História CAMP OF DRAGONS - The prophecy comes true - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 15
Palavras 3.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Sei que ficaram com vontade de me jogar da escada kkkkkk
Vejam agora a continuação da treta!

Capítulo 17 - Domus Distinctione


-Olá? Você está bem? - Olho para cima e um senhor de cabelos grisalhos me olha de maneira gentil - Não chore mais... Estou aqui.

Olhei para o senhor gentil de maneira triste. A chuva forte ainda cai sobre nós, deixando-me completamente ensopada. Ele segura-me pelos ombros e levanta-me, fazendo-me sentar em um tronco de árvore. 

- Q-quem é o senhor? - Pergunto morrendo de frio. Ele me passa seu guarda-chuva e tira o seu sobretudo preto e felpudo. 

- Vista. Tem que aquecer-se. - Agradeci e obedeci. Ele senta-se ao meu lado e começamos a dividir o guarda-chuva.

- Sou Harry. Harry Portmam. - Ele diz e estende a mão. Cumprimento ele e digo:

- Sou Catherine Hayes S-santine. 

- Agora Catherine, conte-me: o que aconteceu com você, para fazê-la chorar tanto? - Harry pergunta. 

Eu sei que eu nem devia esta aceitando a ajuda desse senhor, já que nem o conheço. Sei que nem devia estar chorando dessa maneira... Mas Harry me passa uma boa sensação. Sinto que posso confiar nele. 

Então, explico tudo o que aconteceu comigo, enquanto choro; soluço e também tusso. Quando terminei, Harry me deu um abraço apertado, que retribuí com carinho. 

Quem e este senhor tão reconfortante?

Ele apareceu na hora perfeita!

Depois de um tempo, eu ja havia parado de chorar e estava me recompondo. 

- Cat... Quero que conheça um lugar. - Harry diz afastando-se um pouco - Confia em mim? - Sem nem pensar duas vezes, respondi que sim.

Isso está errado?

Harry levantou-se e fiz o mesmo. 

- Licença - Ele pede, enfiando a mão no sobretudo que estou usando e tirou de dentro dele uma pedra roxa. Seu formato é meio oval e parece estar bastante polida. 

- Que pedra é essa? - Pergunto curiosa. 

- Irei explicar tudo a você... Mas não pode ser aqui. - Ele diz e aponta para o ouvido - A floresta tem boa audição - Levantei a sobrancelha e dei um sorriso mínimo. 

Harry segura a pedra com uma mão e com a outra segura meu braço.

Deportanda in castra - O ouço dizer. Que língua é essa? 

De repente, uma luz branca intensa brilha ao redor de nós, impossibilitando minha visão. Gritei e fechei os olhos, segurando com força o braço de Harry. Ouço alguém gritar meu nome...

 Sinto meu corpo ficar leve e depois tudo voltou ao normal. Abro os olhos devagar e vejo que não estamos mais naquele ponto da floresta. Olhando ao redor, vejo que estamos em frente à gigantes portões de madeira. Em uma placa lê-se "Domus distinctione". 

- Está escrito: Lar dos peculiares - Traduziu Harry. 

- Lar dos peculiares? - Pergunto surpresa - Como assim? - Harry pisca pra mim e diz:

- Venha comigo Catherine. - Entro no acampamento bem atrás de Harry. O lugar parece ser enorme! 

Depois de passar por uma área de grama verde e alguns bancos espalhados (onde algumas pessoas me olharam com expressões curiosas no rosto e um sorriso simpático nos lábios), chegamos à uma casa grande e vermelha. 

Harry entrou nela e fiz o mesmo. Estamos em uma sala grande e bem iluminada: mas sem janelas. Só há no cômodo uma mesa grande circular e alguns quadros de pintura na parede. 

Sentando junto à mesa, está um homem baixo e rechonchudo, com uma expressão séria e braços cruzados. Tem o cabelo ralo e branco. Seus olhos são de um verde intenso.

- Quem é esta, Harry? - Pergunta. Sua voz é grave e transmite curiosidade - Sinto grande poder emanando dela... - Ele sente o que? 

- Josh, esta é a senhorita Catherine Hayes Santine. - Responde Harry - Vem Catherine, senta-se. - Fiz o que ele pediu e o vi fazendo o mesmo.

- Olá senhorita - Josh cumprimenta e estende a mão - Seja bem vinda. - Agradeci a ele. Que lugar será que é este? A cada minuto que passa, fico ainda mais ansiosa.

- Harry, vá bisbilhotar por aí, enquanto explico tudo à jovem. - Harry se despede e sai do local. 

- Não adianta quantas vezes eu faça isso... Sempre fico com dúvida sobre por onde começar! - Diz ele, rindo. Dei um pequenino sorriso. Esse senhor parece ser divertido... 

- Muito bem... Vamos lá. Desde muito tempo atrás, vagam pelo mundo pessoas especiais.

- Especiais como? 

- Podem fazer algo especial. Eu por exemplo: Tenho 678 anos. -Arregalei os olhos. Ele tem quantos anos??! - Sou imortal, e sinto almas peculiares.

- Almas peculiares? 

- Sim. Sinto quando uma pessoa é "especial" ou não e o quão forte é sua peculiaridade. Este é o meu dom. Esses tipos de pessoas, como já deve imaginar, sempre foi perseguida por pessoas que não eram como eles, os quais denominamos "Insatos". Por causa deles, os peculiares não chegavam nem aos 15 anos. Em decorrência, estávamos entrando em extinção. Para reverter este quadro, criei o Domus Distinctione, para oferecer segurança aos jovens especiais. 

- Ai meu deus... - Murmuro maravilhada. Este homem é um herói! E é imortal... Como minha vida foi tomar este rumo tão esquisito? Como deixei isso acontecer? - E conseguiu salvá-los? - Pergunto.

- Não trabalho nisto sozinho. - Ele diz extremamente orgulhoso - Lares como esse são espelhados por todo o mundo. Hoje em dia, os peculiares só são ameaçados pelos monstros mesmo, não por Insatos.

- Ameaçados pelos o que? - Pergunto horrorizada. Dragões, imortais... E agora monstros? É, tenho uma vida bastante interessante. 

- Sabe os monstros das mitologias: Grega, romana, nórdica, egípcia, japonesa...? - Ele pergunta. Afirmei com a cabeça. 

- Pois é: Todos existem. Só que uns costumam aparecer mais que outros. - Encostei-me na cadeira. 

Não acredito!

- E... Onde encaixo-me nisso tudo? - Pergunto já temendo o pior.

- Simples: Você é uma de nós! 

- O que? Isso não é possível! O que tenho de especial? 

- É claro que é possível! E somente a senhorita pode descobrir sua peculiaridade.

- Como faço isso? - Pergunto, começando a me animar. 

- Vai descobrir na hora certa. Agora, eu lhe pergunto: Ficará entre nós? - Josh pergunta cheio de expectativa. 

Paro um pouco para pensar. Eu sou uma peculiar. Tenho... Algo que é especial dentro de mim e Josh diz que é algo poderoso... Será que foi por isso que fui a escolhida da profecia...

  NÃO! Você não é escolhida nenhuma Catherine! Acorde!

Não poderei mais fazer minha faculdade. Não poderei mais ser uma pessoa comum. Uma Insata. Serei perseguida por monstros durante toda minha vida. Então por que não ficar aqui entre outros iguais a mim? Estou em um lugar onde não serei desprezada... Onde não serei substituída. Aqui é meu lugar. Sinto isso... Nunca me senti uma pessoa normal. E agora sei o por que...

- Desejo ficar aqui - Digo sorridente. 

-Então, seja bem vinda ao Domus distinctione! - Josh diz, levanta-se e me dá um abraço apertado. Quando me soltou, disse:

- Apresentarei-te ao Guilherme. Ele mostrará onde poderá dormir e explicará mais sobre tudo aqui, ok?

- Ok. - Sigo Josh até a porta da casa vermelha e o ouço gritar:

- Guilherme! Venha, temos uma novata! - Um garoto de cabelo preto e bagunçado, olhos cor de mel e fisionomia forte que estava sentado na grama junto com outras pessoas olha para nós. Depois, ele levanta-se e corre em nossa direção. Quando aproximou-se, reparei que deve ser só uns 5cm mais alto que eu.

- Esta é a senhorita Catherine Hayes Santine. Faça o que sempre fez. - Diz Josh - Espero que fique à vontade - Ele acrescenta olhando para mim e pisca o olho esquerdo. Quando ele entrou na casa vermelha, o tal Guilherme diz:

- Eaí Hayes? Seja bem vinda! Vem, vou te mostrar tudo! 

- Me chame de Cat. - Digo enquanto o sigo.

- Então Heyes, - Ele continua, ignorando-me. Revirei os olhos - aqui como sabe, todos temos algo de especial. Eu por exemplo, sou um "metamorfo". 

- Hã? 

- Consigo me trasformar em qualquer objeto.

- Você está brincando?! - Digo surpresa. Que legal! 

- Depois faço uma demonstração para você - Guilherme para de andar, olha para mim e sorri. 

Eu em, que inesperado. 

- O que tem que saber é - Diz ele, voltando a andar - Aqui nós treinamos com espadas, machados, adagas, arco e flechas vassouras, cadeiras, ou seja, qualquer coisa que possa servir de defesa. Entendeu? 

- Entendi. 

- Agora vou te mostrar onde tem vaga para ser seu quarto. - Nesse momento estamos passando por alguns dormitórios. Chegamos a um que fica perto de um enorme lago. 

- Olha, tem vaga neste - Guilherme diz apontando para o dormitório beira-lago - E aquele- Diz apontando para um pequeno entre dois outros. 

-Tem vaga nesse?! - Pergunto surpresa - Ele fica na beira do lago! É por que ele já está bastante cheio? 

- Só uma pessoa dorme nesse dormitório. - Ele responde, ficando um pouco nervoso.

- Como assim? 

- É por que, a pessoa que dorme aí, ninguém deseja chegar perto. 

- Por que? - Pergunto enraivecida e cruzo os braços. Que coisa ridícula! 

- Por que a peculiaridade dele... Nos deixa um pouco... Apreensivos. 

- Qual a peculiaridade dele? 

- Com um toque, e se ele desejar, uma pessoa pode ou desmaiar, ou entrar em coma ou até mesmo... Morrer! - Ele explica e eu arrepio toda. 

- Não me importo. - Digo dando de ombros - Eu nunca fiz nada a ele. Não tem por que ele machucar-me. - Comecei a andar em direção ao dormitório. 

- Ei Hayes, vou só te explicar as regras antes. - Viro-me para ele de novo.

- 1°: NUNCA saia sem permissão. 

2°: NUNCA maltrate nenhum ser vivo deste lugar. Lembre-se que as plantas são seres vivos. 

3°: SEMPRE esteja no seu dormitório antes das 9h. 

4°: Se você fez algo errado,RECEBERÁ posições. Ok?

- Ok. 

- Até depois então Hayes. 

- Até. - Chego na porta do dormitório e o nervosismo acerta-me em cheio. Será que...

Não! Esse peculiar não irá me fazer mal. 

Entro no aposento e uma brise leve e gélida passa por mim. O dormitório é simples. Três grandes guadas roupas... Alguns espelhos e um banheiro. São nove camas no total. O quarto está tão arrumado, que se eu não soubesse que dorme alguém aqui, eu já pensaria que estava "vazio". 

Coloquei minha mala eu uma das camas e dirigi-me à varanda. O piso é de madeira, e ela dá direto no lago. Suspirei maravilhada.

- É minha nova parceira de dormitório? - Arquejei de susto. Um garotinho está sentado, encostado na parede. Ele tem o cabelo ruivo, olhos cinzas (parecidos com os meus), e usa roupas todas pretas. Aparenta te uns 11 anos. 

- Você é o peculiar de que falaram? - Pergunto sem conseguir conter-me. É só um garotinho! Como as pessoas desse lugar são cruéis! 

- Sim, sou eu. Se está se perguntando por que todos tem tanto medo de mim, eu respondo: Eles já me viram causando uma morte.- Primeiro arregalei os olhos e minha boca ficou em formato de "Oh!". Porém, eu me abaixei e sentei ao lado do garotinho. 

- Sabe, responda-me outra pergunta: Você matou essa pessoa com intenção?

- não! - Ele diz batendo seus pequenos punhos no chão-  Eu não sabia me controlar!

- Então por que terei medo? Você não vai me machucar. - Afirmo e dou de ombros, rindo - Eu sou a Catherine, mas pode me chamar de Cat. 

- Oi Cat - Ele diz, parecendo muito alegre - Eu sou o Ângelo. 

- E então... Ang, como consegue manter tudo arrumadinho assim? - Ang ri.

- Sou uma criança cuidadosa. 

- Então você não é uma criança normal - Digo e Ang dá uma gargalhada. -Vem - Digo e ajudo-o a se levantar. 

- O que vamos fazer? - Ele pergunta enquanto o arrasto para dentro do dormitório. 

- O que uma criança normal faz - Respondo. Tirei o tênis, subi em cima de uma das camas e comecei a pular - Vamos fazer bagunça! 

- Para quê? - Ang pergunta, cruzando os braços.

- Para diversão. - Repondo e o puxo. 

No começo Ang ficou um pouco introvertido, no entanto, logo ele já estava fazendo mais bagunça do que eu...

O dormitório não estava nem dando para caminhar direito, de tão bagunçado que estava. 

Eu e Ang estamos deitados no chão, ofegantes. 

- Obrigado Cat. Você é incrível- Ele diz e sorri. 

- Você também é. - Digo rindo. - Onde é o almoço? Estou com fome! - Olho no celular e vejo que já é 13h. 

- Eu nunca almoço no horário. - Ang fica com uma expressão triste. 

- Hoje você vai. - Digo, me levanto, seguro sua mão e o arrasto para fora do dormitório. 

- Para que lado? - Pergunto. Ang aponta para uma direção e voltamos à caminhar. 

Chegamos a uma grande cantina. Muitas pessoas já estão sentadas e conversam animadamente enquanto comem.

Senti um cheiro maravilhoso invadir minhas narinas. Estou morrendo de fome! 

Quando eu e Ang nos aproximamos mais, algumas pessoas começaram a nos encarar, sérias.

- Vem - Digo para Ang e caminhamos para a mesa das comidas. Colocamos o que queríamos no prato e olhamos em volta. Onde devo sentar agora? 

Avistei uma das mesas vazia. É, vai ser aquela mesmo. Sentamos-nos e começamos a conversar. Logo Ang já se sentia bem mais à vontade. Em uma mesa com oito cadeiras, só estão sentados nós dois. 

- Eaí Hayes. - Guilherme diz, sentando ao meu lado. - Oi. - Ele cumprimenta Ang, claramente nervoso.

- Eaí. - Cumprimento de volta, sorrindo sarcasticamente em sua direção. 

Ang é só um garoto! Como eles conseguem ter tanto medo assim dele?

"Eles já me viram causando uma morte". A lembrança do que ele me falou veio com tudo em minha mente. 

Mas sem pensar duas vezes, a mandei embora. Ang é um bom garoto. Eu sei disso. 

Depois de algum tempo conversando, Ang, Guilherme e eu já estávamos  chorando de tanto rir. Descobri que Ang mesmo sendo um pouco "sinistro", é bastante divertido. Guilherme não fica para trás. Ele é gente boa, bem humorado, e além disso ainda é bem bonito...

Nathaniel. Sem querer ele veio em minha mente, fazendo o sorriso em meu rosto desmanchar-se. Ang logo notou:

-Está tudo bem Cat? -Ele pergunta preocupado. Antes que eu tivesse tempo de responder, duas meninas e dois meninos sentaram em nossa mesa. 

- Fala aí novata - Diz um dos meninos. Seus olhos são castanhos, tem cabelo loiro e comprido até um pouco abaixo da orelha. Parece ser bastante alto. - Sou Can.

- Eu sou Lúcifer - Diz o outro, que tem o cabelo verde bagunçado, olhos bastante escuros e também parece ser alto. 

- Lydia - A garota de cabelo liso e loiro, e que tem olhos azuis diz piscando o olho. Ela mais parece uma barbie. 

- Sou Lili. - Diz por fim a garota de cabelo preto, encaracolado e curto. Até oa ombros. Ela usa um óculos redondo (um pouco grande para o rosto dela) e é bem baixinha. 

- É um prazer conhecer todos vocês. Sou Catherine. 

No começo eles evitaram um pouco o Ang, mas quando descobriram que ele é bem legal, não o deixavam quieto.

Todos eles são bem legais. Can é do estilo brincalhão/inteligente. Lúcifer parece ser mais do seu canto. Ele quase não se pronuncia, porém presta bastante atenção nos assuntos. Lydia tem a personalidade daquelas meninas populares dos filmes, só que ela não é má. Lili é a que eu mais gostei. É fofa, delicada e ainda bastante esperta. 

- Quais são os "poderes" de vocês? - Pergunto,super curiosa. 

- Vamos para o lago! Te mostraremos lá - Sugere Lili, bastante animada. 

Os outros aceitaram e os acompanhei. 

Fico muito feliz de Ang estar tão amigo das pessoas. Mesmo ele sendo criança, ele conversa como se tivesse a nossa idade. Sentamos na beira do lago e Guilherme começou com as "apresentações".

Primeiro ele se transformou em tigre, fazendo meus olhos até brilharam de admiração. Isso é incrível! Depois, ele se trasnformou em um tiranossauro Rex! Depois, em uma linda taça de vidro. Ele é surpreendente! 

Em seguida, é a vez do Can. Ele ficou em pé à nossa frente e ZUM! Asas parecidas com as de uma águia surgiram em suas costas. 

- Nossa! - Murmuro impressionada. Can faz uma reverência bem mal feita e depois senta-se novamente. 

Lúcifer, ainda sentado disse:

- Eu sou um oráculo.

- Quer dizer que prevê o futuro?

- Não. Quero dizer que profecias surgem do nada em minha mente e que apenas com uma lida, já entendo muito delas. Decifro-as muito rápido. 

- Legal. 

- Eu faço hipnose. - Diz Lydia empinando o nariz. - Tudo que eu mandar uma pessoa fazer, ela faz. 

- Deixa de ser exibida Crazy. 

- Crazy? - Pergunto confusa. 

- Meu sobrenome. Já deve ter reparado nessa mania chata do Guilherme- Lydia diz, revirando os olhos. Todos gargalhamos.

Lili se levanta, dá três pulinhos e diz entre gritinhos:

- Posso falar com qualquer animal. 

- Que legal! - Sorrio. Todos aqui tem poderes tão legais... Será que realmente sou como eles?

- Qual o poder do Harry? - Pergunto. 

- O Portman é o rei das pedras. - Diz Guilherme deitando-se na grama. 

- Hã?

-Ele cria pedras com propriedades mágicas. - Esclarece Can - Já deve ter reparado na pedra roxa que os telesportou para cá, certo?

- Certo. 

- Pois é. Ele cria pedra da cura, pedra do alimento, pedra dos armamentos... E outras mais que ele quiser criar. - Ang disse.

- Uau. - Murmuro rindo - Guilherme, você não disse que aqui todos treinam para se defender? Por que não tem ninguém treinando? 

- Hoje é domingo! - Exclama Lydia - Merecemos nosso descanso. Sabia que quebrei uma unha no último treino?!

- Noooooossa, que desastre - Digo sarcástica. Todo mundo ri, até mesmo ela. 

- Ei, vou ir falar com Tiny - Diz Lili e sai correndo. 

- Vou ir pintar a unha - Diz Lydia e vai para seu dormitório. 

- Vem Ângelo, vamos jogar vôlei - Diz Can e puxa Ang e Lúcifer para a quadra, que fica quase do outro lado do acampamento. 

Por que todo mundo saiu tão de repente?

- Sabe Hayes... - Diz Guilherme sentando mais perto de mim - Eu estou bastante curioso. Onde estava antes de vir para cá? O que fazia de sua vida? - Engoli em seco. 

Gostei bastante dele, mas ainda não sinto a proximidade de falar com ele sobre isso. Tenho certeza que vou chorar se eu sequer começar a falar.

- Ei! - Guilherme diz e me dá um leve empurrão- Só fale se estiver à vontade sobre isso. - Dou um sorriso.

- Vai ter que esperar um pouco então. 

- Sem problemas. Sabe... Fico feliz que você tenha sido legal com o Ângelo. Eu realmente tinha... E ainda tenho, um pouco de medo dele. Mas eu nunca desejei que ele fosse tão... Excluído. E posso garantir que, desde sempre que ele esteve aqui, nunca o vi rindo tanto como hoje! - Nós dois demos uma gargalhada. 

- Onde estão os pais dele? 

- Mortos - Guilherme responde, o clima ficando um pouco tenso. - Foram mortos por uma medusa. 

- Uma o quê? - Pergunto incrédula. 

- É pois é. Aquela que petrifica os outros sabe?

- E que tem minhocas na cabeça? - Pergunto dando uma garhalhada.

- São cobras! - Diz Guilherme, gargalhando tanto quanto eu.

- Hayes, fico feliz de ter vindo ficar com a gente. - Ri e corei. 

- Também fico feliz de ter conhecido todos vocês. 

- Quer jogar vôlei? 

- Deixa para outro dia. - Digo levantando-me - Vou arrumar as coisas no meu dormitório. 

- Ok. Até depois então - Despeço-me dele e vou para meu dormitório. 

***

Levei a tarde toda para limpar meu quarto. Mas agora, ele está até brilhando. Hora de ir jantar!

 Cheguei na cantina e todos meus novos amigos já estão sentados. Coloquei minha comida no prato e sentei-me junto deles. Foi uma bela janta.

Terminamos de comer e dei boa noite a todos. Ang e eu fomos para nosso dormitório. Ele tomou banho primeiro, depois eu também tomei. Vesti meu pijama e desembaracei meu cabelo.

- Boa noite Cat. - Diz Ang deitando-se na cama.

- Boa noite Ang. - Também deitei-me. 

***

Rolei para cá e para lá, mas não consigo domir de jeito nenhum. Por fim, desisto e saio para a varanda, fechando a porta atrás de mim. 

Sentei-me no chão de madeira e quando fui ver, eu já estava chorando baixinho. 

Mas que droga! Ainda não consigo acreditar que os dragões fizeram isso comigo! 

Olhei para meu pulso e vi a pulseira/espada. Segurei-a entre as mãos e preparei-me para jogá-la longe... No entanto, não consegui. Vou ficar com ela mais um pouco...

Após meu choro se controlar e as lágrimas secarem em meu rosto, minhas pálpebras já estavam pesados de tanto sono.

Levanto-me e entro novamente no quarto, deito em minha cama e caio em um sono profundo e relaxante... 


Notas Finais


Eaí peoples? Gostaram?
Espero que sim!
Bjss e até o próximo capítulo!


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