História Camouflage - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Lily Collins
Tags Jarissa, Justin Bieber, Lily Collins
Exibições 69
Palavras 2.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI MINHAS LINDAS!!!!
Ta aqui um capitulo fresquinho pra vocês, espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 5 - Agradecimentos.


Fanfic / Fanfiction Camouflage - Capítulo 5 - Agradecimentos.

A chuva não estava tão intensa, apenas uma garoa fraca respingava sobre o vidro do carro. Minha respiração era quente e sinceramente era o que estava me mantendo aquecida. Eu estava encolhida no banco ao lado de Justin, com os braços em volta do corpo e cabeça encostada na janela, apenas pensando no que havia acontecido.

Quando fecho os olhos, sinto as mãos nojentas daqueles homens e isso me dá calafrios, juntamente á ânsia e agonia. Ergo um pouco minha mão á frente do corpo e percebo que estou muito pálida pela minha pele arroxeada em volta dos dedos, o esmalte preto está desgastado e minha mão está trêmula.

— Está com frio? — rapidamente coloco minha mão junto ao corpo com o susto que levo com Justin. Olho calmamente para ele, ainda assustada com tudo o que aconteceu e apenas aceno que sim com a cabeça, não percebo os movimentos do meu corpo, estou anestesiada com tudo o que aconteceu. Justin estaciona o carro rapidamente e vira o corpo para o banco de trás, com isso consigo observar uma tatuagem no seu pescoço, na verdade, duas. Um par de asas e outra palavra que não consegui distinguir muito bem na vertical. Paro de admirar seus desenhos assim que ele volta a sua posição anterior com uma blusa branca nas mãos. — Acho que isso vai servir.

Sinto-me receosa, mas a essa altura do campeonato já sinto minhas costas frias e meu corpo pesar por conta da roupa molhada. A blusa é grande e parece ser confortável, Justin ergue as sobrancelhas e eu tomo de suas mãos. Retiro o cinto e com dificuldade vou me livrando das peças molhadas e as jogando no chão aos meus pés. Quando chego á ultima pesa, no caso minha blusa, me viro para o lado e ele está me observando.

— Sai do carro. — peço num tom autoritário.

— O quê? Por quê? — ele dá de ombros me olhando esquisito.

— Eu preciso me trocar e você não vai me ver... — respiro fundo. — Por favor? — olho para ele com o olhar mais piedoso que consigo fazer, e pelo jeito, consigo. Justin revira os olhos e sai do carro em seguida. Sorrio fraco com minha vitória e trato de ir rápido com a roupa. Retiro minha regata completamente ensopada e visto a blusa gigante de Justin. Ela vai até minhas coxas e tem um cheiro delicioso de menta, puxo o tecido até se ajustar ao meu corpo e bato no vidro em seguida.

Assim que ele entra, a primeira coisa que faz é olhar para mim de cima a abaixo, isso me incomoda, então olho para frente disfarçando.

— É, ficou melhor em você. — balanço a cabeça negando e volto a colocar o cinto.

— Você pode me levar pra casa, por favor? — ele não me olha, pois já está dirigindo novamente.

— Tive uma ideia melhor. — Justin se vira para mim e sorri, consigo ver perfeitamente seu sorriso de menino, como aquelas crianças sempre estão aprontando. Justin tem isso, um sorriso de garoto e atitude de homem.

Eu sei que estava tudo confuso. Estou no carro com um homem que eu não conheço, digo, não totalmente. Que está armado, que matou dois homens há poucos minutos atrás... Mas que também salvou minha vida, não só uma, mas duas vezes. Sei que parece loucura, insanidade, bizarrice, mas eu tenho que ser grata por isso, por Justin estar sempre me ajudando quando preciso. Por mais que ele tenha seus mistérios e segredos, sei que no fundo ele parece ter um bom coração. Não o conheço muito, apenas por alguns dias, mas isso foi o suficiente para saber que o coração dele é maior que ele mesmo. E eu admiro isso.

Não discuti com ele, eu estava cansada e não tinha cabeça pra isso agora. Assim que o carro parou, tudo foi escurecendo e eu pensei que estávamos adentrando em um túnel, mas quando o motor desligou, percebi que estacionamos em algum lugar. Abri a porta e a fechei em seguida, o lugar estava escuro, mas em questão de segundos, luzes fluorescentes foram acendendo gradativamente em uma sequencia combinada. Ao longo da iluminação, eu pude ver vários carros, de cores e modelos variados, fiquei com a quantia de automóveis presentes ali, parecia que eu estava em uma concessionária.

— São todos seus? — passo os olhos em todos até chegar ao ouro de seus olhos, agora banhados por uma luz verde.

— Sim, cada um deles me pertence. — o clima na garagem está quente e eu me sinto desconfortável por tê-lo tão perto de mim. — Vamos. Você deve estar com fome. — concordo e vamos andando até um espaço onde havia uma porta de vidro e dentro um elevador, ele apertou o térreo e em menos de dez segundos estávamos de frente para um lugar imenso.

A casa de Justin parecia um palácio. Havia quadros, pilares, sofás elegantes, vasos, coisas raras, eu tinha medo de andar esbarrar em alguma coisa e acabar quebrando. Até o chão parecia ser valioso e feito de ouro. Eu nunca vi tanta coisa valiosa junta assim em um lugar, também não sei de vem tanto dinheiro, mas isso tudo parecia ser coisa de realeza.

Justin seguiu por um espaço largo e entramos em um local com a maioria das coisas de inox e prata, uma mulher rechonchuda e morena cozinhava de costas para nós, ela cantarolava alguma coisa e o cheiro bom que vinha das panelas estava fazendo meu estômago roncar. Assim que ela se virou para pegar a tampa, acabou a deixando cair no chão por conta do susto, Justin riu e se sentou em um banquinho em frente á um balcão de mármore branco.

— Senhor, você me deu um susto menino. — ela riu e eu percebi o seu sotaque, ela não parecia ser daqui.

— Sinto muito. O que temos para o almoço?

— Carne assada com legumes e molho especial do jeito que o senhor gosta. — Justin sorriu enquanto a mulher pronunciava cada palavra e pelo jeito ele parecia gostar desse prato. — Quem é a moça bonita?

— Amiga minha. Bernie, vamos subir e descemos para almoçar daqui a pouco.

Ela sorriu como resposta e Justin segurou meu pulso, me guiando se volta para a grande sala. Passei por um grande espelho, vendo rapidamente meu reflexo e odiando o que estava vendo. Meu rímel estava borrado e meu cabelo estava embaraçado e molhado. Justin começou a subir uma escadaria, com o corrimão dourado, que parecia ser feito de ouro, ele subia rapidamente enquanto eu apenas tentava me concentrar em subir cada degrau sem me desequilibrar.

Chegamos á um corredor imenso cheio de porta e afins, estava um pouco curiosa em relação a essa casa, parecia nunca ter fim.

— Vem. — olho para meu lado oposto e ele está caminhando até uma porta branca. Quando ele a abre pra mim, vejo um quarto grande, luxuoso e com poucos móveis. — Você pode usar o chuveiro do quarto, vou ver se Amanda tem algo que sirva em você.

Não sei o que dizer, fico parada diante a porta pensando no motivo dele estar sendo tão bom comigo. Mas não sei responder, então apenas entro no quarto e fecho a porta em seguida. É tudo muito organizado e limpo, os móveis são escuros e combinam com o quarto. As janelas são grandes e me dão visão de uma parte da parte de trás da casa, onde há uma piscina gigantesca e uma área espaçosa, com grama e tudo mais. Deve ser realmente muito bom morar nessa casa.

Há uma pequena porta no quarto, eu a abro lentamente, então revelando um banheiro, não é tão grande, mas mesmo assim é o suficiente. Há um grande espelho redondo em cima da pia e me dá uma visão perfeita do meu corpo, a camisa de Justin é tão larga que quase chega em meus joelhos. Eu a puxo perto do rosto e consigo sentir novamente o seu cheiro, tem um cheiro muito bom. Meus olhos estão inchados e meu rosto todo borrado, pareço uma louca. Rio com meu pensamento e procuro por alguma toalha, encontro um estoque dentro do gabinete e fico agradecida por isso.

Retiro a camisa — que quase parece um vestido — e o restante. Quando me viro, vejo que há um hematoma na parte da costela, passo a ponta dos dedos pelo arroxeado e sinto um arrepio na espinha. Dói e muito. Respiro fundo e abro o box, ligo o registro e imediatamente o banheiro é inundado com o vapor da água quente, isso me agrada de um jeito que não sei explicar. Entro debaixo do chuveiro e com cuidado, enxaguo todo meu corpo. Enquanto estou me ensaboando, me lembro do péssimo dia que tive e meus olhos e enchem de água, todo meu corpo se arrepia quando penso que o pior poderia ter acontecido.

Eu tive sorte, não aconteceu nada de grave e eu tenho que agradecer por isso. Será apenas um capitulo ruim e eu irei superar isso assim como superei todas as coisas ruins que aconteceu na minha vida, isso foi apenas um acaso. Você consegue, Clarissa, você consegue.

Termino meu banho minutos depois e puxo a toalha preta que deixei em cima do vaso sanitário. Me enrolo e dou uma olhada no espelho embaçado, minha aparência não está pior, nem melhor, estou apenas bem. Sorrio fraco e abro a porta, sentindo uma rajada de vento atingir todo meu corpo. Quando olho para a cama de casal posicionada no meio do quarto, vejo uma peça de roupa dobrada ali. Pego-a em minhas mãos e vejo um jeans e uma blusa de manga cumprida, ela parece ser um pouco pequena, mas acho que vai servir.

Me visto com as coisas que ela deixou ali e me sinto estranha, já que as roupas são de Amanda, além disso, ela é bem mais magra que eu e a blusa ficou um pouco colada demais. Seco meu cabelo com a toalha e a deixo estendida no banheiro mesmo, já que não sei aonde colocá-la.

Abro a porta e olho para o grande corredor vazio, eu deveria procurar Justin agora e agradecer por tudo que ele tem feito por mim. Desço com cuidado a escada segurando no corrimão para evitar uma desgraça. Quando chego na sala, o silêncio se instala e eu resolvo então ir para o jardim para procurá-lo. Passo por vários cômodos até encontrar uma grande porta de vidro de correr que dava acesso para o jardim, empurro a porta e olho para o lado. Lá está ele. Caminho lentamente até onde ele está e percebo que algo está entre seus dedos, quando chego perto, sinto um cheiro desconhecido e evito respirar fundo para não inalar aquilo.

Justin me olha brevemente e solta a fumaça presa em seus lábios, eu não sei como ele consegue fazer uma coisa tão natural parecer tão sexy.

— Eu queria agradecer por tudo que você fez por mim. — digo séria, mas ele não me olha. — E me desculpe se eu fui grosseira com você, eu só... — respiro fundo. — Eu não estou acostumada com esse mundo em que você vive, eu não sei nada sobre você, Justin e isso dificulta as coisas. — ele traga o cigarro que está entre seus dedos e solta novamente a fumaça. — Você pode olhar pra mim, por favor?

E quando ele se vira, sinto que vou me arrepender do que disse.

— Já disse o que queria?

— Bom, sim, mas eu...

Ele me interrompe.

— Acho que você deveria ir embora. — quando olho em seus olhos, vejo apenas amargura, uma frieza imensa que sinceramente me assusta. O que houve com o Justin generoso que conheci hoje?

Rio um pouco de nervoso e olho para ele.

— Você está me expulsando? — ergo a sobrancelha.

— Entenda como quiser, garota. Só quero você longe da minha vista.

Não entendo o que está acontecendo, mas o jeito como ele fala comigo me afeta e isso não deveria me afetar. Meus olhos já estão marejados e eu me sinto tola por ter acreditado que uma pessoa seria tão gentil assim de repente, principalmente ele. Limpo as lágrimas que estavam prestes a cair com a palma da mão e respiro fundo, impedindo a mim mesma de chorar na sua frente.

— Tudo bem. — digo como se não me importasse e dei as costas.

Assim que passei pela cozinha, a mulher que antes estava cozinhando me chamou, mas eu passei direto, não queria que ela me visse chorando. Passei por todos os seguranças com rapidez, queria chegar em casa o mais rápido possível. Parei no meio da rua em um lugar qualquer e encostei-me ao muro, me permiti então chorar por tudo que eu precisava. Por meu pai, pelo dia de hoje e por Justin.

Eu estava cansada, exausta de tudo o que estava acontecendo e Justin foi com certeza, sem dúvida alguma, a pior consequência de uma noite que eu já tive em toda a minha vida.

 

 

 

 


Notas Finais


NÃO.ME.MATEM!!!!
O que acharam no capitulo? Aceito sugestões, opiniões, tudinho. Deixa seu comentário ♥


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