História Campo Minado. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Baekhyun, Chanyeol, Jongin, Kyungsoo, Lay, Luhan, Sehun, Suho
Exibições 4
Palavras 1.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei que tenho uma ChanBaek ainda no começo, mas resolvi postar minha SuLay também.
Essa fanfic é totalmente diferente da outra, mas espero que gostem.

Capítulo 1 - O1. Eu estive aqui.



''Tem aspectos da escuridão que podem impedir seu coração de ver a luz novamente.”


 

Não importa o que eu faça ou o quanto tente, a presença dele está em todo lugar. Sete anos não foram capazes de apagar ou diminuir a saudade que sinto dele. Estou cansado de ouvir o famoso ''siga em frente'', mas como posso seguir em frente se a unica luz do meu caminho se apagou? 
 

Tudo começou com a morte dos nossos pais em um acidente de carro, ele tinha treze anos e eu quinze. Naquele momento eu sabia que ele só teria a mim e eu à ele. 
 

Não foi fácil, nos sentimos perdidos no começo, mas aprendi que no final a vida te dá uma lição. No caso a nossa foi para sermos fortes e ficarmos unidos. 
 

E nossa, como fomos unidos. As lembranças são claras em minha memória como no primeiro dia que nos mudamos para cá. O lugar que ele sentava na mesa hoje é ocupado pelo vazio. O sofá onde adorava jogar vídeo-game, agora é apenas um estofado velho e sem cor. Seu quarto é o único lugar onde não permiti que mexesse. Continua intacto, desde os lençóis da cama, até as peças no guarda roupa. 
A herança dos nossos pais nos ajudou bastante, montamos um restaurante e conseguimos estudar em uma boa escola. Eu só não sabia que quando estivesse no último ano escolar, as coisas mudariam drasticamente e a vida me cobraria mais uma vez um preço. Eu só não esperava que o valor fosse tão caro e que ela levasse de mim o meu maior motivo de viver.

         <…><…><…>


                       Sete anos atrás. 

 

— Hyung, hoje o Baekhyun e Chanyeol vão passar aqui para irmos a escola. — Ele falava enquanto bebia um copo de bubble tea.

— Já estou sabendo, aqueles dois não se desgrudam mais. — Riu enquanto colocava as torradas na mesa. — Sempre soube que iriam acabar juntos.

— Mas estava bem na cara né? Igual era óbvio que eu ficaria com o Luhan, Kyungsoo com Jongin, e você sozinho. — Dessa vez o mais novo não conseguiu se controlar, acabou rindo tanto que um pouco de seu chá foi cuspido. 

— HAHAHA, não precisa jogar na cara. Eu apenas não estou pronto pra ter um relacionamento agora, e nem encontrei ninguém para isso. — Bebeu um gole de café e encarou seu irmão. 

— Ah, mas você não está tão errado assim sabe Hyung. — Desfez seu sorriso e colocou o copo na mesa. — Quer dizer, namoros são complicados. 

Sehun mordeu os lábios e ficou encarando os pratos na mesa. Junmyeon sabia que algo estava errado então tratou logo de saber o que era.

— Vamos lá, pode começar a me contar o que está acontecendo. — O mais velho que estava em pé, agora sentou-se ao lado do mais novo. 

Este agora suspirava antes de falar, Junmyeon começou a ficar preocupado.

— Ah Hyung, você sabe, eu amo o Luhan... Mas... — Foi interrompido pelo barulho da porta, provavelmente eram seus amigos que haviam chegado. 

— Quando voltarmos você me conta ok? — O mais velho se levantou mas antes esperou a resposta do mais novo que apenas sorriu de lado e assentiu.

A porta foi aberta por Sehun já que seu irmão estava guardando as coisas do café da manhã.

— NÃO ACREDITO QUE TOMARAM CAFÉ E NÃO ESPERARAM POR MIM! — Um Baekhyun indignado entrou na casa gritando.

— Você acabou de comer, pelo amor de Deus. — Falou Chanyeol que sentou-se no sofá e colocou os pés na mesa da sala.

— Fica na sua que ninguém te perguntou nada. — A raiva nas palavras do mais baixo foi notada por Junmyeon.

— Ei, ei casal, nada de brigas. Baek, guardei três torradas pra você. — Aproximou-se e entregou um pote pequeno ao rapaz.

— Obrigado Jun. — O menor sorriu e surpreendeu o mais velho dando um leve selar em sua bochecha. 

Chanyeol revirou os olhos e bufou antes de falar.

— Nossa, você está tão carinhoso hoje. 

— Não com você. — Baek saiu da sala segurando a mochila, sua cara não era nada boa. 

— Eita, hoje ele está muito bravo. — Sehun disse enquanto colocava seu boné. — Enfim, temos que ir, não podemos chegar atrasado faltando duas semanas para as aulas acabarem.

Faltavam poucos dias para o final do ano, os rapazes sabiam que não tinham tanto o que se preocupar, afinal suas notas eram realmente boas. No entanto o cansaço físico e mental ainda era presente.

— Espero que isso acabe logo, quero logo férias. — Junmyeon colocou seu casaco e pegou uma das chaves de casa.

— Ah Suho, falta bem pouquinho. Não fique assim, logo vamos viajar para o Havaí. — Sehun se aproximou abraçando o irmão por trás e colocando a cabeça em seu ombro, era uma de suas manias já que era bem mais alto. 

Os dois sorriram e saíram de casa.

Suho era o apelido que Sehun deu para seu irmão, tinha um significado bastante importante pois quer dizer Guardião. E era dessa forma que ele o via, como um Anjo Guardião. Seu maior e único protetor.

O que Suho não imaginava é que aquela seria a última vez que ouviria seu apelido favorito pela boca do mais novo, e que aquele era o seu último abraço. 
 


Quatro horas depois.

 

 

A correria pelo corredor era desesperadora, não era possível identificar os rostos ali. Todos passavam como vultos, os gritos eram ensurdecedores. Era a primeira vez que a sirene de emergência foi tocada, ninguém sabia se estava acontecendo um incêndio ou terremoto, mas todos corriam sem olhar para trás, ligando para seus pais.

Suho apenas pensava em Sehun naquele momento, não conseguia chegar nem perto de sua sala pois cadeiras foram jogadas impedindo sua passagem. Não parava de pensar que aquilo não podia estar acontecendo. Seu peito doía e estava sentindo falta de ar, insistia em procurar o rosto de seu irmão mas não encontrava. Se viu obrigado a ir até a entrada da escola para ver se ele já estava lá. 

Porém, a unica coisa que encontrou foi Luhan chorando desesperadamente, o que só aumentou sua angustia.

— SUHO, EU NÃO SEI O QUE ESTÁ ACONTECENDO. — Luhan gritava e puxava os cabelos ao mesmo tempo.

— ONDE ELE ESTÁ? PELO AMOR DE DEUS LUHAN, CADÊ O SEHUN? — Chacoalhou o rapaz loiro com toda força que tinha, não era de sua intenção ser grosso mas estava desesperado. 

— EL-E TINHA IDO AO BANHEIRO. — Falava entre soluços. — MAS QUANDO EU SAÍ DA SALA NÃO O VI EM LUGAR NENHUM.
Nessa hora Suho já não conseguia mais raciocinar direito, respirava fundo freneticamente afim de conseguir assimilar tudo o que estava acontecendo. 

— Suho, o que houve? — Jongin apareceu por trás passando a mão nos ombros do amigo afim de confortá-lo.

— Se-hun... — Tentou falar sem sucesso.

— SEHUN SUMIU! — Gritou Luhan que agora estava sentado no chão com o rosto entre os joelhos. 

Jongin arregalou os olhos e disse um palavrão que na hora foi impossível de ouvir pois outro barulho chamou atenção.

Um tiro.
         Dois.
       Três.
           Quatro.

 

A cada disparo de arma Suho sentia suas pernas bambas, os olhos quase saiam de seu rosto. E com uma força inexplicáve
inexplicável conseguiu correr.

Cinco.

Seis. 

Sete tiros.

 

— VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM! — Jongin agarrou o mais velho pelos braços 

— ELE ESTÁ LÁ DENTRO, ELE VAI MORRER! — Tentou a todo custo se livrar dos braços do maior mas era impossível.

— MAS SE ENTRAR LÁ DENTRO VAI SER PIOR! — A gritaria chamou a atenção de algumas pessoas, algumas que a essa hora tentavam ligar para polícia.

— SUHO! SUHO! — Alguém gritava e isso fez com que os três rapazes procurassem em meio a pequena multidão quem estava chamando. 

Era Kyungsoo chorando desesperadamente e com a blusa coberta de sangue. O rapaz tentou se aproximar mas caiu de joelhos. 

Jongin rapidamente chegou até o mais baixo e o apoiou em seus ombros para ajudá-lo a andar. 

Ao ver aquela cena Junmyeon só pensava no pior.

— Sehun — Falou tentando recuperar o ar. — Ele está vindo, eu o vi descendo as escadas. 

Suho sorriu de lado aliviado, agora seu choro era de alegria. 

Mas ainda não conseguia entender o porque de Kyungsoo estar coberto de sangue, eram muitas informações para poucas respostas. Estava sem ferimento algum o que fez todos pensarem que provavelmente alguém caiu sobre o mesmo. De fato tinha muitas dúvidas porém não iria esclarece-las agora. Precisava ter certeza de que Sehun chegaria em segurança. 

Andou o mais rápido possível até a entrada da escola, olhou ao redor e viu algumas mães chorando agarrada aos seus filhos e uma viatura militar finalmente chegando.

Oito.

Nove.

Dez tiros.

Mais uma vez os disparos fizeram a visão de Suho embaçar, apoiou-se em uma parede e ficou esperando por notícias. Respirava com dificuldade mas a vontade de ver seu irmão bem o mantinha firme. 

— Suho... — Uma voz calma o chamou fazendo virar-se rapidamente. 

— Eu sinto muito. — Era Chanyeol quem dizia, os olhos cobertos por lágrimas.

O mais velho arregalou os olhos, sua cabeça parecia querer explodir naquele momento.

— Chanyeol... — Aproximou-se do rapaz e segurou em seus ombros. — O que houve?

— Sehun... Ele matou cinco pessoas. — Tentava falar calmamente olhando para o amigo. — E depois se jogou do prédio. 

Naquele momento dois policiais passaram com uma maca, e Junmyeon não podia acreditar no que seus olhos viam. Seu irmão mais novo, a pessoa que mais amava estava ali toda ensanguentada. 

O rapaz saiu as pressas até onde estava os policiais. 

— Sehun, pelo amor de Deus o que houve? Você vai ficar bem, eu prometo. — Suas mãos trêmulas acariciaram os cabelos do mais novo. 

Sehun segurou a mão de seu irmão pela última vez, suspirou fundo e seu olhar parou no mais velho. Sorriu de lado pela última vez e enfim disse suas últimas palavras.

— Nã-o f-oi e-u. 

E naquele momento, Junmyeon não perdeu somente seu irmão, mas a sua felicidade.




 


Notas Finais


Se gostarem eu continuo. <3


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