colocaram a guerreira em uma cama enquanto outras amazonas assistiam o desenrolar daquele problema preocupadas, quando a rainha Marga entrou na cabana.
- Que gritaria é essa? O que aconteceu com ela? - Marga se aproximou ajudando a acomodar Lívia.
- Precisamos de água quente e alguns panos limpos. - Gabrielle falou para as amazonas algumas saíram outras esperaram para ajudar. - Pelos deuses ela está muito quente.
Lívia estava suada, sua pele ficou pálida,  a respiração da guerreira era fraca.
- Ela vai ficar bem? - Varia aflita perguntou a Gabrielle. Mas a barda apenas a olhou preocupada. - Ela vai ficar bem? - Repetiu a pergunta. - Sim. - Gabrielle respondeu rapidamente. - Mas precisamos baixar essa febre primeiro... Não vou te perder Eva, Esperança não vai levar você também. - Gabrielle sussurrou mas as rainhas a ouviram. Elas olharam triste para Gabrielle, pois sabiam o que ela e Xena haviam passado.
- Calma, ela vai ficar bem. - Afirmou Varia tocando o braço da loira a acalmando. Gabrielle baixou o olhar e saiu da cabana, ela correu para o estábulo voltando já montada em um cavalo indo em direção a floresta.


Notas Finais


Esse capítulo ficou imenso. Espero que gostem, foi difícil escrevê-lo. Até a próxima. 😉


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