História Campo Minado - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Zlatan Ibrahimovic
Personagens David Luiz, Edinson Cavani, Personagens Originais, Zlatan Ibrahimović
Tags Cavani, David Luiz, Drama, Romance, Sam, Zlatan Ibrahimovic
Exibições 218
Palavras 2.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteeeeei pra acabar com a agonia porque eu amo vocêêêêês!!!!

Capítulo 36 - Sam e Zlatan - Acabou.


Fanfic / Fanfiction Campo Minado - Capítulo 36 - Sam e Zlatan - Acabou.

SAM

 

Me sobressaltei quando percebi que tinha cochilado. Minha respiração estava ofegante e meu coração batia erraticamente em meu peito, como se fosse destruir minha caixa torácica. Só consegui me acalmar quando percebi que Paolo não estava. Tentei inutilmente controlar minha respiração e olhei ao redor. Eu precisava sair dali. Levantei da cama com as mãos ainda presas na cabeceira.

Eu precisava sair dali. Precisava. Precisava. Precisava.

Comecei a chutar a madeira da cama. Eu estava com raiva. Eu tinha que sair dali! Eu queria gritar, mas o pano grosso em minha boca me impedia. Senti as lágrimas quentes escorrendo em minhas bochechas, o desespero tomando conta de mim. Eu estava deixando que tomasse conta de mim. Eu não conseguia mais controlar. Não conseguia.

Zlatan não tinha entendido a pista. Ele não ia me encontrar! Eu não ia deixar Mar se entregar. Paolo ia me matar com raiva. Eu tinha que fugir! Eu tinha que fugir!

O barulho da porta sendo aberta com grosseria me fez virar o rosto assustada. Paolo estava bravo. Mais do que bravo. Estava transtornado. Com raiva. Louco.

- Sua vadia! – ele berrou vindo em minha direção. Suas mãos foram em meu pescoço e eu gemi sentindo o ar começar a me faltar. – O que você fez? O que você fez sua vaca?! – ele puxou o pano da minha boca com raiva, ainda segurando meu pescoço com uma das mãos.

- Não... Não sei do que tá... falando... Me solta.

- Como? Como conseguiu dizer onde estávamos?! – ele berrou com raiva. Seus olhos injetados e vermelhos.

- Do que está falando? Me-Me solta, Paolo! – eu gritei e fechei os olhos quando senti sua mão grande atingir meu rosto. O som do tapa parece só ter vindo depois junto com a dor e eu abri a boca tentando absorver o momento. Mais lágrimas em meu rosto.

Ele se inclinou e destravou as algemas antes de me puxar pelos cabelos me colocando a sua frente.

- Paolo...

- Anda! Vamos embora.

Meus pés descalços tropeçaram numa garrafa de vodka quando ele encostou o cano da arma em minhas costas.

- Paolo, por favor se acalma. – eu estava tentando falar devagar e baixo, mas ele estava tão transtornado que bateu ainda mais forte com a arma em mim.

- Anda!

- Pra onde vamos?!

- Anda logo! – ele me empurrava pra frente. As mãos muito firmes entre meus cabelos, empurrando-me pra fora do quarto.

Só agora eu via onde eu estava. Os corredores escuros e sujos nos levaram pra uma escada. Descemos aos tropeços e gritos de Paolo em meu ouvido.

- Eu vou acabar com ele! Acha que pode comigo? – ele falava sozinho com raiva. Seu hálito de álcool me deixando enjoada.

Não perguntei mais. Me deixei ser empurrada pra baixo. Vi quando a mulher de batom vermelho na recepção arregalou os olhos pra nós.

- Calada! – ele apontou a arma pra ela que levantou as mãos em rendição enquanto passávamos pra porta dos fundos que estava trancada. – Merda! Vem! Hora do show! – ele berrou me puxando de novo pra porta da frente.

Meu couro cabeludo doía e eu nem conseguia mais ficar com medo pela arma em minhas costas. Ele atiraria e eu não ia conseguir fazer nada sobre isso.

Quando passamos pela porta da frente ele apontou a arma pra frente e eu não consegui entender na hora, até ouvir o grito. A voz conhecida me fez virar o rosto pra enxergar Zlatan correndo em nossa direção. Meu coração veio pra garganta. As batidas muito fortes em meu ouvido me impedindo de raciocinar.

- Se chegar mais perto eu atiro! – Paolo gritou mantendo meu corpo colado ao seu. Seu braço ao redor do meu pescoço e a arma apontada na direção de Zlatan que continuava a andar em nossa direção.

- SAM! – Zlatan gritou, parecia determinado a tomar um tiro. Ver ele vir de peito aberto me deixou louca e antes que eu me desse conta eu estava gritando.

- ZLATAN NÃO! VOLTA! VOLTA AGORA!

- NÃO! SAM!

- EU VOU MATAR ELA! – Paolo gritou mais alto, engatilhando a arma e colocando o cano colado na lateral da minha cabeça. O desespero tomou conta de mim e vi Zlatan parar com as mãos pra cima. Atrás dele eu podia ver Cavani do lado de um carro.

Por favor, que Mar não esteja ali... Orei em pensamentos sentindo meu estômago embrulhar.

- SOLTA ELA!

- ZLATAN, NÃO!

- VOU MATAR ELA! – Paolo berrou enquanto me puxava pra trás. Chegamos perto de um carro preto e ele abriu a porta ainda apontando a arma pra mim, me fazendo entrar. – ACHOU QUE PODIA COMIGO, SEU MERDA?! VOU MATAR ELA! – Paolo estava descontrolado enquanto gritava entrando no carro também. Ele travou as portas e fez uma volta brusca acelerando o carro pra longe.

As lágrimas escorriam em meu rosto quando virei no banco só pra ver Zlatan correr pro carro que se tornava menor atrás de nós.

Ele tinha entendido a dica. Ele tinha ido por mim. Ele tinha tentado me salvar.

Tinha um tipo de alegria misturado ao pavor que eu estava sentindo.

- Pra onde você está indo, Paolo!? – eu gritei e ele deu uma risada de escárnio. A arma apontada pra mim enquanto ele acelerava pelo centro. Ele ia me matar.

- CALA A PORRA DA BOCA SAMANTA!

Ele não estava normal. Ficava rindo e passando a mão nos cabelos, batendo no volante com raiva. Ele ia me matar.

- Você estragou tudo! Sempre você! Sempre você, sua vadia destruidora de casamentos! Sempre você!

- Paolo!

- Filho da puta! – só entendi sua raiva crescente quando vi pelo retrovisor que o carro de Zlatan estava logo atrás da gente.

- Ai meu Deus.

Paolo virou o carro de vez e eu bati a cabeça na janela. A dor foi só de impacto e eu não consegui sentir mais nada enquanto via ele seguir por uma pista deserta em direção a lugar nenhum.

- Paolo! Já chega! Já chega! Para por favor! – eu estava gritando e chorando, o desespero tomando conta de cada pedacinho meu. Aquilo não ia acabar bem.

- EU VOU ACABAR COM ISSO! VOU ACABAR COM TUDO! SE NÃO VOU FICAR COM ELA, NÃO VAI SOBRAR NENHUM DE VOCÊS PRA CONTAR ESSA HISTÓRIA!

Ele berrou enquanto abria sua janela e inclinava o corpo pra atirar pra trás. O barulho de dois tiros fez meu coração parar por um segundo. 

- NÃO! – eu berrei puxando o braço dele. Paolo se voltou pra mim e apontou a arma em minha direção de novo.

Eu queria virar pra ver se estava tudo bem com Zlatan. Queria virar e dizer pra ele parar de nos seguir. Queria que ele ficasse em segurança. Queria me despedir. Mas eu não podia fazer nada. O medo tinha tomado conta de mim e tudo que eu consegui foi parar e esperar pelo pior. Porque eu sabia que o pior viria.

 

ZLATAN

 

- VAI, VAI, VAI! – eu gritei quando voltei pro carro. Cavani pisou no acelerador e seguiu o carro que estava rápido demais indo em direção a um centro cheio de carros.

A imagem de Sam desesperada com uma arma apontada pra cabeça me atormentava e me dava gás pra continuar a fazer aquilo. Eu iria pegar aquele filho da puta. Eu iria matar ele. Iria acabar com ele com toda a raiva que ele tinha provocado em mim.

Ouvi a voz de David aos berros no telefone dando coordenadas e virei pra olhá-lo.

- QUE PORRA ESTÁ FAZENDO?

- CHAMANDO PRA POLÍCIA! – ele gritou de volta. Não consegui formular nada pra dizer, só consegui virar pra frente pra ver o carro que levava Sam pra longe.

- MAIS RÁPIDO! – Greg gritava junto com Mar que parecia ter entrado em pânico logo agora. David continuava dando coordenadas a polícia, e eu não tinha conseguido decidir se isso era bom ou ruim.

Paolo virou o carro com tudo entrando numa reta que dava em lugar nenhum, querendo despistar, mas Cavani foi rápido e fez a mesma curva continuando a seguir. A estrada deserta parecia ir pra fora de Paris e nós o seguimos, vendo ele começar a costurar na pista vazia. Ele devia estar bêbado ou drogado. Eu não queria pensar na possibilidade dele perder o controle do carro. Eu não queria pensar na possibilidade dele atirar nela sem querer ou por querer.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo sacolejo do carro quando Cavani começou a costurar vendo Paolo se projetar pra fora da janela e dar dois tiros em nossa direção. Cavani virou o carro desviando, e um dos tiros pegou no capô fazendo Mar gritar em desespero.

- Filho da puta! – berrei com raiva.

- Ele não vai parar! – Mar começou a chorar antes que eu ouvisse o som das sirenes atrás de nós.

- MERDA! ISSO VAI PIORAR TUDO! – eu gritei vendo duas viaturas nos seguindo. Uma delas pareou com a gente.

- DIMINUAM! ESSE TRABALHO É NOSSO! – um dos policiais gritou e eu ri em escárnio. Meu sangue fervendo e parecendo pulsar mais forte em minhas têmporas.

- MINHA NAMORADA ESTÁ NAQUELE CARRO COM UM FODIDO QUERENDO MATÁ-LA! NÃO VAMOS DIMINUIR! – eu gritei de volta. Virei o rosto pra frente e meus olhos se arregalaram quando notei que a rua tinha um fim. A rua acabava num tipo de mata e só dava pra voltar pela outra mão do mesmo caminho. Não tinha saída. Não tinha pra onde Paolo ir .

Mas aquilo não me aliviava.

- Não tem saída! – Cavani gritou antes de ver Paolo frear bruscamente num giro que deixava seu carro de lado na pista. Cavani freou também parando um pouco antes, junto com as duas viaturas. Eu saí correndo do carro ignorando os gritos dos policiais  que pediam que eu parasse.

- SAM! – gritei vendo-a sair do carro com Paolo puxando seus cabelos. Minhas mãos estavam fechadas em punho.

- FIQUE ONDE ESTÁ! – Paolo gritou e eu parei vendo-o apontar a arma pra cabeça de Sam.

- SOLTA ELA AGORA!

- SR IBRAHIMOVIC SAIA DA LINHA DE FRENTE AGORA! – o policial me gritava mas eu queria mandá-lo ir pros infernos. Sam estava na linha de frente, não eu. Era com ela que eles tinham que se preocupar.

- DEVIA OUVIR O POLICIAL! – Paolo gritou rindo. Seus olhos estavam vermelhos demais e ele sacudiu a cabeça como um louco.

Sam estava chorando e me implorando pra sair. Ela gritava pra eu sair da frente, pra eu sair de perto, pra eu ir embora. Mas eu sabia que ela sabia que eu não faria isso. Eu nunca mais sairia de perto dela.

- SR IBRAHIMOVIC!

- ZLATAN POR FAVOR!

- SOLTA ELA AGORA! – gritei mais alto que todos os gritos.

- EU FAÇO AS REGRAS! EU FAÇO A PORRA DAS REGRAS! – Paolo continuava a gritar segurando Sam sem delicadeza alguma. Ele estava machucando ela, e quando eu o pegasse eu iria machucá-lo. Eu iria quebrar cada pedaço dele. 

- PAOLO CHAVEZ, SOLTE A MOÇA E AINDA TERÁ UMA CHANCE COM A JUSTIÇA! – a voz do policial soou no megafone atrás de mim e eu virei meu rosto só por uns segundos pra ver a força tarefa armada. Os policiais, uns dez mais ou menos, estavam com armas apontadas na direção de Paolo e Sam. Greg e David atrás deles e Mar e Cavani ainda dentro do carro.

- NÃO VOU ME ENTREGAR! VOU MATAR ESSA VADIA! VOU MATAR ELA! VOU ACABAR COM ELA COMO ELA ACABOU COMIGO E COM MINHA ESPOSA! – ele continuava sacudindo a cabeça com a arma colada na lateral do rosto de Sam. Meu coração parava um pouco a cada movimento brusco que ele fazia.

- PAOLO! PAOLO OLHA PRA MIM! – a voz esganiçada de Mar atraiu a atenção de Paolo. Seus olhos pareciam brilhar quando a viu. Ela correu do carro sob protestos dos policias e de Cavani, e veio parar do meu lado.

- MEU AMOR! – ele sorriu. Ele estava transtornado. Completamente transtornado.

- VOCÊ QUERIA TROCAR NÃO É? ENTÃO VAMOS TROCAR. – Mar tinha que gritar por causa da distância que ainda estávamos dele. – EU VOU COM VOCÊ! – ela disse dando alguns passos a frente. Acompanhei devagar antes de ver Paolo levantar a arma e atirar pra cima. Mar e eu voltamos os passos que tínhamos dado , e levantamos as mãos em rendição.

- NÃO QUEIRA ME ENGANAR, MARINA!

- EU NÃO QUERO... EU JURO... EU QUERO IR COM VOCÊ...

- NÃO MAR! – Sam começou a gritar e Paolo puxou mais seus cabelos fazendo ela se calar.

- EU VOU COM VOCÊ! EU VOU! EU SEMPRE SOUBE QUE VOCÊ VIRIA! EU ESPEREI VOCÊ! – Mar estava chorando e gritando e andando pra frente. Paolo estava transtornado sacudindo a cabeça enquanto decidia se acreditava ou não nas palavras dela. Ele ria e chorava também.

- VOCÊ ME ABANDONOU. – ele berrou com uma expressão de dor.

- Me perdoe por isso! Me perdoe! Vamos embora... – Mar dizia, agora muito mais perto. Comecei a andar vagarosamente pra frente também.

- Eles não vão nos deixar ir! – ele lamentava e ela sacudia a cabeça. Parecia tão verdadeira. As mãos pra frente, os passos lentos em sua direção. Paolo ainda segurava Sam e tinha uma arma apontada pra ela.

 - Eles vão. Nós vamos embora. Você... Você só precisa deixar a Sam livre agora. – Mar disse com uma voz suave, contendo o choro.

- Ela tem que ser punida, amor.

- Não... Não tem... Nós vamos embora. Deixe ela ir. – Mar pediu muito perto dele. Dois metros e ela o tocaria. Vi dois policiais se aproveitarem da distração dele e correrem escondido por trás do meu carro pra lateral dele e continuei andando devagar pra frente.

Mar estendeu a mão em direção a Paolo.

- Vamos embora, amor. – ela disse devagar e ele soltou os cabelos de Sam pra segurar sua mão, mantendo a arma apontada pra cabeça dela. – Deixe ela ir. Não precisamos dela. – Mar disse.

E então tudo aconteceu muito rápido. Em um minuto ela estava muito perto de Paolo e Sam prestes a ser solta e no outro Sam estava voando em cima do braço de Paolo fazendo ele apontar a arma pro céu.

- ACABOU! – Sam berrou e eu saí do transe quando ouvi um tiro soar muito alto. Corri em direção às duas que tentavam contê-lo e puxei Sam pra trás antes de socar a cara de Paolo que caiu no chão. Ouvi mais um tiro sair de sua arma, mas não me importei da possibilidade de ser baleado, me joguei em cima dele e soquei seu rosto. A arma foi parar longe e eu continuei socando. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, várias vezes. O sangue já escorria de seu rosto, mas eu não queria parar.

- FILHO DA PUTA! NUNCA MAIS! NUNCA MAIS VAI CHEGAR PERTO DELAS! NUNCA MAIS! NUNCA MAIS! – eu gritava com ódio.

Os gritos atrás de mim ficavam mais altos, mas eram só zumbidos. Eu queria acabar com ele. Queria acabar com ele por ameaçar a vida da pessoa que eu mais amava no mundo. Queria acabar com ele por me fazer pensar que a perderia. Por fazer eu me sentir um inútil.

- Solta ele! – os policias começaram a gritar e a me puxar pra trás. – Solta agora!

Mas eu não conseguia soltar. Eu queria acabar com ele.

- Zlatan!

Eu parei quando ouvi a voz de Cavani atrás de mim.

- Zlatan! A Sam! – virei meu corpo pra ver Sam caída no chão há alguns metros. Seu vestido branco antes só sujo estava todo pintado de vermelho. Cavani, Mar, Greg e David do lado dela gritando coisas que eu não entendia.

O ar sumiu. Simplesmente parou de encher meus pulmões. Eu não conseguia ouvir nada. Só um zumbido que não parava.

Eu não podia...

Eu não podia tê-la perdido.

Senti minha boca seca e andei em sua direção sentindo meus olhos cheios de lágrimas. Há quanto tempo eu não chorava? Eu não lembrava, mas até ali as lágrimas não queriam descer. Estavam presas, congeladas em meus olhos. Eu não ia aceitar perde-la. Eu não podia... Eu não podia aceitar...

Corri o resto do espaço e me joguei do lado de Sam, puxando sua cabeça pro meu colo.

- Meu amor! Meu amor, por favor olha pra mim! – eu não estava gritando. Minha voz era quase um sussurro que mal saía. Toquei seu rosto e afastei seus cabelos. – Por favor... Por favor... Por favor... – apertei os olhos, as lágrimas finalmente escorrendo. - Por favor, Sam!

- Zlatan... - Mar me tocou e eu abri os olhos pra ver Sam me abrir um sorriso torto.

- Acho que ele atirou em mim. – ela murmurou com a voz rouca.

Eu não sei o que aconteceu com meu coração, ou com o ar que estava faltando segundos atrás, mas agora tudo tinha voltado com força. Como uma máquina ligada com energia total depois de anos.

- Ah meu Deus. – eu praticamente arfei puxando ela pro meu colo.

- Ai... – ela gemeu.

- Desculpa... Me desculpa.

- Ele acertou o ombro dela. – Cavani disse.

Analisei melhor seu corpo e vi o sangue escorrendo de seu ombro e manchando o vestido. Sam se contorcia em meus braços, e eu sabia que estava doendo muito. Meu coração se partia por não poder fazer a dor passar.

- Alguém chama a ambulância! – Mar gritou e o policial do nosso lado disse que já estava a caminho.

Segurei Sam em meus braços com cuidado, tentando conter a alegria de tê-la de novo pra que ela não sentisse mais dor.

- Acabou, amor... – sussurrei pra ela que abriu um sorriso em meio as caretas de dor.

Virei o rosto pra ver Paolo ser carregado pelos policiais pra dentro da viatura e sorri mais. Todo mundo parecia ofegante e aliviado ao nosso redor. Tinha acabado. Finalmente tinha acabado. 

- Acabou. – ela concordou minutos depois com meu sorriso favorito.


Notas Finais


Não ficou tão bom quanto eu gostaria, mas é isso aí. Perdoem qualquer erro, já tô caindo no teclado de tanto sono.
Deixem aquele velho comentário amor, e até a próxima chuchus <3


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