História Campo de concentração. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Tags Ação, Drama, Justin Bieber Nazista, Romance, Violencia
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Palavras 1.646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


olá. Boa leitura.

Desculpe os erros.

Capítulo 4 - Cruel.


Stella 

"Você simplesmente respira fundo. Porque sabe que se cair um lágrima não vai conseguir mais parar de chorar." 

Encarava fixamente a porta ao qual Justin havia saído tentando de alguma forma compreender o porquê do mesmo ter desistido de acabar com minha vida como fez com a dos meus pais e como ainda fazia como muitos inocentes.

E só de lembrar que naqueles galpões havia milhares de famílias condenadas à morte, meu coração doía. Eram tantas as crianças inocentes que nasciam e morriam ali, sendo escravizadas por soldados impiedosos, que as matavam com frieza, batiam com ódio e tratavam todos como animais. Nem mesmo os animais deveriam ser tratados com tanta maldade. Todos ali estavam cientes que ao passar por aqueles portões jamais sairiam novamente, porque por mais que tentássemos, não tinha como fugir. Não tinha como escapar. Não havia pessoas vivas ali dentro, mas sim pessoas que vagavam pelos cantos, esperando o momento da morte. Ninguém ali alimentava a esperança de sair e ter uma vida feliz. A fé se abalava. Muitos enlouqueciam. Aquele era o verdadeiro inferno.  Esse era o preço que pagávamos por estar nas mãos dos nazistas.  

As lágrimas inundavam os meus olhos, transbordando por meu rosto e trazendo para dentro do meu peito a dor e a tristeza. Era dessa forma que os inimigos queriam nos ver, sofrendo, implorando por misericórdia e nos humilhando perante eles. E toda essa dor estava sendo proporcionada pelo homem de olhos caramelados, pele branquinha e cabelos dourados. O verdadeiro Alemão. O verdadeiro nazista. O chefe de todos eles. Toda essa guerra, ao qual milhões de pessoas estavam condenadas a miséria, ao qual meu pai morreu, tudo comandada por ele.

Desisto de tentar procurar as respostas em meus pensamentos e ando até uma instante cheia de livros, vendo todos arrumados em fileiras, cheirando a novo. Sentia uma imensa vontade de ler, porém tinha medo, medo do homem impiedoso e dos seus olhos sombrios, mas o que poderia haver de errado se eu o pegasse?

— O que acha que está fazendo? — ouço a tão conhecida voz fria atrás de mim e rapidamente coloco o livro de volta em seu lugar.

Seus olhos eram escuros, mortais, como se a qualquer momento pudesse me ferir somente com o olhar.

— Não ouse tocar em nada que é meu, — seus passos são rígidos em minha direção. — você é imunda como toda a sua raça.

As lágrimas se acumulavam em meus olhos. A humilhação batia forte em mim. Eu não era imunda. Minha raça não era. Ele era o único imundo ali. Eu queria despejar isso em cima dele, porém não fiz.

— Você vai voltar pra cela de onde veio. — assenti com a cabeça. Era melhor do que está ali com ele. — Eu não te matei, mas eu odeio você, nunca pense o contrário.

— Eu estou ciente disso. —desvio o olhar para a porta ao ver um soldado passar por ela. Ando até o mesmo sabendo que estava na hora de ir, mas antes paro no meio do caminho e o olho. — Apesar de tudo, eu não te odeio.

Então eu saio sem olhar para ele. Por algum motivo eu tive medo. Medo de mergulhar em seus olhos maldosos e nunca mais consegui sair.

***

Eu voltei para o lugar horrível onde o meu povo se encontrava, a porta do local estava aberta, mas não tinha como fugir, toda a área estava protegida por cerca elétrica. Meus olhos pairaram em um garotinho encolhido ao lado de um tambor velho, ele estava assustado, encarando um ponto fixo, provavelmente sem entender o que estava acontecendo.

Caminhei até ele e pude ver seu rosto machucado.

— Olá. — agacho em sua altura. — Não precisa ter medo. Está tudo bem, ok? Eu não vou te machucar.

— Quem é você? — olha-me com curiosidade e eu sorrio.

— Meu nome é Stella, e o seu?

— Jonas.

— Que nome lindo. — mecho-me para sentar seu lado. O local era afastado de onde os soldados ficavam.  Talvez eu pudesse me refugiar ali também. — O que aconteceu com você?

— Eles levaram meu pai.  

— Levaram seu pai?

— Sim, eles disseram que papai não servia mais, — as lágrimas escorrem por seu rosto. — que estava muito fraco. Acho que ele está morto agora.

— Oh meu Deus. Sinto muito. — ponho as mãos sobre a boca. — Você está bem? Te machucaram muito?

— Isso não importa, eles já fizeram isso antes. E como te acharam? — pergunta.

— Na porta da minha casa. Os soldados tiraram o meu pai de mim também.

— Sinto muito.

— Obrigada, — sorrio fraco. — mas ele ainda está dentro do meu coração.

— Eu posso proteger você. — Jonas diz. Sua inocência era bonita.

—Quantos anos você tem? — questiono com um sorriso.

— Papai disse que eu tenho oito. —dá de ombros.

— E há quanto tempo tá aqui?

— Desde que nasci. — diz triste e meus olhos enchem de lágrimas.

— Podemos ser amigos. Eu protejo você e você me protege. — digo com um sorriso.

— Você vai ser a minha família? — pergunta com os olhos brilhando. Acho que ele não sabia o significado de amigos.  

— Cadê a sua mãe?

— Ela morreu quando eu nasci. Papai que disse. — Jonas diz e meu coração aperta.

— Vou ser sua família a partir de agora. — puxo-o em minha direção e o abraço, vendo o mesmo sorrir enquanto se agarra a mim. — Eu prometo que não vou deixar eles te tirar de mim. Nem machucar você.

— O que é prometer?

— É Jurar por algo e não voltar atrás. — digo através de risos.

— Eu prometo que não vou os deixar machucar você também, Stella. — ele segura minha mão forte.

— Eu tenho certeza disso, garoto. — bagunço seus cabelos, fazendo-o gargalhar.

— Eu te amo Stella. — diz como se fosse algo simples.

Eu sorrio. Incrível como as crianças resolviam as coisas facilmente. Era fácil pra eles amar. Em poucos minutos eu já havia o conquistado e de alguma forma eu estava feliz por aquele lugar não ter tirado a inocência do seu coração.

— Eu também te amo, meu anjinho. — Abraço-o mais uma vez.

***

O suor escorria do meu rosto enquanto eu pegava os pedaços de madeira no chão. Estava um sol escaldante e minha cabeça latejava por conta disso, porém eu não podia parar. Os soldados estavam olhando e a cara deles era de pura maldade. Os mesmos não pensariam duas vezes antes de chicotear minhas costas.

— Você é nova aqui, não é? — observo uma senhora agachar ao meu lado.

— Sim.

—Não se deixe envolver  pelos soldados. — ela diz.

— O que?

— Os soldados. Eles com certeza vão querer você, não permita. — meus olhos se arregalam.

— Eu não pretendo fazer isso.

— Algumas das garotas aqui fizeram isso. Acabaram mortas.

— Obrigada pelo aviso.

— Eu aviso todas, querida. — ela diz e se distancia apôs pegar o máximo de madeira que podia.

Eu continuo pegando os pedaços de madeira, pensando por qual motivo eu chegaria ao ponto de me envolver com caras como eles. Nazistas.  Imediatamente vem em minha mente a imagem dele. Justin Bieber. O pior de todos. Lembro-me dos seus olhos, da sua maldade e me pergunto o porquê de eu não esquecê-lo. Ele provavelmente estava matando mais de milhares de pessoas no campo de extermínio e eu simplesmente não conseguia odiá-lo.

— Stella, Stella! — deixo cair imediatamente os pedaços de madeiras no chão ao ouvir a voz de Jonas.  Viro-me em sua direção, vendo-o correr ofegante.

— Jonas, o que aconteceu?

— Olha lá. — ele aponta em direção ao portão do campo.

Justin estava entrando. Os soldados estavam ao seu redor, protegendo-o. Sua postura era confiante e a minha era irregular. Ele caminhou em direção aos trabalhadores e todos ficaram recuados, amedrontados por ver de perto a pessoa que havia acabado com suas vidas. Meu coração começou acelerar quando seus olhos se encontraram com os meus e através deles eu pude ver um reflexo de dor.

 Seus passos vieram em minha direção, tinha desprezo em seu olhar agora e eu escondi Jonas atrás de mim.

— Ei você. O que está olhando vagabunda? — grita pra mim, mas eu sabia que ele não queria uma resposta.

Jonas tremia atrás de mim. Minha respiração falhou, eu não sabia o que fazer.

— Voltem ao trabalho bando de vagabundos! — gritou para todos, porém continuou andando em minha direção. — Quem é o verme? — aponta para Jonas. O meu anjinho.

— É meu irmão. — digo séria. O suor escorrendo por meu rosto. O Sol queimando a minha pele.

— Está mentindo pra mim? — ri com escarnio. — Eu sei que não tem família.

—Eu o tenho. Nós somos uma família. — o encaro. — Você sabe o que é isso? — antes que eu possa me controlar, as palavras escorreram por meus lábios.

—Eu sei. — diz zombeteiro.  — Eu tenho uma mulher linda e ela me satisfaz como ninguém.  — os soldados que estava ao nosso redor franziam o cenho por vê-lo falando comigo.

— Eu tenho pena dela. — digo também e seus olhos escurecem.

— Por qual motivo? — diz como se não se importasse.

— Por ter um homem tão amargo e cruel ao seu lado. — despejo minhas palavras enquanto atrás de mim Jonas ainda tremia.

— Vanessa odeia sua raça tanto quanto eu. — ri pelo nariz.

—Então vocês foram feitos um para o outro. — falo com raiva.

—Você é ridícula. — olha-me de cima a baixo. — Olha pra você, toda suja, e mesmo assim acha que vale alguma coisa, mas não passa de uma vadia.

—Porque está perdendo seu tempo aqui, então? Deixe-me aqui com minha insignificância e volte para seu castelo de ouro, seu nojento! — antes que eu pudesse raciocinar, ele já havia dado um tapa forte em meu rosto.

—Traguem-na pra mim, agora! — ele caminha na direção de uma cela vazia e uns dos soldados me agarram pelo braço, arrastando-me até lá.

— Não toque nela! — Jonas grita ao meu lado, porém um deles o segura. — Soltem ela!

Tento me virar para ver meu anjinho, porém eu não consigo, eles já haviam me jogado para dentro da cela. Meu pesadelo estava apenas começando.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

O que será que vai acontecer com ela, hein?

Beijão!


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