História Camouflage - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Oh My Girl
Personagens Binnie, Mimi
Exibições 50
Palavras 587
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá seres humanos, se é que tem alguém que está lendo essa porra.
Queria antes de tudo pedir para vocês lerem essa fanfic ouvindo uma musica da Selena Gomez que foi o que me inspirou para escreve-la. A musica tem o mesmo nome da fanfic, mas se preferirem eu posso dizer que ela se chama Camouflage.
Um beijo, boa leitura, perdoem qualquer erro e espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu podia sentir aquele gosto amargo tomar conta do meu paladar. Reconheci como arrependimento ou dor, era confuso de explicar já ambos pareciam misturar-se naquela onda que atingia minha mente enquanto eu observava o céu estrelado.

 O silencio gritava e o ar estava tão tenso que poderia ser palpado. Os olhos de Minhyun não encaravam a mim, muito pelo contrário, ela buscava olhar para qualquer direção, de leste a oeste ao invés de cruzar seus orbes negros aos meus. Eu não havia apenas quebrado seu coração, havia quebrado quem éramos e tudo que poderíamos ser. Éramos duas estranhas naquele mundo sem ninguém.

 Não havia nada que pudesse nos deixar mais submersas naquele abismo que nos separava. E por mais que eu tentasse gritar pedidos de desculpas, eles nunca pareciam alcançá-la. Sinto que Minhyun montou uma grande e indestrutível muralha em seu coração impedindo-me de magoa-la novamente.

 Considerei aquela noite como uma despedida. Eu tinha tantas coisas para falá-la, no entanto seria egoísmo meu prende-la a mim novamente. Então deixei que ela no final da noite vestisse suas roupas jogadas no canto qualquer do telhado e desse-me adeus para sempre.

“Eu te amo Yoobin, mas você não sabe o que é amar.”

Foram as palavras mais duras que a mesma já me disse. Eu desejei chorar, porém mantive-me com aquela máscara de indiferença. Minhyun merecia alguém realmente bom, uma vida boa, sem olhares julgadores, sem comentários maldosos. Ela tinha todo direito de casar-se com um bom homem e construir uma família. Minhyun precisava de alguém que soubesse como a amar devidamente, coisa que eu jamais conseguiria.

 “Se você me pedisse pra ficar eu ficaria, sem sequer hesitar, mas você sabe disso muito bem, sempre soube como sempre estarei a seu dispor.”

 Suas palavras continuavam presas a minha mente, eu sequer tinha me movido desde que a bela garota de cabelos loiros deixou-me. Tentava ao máximo conter as lágrimas, tentando convencer o meu ‘eu’ de que fiz o que era certo. Mas por que doía tanto tomar as decisões certas?

   Não teria mais a companhia daquela loira risonha nas noites estreladas, o privilégio de admirar seu corpo nu ao luar, muito menos de ouvir sua voz cantarolar baixinho perto ao meu ouvido.

A decisão desta vez fora definitiva. Não teria volta como todas as brigas idiotas tiveram. Minhyun não iria voltar, ela já não era mais aquela menina ingênua que não se importava de ter seu coração espedaçados milhares e milhares de vezes, repetidamente. No entanto eu continuava estúpida e grossa, tantas vezes a magoei e no final ainda deixei com que a mesma escapasse para longe de mim.

“Eu pensei que lhe conhecesse, mas você parece estar sempre camuflada com essa máscara de arrogância. Eu não tenho mais ideia de quem você é.”

 As lembranças e as palavras doíam tanto, era difícil encarar aquela realidade fria e cruel que era a vida e as coisas que fiz com ela. Tornava-se quase que uma sensação insuportável, que apertava meu peito e fazia com que minha alma se tornasse quebrada em cacos. 

 Eu não havia me despedido apenas de Minhyun. Naquela noite estrelada eu deixei a velha Yoobin sobre o velho telhado sendo iluminada pela lua. Deixava todas as coisas ruins e as lembranças boas depositadas pelos vãos das telhas acinzentadas. Abandonei-me sem sequer olhar para trás e vesti a minha boa e velha máscara de indiferença.

 Eu seguiria em frente, mesmo que totalmente camuflada por uma felicidade superficial. Iria seguir em frente para que Minhyun pudesse fazer o mesmo.



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