História Camp Hill - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Personagens Originais
Exibições 38
Palavras 1.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Different opinions


Acordo com o barulho incessante vindo do despertador. Meu corpo ainda doía da noite passada, mas eu não sentia como se fosse nada sério. Alias, eu não sentia como se tivesse sido exatamente um atropelamento. Provavelmente, eu choquei levemente com o carro, e isso mais o medo carregado de adrenalina que eu sentia naquele momento, fizeram-me desmaiar.

Procuro Elli pela casa inteira, sentindo pavor dominar meus pensamentos. Eu não havia a visto desde a noite passada, como eu pude esquecer? Checo meu celular por alguma mensagem, alguma ligação e absolutamente nada.

— Emma? — sua voz soa tranquila, podia senti-la sorrindo do outro lado da linha.

– Elli, cadê você? – meu tom sai eufórico e desesperado, arrancando uma risada alta dela.

– Eu estou bem, Em, sem ressentimentos. Estou naquela lanchonete de ontem.

– Não saia daí. – desligo, sem nem esperar sua resposta. Apronto-me o mais rápido possível e saio às pressas a caminho de lá.

Chegando na lanchonete, avisto Elli sentada sozinha em uma mesa. O que ela veio fazer aqui sozinha às dez horas da manhã? Ela só acorda depois das onze, religiosamente. Caminho lentamente até a mesa, com a sensação que ela estava acompanhada. Tento procurar alguém que estivesse com ela, mas, supreendentemente, nesse horário enchia. Ao me aproximar da mesa, apoio minhas mãos na mesma e encaro-a preocupada.

– Elli, eu sinto muito, mesmo. Ontem quando eu voltei, um cara acabou me atropelando, mais ou menos, na verdade, e eu fui pra casa e desmaiei. Mas eu deixei o carro pra você, você viu isso? – cuspi as palavras como se dependessem da minha vida. Detestava que me abandonassem nos lugares, o que é um costume da Elli, então eu nunca deveria ter feito isso.

– Não se preocupe, Em. Eu fui com o carro, eu estava preocupada com você, mas quando acordei te vi morta no sofá, e relaxei. – respondeu com um sorriso, tranquilizando-me. — E como assim atropela, como você tá? — seu olhar transmitia uma certa preocupação, mas não conseguia identificar como inteiramente verdadeira. Seu comportamento está demasiado estanho e completamente oposto a como pensei que ela reagiria. 

— Eu estou bem, El.

 — Que bom! E Emma, este é Justin. – ao terminar de falar, um homem loiro se junta a nós na mesa. Ele mantém seu olhar sério para nós duas, causando-me um certo arrepio. Esse era o Justin da briga. O Justin do boato. Sua beleza era desconcertante.

Para piorar, fazia muito calor naquela pequena lanchonete. O suor estava começando a se fazer presente em meu corpo e eu não conseguia distinguir se por nervoso ou apenas por estar calor. Ficamos em silêncio por alguns segundos, eu sem saber o que fazer, e eles, provavelmente, sem encontrar uma maneira educada de me pedir para sair.

Minha primeira reação é pegar minha bolsa, meu celular – que estava em cima da mesa – e me preparar para sair dali. Não como se eu estivesse com medo, só não queria ter nada a ver com ele. Ele não diz nada, nem sequer um sorriso, apenas mantém seu olhar fixo em mim, como se estivesse me analisando, ou até mesmo, reconhecendo-me. Direciono um sorriso, quase que imperceptível.

– Certo, foi um prazer. Não quero atrapalhar. Nos vemos mais tarde, Elli. – viro-me rapidamente sem dar chance para Elli falar nada, se bem que duvido que ela iria, ela também não queria que eu os atrapalhasse.

– Emma! Emma, não é o que parece! – Alasca segura em meu braço.

Eu estava apática.

– Deixe-me explicar, Emma.

As lágrimas começam a cair involuntariamente, e a única coisa que eu queria era sumir. Eu não queria ter que lidar com isso. Com mais isso.

– Muito bem, explique-me. – limpo as lágrimas com minha mão e cruzo meus braços, prendendo meu olhar ao dela. Ela suspira forte, parando a minha frente. Não havia explicação.

A porta atrás de nós é escancarada, e ele sai voando do quarto vindo até mim.

Chego naquela casa, tendo uma imensidão de nada para fazer. Não havia muito o que fazer aqui nem quando se queria estar aqui. Não iria exigir a companhia da Elli, mas não sei como me sentia em relação a ela e Justin estarem amigos, ou até mais que isso. Ela não conhece ele, e por mais que boatos sejam só boatos, tem que ter algum motivo para alguém ter começado esse tão sério.

Dou-me conta que se ficasse aqui dentro por mais um minuto, eu ficaria louca. Eu estava ficando louca. Resolvo sair pra espairecer, se há algum ponto positivo nessa cidade, é a facilidade de estar sozinha em qualquer lugar que lhe agrade.

Começo a caminhar em uma rua um pouco mais afastada. Precisava pensar. Avistei uma senhora cheia de sacolas na mão, lutando com o peso do próprio corpo. Coincidentemente, era mesma senhora que me chamou atenção na lanchonete, no primeiro dia que chegamos aqui. Aperto os passos, aproximando-me.

– Senhora, posso ajudar-lhe? – pergunto suavemente, enquanto pego algumas sacolas de suas mãos.

– Isso seria ótimo, querida. – responde, revelando sua voz doce – Muito obrigada, por mais que a cidade seja pequena, as pessoas não sabem ser gentis umas com as outras. Você não é daqui, acertei? – disse tudo com tanta simpatia e serenidade, causando-me pleno conforto, coisa que eu não sentia desde que cheguei aqui. Pela primeira vez, desde cheguei aqui.

– Em cheio. Sou de Chicago. Vim passar um tempo com a minha amiga aqui, para fazer um favor a minha vó.

– E onde está sua amiga? — indaga curiosa.

– Com um cara. – respondo, dando de ombros.

– Você é uma menina muita linda, por que não está com um cara também? – perguntou, abrindo a porta de uma casinha amarela adorável, a última casa da rua que dava de costas para uma floresta incrível. Eu até me arrepiei ao ver. As árvores eram enormes, e o verde das folhas atrairia o olhar a mil metros de distância.

– Acho que eu fico melhor sozinha. E, afinal, pra que precisamos deles, certo? Com licença. – digo, antes de entrar na casa, já avistando a cozinha bem ao lado da entrada. Deixei algumas sacolas em cima da mesa e, em seguida, ela entrou deixando o resto.

– Essa floresta é incrível. – comento, ainda maravilhada, olhando-a pela grande janela que havia na sala.

– De fato. – ela solta uma doce risada e prossegue – Meu neto sempre a adorou também. Eu sempre tive um medo danado. – eu poderia imaginar, a facilidade de se perder em lugares como esse é muito grande, ainda por cima crianças. Por um segundo, quis ter passado minha infância com a minha avó aqui.

– Eu vou indo. Muito obrigada por ter me recebido. – digo, tocando-lhe o ombro e sorrindo. A última coisa que eu queria era atrapalha-la, e também não me agradaria chegar em casa tarde. Queria evitar que incidentes como o daquela noite se repetissem.

– Fique mais um pouco, querida. Eu ainda nem sei seu nome. – paro por dois segundos, ponderando sobre minhas opções de aceitar ou não. Apesar de achar que deveria voltar logo para casa, não queria ficar lá sozinha.

– Emma. – estendo-lhe a mão, recebendo a sua como resposta. Decido que talvez fosse bom passar um tempo aqui conversando, tirar minha cabeça do que vem me atormentando.

– Clarice.

Fico sozinha na sala sentada em uma grande poltrona verde, esperando-a preparar um chá. Havia vários porta-retratos em cima de uma cabeceira de madeira, ao lado do sofá a minha frente. Levanto-me para olhá-los mais de perto. Tinha duas fotos dela com um senhor, sorrindo largamente – seu marido, com certeza – e todos as outros, eram de uma criança. Uma criança linda com os cabelos loirinhos e os olhos castanhos. Inclusive, havia uma foto dela, na floresta, ao lado daquele mesmo senhor.

– Este é Paul – ela pega a foto com carinho, sorrindo – e este é meu neto, Justin. É uma surpresa que vocês ainda não tenham se conhecido. Ele veio pra cá nessas férias, e essa cidade é tão pequeninha, não é mesmo? – arregalo os olhos ao ouvir seu nome. Todas as pessoas que eu tinha qualquer contato que fosse nessa cidade eram ligadas a ele. Isso já estava começando a me incomodar.

– Já nos conhecemos, na verdade. Ele que está com a minha amiga, nesse exato momento. – ela arqueia as sobrancelhas, e encara-me por um breve segundo – Eu falei alguma coisa errada?

– Não, querida, mas é claro que não. É que faz muito tempo que eu não vejo Justin com uma garota. Ela deve ser especial. Eles estão juntos? — desconfiança e surpresa se misturam em meio a sua doce voz, enquanto analisa meu rosto atentamente, provavelmente ansiando pela resposta. Pego-me pensando se eu fosse vó, como eu me sentiria ao saber sobre os boatos horríveis que rondavam esta cidade a respeito de seu neto. 

– Eu não sei, na verdade. Eu só sei que eles estavam juntos hoje, mas nós chegamos aqui essa semana, não acho que estejam juntos como um casal. Mas mesmo que estivessem, ela é a pessoa mais especial que eu conheço. A senhora não iria ter com o que se preocupar.

– É uma gentileza tentar me tranquilizar em relação a isso. Mas, de todo modo, Justin já é um homem. É besteira minha ainda vê-lo como uma criança.

– Isso não é uma besteira. – toco em sua mão e lhe direciono um sorriso – Mesmo que ele  não diga isso, aposto que só por você ele gosta de ser visto assim.

– E porque você diz isso? – indaga, sorrindo.

– Não importa quantas vezes eu repreenda minha vó, se um dia eu chegar em casa e seu modo de me tratar esteja diferente, só eu sei o quanto isso iria me incomodar. – um sorriso sincero planta em seus lábios, e ela toca seu queixo levemente com seus dedos.

– Você já deve ter ouvido os boatos. – assenti e permaneci quieta – Faz tanto tempo que as pessoas daqui nos tratam diferente. Mas não se engane, Emma, não se deve acreditar nos boatos. Meu menino é uma das pessoas mais doces que eu já conheci. — suas palavras tem o poder de fazer-me refletir por alguns segundos. Realmente, as pessoas poderiam ser crueis. Eu estava o julgando que nem a maioria das pessoas nessa cidade, que tipo de pessoa isso me tornava?

Passamos a tarde inteira conversando, e quando me dou conta, já são oito horas da noite e o céu está um completo breu. Esqueço-me que no inverno escurece mais cedo. Mais uma vez, passar por aquele sufoco de andar sozinha, à noite, na rua.

– Foi um prazer imenso, Emma. Você é um amor de pessoa. – ela me dá um breve abraço, conduzindo-me até a porta – Espero que possamos repetir isso.

– Com toda certeza, Clarice. Até breve. – saio pela porta, colocando meus braços em volta do meu corpo, na tentativa de esquentá-lo. Travei uma batalha interna entre ligar para Elli e ir a pé sozinha. Mas se ela ainda estivesse com Justin, eu não gostaria de atrapalhar. Resolvo ir sozinha, afinal, aqui não é tão longe da casa.



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