História Caminhos Traçados - Larry Stylinson - Capítulo 4


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Categorias Harry Styles, Louis Tomlinson, One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson, Personagens Originais
Tags Brasil, Drama, Larry Stylinson, Romance
Visualizações 24
Palavras 1.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Sentai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capitulo 3


 

Depois da discussão com Harry na terça-feira passei os dois dias seguintes rezando na capela em companhia do bispo por ordem dele, Miguel me garantiu que após conversar com Deus ele me mandaria um sinal que me proporcionaria um norte para resolver os problemas e ajudar Harry.

Na sexta-feira de manha o sinal ainda não havia aparecido e decidi que ele poderia muito bem aparecer independente do lugar onde eu estivesse, então com a permissão do bispo acompanhei Tiago, um amigo seminarista, que tinha tido a sorte de ser destinado para o orfanato, que definitivamente era meu lugar preferido.

Assim que chegamos as crianças já estavam acordadas e sendo alimentadas, as maiores comiam sozinhas e os menores com auxilio das freiras. Já habituado com as rotinas mantidas fui até a Madre Maria e peguei o pequeno Pedro que tomava sua mamadeira tranquilamente com os olhinhos fechados.

Com a movimentação de passa-lo para os meus braços seus olhos negros se abriram e quando me viu estendeu o bracinho gordo prendendo meu dedo entre sua mão minúscula e gordinha, fechou os olhos novamente e voltou à tranquilidade de antes.

- O senhor daria um ótimo pai Sr. Louis, o Pedrinho até se parece com você tirando os olhinhos que parecem uma jabuticaba.

Rimos e Maria me entregou a frauda de pano dele e foi socorrer uma menininha de aproximadamente dois anos que tentava comer pelo queixo. Voltei minha atenção para a criaturinha de quatro meses que agora me observava com seus enormes olhos, curiosa.

Eu entrei para o seminário com dezesseis anos, quatro anos atrás, desde o começo tenho um carinho especial pelas visitas ao Orfanato, como filho único eu sempre invejei meus amigos por terem irmãos com quem brincar já que eu tinha ciência de que não havia a menor possibilidade de minha mãe ter outro filho.

Pedro chegou à primeira semana de vida, sua mãe veio deixa-lo aqui e a freira tentando leva-la a mudar de ideia pediu para que eu, que estava no pátio lendo para algumas crianças, conversasse com ela e assim eu fiz. Sua mãe é uma mulher que ganha à vida se prostituindo e não via nenhuma condição para cuidar do filho, sem família ou estudos só conhecia um meio de ganhar a vida e não desejava para o filho conviver neste tipo de ambiente.

Peguei-me padecido pela situação de uma moça tão jovem e que possuía olhos tão sofridos e a prometi que sempre cuidaria para que Pedro fosse bem cuidado e eu mesmo lhe daria o máximo de carinho que pudesse e organizei para que as freiras permitissem que ela visse o filho quando pudesse. Nos primeiros dois meses ela o via quase todos os dias e isso aumentava a minha certeza e a das madres de que ela acabaria se arrependendo e buscando-o definitivamente.

Mas infelizmente por obra do destino ela se desentendeu com o pessoal para quem trabalhava e mudou-se para outra cidade, as freiras afirmaram que jamais voltaria, mas mantive minha fé no amor que uma mãe possui e um mês depois de ter partido cá estava ela de volta, me ligou e pediu que fosse até o orfanato com ela, fomos e lá ela entregou brinquedos para o seu filho e também para as outras crianças.

Ficou na cidade uma semana e voltou para a cidade onde agora estava residindo e ganhando mais, explicou-me que estava tentando estabilizar sua vida para estudar e seguir uma vida onde seu filho se encaixasse, e enquanto não conseguia voltaria para visita-lo todo mês. E assim ela cumpre, todos os meses ela volta, além de mantermos contato e eu mandar-lhe fotos dele sempre que o visito.

- Perdido nos seus pensamentos como sempre Sr. Louis? – Freira Luzia riu do pulinho que o susto me provocou.

- Estou pensando em como o Pedrinho é afortunado por possuir tantas mães maravilhosas, todas vocês cuidam muito bem dele, e a madre Maria tem um amor especial por ele além da Bianca é claro, sua mãe biológica.

- Além de ter um pai, não se esqueça de você, ele o adora. Lembra-se do dia que ele estava chorando e só acalmou quando você o colocou em seu colo? Ele sentirá sua falta quando você tornar-se padre e for destinado para outra cidade.

Olhei para o bebe em meu colo que estava totalmente concentrado em morder meu dedo com sua gengiva e o pesar me abateu. Depois que o pequeno Pedro havia entrado na minha vida a possibilidade de ir para outra cidade tinha se esvaído de minha mente, provavelmente porque a possibilidade de deixa-lo me rasgava o coração.

- Sr. Louis, não quero ser intrometida nem desrespeitosa, mas o senhor nunca pensou na possibilidade de abandonar o seminário e se casar? Constituir uma família?

Contive um suspiro me lembrando de quantas vezes tentei me imaginar feliz vivendo como padre, e consequentemente quantas noites chorei. A verdade é que apesar de toda a fé que habita em mim meu desejo sempre foi ter uma família, a bem da verdade nunca me imaginei casando-me, mas nunca consegui excluir de minha mente o desejo de ter filhos.

- Luzia, minha mãe iria tornar-se freira porem abandonou tudo pelo homem ao qual estava apaixonada, o mesmo que a abandonou gravida e nem mesmo a família lhe amparou, sozinha e desamparada ela se mudou de Goiânia para cá e pediu ajuda para o bispo Miguel que lhe abrigou na igreja e foi lá que eu nasci. Ela acredita que o destino dela foi uma punição de Deus por ter trocado a virtude pela promiscuidade, então quando nasci sob o teto da igreja ela me prometeu a Deus, estou seguindo o destino que me foi traçado e sei que Deus cuidará para que eu seja feliz.

O pesar era claro no rosto de Luzia que não parecia concordar com o que eu ia discorrendo.

- Escute bem meu filho, você tem apenas vinte anos e eu vinte a mais que você. Sou uma mulher de Deus, nunca quis ter filhos e jamais me imaginei casada, meus pais ficaram assustados e orgulhosos quando eu lhes disse que me entregaria a Deus. Quando a escolha não vem do seu coração, a entrega não é válida, Deus conhece o que está no seu coração. Se eu posso te dar um conselho é este: Você é uma pessoa, é o Louis, um homem com um coração gigante e uma mente brilhante que tenho certeza, guarda sonhos neste coração bondoso, não deixe que sua mãe te transforme em um mártir para curar os arrependimentos que ela tem, ela deve buscar a cura em Deus e não em você.

- Eu prometo que vou pensar no seu conselho Madre Luiza, muito obrigada, a senhora é uma mulher muito sábia.

- Não vem me elogiar não garoto, ‘to de olho em você. Vá colocar o Pedrinho pra dormir no berçário que você ainda tem muitas crianças esperando para ouvir o tio Louis contador de histórias.

Obedeci-lhe e levei o pequeno bebê que ressonava baixinho em meus braços, sua respiração tranquila e a mamadeira solta entre a pequena boca rosada. Coloquei-o cuidadosamente no berço o cobrindo com a manta fina já que fazia calor. Coloquei a mamadeira praticamente vazia no criado mudo ao lado e peguei o celular no bolso de trás tirando uma foto da criaturinha tranquila e inocente que me proporcionara tanta paz.

Um pensamento então me ocorreu. “Eu poderia ser feliz sendo pai”. E como se concordasse comigo o pequeno Pedro abriu os olhinhos lentamente logo depois voltando a fecha-los, não sem antes dar um sorriso simples de bebê.

Fui de encontro com o pátio e dos pequeninos que eu sabia que já me esperavam lá, prontos e ansiosos para saber qual seria o livro da vez. Organizados anteriormente pelas freiras cada um estava sentado em sua cadeira e assim que me viram começaram a se mexer, animados.

- Hoje o tio Louis contador de histórias trouxe um livro muito especial, que fala sobre um menino que morava em outro planeta e que tinha como melhor amiga uma rosa. Alguém sabe qual é esse livro?

Isabela, uma garotinha de dez anos cabelos enrolados e com uma deficiência na perna direita levantou o braço pedindo para dizer o nome do livro. A deficiência limitava algumas atividades como correr e pular, felizmente Isabela sempre foi completamente viciado em ler, as freiras que admiravam a inteligência da mocinha que graças a grande quantidade de leitura sabia muitas coisas iam a procura de doações de livros para que ela pudesse ter sempre um livro diferente em mãos.

- É O Pequeno Príncipe tio Louis.

- Como sempre você acertou Isabela, ‘tá cada dia mais esperta em? Mas como sou eu que sempre leio a historia dessa vez vou mudar um pouco e vou deixar na mão de vocês o dever de ensaiarem e apresentarem um teatro sobre o pequeno príncipe. Mas eu quero com roupa e tudo. Quero que todos que já leram o livro ajudem a Isabela a separar os personagens e as coisas que precisamos comprar para fazer as fantasias.

As freiras vieram até mim rindo observando a cena, as crianças se aglomerando em volta de Isabela que calmamente pedia para que cada uma falasse de uma vez.

- Ela tem um dom pra liderar, vocês não acham?

- Sim – Freira Luzia, que coordenava o orfanato me observou com os olhos repletos de lagrimas – Não tem como agradecer o que você faz por estas crianças Louis, sem esses projetos que você cria e as leituras semanais que você fez muitas delas já teriam perdido o brilho da esperança de que vão ter uma família. Todos os seus colegas seminaristas são maravilhosos, mas você cuida delas com amor, e isso te torna único para elas.

- Mas nós somos uma família e quem sabe um dia algum deles não possa realmente ser a minha família?

Luzia arregalou os olhos abrindo um sorriso secreto para mim, como se dissesse que o meu segredo está guardado.

- Agora acho melhor eu ir ajudar a Isabela, porque apesar de ser muito inteligente ela já deve estar a ponto de um ataque de pânico com todas as outras crianças tentando falar ao mesmo tempo.

E fui de encontro a elas que quando me viram entrando na multidão de baixinhos me abraçaram e cada qual a sua forma buscando a minha atenção. E era ali que eu me sentia em casa.



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