História Camouflage - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Exibições 70
Palavras 2.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capitulo narrado pelo Justin, teve um pequeno salto no tempo.
Espero que gostem, ignorem os erros! <3

Capítulo 11 - I love you


Fanfic / Fanfiction Camouflage - Capítulo 11 - I love you

                                                                                                                     Justin

 

Aquelas palavras foram como facada em meu coração, estava em pedaços, sem rumo. Senti uma fraqueza em minhas pernas me obrigando a sentar na cadeira, todos os meus amigos me olhavam com pena e eu só conseguia sentir ódio de Julie, tudo aquilo era culpa dela. Minhas lágrimas teimavam em cair e eu não fazia nenhum esforço para contê-las.

— Se acalme meu amor, tudo vai dá certo.  — Minha mãe tocou em meu ombro com a tentativa de me confortar.

— Não mãe, a senhora não entende. O jeito que ela me olhou naquele restaurante, aquilo me partiu o coração. Julie fez uma cena tão ridícula e eu não entendia nada, até que a vi lá e percebi que seu coração estava em pedaços. Eu sou tão idiota mãe. — Chorei mais ainda sem se importar com todos ao meu redor.

— Vá para casa meu amor, tome um banho e coma alguma coisa. Eu ficarei aqui com ela, e amanhã você retorna, tudo bem? — Minha mãe me abraçou.

— Não sei mãe, eu não quero ir e se ela acordar? Eu quero estar aqui. — Ela me olhou com pena.

— Vá meu filho, eu ligo se acontecer qualquer coisa. Você precisa. — Assenti e me levantei limpando as lágrimas.

 

Ao chegar em nossa casa me doeu tanto por todo aquele silencio, subi para nosso quarto e vi toda a cama desarrumada ainda com seu perfume. Olhei em volta e vi nossas fotos espalhadas, aquilo me partiu ainda mais o coração. Por que eu tinha que ser tão idiota? A ponto de machucar a pessoa que eu mais amo nessa vida. Meu telefone tocou e fui atende-lo.

— Alô? — Estava no confidencial, atendi com uma certa hesitação.

Justin, não desliga por favor. — Conheci sua voz de vadia.

— Se eu te ver na rua eu vou te matar sua vagabunda, você tem noção do que fez? Agora ela está em coma, sem data para acordar. Eu vou matar você e essa coisa que você fala que é meu filho. Eu te odeio tanto garota, entende de uma vez, eu não te amo, só estava com você para tentar esquecer Clary, mas não deu certo sabe porquê? Porque ela é a mulher da minha vida, a que eu sempre irei amar. Se toca. — Ouvi seus soluços e desliguei sem esperar respostas. Estava de saco cheio de suas loucuras.

Tratei de tomar um banho bem gelado para me alertar, comi um pedaço de pizza que estava na geladeira e deitei na cama. Minha mãe estava certa, eu realmente precisava descansar. Amanhã bem cedinho tinha que ir para o hospital, ainda tinha que enfrentar Violet e contar o que estava acontecendo, eu só não sabia como.

 

Acordei sentindo um incomodo pela claridade que vinha da janela, provavelmente devo ter esquecido aberta ontem. Levantei com um pouco de dificuldade, peguei meu telefone e vi algumas chamadas perdidas da minha mãe e outras de Ryan. Disquei o número dele.

— Fala Ryan. — Bocejei falando.

— Justin, tentei te ligar cara, Violet passou mal ontem à noite. Pedi para que tia Pattie para te avisar e você não atendia. — Fiquei preocupado já me levantando.

— O que ela tem? Esta melhor agora? — Disse escovando meus dentes com uma certa rapidez.

— Calma, ela estava com um pouco de dor de cabeça e vomitando muito. Levei ela às pressas para o hospital e sua mãe me disse que era só uma de suas reações alérgicas. — Foi subindo uma raiva tão grande, Ryan sabia que ela não podia comer qualquer coisa.

— O que deu a ela? Você sabe que o que ela pode comer é limitado. — Já estava trancando as portas.

— Depois que saímos do hospital ela acordou e passamos na Starbucks para fazer um lanche, ela acabou querendo um chocolate quente, então eu dei, só aí que me veio na mente que ela não podia, mas ela já havia tomado. Desculpe Justin, eu me esqueci. — Ele disse meio que desesperado e eu ri.

— Ela está bem não está? É isso que importa, estou indo para o hospital. Você tem notícias dela? — Só de lembrar me deu um aperto no coração.

— Sua mãe disse que ela moveu um pouco os dedos. Fora isso, nada. — Meus olhos se encheram de lágrimas.

— Estou chegando aí, vou desligar. Tchau. — Não esperei sua resposta.

 

Chegando no hospital estava tudo uma loucura. Violet me olhou com seus grandes olhos azuis que puxou a mãe. Ela correu até mim e me deu um abraço forte.

— Quando a mamãe volta? Estou com tantas saudades dela. — Seus olhinhos cheios de lágrimas me partiu o coração.

— Talvez em breve meu amor, mas talvez sua mamãe vai ter que morar com o papai do céu. Só que eu sei que ela está lutando para acordar. — Ela sorriu em meio as lágrimas.

— Porque a gente não vai lá e acorda ela? É muito simples papai. — Sorri com sua inocência.

— Não meu amor, a mamãe pode nos ouvir. Mas, infelizmente não pode falar, nem abrir os olhinhos nem nada. Isso se chama coma, nós temos que esperar ela acordar, e se ela não acordar terá que ir morar com o papai do céu. — Permiti que uma lágrima descesse.

— Se ela for morar com ele, ela vai ser um anjo. Daqueles bem lindo não é papai? — Suas palavras me deixaram sem reação, me permiti a chorar ali na frente dela, de todos. Por mais que isso fosse provável de acontecer, eu não aceitava a ideia de que um dia ela não abrisse mais os seus olhos. E ficamos ali, abraçados como se existisse só nos dois.

                                                                                               Um ano depois.

 

Um ano se passou e muita coisa mudou em nosso meio. Infelizmente Clary não acordou do coma. Passei vários meses ao seu lado, pedia a Deus para que a não levasse, mas eu não tive respostas. Ryan conversou comigo e disse que eu precisava viver minha vida, todos nós já sabíamos que uma hora ou outra os seus aparelhos teriam que ser desligados. Já estava quase chegando o dia do aniversário de sete anos de Violet, ano passado eu tinha preparado uma festa linda daquela princesa do gelo que ela gosta, mas devido ao acidente de Clary, ela ficou chateada e sem ânimo para nada. Esse ano nós faríamos com tema a fantasia, ela estava muito feliz, mas sentia muita falta da mãe.

Há alguns meses atrás recebi uma triste notícia, apesar de tudo que ela nos fez eu fiquei muito abalado. Julie entrou em trabalho de parto com somente seis meses de gestação. Ela acabou perdendo o bebe que inclusive era meu, teve hemorragia interna e acabou vindo ao óbito. Fiquei tão chateado, a última conversa que tivemos foi no dia em que eu a ameacei e disse que a mataria.

Conheci uma pessoa que me faz feliz a cada mês que passa, o nome dela é Chanel. Depois de muito tempo relutando, eu acabei a conhecendo em um bar. Nos conhecemos melhor e já tínhamos seis meses de namoro, contei tudo para ela e deixei bem claro que ainda amava Clary, ela entendeu dizendo que iria fazer de tudo para ter um espaço em meu coração. Violet adorava Chanel, pareciam verdadeiras mãe e filha.

— Amor, sabe o que eu estive pensando? — Chanel disse me fazendo uma massagem enquanto eu respondia uns e-mails da empresa.

— O que amor? — Beijei sua mão fazendo a menina sorrir.

— Como iremos fazer quase sete meses de namoro, estava pensando em fazer uma comemoração somente para os mais próximos mesmo, o que acha? —  demorei alguns seguindo para responder pensando na sua proposta.

— Acho uma boa ideia, o aniversário de Violet está chegando, então não podemos fazer uma festa muito cara. — Ela assentiu me beijando.

Violet entrou no quarto com um certo receio de me ver beijando outra mulher.

— Papai, podemos conversar? — Ela me parecia bem abatida.

— Pode nos dar licença? — Falei para Chanel que assentiu saindo do cômodo

— Eu não quero atrapalhar. — Curvou sua cabeça. E eu a levantei fazendo-a olhar para mim.

— Você nunca atrapalha, pode falar meu anjo. — Ela sorriu e deixou cair algumas lágrimas.

— Eu sei que faz muito tempo que isso já aconteceu, mas não quero que fique com raiva porque ela já não está entre nós. — Assenti. — Julie me batia, ela me espancava e dizia que eu era uma pedra em seu caminho. Por isso eu aparecia com roxos e ela me ameaçava. Dizia que me mandaria para o internato. — Ela chorou em meus braços.

— Oh meu amor! Porque não disse antes? Não precisa ficar assim, ninguém vai fazer mal a você. Eu prometo. — A abracei forte.

— Não é só isso papai, eu sinto tanta falta da minha mãe. — Engoli a seco. — Faz tanto tempo que não vamos vê-la. Eu sei que o senhor seguiu em frente, acabou conhecendo Chanel, ela é uma pessoa muito boa. Eu gosto muito dela, mas eu não acho certo em partes, mamãe ainda não morreu. E acho que se ela acordasse hoje ficaria muito triste. Papai, eu te amo muito e sei que o senhor ainda ama a mamãe, mas por favor, não a esqueça, ela foi uma parte muito importante da sua vida. Não deixe que ela se apague da sua memória. — Ver minha filha falando aquelas palavras me doeu tanto, fazia nove meses que eu não visitava Clary.

— Entendo meu anjo, sei que é difícil para você ter que me ver com outra mulher. Eu nunca irei esquecer sua mãe, ela é o amor da minha vida. — Violet sorriu. — Vamos vê-la hoje? — Ela assentiu sorrindo.

 

Passamos na floricultura e compramos algumas rosas para Clary. Chanel foi para casa, pois disse que esse momento ela não poderia participar. Violet estava tão entusiasmada para ver a mãe e eu me sentia culpado de ter deixando de vim vê-la todos esses meses. Só quem ficava aqui com ela era Caitlin e Ryan, minha mãe vinha poucas vezes. Chegamos na recepção e pegamos nossos crachás. Avistei Ryan sentado na sala de espera, provavelmente Caitlin estava lá dentro com ela. Assim que ele nos viu veio em nossa direção.

— Você sumiu cara, faz tempo que não vem aqui. Nem me liga mais para saber sobre ela. O que anda fazendo? — Ele me abraçou e beijou a testa de Violet.

— Eu fiz o que você pediu, estou vivendo a minha vida. Já se passou um ano, eu já perdi as esperanças que um dia ela acorde. — Ele me olhou incrédulo.

— Pelo visto você superou rápido em? Sua mãe me disse que está namorando, e se a Clary acordar? O que vai ser? —  Ele perguntou me olhando sério.

— Ela não vai acordar Ryan, eu estou vivendo minha vida. Estou feliz ao lado das pessoas que eu amo. Chanel é uma garota incrível, Violet a ama. Eu tenho que seguir em frente de uma vez ou de outra. — Violet me olhava com lágrimas nos olhos. Quando me toquei que havia dito em sua frente que a mãe dela não iria acordar permiti me dar um tapa na cara, como eu poderia ser tão idiota?

Violet saiu correndo em direção a Caitlin, ela estava com o rosto inchado e seus olhos e nariz vermelhos, denunciavam que ela havia chorado. Violet chorava em seus braços e a mesma tentava consolar minha filha. Eu sei que o que eu disse foi duro, mas eu tinha que ser realista. O médico que acompanhava Clary se aproximou.

— Senhor Bieber, pode me acompanhar até a minha sala? — Assenti seguindo o mesmo, virei para trás e chamei Ryan.

— Fique de olho nela. — Ele assentiu, entrei na sala do Doutor Victor que me entendeu a mão, apertei a mesma me assentando na cadeira.

— Lhe chamei aqui porque é um assunto delicado para falar nos corredores. — Assenti. — Eu sei que pode ser difícil para o senhor e sua filha, mas devido ao fato do estado de sua mulher nós não vemos outra solução. Teremos que desligar os aparelhos, não queremos que ela sofra mais com isso, alguns dias atrás ela mexeu a boca e isso foi uma comemoração para todos, nós estamos torcendo por ela. Mas, sabemos que talvez ela não venha acordar e não queremos dar falsas esperanças para vocês. O senhor pode pensar na proposta se quiser, mas pense com carinho, pense no que ela iria querer de melhor. — Assenti sentindo as malditas lágrimas querendo cair.

— Ligarei quando tiver uma resposta. Obrigada por tudo. — Sai de sua sala indo até os outros. Violet estava sentada em uma cadeira mais afastada de Ryan e Cait. A chamei, estava na hora de entrarmos para ver sua mãe.

Entramos no quarto e a vimos ali. Pálida e magra, sua boca estava rachada e seus cabelos um pouco ressecado. O barulho da máquina que media seus batimentos cardíacos fazia barulho a cada segundo que se passava. Violet olhava para a mãe com os olhos marejados. Assentou em uma poltrona que ficava perto da cama e segurou a mão gélida de sua mãe.

— Mãe. — Ela chorou, não conseguia dizer mais nenhuma palavra. Os batimentos de Clary começaram a acelerar. — Sou eu, estou sentindo tanta falta sua. Queria poder ver seus olhos azuis abertos novamente, queria poder ver o seu sorriso novamente, queria poder receber suas broncas novamente. Eu me sinto tão só, o papai cuida bem de mim, mas tem certas coisas que eu só falaria com você, eu não falo para a Chanel porque ela não entenderia, ela não iria saber lidar, afinal, ela não é minha mãe. Todo dia antes de dormir eu peço a Deus para que você volte, meu aniversário está chegando, e eu não quero presentes caros, você é o meu maior presente, e se você acordasse eu acho que seria a menina mais feliz do mundo. Eu trouxe flores, rosas vermelhas, também trouxe na minha bolsa maquiagem para te deixar ainda mais bonita. Se você soubesse o quanto eu te amo. Eu sinto tanto quando te tratei mal aquelas vezes que você chegou na nossa casa com um boneco que eu já tinha. Mãe, a Julie morreu. Eu sei que foi ela que causou isso tudo, mas ela não merecia. Eu iria ter um irmãozinho, mas ele morreu também. — Meu coração doía a cada palavra, eu a observava calado. — Eu queria que o papai ainda te amasse, e quando você acordasse poderiam me dar um irmão. Mas, talvez isso não venha a acontecer. — Ela limpou suas lágrimas, se levantou e colocou o buque dentro do vaso com água. Pegou sua bolsa e tirou de lá várias coisas de maquiagem, Violet começou a arrumar sua mãe. Eu ficava maravilhado com sua maturidade para apenas uma garota de seis anos. Ela penteou os cabelos da mãe e por fim passou um batom rosa claro. — Eu te amo tanto mãe, você está mais linda agora. — Ela disse olhando o seu trabalho e se sentindo satisfeita, o médico entrou na sala se surpreendendo com o que viu.

— Vejam só, quem será que fez essa maquiagem tão linda na mamãe? — Violet sorriu.

— Fui eu, o que o senhor achou? Minha mãe é linda, mas ela está mais linda agora. — O médico soltou uma gargalhada.

— Sim, ela é linda. É uma pena ter que acabar com a brincadeira, mas o horário de visitas já acabou. Que tal voltar amanhã? — Ela olhou triste para mim e eu assenti confirmando que viramos.

— Nós vamos voltar sim. — Levantei da cadeira e Violet recolhia suas coisas. Pegou tudo que usou e guardou dentro da bolsa. Passou a mão no rosto da sua mãe mais uma vez.

— Eu te amo tanto mãe. — Mas uma coisa inusitada aconteceu, os batimentos cardíacos dela ficaram cada vez mais forte assustando Violet. Olhei para Clary e ela estava com os olhos abertos, suas olheiras eram profundas. Seus olhos azuis fechavam e se abriam tentando acostumar com a claridade. Ela olhava de um lado para o outro tentando assimilar onde estava. Violet ao ver a mãe acordada a abraçou tão forte. — Que bom, que bom que está viva. Eu estou tão feliz, mãe? — Clary parecia tentar falar algo, mas não conseguia.

— Calma, não precisa se assustar. Ela só está um pouco perdida ainda. De um tempo a ela. — Doutor Victor disse fazendo com que Violet assentisse.

Justin — Foi tudo que ela disse, fazendo meu coração acelerar. Olhei para ela e meus olhos se encontraram no mar azul dos seus. Ela estava ali, ela tinha acordado. E chamou por mim. Estava tentando falar mais alguma coisa, com um pouco de dificuldade, levantou uma de suas mãos e estendeu para mim. Peguei sua mão, ela queria leva-la até meu rosto, a ajudei. Ela fez uma pequena caricia por conta de sua fraqueza. — Eu amo você!


Notas Finais


Ai caramba. O que acharam? <3


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