História Caminhos Inesperados (Romance Gay) - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aceitacao, Escolar, Gay, Homossexual, Homossexualidade, Mudanças, Romance
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Palavras 1.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela, Yaoi

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capitulo 5 - Destino Traçado


Acordei no outro dia com os raios de sol atravessando as cortinas e olhando no relógio em minha cabeceira, ainda eram 7:00 da manhã e eu não queria mesmo levantar, só que aquela claridade incomodou meus olhos e fizeram eu perder o sono (não a preguiça). Fiz minha higiene matinal, vesti uma bermuda e uma camiseta azul escura e resolvi dar uma andada, sei que meu GPS no celular não irá falhar e já marquei a localização da minha casa já prevenindo qualquer problema que tenha pra voltar. O nascer do sol era lindo aquele horário e as ruas da cidade estavam acobreadas com todo esse contraste de cores.
Depois de uns 10 minutos cheguei em um lugar que me parecia o centro da cidade, pois algumas pessoas já andavam apressadas, algumas vestidas formalmente e outras nem tanto, mas a pressa com que iam ao destino que os esperava mostrava que a cidade era agitada ou que todo mundo resolveu se atrasar em uma terça-feira. Resolvi no caminho entrar em uma Starbucks e tomar uma café, parecia realizar um sonho nova-iorquino tomar um café em um lugar assim e olhar as pessoas apressadas da vitrine do local, tomando um cappuccino calmamente, fiz o pedido e me sentei em um local próximo a janela mas só resolvi mexer em meu celular e ver o que estaria acontecendo nas minhas redes sociais.
Meu café veio assim que bloqueei a tela do meu celular e uma garota muito fofa veio me trazer o pedido com um sorriso estampado no rosto, parecendo bem sincero.
- Oi, meu nome é Alyce , vimos nos nossos registros que de acordo com seu nome é seu primeiro pedido aqui, desculpe perguntar, você é novo na cidade? - ela perguntou curiosa e interessada
- Nossa é tão claro isso em mim? - perguntei meio que sem querer, mas também fiquei curioso com a dedução das pessoas e como elas sabiam que era novo na cidade.
- Desculpa, mas é que nós aqui temos os registros de todas as lojas em Nova York e nunca houve uma compra sua aqui - ela deu um sorrisinho meio sem graça em resposta e eu me senti mal pela grosseria.
- Cheguei ontem mesmo em Nova York e consegui sair só hoje pra passear e conhecer o centro e tudo mais, vim de Londres - falei da maneira mais simpática possível tentando esconder minha pergunta meio grosseira pra ela.
- Entendi, bom eu só fiz tantas perguntas mas é que a gente costuma entregar por conta da casa, um cookie de chocolate com gotas de morango pra pessoas que vem pela primeira vez na Starbucks, aproveite - ela saiu apressadamente e deu um tchauzinho antes de se esconder atrás do balcão novamente.
Comi apressadamente, agora eram 9 horas e ainda queria ir ao Central Park mais uma vez e sentar um pouco lá e aproveitar o sol que era raro ter em Londres, já que o tempo lá a maioria das vezes era nublado ou chuvoso e aqui o clima era mais quente e um pouco menos pesado. Há caminho do Central Park percebi que o movimento havia aumentado mas a velocidade das pessoas era menor, e percebi que algumas pessoas me olhavam estranho e outras com um olhar espantado e sabia bem o porquê, tive que ser olhado assim quase a minha vida toda, tudo por culpa do meu olho ter a coloração vermelha, coisa que não me trazia problema algum, mas mesmo assim, as pessoas olhavam como se eu tivesse alguma deficiência se não pensassem que eu sou cego. Resolvi colocar uma música e um fone pra esquecer um pouco de todas essas pessoas me encarando como se fosse uma anomalia, se eles tivessem em mente que sou gay será que seria pior?
Cheguei ao Central Park um pouco cansado já que a distância era um pouco grande e assim que andei por uma das trilhas me sentei num lugar onde os raios de sol me alcançassem e a minha visão do lago fosse ampla, poucas pessoas estavam naquele lugar e pareciam ser pessoas que acordaram cedo pra fazer caminhada e exercícios físicos como acontecia em alguns lugares. Estava sentindo uma paz tão grande naquele lugar, era algo diferente como se aquela viagem fosse mais do que só meus pais trabalhando e sim algo que mudaria totalmente minha vida, com esses pensamentos comecei a me inclinar pra trás indo me deitar.
- Hey cuidado - alguém gritou na hora que estava totalmente inclinado já quase encostando minha cabeça ao chao, e me virei pra ver quem havia gritado e não vi nada só o que aconteceu foi ter ouvido um baque do meu outro lado que era de alguém que havia acabado de cair, nessa hora voltei a me sentar e olhando pra pessoa ouvi ela resmungando e assim que ele também se ajeitou sentando e se limpando da grama que estava grudada com o corpo ele me olhou.
- Você me fez dar um belo tombo agora em? - ele falou dando um sorriso que me fez viajar por uns 5 segundos. Nesse tempo ele já se ajeitou do meu lado e começou a olhar o lago a minha frente - foi só uma brincadeira, eu que deveria ter prestado atenção a hora que você deitou, mas nem pra frente eu estava olhando.
- T-tudo bem, eu não deveria ter deitado sem ver quem estava vindo - falei meio nervoso olhando pra ele envergonhado e assim que ele me encarou, uma onda elétrica passou pelo meu corpo, o olho dele era de um tom verde claro que nem contra a luz do sol mudava sua cor natural.
- Seu olho é muito lindo, é a cor dele mesmo ou é lente? - Espera ai ele falou que meu olho é lindo? Serio? E não perguntou se tinha algum problema ocular? Era o que todo mundo fazia e as vezes falavam só que meu olho é diferente.
- Esse é meu olho mesmo, eu nasci com o olho dessa cor e assim ficou, mas não tenho problema ocular - deu um sorriso vendo que ele estava interessado na história e ele me olhava intensamente e nessa hora eu desviei o olhar " Caraca o que ele tem pra me deixar assim envergonhado, acabei de conhecer e na verdade nem sei o nome dele ".
- Meu nome é Pietro, prazer - ele estendeu uma mão pra mim e eu retribui com os olhos um pouco baixo com medo de estar me olhando da mesmo forma intensa e ter de novo aquela mesma reação desconhecida que tive de uma eletricidade percorrer meu corpo.
- Meu nome é Gabriel, prazer é... meu - disse envergonhado mas olhei pra ele e o olho dele estava parado em mim mas de forma tranquila e aquele choque veio de forma controlada começando pela minha mão que estava apertando a dele até percorrer os meus pés até a cabeça.
- Legal, então é comum você vir aqui? Eu venho aqui toda manhã e nunca te encontrei, você tem costume de vir em outro horário? - ele perguntou, me olhou brevemente e começou a focar no lago
- Eu sou novo em Nova York, só vim aqui no Central Park uma vez e foi a tarde com a minha mãe - eu disse e ele só acenou um sim com a cabeça mostrando que havia entendido.
- Deve ser difícil né? Você deixou uma vida toda lá, e mesmo assim veio pra cá, qual foi o motivo?
- Minha mãe conseguiu no emprego dela uma transferência pra cá, permanente, e sim, aconteceu tudo muito rápido e eu vim pra cá, meu pai ficou lá até poder receber a transferência e isso dura um mês mais ou menos - disse lembrando de tudo e enxugando algumas lágrimas que insistiram em cair antes que ele visse e eu odeio que as pessoas percebam que estou chorando.
- Desculpa, eu entendo que pareça complicado mas você vai acabar gostando daqui, é um lugar movimentado mas se você tentar de verdade se acostumar e procurar lugares que te deixem bem e que você visite frequentemente e quando precise de paz tá tudo certo, é isso que eu faço.
- Acho que encontrei o lugar perfeito pra ficar - disse olhando pra frente onde no meu campo de visão estava o lago de relance percebi que ele olhava pra mim e sorria, aquilo me fez ficar tão vermelho que não consegui disfarcar, mas algo me atraiu e me fez olhar pra ele, e ele agora estava olhando pra frente e pro lago e isso me fez ver o quanto ele estava admirado.
Meu celular começou a vibrar descontroladamente e era minha mae, sabia que estava encrencado porque além de sua ligação havia umas 20 mensagens só dela e já eram 11 horas, me levantei pedindo licença e atendi, nessa hora só ouvia berros da minha mãe gritando comigo me chamando de irresponsável por não ter avisado e nem ter dito aonde iria, deixei ela falando e berrando até ela perguntar onde eu estava. Disse que estava no Central Park e ela se acalmou.
- Você realmente gostou desse lugar né? - minha mãe perguntou e pela forma que sua voz saiu ela estava além de aliviada com certeza o sorriso acompanhava seu rosto
- Sim mãe, encontrei meu lugar nessa cidade enorme - disse sabendo o quanto minha mãe ficaria e já estaria feliz por eu ter saído de qualquer maneira.
- Filho você vai voltar pra casa antes das três? - minha mae perguntou.
- Não sei mãe, depende muito se vou querer andar depois de sair daqui
- Tenta conhecer a cidade mais um pouco e as três eu encontro com você no Central Park pra fazer umas compras comigo mais tarde.
Assim que desliguei, estava de volta no mesmo lugar onde estava sentado do lado de Pietro que parecia imóvel e uma estátua enquanto falava com a minha mae.
-Sua mãe ao telefone? - ele perguntou sem se mexer só com um sorriso simples no rosto como se a imagem a sua frente te agradasse de uma forma magnífica e tenho que admitir que visao incrível do sol batendo nas águas e refletindo seu brilho em toda aquela extensão.
-Sim, e depois de muitos gritos já que sai sem avisar ela pediu pra conhecer a cidade até ela me encontrar as tres.
Ele riu e perguntou - desde quando está aqui- estou aqui desde as 9 e pouquinho - respondi sem saber aonde essa conversa iria.
- Caraca, você realmente gosta desse lugar ou se empanturrou assim que saiu de casa pra não passar fome - rindo continuou - sei que é meio rápido mas você nao quer sair e almoçar comigo? Conheço um restaurante, prometo ir rápido em meu apartamento, tomar um banho e já volto e aí, aceita? - nessa hora eu corei e não sabia o que responder. "Droga, o que esse cara tem pra me deixar sem fala desse jeito ?"


Notas Finais


Hey, e ai? Será que o Gabriel aceita o convite de Pietro? O que vocês acharam do Pietro? Fofo? Chato? Tenho tantas perguntas pra vocês hehe... então é isso..Bjooos :*


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