História CAMP OF DRAGONS - The prophecy comes true - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 31
Palavras 2.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá peoples! Cheguei com mais um capítulo para vocês!
Aproveitem!

Capítulo 6 - Starting my training swords


      Depois do silencioso vôo de volta ao acampamento, desci das costas de Nathaniel. O mesmo voltou à forma humana e pergunta me olhando no fundo dos olhos, com uma voz rouca:

      -Lembra-se que a senhorita disse que nunca me encontra?

      - Lembro. E daí? – Pergunto. Uai, é a pura verdade. E quando encontro sempre me olha com essa chata cara de bunda.

     - Então, isso não é verdade. Eu sempre soube que eu seria o protetor da senhorita, por isso quando te achamos, sempre estive perto de você, lhe vigiando. O único lugar que eu não a vigio, é no quarto da senhorita, para dar-lhe privacidade. Com isso, fico atento somente aos sons, para ver se há algo de errado ocorrendo lá.

     Ele só pode estar de brincadeira comigo. Como ele estava sempre presente, se eu quase nunca o via? Nathaniel nem me deixou responder, só fez uma reverência e pediu licença, indo em direção ao prédio dos dragões.

    Ok então. Carreguei minha mala até o meu quarto. Quando a abri, guardei minhas roupas íntimas e as meias nas gavetas do guarda-roupa; meus pijamas numa outra gaveta; meus tênis junto com os sapatos de salto; coloquei meu celular para carregar e minha mala em cima do guarda roupa. Depois, sentei no meu sofá e comecei a ler ‘o lado mais sombrio. ’

   Liguei meu celular e vi que já são 12h56min. Hora de ir almoçar. Desci para o pátio e encontrei John, Luck e o verdinho conversando em um banco defronte a fonte, com as espadas em mãos. Quando passei perto deles, me chamaram para participar da conversa.

   - Estou ansioso para vê-la lutando Cat – Diz John, sorrindo de forma maliciosa. Dei um leve tapa em seu ombro.

   - Se caçoar de mim, arranco sua cabeça. – Digo de forma ameaçadora. Os três garotos riram.

   - Mas que senhorita mais agressiva – Brinca o de cabelos verdes.

   - Sou mesmo – Digo dando de ombros – Como se chama mesmo? – Pergunto ao verdinho, que se levanta, faz uma reverência e responde: 

   - Me chamo Enzo. É um prazer imenso conhecê-la. – Dou uma gargalhada. Também me levanto, faço uma reverência e digo:

   - Me chamo Catherine Heyes Santine e também é um imenso prazer conhecer todos vocês. – Eles também riram.

   - Cat, de onde a senhorita é? Seu inglês tem um sotaque interessante. – Pergunta Luck. Dei uma risadinha. Sempre me perguntam isso.

    - Sou brasileira.

    - Imaginei.  – Diz John – Acho que é a brasileira mais bonita que já conheci. – Ok, fiquei toda vermelha, o que fez os meninos rirem. Idiotas.

    - O que faz aqui em Oregon? – Pergunta Enzo.

    - Estou de intercâmbio aqui há três anos, fazendo o ensino médio. Minha família continua no Brasil, por isso moro sozinha.

    - Nunca temeu morar sozinha em outro país? – Pergunta John.

    - Não. Nunca ocorreu nada comigo. Bom, só quando apareceu um dragão que me arrastou para um acampamento de dragões. Mas fora isso, tudo é tranquilo. – Eu e os meninos demos uma gargalhada.

    - Quando começaremos a treinar? – Pergunto me sentindo  um pouco desconfortável. Sei lutar com espadas, mas eles são muito bons. E se eu não conseguir ficar como eles? E se eu desapontá-los?

   - Pelo o que o senhor Gabriel nos disse, primeiro seu protetor vai ver o quanto a senhorita sabe. Depois, começa os treinamentos. – Meu protetor ver o quanto eu sei?

   - Sei o básico. – Digo – Pronto, podemos começar a treinar. – Os meninos riram.

   - Não é tão simples assim. – Diz Enzo. Cruzei os braços. Ótimo. Um cheiro delicioso vem do prédio de refeições. Meu estômago roncou.

    - Acho melhor irmos almoçar, certo Cat? – Pergunta Luck, me ajudando a levantar.

    - Com certeza – Respondo, rindo. Fomos almoçar.

     Sentei no meu lugar de sempre (no centro da enorme mesa), e coloquei minha comida no prato. Conversamos sobre diversos assuntos, na maioria deles sobre missões engraçadas que alguns ali tiverem.

      O Andrew (um garoto de cabelo azul e roupas azuis claras): foi levar uma carta (ele é um mensageiro), ao Moon camp, e quando chegou lá, um touro ficou perseguindo ele, até dar-lhe uma chifrada.

      O John: enquanto protegia uma princesa mágica da Índia, um elefante colocou na cabeça que ele era um inimigo; quando se aproximava demais da realeza era carregado pela tromba do animal e jogado longe.

      O Nicolas (Um garoto de cabelos pretos e roupas lilás): Quando foi entregar uma carta a Eliandro, amigo de Gabriel, um avestruz se apaixonou por ele e não queria deixá-lo ir embora.

      Outras histórias mais foram contadas, das quais ri até meu estômago doer. Até achei uma pena quando o almoço terminou.  

      - Senhorita Catherine, poderia me acompanhar, por favor? – Nem precisei me virar para saber quem foi que falou. Olho para trás e vejo Nathaniel encostado na soleira da porta.

      - Ok. Licença pessoal – Digo me levantando e seguindo Nathaniel, que me guiou para fora do salão, passamos pelo pátio e entramos no prédio do lado esquerdo.

      - O que tem nesse prédio, senhor? – Pergunto, sendo ignorada. Meu protetor entra numa porta em um canto. Quando entrei, fiquei chocada. Estamos em uma sala grande e sem janelas, mas tem um cheiro muito agradável. A única coisa chocante, é que há armas em todo o lugar! Espadas, machados, arcos e flechas, adagas e até mesmo foices!

      - Este é o prédio dos serviçais e onde ficam nossos armamentos. – Diz Nathaniel. Revirei os olhos. Jura Nathaniel? – Muito bem, pode escolher.

      - Qualquer uma? – Pergunto, com os olhos brilhando.

      - Qualquer uma. – Sorri satisfeita. Sem querer, acabei me lembrando de uma coisa que aprendi no acampamento com tema “Percy Jackson”: Não é você que escolhe a arma, mas sim a arma que te escolhe. É bom que Nathaniel seja paciente, pois isso vai demorar.  Muito bem, vamos lá.

     Comecei pelas foices. Embora nunca tenha lutado com uma, acho que seria muito legal se eu aprendesse. Peguei uma que tinha o cabo roxo. É muito pesado na base da lâmina... Essa não. Experimentei outras e todas com o mesmo problema.

      Fui agora em direção aos machados. Todos que peguei, eram todos muito pesados. Bem, nunca gostei de machados mesmo...

     Olhei para as agadas. Não gosto de armas tão curtas, porque exigem que estejamos próximos do inimigo. Acabei só olhando mesmo.

     Andei mais um pouco e vi os arcos e flechas. Tinha um que me chamou bastante a atenção: Seu arco era feito de uma madeira escura e tinha desenhos de animais desenhados nele. Era de uma grande curvatura e a linha parece ser bem resistente. No outro acampamento, nunca fui boa com esse tipo de equipamento. Não sei, acho-os muito bonitos, mas nunca consegui aprender a usar um, o que me deixa bastante irritada.

     Caminho agora em direção as espadas. Experimentei várias delas, nenhuma parecia ser boa para mim. To começando a ficar de saco cheio.

      Estava prestes a dar um tempo disto tudo, quando uma espada em especial me chama a atenção. Seu cabo é de um tom prateado e tem imagens de dragões desenhados nele. A lâmina é reta, pontiaguda e super afiada. Peguei-a nas mãos e um brilho amarelo intenso sai da arma. Escuto Nathaniel arquejando.

      Olho para ele e vejo que está visivelmente impressionado.

       - Nunca aconteceu nada assim antes. – Murmura ele.

       - Nunca tiveram uma escolhida por aqui antes. – Digo rindo e girando a espada em minha mão, dando um giro completo. Parecendo se recuperar, Nathaniel volta com sua carranca e vem em minha direção, dizendo:

       - Toda a arma por aqui tem um mecanismo especial.  

       - Como assim? – Pergunto olhando minha espada de cima a baixo. Pelo que vejo, não tem nada de terrivelmente emocionante nela...

        Nathaniel aponta para cabeça de um dos dragões dos desenhos do cabo e reparo, espantada, que é um botão. Meu protetor se afasta e diz:

        - Aperte-o. – Fiz o que ele mandou. No mesmo estante, sai um som de sucção da minha espada e no lugar dela surge uma pulseira prata, com os mesmos desenhos da espada. Fiquei uns dois minutos olhando maravilhada para o objeto em minhas mãos.

        Apertei novamente o botão e a espada voltou ao normal.

        - A arma se transforma no objeto que mais vai se adaptar ao seu dono. – Diz Nathaniel, levantando a mão – O meu, por exemplo, é esse anel. – Um anel branco com enfeite de neve. Que fofo.

        Nathaniel aperta o botão que está no anel (não consegui ver onde está esse botão), e o objeto se transforma em uma espada. Seu cabo possui flocos de neve desenhados nele e sua lâmina é curvilínea, tipo as espadas de piratas e aparenta ser bem afiada.

        - Pronta para começar senhorita? – Pergunta Nathaniel, já indo em direção à saída. Aff.

        Quando chegamos ao pátio, vi um cara de cabelos pretos e roupas azuis claras esperando por nós.

         - Oi Cat! – Diz ele, que lembrei se chamar   Nick.

         - Oi Nick. – Pelo canto do olho vi Nathaniel suspirar e olhar para o lado. Insuportável...

         - Senhorita Catherine –Diz o insuportável platinado – Vamos começar vendo como se defende, ou seja, não lute contra nós, só defenda ok?

          - Ok.

          - Primeiro vai se defender apenas de mim, depois o senhor Nick entrará também.

          - Tudo bem. – Nathaniel ficou de frente a mim, deu uma leve agachada e levantou a arma em forma de ataque. Levantei os dois braços, deixando o com a espada na frente; em forma de defesa.

          Nathaniel sem nenhum aviso se lança em minha direção. Tive muita dificuldade em defender, mas com um giro saí de sua direção. Defendi e defendi, mas esse vestido não colabora! Quando pensei que ia me dar bem, o insuportável chuta minha panturrilha, me derrubando. Arquejei de dor.

          Nathaniel foi me acertar com a espada, mas a chutei, jogando longe. Levantei-me dando uma estrelinha para trás. Meu protetor volta a correr em minha direção, acompanhado por Nick. Consegui me defender bem, até Nick acertar com tanta força minha espada que ela acaba voando longe.

          Num piscar de olhos, as duas espadas já estão apontadas para meu pescoço. Droga.

          - De novo! – Digo irritada.

         Os meninos me venceram mais cinco vezes, até que ficamos lutando por literalmente uma hora, e eles não conseguiam mais me vencer. Defendi, defendi e defendi. Nathaniel finalmente deu-se por satisfeito. Olhei para cima e vejo que já está bem escuro. Meus braços, pernas, ombros... Todo meu corpo na verdade está me matando de dor.

        - Você é melhor do que eu imaginava Cat! – Olho para o lado e vejo John, Luck e Enzo sentados em um banco, todos sorrindo. Estufei o peito, orgulhosa.

       - Corrigindo senhores: Ela aprende rápido. - Diz Nathaniel, me fazendo murchar todinha.

       - Estou liberada, Senhor Protetor Professor Dragão Branco? – Pergunto ácida, colocando as mãos na cintura. Todos os meninos no banco e até Nick deram uma gargalhada. Nathaniel lança um olhar mortal para eles, fazendo-os calar. Depois, olha do mesmo jeito para mim, que retribuí à mesma altura.

       - Sim senhorita Catherine, está liberada. – Nem falei nada com os meninos, só acenei e fui para meu quarto. Nunca estive tão cansada na minha vida! Tomei um demorado banho. Olhei as horas e vi que já são 18h34min.

       Estou cansada de tal forma, que só vesti meu pijama, desembaracei meus cabelos e me joguei na cama. Tive uma noite de sonhos maravilhosos. 


Notas Finais


Foi isso! Espero que estejam gostando!
Bjssss!!!!


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