História Camren - I Love You, Can't You See? - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila, Camren, Fifth Harmony, Lauren, Norminah, Romance Jovem
Exibições 175
Palavras 3.635
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom pessoal, primeiro quero dizer que estou de volta e sim, eu apaguei o capítulo que era pra ser esse (27) por motivo besta; eu sou muito perfeccionista e ia me dar agonia ver o capítulo 28 sendo o 27 kkkkkkkkkkk.
E sobre aquilo, eu estou postando digamos que "escondido", meus pais acham que eu não to escrevendo mais, porém como eu disse, eu AMO escrever, é algo que me acalma, me deixa feliz, e eu não deixaria de ser feliz só porque eles não aceitam, então eu vou continuar buscando minha felicidade. Oooou seja! Vou continuar postando novos capítulos na medida do possível kkkkkkk'
Eu realmente amo muito vocês sem nem ao menos conhecê-los. Obrigada por todas as mensagens e incentivo, vocês são adoráveis <3

Agora chega, vamos logo ao capítulo e viva la vida!

Capítulo 27 - Almost There


Fanfic / Fanfiction Camren - I Love You, Can't You See? - Capítulo 27 - Almost There

POV Camila

19 de março de 2013

_ Vire nessa rua Ally!

A loira prontamente fez o que pedi. Estávamos já á duas horas andando pelas ruas agitadas de Miami a procura de alguma coisa, de algum sinal, algum lugar parecido com os que a Lauren tirou as fotos. Mas até agora não havíamos achado nada, nem mesmo viaturas da polícia passaram por nós. Provavelmente porque é 07:45 da manhã e um dia da semana, ou seja, a maior parte da cidade está trabalhando ou estudando.

_ Camila nós já passamos por aqui umas 15 vezes! – Ally disse irritada no volante.

Bufei também, estava sendo chato e entediante procurar por uma coisa, ou melhor, alguém, que nós sabemos que não vamos achar só olhando pelas ruas. Allyson entrou em uma das avenidas de Miami para que voltássemos para casa. A loira, assim que liguei de manhã pedindo que ela me ajudasse a mesma fez sem questionamentos, faltou aula junto comigo para “procurar pelo tesouro perdido” como ela havia dito mais cedo em uma tentativa de animar a situação. Agradeci imensamente por sua presença, se ela não era a melhor amiga do mundo, então eu não sei o que melhor amiga significa.

Voltamos para a minha casa, meu pai já havia saído para trabalhar, por mais que a situação estivesse tensa por conta do sequestro da Lauren, o mesmo tinha uma vida e precisava trabalhar para que nós ficássemos bem. Entramos em casa sentindo um cheiro de bolo maravilhoso, praguejei assim que cheguei à cozinha e vi minha mãe colocando a forma de bolo encima da mesa. Encostei na entrada do cômodo e fiquei apenas observando-a organizar as coisas com um sorriso no rosto, ter um momento de calma desses é bom, claro que não me faz e nunca faria esquecer o que está acontecendo.

_ Oh m'ija, não te vi chegar. – disse limpando as mãos em seu avental e caminhando em minha direção.

_ Acabei de chegar, Ally também veio. – soltei um sorriso tranquilo.

Minha mãe segurou meu rosto com as duas mãos e depositou um beijo em minha testa de forma carinhosa que só minha mãe sabia fazer.

_ Que ótimo! Mais gente pra comer o bolo. – sorriu alegre.

Ally apareceu logo em seguida sendo abraça por Sinu, então nos sentamos na mesa e cada uma pegou um pedaço do delicioso bolo com cobertura de leite condensado e coco ralado. Mordi um pedaço e senti minha barriga contrair de tão bom que estava, Ally fez um som de aprovação e minha mãe sorriu agradecida. Notei que faltava mais uma alma viva naquela casa, mais uma Cabello pra completar o dia.

_ Mãe, Sofia já acordou? Ela vai perder o ônibus.

A mulher arregalou os olhos provavelmente se lembrando da menor avoada, correu até a escada e gritou para a mesma descer. Ally e eu rimos da situação, logo vi uma Sofia toda apressada surgir na cozinha com um sorriso sapeca.

_ Ally! – correu até a menor e a abraçou rapidamente – Mila, você não me acordou. – me lançou um olhar desapontado, ela devia ter esperado que eu a acordasse e realmente acordaria, mas acabei saindo.

_ Desculpe Sofi, acordei mais cedo e você dormia tão profundo. Agora sente aqui e tome café, se não vai perder o ônibus.

_ É verdade! O ônibus! – ri de sua memória falha e a mesma riu com um pedaço de bolo na boca, lhe lancei um olhar reprovador e ela tapou a boca segurando o riso novamente.

Sofia terminou de tomar café enquanto tínhamos uma conversa amigável e divertida por conta da mais nova. Mas eram assuntos que me prendiam por muito pouco tempo, não que estar ali estava chato ou que os assuntos não fossem legais, o problema era que Lauren não saia da minha cabeça por um segundo sequer, e não que isso fosse ruim.

O ônibus escolar de Sofia chegou e ela correu até o mesmo, nos deixando a sós novamente. O som do telefone nos tirou da conversa paralela, minha mãe correu até a sala e o atendeu rapidamente enquanto eu observava sua reação pela porta da cozinha. Ela assumiu uma feição séria, assentia com a cabeça e antes de desligar, olhou em minha direção e respirou fundo. Eu não sabia quem era, mas sabia que podia ser alguma notícia; os pais da Lauren, a policia, e isso me assustava e fez com que todos os pelos do meu corpo se arrepiassem quando minha mãe veio até mim com uma expressão assustada.

_ Quem era mãe? – perguntei já de pé ao lado do balcão.

Sinu se aproximou e parando a poucos centímetros de distância, segurou em meus ombros e disse:

_ O sequestrador ligou para Mike.

Ao escutar sua frase, meu coração errou a batida, senti meu corpo esquentar e um choro entalar em minha garganta. Uma ligação significava muita coisa, muita mesmo, Lauren provavelmente está viva e é óbvio que ele queria algo em troca. Se não fosse isso, então ele apenas ligou para informar uma tragédia e consecutivamente ser perseguido pela polícia. Minhas mãos começaram a suar e agora uma ansiedade fora do comum estava presente em mim.

_ Seu pai quem ligou, Mike o avisou e agora ele está vindo nos buscar, vamos encontrar os pais da Lauren. Tem coisas a serem feitas, acredito que queira ir.

_ C-claro, claro! – olhei para Ally atrás de meu corpo que sorria esperançosa.

Eu estava feliz ao menos um pouco, ainda tínhamos a morena desaparecida mas pelo menos o sequestrador nos deu algum sinal. Quem sabe a polícia conseguirá encontrar onde eles estão – pensei animada.

Depois de quinze minutos estávamos estacionando em frente a casa dos Jauregui, havia uma viatura e eles estavam todos na varanda, conversando seriamente. Descemos do carro rapidamente e nos juntamos a ele, o policial ali presente e responsável pelo caso parou os olhos em mim e em meus pais, ele parecia serio e desconfiado.

_ Que bom que estão aqui. John precisa falar com vocês a respeito de um... Plano. – Mike se pronunciou antes que o policial dissesse alguma coisa.

_ Senhor, senhora e senhorita Cabello, eu preciso que vocês tenham muita calma e paciência com que irei dizer agora, certo? – assentimos com receio – O sequestrador quer fazer uma troca.

Mike e meu pai se olharam enquanto eu alternava entre os dois. O clima ficou pesado, envolver dinheiro nisso tudo deixava as coisas mais sérias e perigosa...

_ Certo, e qual a quantia? – Alejandro perguntou angustiado.

_ Alejandro... Creio que a troca não tenha preço. – meu pai franziu o cenho assim como eu e Sinu.

_ Como assim não tem preço, o que ele quer?!

_ A troca seria... – o policial nos encarou seriamente de novo – Camila pela Lauren.

O silêncio se instalou novamente, parecia que nenhum de nós havíamos escutado direito. Meu peito subia e descia, minha mãe não estava diferente, todos nós não conseguíamos acreditar na tal troca.

_ O-o que?! Como... – meu pai gaguejou ao tentar entender a proposta – Isso é inaceitável!

_ Sim senhor, nós sabemos disso, porém não podemos de descartar isso de um plano.

_ Alejandro, a equipe da SF está pensando em armar algo para o sequestrador e isso requer sua filha como...

_ Como isca?! Vocês estão loucos? Nunca! Não posso colocar a vida da minha filha em risco! Vocês, policiais, precisam dar um jeito sem que ela corra perigo, isso é inviável, eu não aceito, não aceito.

_ Ale se acalme, respire... – Sinu tocou o ombro do esposo para que ele respirasse fundo e controlasse a maneira de falar.

_ Senhor Alejandro, nós sabemos dos perigos e estamos comprometidos em não deixar que algo aconteça com sua filha, nós lhe garantimos! Somos a melhor equipe de toda Miami e nunca cometeríamos uma falha grande de deixar sua filha se machucar. Mas nós precisamos de vocês dois, o plano é simples e muito eficaz, eu tenho certeza disso. Se tentarmos encontrar a moça e o sequestrador sem escutá-lo, algo muito pior pode acontecer com Lauren, porque é assim que o jogo dessas pessoas funcionam, eles querem que você entre na deles e faça o que eles querem.

Meu pai abaixou a cabeça negando a idéia de me usar como isca, Mike e Clara observavam tudo com pena e preocupação. Eu até então não havia me pronunciado, foi como um tiro direto no peito, e não por me imaginar como isca, mas em pensar que se não fizéssemos isso Lauren poderia acabar morta. Droga.

Essa decisão deve ser sua também Camila, não deixe tudo nas mãos dos seus pais, você pode dizer o quer. Mas o que eu quero? Há uma grande possibilidade de tudo dar errado e ela ou eu, ou nós duas, acabarmos mal sabe lá como. Mas a vida sempre foi assim, quem não se arrisca não descobre o final e a única certeza que posso ter é que esse final precisa ser com Lauren do meu lado, eu preciso dela e sei que ela precisa de mim. E assim vai ser, eu farei o que for precisa pra vê-la, nem que seja a última vez, do meu lado.

_ Eu vou. Eu faço isso.

Todos, exatamente todos que discutiam sobre as possibilidades e meu pai que negava a idéia, pararam assim que me ouviram falar. Todos os olhares pararam sobre mim, inclusive o policial que franziu o cenho. Abaixei a cabeça e levantei, respirando fundo e buscando forçar pra continuar.

_ Eu aceito ser “isca”, se isso aumentar nossas possibilidades de ter Lauren de volta então eu aceito.

_ Isso é impossível m’ija! Você não vai correr tanto risco assim, vamos deixar que os policiais dêem um jeit –

_ Eu sei pai! E é exatamente o que eles vão fazer, e eu vou ajudar, não aguento mais ficar sem fazer nada, sem ser útil. Eu quero ajudar a resgatar a Lauren mais do que todos aqui e eu farei isso, você deixando ou não, é uma escolha minha.

Ele estava assustado e irritado pela minha contrariedade mas era o que devia ser feito, ninguém tiraria de mim a chance de salvar a pessoa que eu amo e preciso.

_ Camila isso é loucura! Você não pode decidir sozinha, eu sou seu pai e me preocupo com você! Eu sei que você e Lauren são grandes amigas – rapidamente desviei o olhar de meu pai e encontrei com os de Clara, que sorriu fraco para mim – mas você é minha filha. Eu sei que Mike também acharia isso uma loucura se fosse com a filha dele.

_ Mas é com a filha dele! Pai! E-eu... Eu não posso mais, não posso, eu... Eu amo a Lauren ok? E você não pode me impedir de fazer isso por quem eu amo.

A expressão de meu pai ficou mais confusa ainda ao ouvir minhas palavras, eu sabia que ele não tinha idéia do que o meu “amar Lauren” realmente significava, mas ele iria descobrir no decorrer desses próximos dias, não poderia mais esconder o por quê de tanto me preocupar com ela.

_ Eu entendo que você gosta muito dela mas...

_ Sem ‘mas’ pai, você precisa entender que isso é muito importante para mim. Eu ficarei bem, você ainda terá sua filha, só confie no trabalho dos policiais e me ajude a ajudar Lauren... Por favor.

Agora eu segurava seu rosto com as duas mãos, vendo seus olhos se encherem de lágrimas pela sugestiva dor de se imaginar sem a filha. O abracei fortemente sentindo suas lágrimas caírem em minha camiseta. Ele nos afastou e encarou o policial parado atrás de nós, paciente e esperançoso pela resposta final. Alejandro respirou fundo e respondeu.

_ Tudo bem... Se isso é o melhor a fazer para todos, então faremos. Mas saiba que se algo acontecer a Camila, John, o responsável será você. – disse seriamente.

John assentiu rapidamente com um leve sorriso. A responsabilidade sobre ele seria muito grande mas o melhor que poderíamos fazer era acreditar na sua capacidade e em seu plano. O homem fardado retirou um aparelho de rádio que estava no cinto em sua cintura e nos pediu licença para conversar com o resto da equipe.

A impaciência e nervoísmo cresciam cada vez mais em todos nós a cada minuto que se passava. Recebi o braço de meu pai por cima de meu ombro e um abraço de minha mãe, sendo observados por Mike, Clara, Taylor e Chris que emocionados também deram um abraço em família. Depois de alguns segundos nos separamos e sorrimos um para o outro, nós estávamos passando pelo mesmo problema, mesma preocupação, mesmo medo, não havia alguém que sofria mais, ou menos, com a situação.

Nos tirando a atenção, o policial voltou para perto de nós terminando a ligação e com um olhar centrado.

_ Estamos nos preparando para o plano imediatamente, mas preciso pedir-lhes que me acompanhem até nossa central, precisamos conversar com vocês e lhes passar informações. E também estamos tentando rastrear o número que ligou mais cedo e tentando encontrar Nick e Roger, se não o encontrar-los dentro de uma hora e meia eles serão presos assim que os acharmos por serem os principais suspeitos.

Nós assentimos freneticamente e cada família entrou em seu carro, dirigindo logo atrás da viatura da SF que nos conduzia para sua central. Os minutos angustiantes até a central me atormentaram a cabeça com pensamentos péssimos; Lauren pode estar machucada, em más condições, sendo forçada a fazer coisas que não quer, Nick pode matá-la se não conseguir o que quer, ou seja, eu, tantas coisas desesperadoras. E o pensamento que me fazia trincar os dentes era de imaginar Nick e Roger atrás das grades, bem afastados de nós e nos deixando em paz, mas infelizmente isso só aconteceria se tivessem provas contra eles, o que temos muito pouco.

Mais uns minutos e chegamos ao local, estacionando o carro no estacionamento privado com autorização de John e nos direcionamos para dentro do local, usando um elevador grande e espelhado para subir exatos quatro andares. A porta se abriu e seguimos John até uma sala particular onde se encontrava uma policial com seu distintivo bem estampado em sua farda. John abriu a porta e nos indicou que devíamos entrar e assim fizemos, então a porta se fechou nos deixando sozinhos com a policial do distintivo destacado.

_ Bom dia senhores e senhoritas, podem sentar e ficar a vontade.

Sentamos nas cadeiras distribuídas em forma de círculo tendo a policial na ponta, ela se levantou e pegou alguns papéis que estavam encima de uma mesa que supostamente era sua e voltou para o lugar.

_ Muito prazer, meu nome é Katherine e eu sou a encarregada das Forças Táticas da SF e estou aqui para discutirmos sobre como faremos com o caso de vocês. Já foram informados sobre o plano que John teve, certo? – a mulher que aparentava ter uns 25 anos disse alto e claro tom, sua aparência denunciava ser uma pessoa dedicada ao trabalho e também a boas horas de academia.

_ Prazer, sou Mike e aquele é Alejandro e...

_ Eu sei quem vocês são, o caso de vocês é um dos mais importantes que já caíram em minhas mãos. – deu um sorriso amigável.

_ Certo. Sim, John nos informou de seu plano e nós estamos de acordo em tentar.

_ Vamos conseguir senhor Jauregui, eu lhe garanto que darei o meu melhor para que sua filha volte sã e salva e que a outra moça fique bem.

_ Isso é bom, obrigada. – meu pai disse em meio a um suspiro.

A conversa continuou séria e com bastantes detalhes, Katherine nos passou várias informações que não podiam ter falha. Minha parte no plano seria de ir até o sequestrador, algemada e sendo guiada por Mike, ambos usaríamos colete por baixo da roupa para, bom, vocês sabem. A equipe de Forças Táticas ficaria posicionada em lugares estratégicos e no momento da troca eles entrariam em ação e pegariam o sequestrador. Haviam vários métodos pra isso acontecer e isso dependeria de como o sequestrador faria seu jogo. A parte mais difícil para meu pai foi de saber que terá que me deixar nas mãos da policia e de Mike, não em suas, afinal quem deveria fazer a troca realmente devia ser o pai da Lauren, porém mesmo querendo recusar, ele sabia que teria que ser assim e aceitou.

_ E vocês podem ter certeza que seja quem for que estará lá com sua filha será preso sem dúvidas, vocês estarão livres de qualquer perigo que o envolva, eu garanto.

Katherine disse confiante nos arrancando um sorriso quase impercebível de alívio, até que escutamos batidas na porta e a entrada de John foi concedida. Ele caminhou até a policial já de pé e sussurrou perto dela nos impedindo de escutar. A mulher fechou os olhos, respirou fundo e trincou a mandíbula, com certeza em sinal negativo á informação. Ela virou em nossa direção esperando que John se retirasse.

_ O que aconteceu?! – perguntei impaciente e preocupada.

_ Devo lhes informar que não ainda não conseguimos encontrar Nick ou Roger, por tanto se não obtivermos sinal deles dentro de meia hora, entraremos em busca geral e eles serão detidos como principais suspeitos. Também quero dizer que se um deles, ou os dois, estiverem envolvidos, sua filha Lauren acertou em correr atrás de informação sobre eles, porque as chances de eles estarem envolvidos são baixas de acordo com as suposições que temos.

Todos nos entreolhamos sabendo que se não fossem eles os culpados de tudo, o caso seria muito mais complicado.

E para nos assustar novamente, o som estridente do celular de Mike começou a tocar, ele arqueou as sobrancelhas assustado e encarou a policial que rapidamente chamou pelo rádio por ajuda. Rapidamente dois homens com equipamentos modernos entraram e se posicionaram ao lado de Mike, conectaram uma espécie de fone de ouvido no aparelho e um cabo USB ligado a um notebook. A policial ordenou que ele atendesse e tentasse enrolar a ligação o máximo possível para que pudessem rastrear o número.

_ A-alô? – sua voz saiu trêmula de nervosismo.

Me posicionei mais perto do aparelho dos policiais para compreender o que o homem falaria, ou qualquer sinal da voz de Lauren ao fundo. Depois de um breve silêncio a voz desfigurada falou.

_ Creio que não queira sua filha logo, demorou para atender o telefone. Não faça mais isso ou ela quem sofrerá...

Trinquei a mandíbula de medo ao ouvir suas palavras maníacas, a expressão de Mike não foi diferente, porém ele lembrou que precisa enrolar.

_ E-ela está bem?

_ Ora ora... Já está criando muita intimidade não acha? Se ela está bem ou não, eu falarei quando quiser. Agora me escute atentamente! Estarei esperando no velho galpão da Usina Velha de Miami, ás dez em ponto eu quero que esteja lá para fazermos a troca, entendeu?

A policial rapidamente anotou algumas coisas em uma folha e pegou seu celular, digitando algo apressadamente. Os outros dois fizeram um sinal giratório com o dedo para que Mike demorasse mais com a ligação.

_ Me responda!

_ S-sim! Sim! Eu entendi.

_ Eu quero encontrar apenas você e Camila, entendeu? Se tiver mais alguém com vocês, principalmente a policia, nenhuma das duas sairá viva. Nos vemos lá.

_ Espera, espera! Por favor! Me deixe pelo menos escutar sua voz, eu preciso de uma garantia de que ela está bem.

Engoli em seco o nervosismo que se acumulava no céu de minha boca, ter a possibilidade de escutar a voz de Lauren faria sentido para tudo que estava acontecendo, faria sentido para a minha vida. Cruzei as mãos buscando esperança de escutá-la, nem que fosse sua respiração. Novamente um breve silêncio e então a voz rouca inundou nossos ouvidos.

_ Papai... – sua voz saiu fraca, quase um sussurro inaudível, ela transmitiu tudo que precisávamos naquela simples palavra. Era óbvio o seu estado. Senti meu corpo esquentar e sua voz fraca e rouca martelar minha cabeça sem dó, as lágrimas começaram a se acumular e eu tive que me afastar para que não atrapalhasse na ligação.

_ Filha! Nós vamos te salv-

E a ligação foi terminada.

_ Droga! Não conseguimos rastrear o número, foi por pouco, porém conseguimos o ID do aparelho! Pediremos liberação do fabricante e logo saberemos onde o aparelho se encontra.

Todos suspiramos vencidos e nervosos com a situação, virei dando as costas a todos ali e me aproximei da lateral da sala toda de vidro dando a bela visão do centro movimentado de Miami, em uma tarde nublada e quente como sempre. Permiti que em silêncio minhas lágrimas escorressem por meu rosto a fim de aliviar minha dor de pensar em Lauren.

_ Isso não vai funcionar, vocês escutaram o que ele falou?! Se ele descobrir ou ver que a policia estará lá ele vai matar as duas! Isso é impossível. – Alejandro disse alterado e preocupado, segurando a mão de minha mãe.

_ Senhor Cabello por favor acalme-se, nós tomaremos o maior cuidado do mundo com as duas e pode ter certeza que tudo dará certo. Mas você precisa confiar em nós.

Minha mãe e ele se abraçaram e eu pude sentir de longe a vontade que meu pai estava de chorar. Isso cortava ainda mais o coração e eu não podia correr o risco de deixar que uma tragédia acontecesse.

­_ Certo, vamos nos preparar para entrar em ação! Vou chamar todos os meus ajudantes e a equipe e mandarei John prepará-los também.

A mulher bem vestida e com ar de determinação me olhou e caminhou com passos calculados até parar em minha frente. Eu pude sentir seu perfume amadeirado invadir meus pulmões me fazendo quase engasgar, mas contive a vontade.

_ Senhorita, logo você verá sua amiga novamente.

 

 


Notas Finais


O que acharam do cap? Eu prometo que falta pouco pra elas ficarem bem e depois disso vou focar na relação das duas, prometo kkkkkkk
Por favor, se puderem comentar a opinião de vocês, sabem que isso ajuda muito e eu adoro uma crítica (construtiva claro).
ALL THE LOVE <3

Twitter > @mandiscarolis


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