História Camisa 93 - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags 1cm, Basket, Basket Case, Basquete, Bromance, Camisa 93, Comedia, Esportes, Fluffy, Gamer, Jogos, Menção Yoonseok, Motivacional, Primeira Pessoa, Yoonmin
Visualizações 469
Palavras 3.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Comédia, Esporte, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


bixo KKKKK eu tenho que compartilhar isso KKKKKKKcjorando
O capitulo era pra ter saído duas horas, e o que aconteceu? EU DORMI NO MEIO DO PROCESSO SOCORFO

com essas volta as aulas eu tô só o pó, mas eu fiquei inspirada aí o cap ficou desse tamanho ae

TEM MUITA REFERENCIA NESSA POHA, SE VC SE SENTIR CONFUSO FIQUE CALMO QUE EU VOU TENTAR EXPLICAR NAS NF

agora, boa leitura :'D

Capítulo 5 - 5. Quadrado e R1


Fanfic / Fanfiction Camisa 93 - Capítulo 5 - 5. Quadrado e R1

PJM: "Kula Diamond é totalmente oposta de K', mas eles são amigos."

— Vai!

— Não.

— Por favor!

— Não.

— Por favorzinho?

— Eu já falei que não!

— Qual é, Yoongi! — eu já estava começando a entrar pro caminho da apelação. Só não sabia se iria funcionar com o platinado. — Isso tudo é medo de perder de mim?

Okay, pareceu funcionar, porque ele me olhou de cima a baixo como se fosse me queimar há qualquer momento. Pelo menos eu havia conseguido alguma coisa!

Desde que eu chamei Yoongi para ir passar a tarde jogando Overwatch comigo e com Jeongguk, ele se mostrou totalmente contra. Por quê? Eu não sei. Só sei que não ia deixar aquilo passar batido, como uma pequena forma de vingança.

Sim, vingança por ter me feito um aprendiz de Michael Jordan sem descanso algum.

— Jimin — ele me parou, olhou para o céu e suspirou. — Eu não sei jogar.

Pensei ter ouvido errado, mas ao julgar pelo semblante sério dele, eu tive quase certeza de que ele falava sério também.

Mas eu não sabia como reagir àquilo.

— Tá falando sério? — tive que perguntar, tive que ter certeza de que pelo menos uma vez na vida eu era melhor do que o Yoongi em alguma coisa.

Porém, eu não me senti do jeito que achei que me sentiria quando descobrisse que existia algo que eu sabia fazer e Yoongi não. O sentimento foi totalmente diferente, e por um momento, eu quis apenas ouvi-lo.

Ele apenas assentiu com a cabeça de um jeitinho bem fofo, eu deveria ter gravado aquilo porque eram raros os momentos em que ele parecia fofo.

— Eu te ensino. — sem muita enrolação, peguei sua mão e comecei a puxá-lo até sairmos daquele parque.

E ele relutou, obviamente.

Ficou resmungando uns "Vamos voltar" e de vez em quando uns "Não sei se vai dar certo" enquanto eu o puxava no meio da rua. Algumas pessoas nos olhavam engraçado pelo caminho, até porque era um tanto cômico o modo como nós estávamos caminhando: Yoongi atrás de mim, as vezes ficando estático no lugar e eu usando todas as minhas forças para tirá-lo dali.

Para a minha sorte, a casa do Jeon ficava perto e logo estávamos em frente a mesma. Chamei por Jeongguk e me perguntei se ele já havia chegado em casa, já que eu saí do colégio apressado e não sabia se deu tempo de ele chegar em casa.

— Você pelo menos avisou à Jeongguk que um desconhecido tá indo pra casa dele?! — Yoongi perguntou finalmente e eu jurei, por um momento, que ele estivesse com vergonha de entrar na casa.

Eu compreendia, afinal se fosse a mesma situação ao contrário, eu estaria morrendo internamente e pedindo aos céus para não comenter nenhum mico na residência alheia.

Porém, a situação estava toda contra a vontade de Yoongi e eu me permiti aproveitar isso, sim. Qual é, pela primeira vez eu estava no controle da situação!

— Não, mas ele vai entender. — mentira, ele não iria entender. Com toda a certeza do mundo, à partir do momento em que Yoongi fosse embora ele iria me espancar. Jeongguk era tímido e acima de tudo, odiava parecer tímido na frente dos outros.

Mas eu não estava me importando com isso. A ideia de ter Min Yoongi no chinelo enquanto jogávamos me parecia tão maravilhosa à ponto de eu não me importar com coisas como, digamos, a timidez irritantemente aguda do menino Jeon.

Aliás, eu tinha que dar um jeito nisso algum dia. Já fui muito tímido antigamente, e eu era às vezes, mas não tanto quanto Kook. Sei mais do que ninguém como isso é chato.

— Parece que ele não tá em casa — disse Yoongi depois de eu ter tocado a campanhia umas três vezes. — Vamos embora. — ele já ia fugir, mas fui rápido o suficiente para alcançar e segurar seu braço.

— Fica quietinho aí, Mr.Metta — ele me encarou de cima a baixo quando eu usei aquele apelido que, há tempos, eu queria fazer. Mas nunca me senti próximo o suficiente, e aquele momento pareceu perfeito para que eu fizesse.

Metta World Peace era um jogador famoso — e rapper — da NBA que tinha a camisa do número 93. Antes que me perguntem, sim, eu pesquisei sobre os significado dos números e o de Yoongi. Eu queria saber também o porquê do SUGA, mas isso eu perguntaria em outro momento.

— Do que você me chamou? — ele perguntou e parecia mais chocado do que surpreso. Eu ri da sua reação.

— Mr.Metta, sabe, de Metta World Peace — e sua boca formou uma pequena circunferência, fazendo-me rir um pouco mais. — Enfim, vamos entrando. — mudei o rumo do assunto, porque senão ele iria se desviar novamente.

Ouvi Yoongi protestar mais uma vez à tempo de eu pegar a chave que sempre ficava no vaso de plantas do lado da janela, perto da cozinha. Apenas usávamos ela em situações de emergência — ou quando Jeongguk tinha preguiça de abrir a porta pra mim. Vi Yoongi me olhar como se eu fosse um assaltante ou algo do tipo. Foi engraçado e eu novamente ri.

— Já disse que Jeongguk é tipo meu irmão, posso entrar na casa dele sem problemas. — falei antes de ele perguntar qualquer coisa que envolvesse minha habilidade em invadir casas.

Abri a porta e gritei um "Jeongguk, estou entrando", como eu sempre fazia — quando ele estava em casa, obviamente. Já dentro de casa, olhei para Yoongi que estava estático na porta. Suspirei, fui atrás de si e o empurrei de novo.

Um pouco encolhido, ele foi me seguindo até a sala onde encontrei o amor da minha vida: O Playstation 4 pro, essa belezinha que Jeongguk havia comprado há pouco tempo e que já era perfeito para mim. Fazia tanto tempo que eu não jogava — lê-se duas semanas — que quando o vi lá, paradinho e esperando para ser jogado, eu tive que conter minha ansiedade para não partir pra cima.

O problema é que Yoongi estava comigo e eu precisava, pelo menos, paracer normal.

— Já chegou? Foi rápido — ouvi a voz de Jeongguk se aproximando, ele estava saindo do corredor quando vi Yoongi ficar parado como uma estátua.

Fui ver Jeongguk e descobri porque Yoongi estava quase virando um projeto de vítimas da Meduza. E é claro, Jeongguk quase — digo QUASE mesmo — saiu correndo quando viu que tínhamos a ilustre presença de Min Yoongi em sua casa.

Acho que a reação dele seria mais ou menos a mesma caso não estivesse só de bermuda. Ao que parecia, ele tinha acabado de sair do banho — isso explica o fato de ele não ter me atendido na porta, e também de seus cabelos estarem molhados junto com uma toalha no pescoço — e saiu sem camisa por achar que só eu estava ali. O que era bem normal pra nós, digo, sem nenhum constragemento por estar sem camisa e etc. Aliás, Jeongguk tinha ganhado uns músculos — provavelmente por conta do treino de beisebol —, e se a situação não fosse tão constrangedora, eu teria o atazanado por conta disso.

Faria isso em uma outra hora, porque naquele momento, Jeongguk virava um tomatinho e Yoongi uma estátua.

— Eu trouxe Yoongi para jogar com a gente — lhe lancei meu melhor sorriso (como um pedido mudo de por-favor-não-me-mata) enquanto fazia carinhos no ombro de Yoongi, que ainda estava paralisado. — Tudo bem, né?

(...)

— ...Não parece tão ruim, vai ser legal! — tentei tranquilizar Jeongguk pela vigésima quarta vez enquanto estávamos na cozinha e havíamos deixado Yoongi na sala por breves minutos.

— Sim, vai ser legal, mas você devia ter me avisado! — ele sussurrava gritado enquanto mexia suas mãos em alguma coisa nos armários, como se estivesse se contendo para não voar na minha cara.

Já tinha lhe avisado que homícidio dá cadeia, creio que não precisaria lembrá-lo novamente. Ou deveria?

— Eu sei, e me desculpe por isso — falei, preparando algo para nós bebermos. Não dava pra jogar sem comer nada. — Mas, por que você tá tão bravo? Não foi nada demais.

Eu particularmente achava que não havia nada demais, porém, Jeongguk parecia que ia ter um ataque há qualquer momento. Não estava entendendo muito bem aquele comportamento dele...

— Como não foi nada demais?! — okay, ele estava muito irritado. — Você sabe que eu odeio me expor!

Olhei para trás, apenas para me certificar de que Yoongi não estava prestando atenção na nossa conversa. Ele parecia bem, mexendo no celular enquanto de vez em quando olhava aos arredores. Estava bem até.

— Sim, sim, eu sei — voltei-me para Jeongguk. — Mas como que eu ia saber? Aliás, Yoongi nem deve ter ligado. Ele é jogador de basquete, deve ver isso todo dia no vestiário, você sabe. — tentei convencê-lo de que estava tudo bem (o que realmente estava), apenas para não ter que lidar com a cara de porta que ele faria pela tarde toda em descontentamento.

Ele suspirou, pegando mais alguns salgadinhos e apenas assentiu com a cabeça, como se quisesse esquecer tudo aquilo logo. Sorri finalmente, com ele me ajudando a levar as coisas até a sala.

— Vamos ensinar pra ele como os JJ são op* no Overwatch — o cutuquei, tentando arrancar pelo menos um sorriso dele. E deu certo. Bons tempos em que eu e Jeongguk nos denominávamos de JJ, como se fossemos uma fusão daquele anime que assistíamos com bastante frequência.

Estava tudo aos conformes, afinal.

(...)

— Acho que não deveriamos ter começado com um FPS*, Jimin — Jeongguk comentou enquanto eu tentava, miseravelmente, não zoar e nem humilhar Yoongi.

Não seria muito justo da minha parte. Era a primeira vez dele jogando em um PS4 pro, é claro que ele ia bancar o noob, principalmente em um jogo de tiro como Overwatch.

Mas ao contrário do que eu achava que ia acontecer, Yoongi estava até à vontade. Ele até ria das imitações baratas que Jeongguk fazia da Widowmaker* — que cá entre nós, era engraçado sim.

Yoongi ficou totalmente vidrado quando eu e Kook fomos de 1X1, e eu ganhei, é claro. Não porque eu era melhor que Jeongguk, na realidade nós dois sempre intercalávamos na vitória. Mas naquele momento eu realmente quis ganhar, e foi isso que aconteceu.

A boa e velha Tracer* nunca é demais.

O platinado ria das próprias burradas que fazia na partida e eu tirei a conclusão de que, realmente, não deveríamos ter começado com um FPS. Jogo que demanda muita experiência, algo que Yoongi não tinha.

O jeito que ele ficava totalmente vidrado, parecia uma criança. Sem muito peso na consciência e nem nada do tipo, sendo levado pelo espiríto da zoeira, eu peguei meu celular discretamente e tirei uma foto sua. Ele ficou engraçado e até fofo, precisava me lembrar de mandar isso para Jeongguk para rimos mais tarde.

— Vamos de luta — eu troquei os jogos até chegar em um que, particularmente, era o meu preferido. — Já jogou The King of Fighters?

Yoongi franziu o cenho com minha pergunta e negou, me fazendo rir da sua expressão. As vezes seu rostinho de bebê, quando fazia aquelas expressões do tipo "What the hell?", ficavam bastante cômicas.

Min Yoongi por si só era um tanto cômico, quando não estava em ambiente escolar e esportivo.

Com o jogo já iniciado, na tela de menu, pedi para que Yoongi escolhesse um personagem enquanto Jeongguk se levantava para pegar mais salgadinhos.

É, nós tínhamos acabado com tudo já. — Esse aqui é bom? — ele perguntou quando parou no ícone do personagem K'. Um jogador clássico.

— É sim — confirmei. — Boa escolha, Mr.Metta. — o provoquei enquanto escolhia meu personagem.

Eu não iria apelar com ele — por mais que eu queira —, mas eu não seria tão covarde à esse ponto. Escolhi um personagem que eu gostava bastante, porém não era o que eu sempre usava. Kula Diamond poderia ser fofinha, mas tinha potencial.

Vi Yoongi rir nasalado da minha escolha. Ele deve ter achado que minha personagem era fraca, só pode. Mesmo com aquela risadinha ter me tirado do sério internamente, resolvi apenas ficar quieto e esperar o loading.

Jeongguk chegou há tempo de ver a partida começar, sentando-se no sofá enquanto nós dois estávamos no chão. Ele olhava a tela entrentido, mastigando os potatos chip's em alto me irritando um pouco.

Quando a partida começou, eu pausei antes de começar realmente a brincadeira.

— Escuta, isso é realmente muito fácil, até Jeongguk conseguiu zerar isso com sete anos — me aproximei, segurando suas mãos que estavam devidamente colocadas no joystick. — Apenas aperte as formas numa sequência que você achar melhor, quando a sua barra de poder encher totalmente você aperta o R1, R2 — eu ia falando enquanto mostrava para ele, por cima de seus dedos, segurando suas mãos que eram consideravelmente maiores que as minhas. — E depois o L1 e L2 tudo junto, pra se defender aperte para direita segurando. Okay? — olhei para ele, já que estávamos um tanto perto um do outro e eu pude ver melhor suas feições.

Acho que ele havia entendido nada do que eu expliquei, porque ele me olhava como um idiota. Como posso explicar? Ele parecia fora da casinha, no mundo da lua, em outra dimensão.

— Entendeu? — soltei suas mãos e tentei tirá-lo de onde quer que ele estivesse de dentro da sua mente. Ele piscou algumas vezes e se afastou de mim, murmurado um "Okay" ao cravar os olhos na TV.

Quando começamos a jogar, talvez — só talvez, bem pouquinho mesmo — Yoongi fosse um pouco melhor em jogos de luta. T-A-L-V-E-Z. Ele não morreu de primeira e conseguiu tirar uma quantidade muito alta da vida da minha personagem.

Se ele começasse à jogar mais vezes, tenho certeza que ficaria bom o suficiente para chegar ao meu nível — este, que estava muito longe, vamos combinar, né? —, mas não quis dar-lhe esperanças de nada. Porém, ao contrário de mim, Jeongguk estava muito entrentido e dava algumas dicas para Yoongi em alto que me fez lançar-lhe um olhar afetado. Mas era brincadeira, óbvio.

Quando Yoongi começou a ficar mais, como posso dizer, apelão — daqueles que só usam os mesmos golpes — eu fiz o que eu queria fazer desde que perdi no garra lá nos jogos de arcade.

Uma aposta.

Quem perdesse ia ficar devendo algo para o vencedor, como da última vez. Até o momento, Yoongi ainda não havia me pedido nada já que ganhou a última vez, e eu sinceramente não sei se acho isso bom ou ruim.

Olhei para Jeongguk, que parecia estar vendo o melhor filme de ação do mundo. Ele ainda mandou um "Fighting!" para Yoongi e riu da minha reação indignada. Pelo jeito ele havia esquecido completamente do ocorrido anterior. Ainda bem.

E então começou a partida e, confesso, fiquei com medo de perder. Sem falar que aquilo era uma partida épica: Eu de Kula Diamond e Yoongi de K'. Parecia até que ele conhecia a história do jogo, mas era coincidência demais.

O personagem de Yoongi morreu e por pouco a minha também, mas consegui ir mais rápido. Com o segundo round continuando, eu jurava que Yoongi iria faquejar, mas não.

Ele conseguiu me matar.

Eu o olhei chocado enquanto Jeongguk estava boquiaberto. Já Yoongi... Ele parecia nem ter percebido que ganhou. Sendo assim, o último round logo veio e era decisivo. Comecei a jogar de verdade enquanto ouvia os botões do controle de Yoongi serem apertados com certo desespero. Era o seu instito competitivo gritando, assim como o meu. Jeongguk torcia, eu só não sabia por quem.

Já estava começando a suar — coisa que estava acontecendo comigo com certa frequência — e, quando Yoongi deu um deslize e a barra de vida de seu personagem caiu drasticamente, eu avancei e comigo levei a vitória.

O que eu fiz? É claro que eu cantei vitória enquanto Jeongguk gritava e Yoongi se jogava no chão.

— Ora ora, parece que alguém perdeu! — peguei o travesseiro mais próximo e joguei na sua cara, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Era só minha forma estranha de comemorar. Foi engraçado como ele ficou indignado com minha ação e revidou, me jogando outro travesseiro.

E isso acarretou em uma guerra de travesseiros muito cômica, onde eu mal conseguia respirar de tanto rir.

— Minha casa não é chiqueiro! — Jeongguk anunciou meio perdido na bagunça que faziamos com os trapos de algodão que saía dos travesseiros. Não me importando com a bagunça, peguei o travesseiro e joguei nele também.

Diferente de Yoongi, Jeongguk não revidou — o que eu duvidei bastante, ele era muito vingativo —, e ficou nos assistindo destruir um ao outro.

Eu gostei de ouvir a risada do Min. Não aquela risada que ele usava para me atazanar quando algo dava errado para mim, era diferente. Ele realmente havia se divertido, dava para notar em seu sorriso gengival. Encarei-o por longos segundos até ele notar, e, sem muito o que fazer, abaixar o rosto e se escondeu dos meus olhos.

Anotei mentalmente de que deveria fazer aquilo mais vezes, apenas para conseguir vê-lo constrangido. Porque era raro, e eu gostava de algumas de suas raridades.

(...)

— SUGA vem de Shooting Guard — Yoongi explicava enquanto caminhávamos um do lado do outro. — Que significa artilheiro, e, bem, eu sou o artilheiro do time.

— O uma coisa tem a ver com a outra?

— São as siglas SG — ele falava de maneira calma, como se estivesse explicando para uma criança. — Foi a única coisa que encaixou bem.

— Uau — deixei escapar, um pouco impressionado. Eu nunca teria pensado nisso. — Se eu entrar no time, vou ter minha camisa?

— Quando você entrar no time — deu êfase no quando, me deixando, de certo mordo, um pouco feliz e assustado com sua certeza. —, Aí você poderá escolher com cuidado.

Apenas murmurei em concordância, meu pensamento estava loge. O assunto sobre seu nome no uniforme surgiu assim que saímos da casa de Jeongguk, pouco depois de inúmeras partidas. Já eram umas seis horas, quase sete, com o céu escurecendo e um pouco de frio se fazendo presente. Caminhar ao lado de Yoongi era bom, não sabia explicar bem ao certo porquê. Ele ficava mais aberto à conversas e isso deixaria ainda mais fácil suas informações para que eu o entendesse mais.

— E o 93 é por causa do Metta mesmo? — perguntei.

— Na verdade, não. — respondeu. — É meu aniversário, nove do três. Eu apenas inverti.

— Oh, faz pouco tempo que passou — estávamos em abril. — Parabéns atrasado! — me permiti zoar, nem que fosse um pouquinho. Ele riu sonoramente e murmurou um obrigado.

— Você ainda não me pediu nada — ele disse do nada, fazendo-me franzir o cenho. — Digo, sobre a aposta.

Não pude conter um "Ah!" sonoro que saiu da minha boca, tinha me esquecido completamente!

Mas a verdade era que eu não fazia ideia do que pedir ao Yoongi. Eu estava de bem comigo mesmo, não havia nada que eu quisesse. Então, pensando nisso, fiz o mesmo que ele.

— Quando chegar a hora, eu peço.

Estávamos quites.

Ficamos em um silêncio confortável, até chegarmos perto da minha casa. Pela primeira vez, eu senti vontade de não ter que ir para casa, me deitar na cama e dormir. Complemente diferente, mas era bom e novo. Sentia uma vontade enorme de permanecer conversando com Yoongi.

Foi pensando nisso que eu tive uma ideia.

— Me passa seu telefone? — perguntei normalmente quando o vi parar e me encarar hesitante. Muito hesitante, hesitante até demais. — Qual é! Eu não vou te passar nenhum trote ou algo do tipo.

Apesar de ele ter rido, suspirou e me entregou o celular. Coloquei meu número e o nome de contato apenas como "Jimin" mesmo. O entreguei de volta e peguei o meu assim que ele me ligou, confirmando. Céus, era a primeira vez que eu compartilhava o número com alguém da escola! Aquilo era um grande avanço, até demais.

— Então, até amanhã. — sorri, antes de me virar e caminhar até minha porta. Antes de abri-la, ouvi Yoongi dizer em alto.

— Mas amanhã é sábado — o encarei e finalmente, depois de séculos, eu tive noção de tempo e espaço.

Cara, o que estava acontecendo? Fiquei tanto vidrado na vitória de KOF que me esqueci do tempo? Meu deus! Agora entendi quando dizem que a vitória sobre a cabeça.

— A-Ah, é verdade — eu ri, um tanto sem graça. Esquecer o dia em que setá vivendo é foda, Park Jimin! — Então, até segunda!

(...)

Depois de um bom banho gelado e uma janta bem reforçada — minha mãe estava começando uma dieta também, então estávamos comendo legumes que para mim, eram bons —, eu me permiti descansar um pouco. Na sala com a televisão ligada, enquanto estava deitado no sofá e mamãe na poltrona lendo uma revista, mexi no celular como de costume, me lembrando de salvar o contato de Yoongi.

Quando fui colocar seu nome, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi Suga. Aquele nome era bastante peculiar para mim, e me fazia rir ironicamente.

Abri o chat de conversa e não tardei em chamá-lo.

Não com um "Oi", ou com "Tudo bem?". Não me importei com isso, fui direto ao que pendia em minha mente.

Jimin: Já reparou que Suga parece Sugar? [20:04PM]

Não demorou para a resposta vir, ele estava online.

Yoongi: Não me diga [20:05PM]

Azedo como um limão.

Jimin: Digo [20:05PM]

Ironicamente, você parece um cubo de açúcar [20:06PM]

Yoongi: Quê? [20:07PM]

Jimin: Sim, veja só (arquivo;foto) [20:08PM]

Eu enviei a foto que tirei mais cedo, e que, de fato, havia ficado engraçada. Como posso explicar? Yoongi estava com os cabelos puxado para trás por conta do boné que usava, deixando em evidência sua testa e grande parte do rosto. Ele fazia algo com os lábios que se assemelhava à um ursinho. Eu precisava zoar aquilo.

Ri muito alto da sua reação, o que assustou até minha mãe.

Yoongi: Park Jimin, apaga isso agora!! [20:09PM]


Notas Finais


Op = over power, em outras palavras, APELÃO
FPS = first person short, em outras palavras, jogo de tiro em primeira pessoa
Widowmaker = personagem preferida do jungkook no overwatch ~~na vida real, quero dizer. Menino jk é um viciado
Tracer = personagem de overwatch que eu gosto, pq o jimin na vida real nao joga ai eu nao sei quem ele usa ;u; ~~troste

tem tanto easter egg nesse capitulo, to me sentindo o cellbinho

Kula Diamond e K' tem uma história muito foda juntos no kof, não dá pra explicar tudo mas vou dar os detalhes mais importantes. A Kula tem poder de gelo, e o K' tem de fogo e eles são """"""amigos""""""", digamos assim
~~ia botar os links dos dois maaaas ficou tudo bugado, boto mais tarde

Eu nao achei a foto que o jimin tirou maaaaaas o yoongi tava desse jeito: http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQQnoPIMhEbGV1kPMLH_Lj9_PalgxMOgkVLtyFJg5eag0I4oqxOshK1_bdT

Agora q eu expliquei quase tudo AAAAAAAA tenho que ir ~~to morrendo de sono

OBRIGADA AOS QUE VEM ACOMPANHANDO ♡♡ VEJO VCS EM BREVE!


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