História Can You Hear My Silence? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Kurt Cobain, Nirvana
Personagens Axl Rose, Dave Grohl, Krist Novoselic, Kurt Cobain, Personagens Originais
Tags Axl Rose, Colegial, Dave Grohl, Internato, Krist Novoselic, Kurt Cobain, Musica, Nirvana, Romance
Visualizações 289
Palavras 1.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


O primeiro capítulo espero que gostem... :)

Capítulo 1 - Um Corte A Menos


Fanfic / Fanfiction Can You Hear My Silence? - Capítulo 1 - Um Corte A Menos

POV: Ela

Uma escuridão invadia minha alma, um vazio me abraçava, e uma chuva salgada escorria em meus olhos. Enquanto isso, um sangue pingava em meu travesseiro. 

Bem, é assim que eu acordo todos os dias, é uma tortura, quero morrer, mas não quero sair daqui sem me vingar de algumas pessoas.

Era o meu segundo dia no internato, o primeiro foi domingo,  e como esperava: Péssimo. Eu odiei com todas as forças - das quais eu não tenho -, não conheço e nem quero conhecer ninguém, o mundo é falso. Não quero pessoas atrapalhando ele e eu, mas eu estou aqui por causa do filho da mãe do meu pai que descobriu que eu sofro com depressão e me auto-mutilo. Eu escondi muito bem com um sorriso falso em meu rosto por uns 3 três anos, mas acho que não durou muito. E como ele descobriu? Bem, ele acabou vendo uma lâmina com sangue embaixo do meu travesseiro, enquanto eu tomava banho, e foi terrível. Ele entrou em meu quarto e havia marcas de sangue que o levaram até lá.

-O QUE É ISSO? -Ele gritou perguntando assim que entrei em meu quarto ainda com a toalha enrolada em meu corpo. Ele ainda segurava a lâmina.

-Sangue, conhece? -Pergunto irônica, mas irritada por dentro. Não era para ter descoberto, era meu segredo, era a única coisa da qual pelo menos eu podia guardar para mim.

-Você é LOUCA? POR QUE VOCÊ FAZ ISSO? -Ele grita ainda mais, e me irrita.

-Você quer mesmo saber? Eu faço isso por você, por essa merda de vida que eu tenho, por essa vagabunda que você transa todos os dias.

-Olha o resp... -Ele tenta falar, mas eu continuo sem dar a mínima para ele.

-Pela saudade que eu sinto da minha mãe, pelo meu meio irmão que fica me pegando e me dá nojo. Pela sua falta de amor comigo, POR TUDO. Por você não me notar, esquecer de mim, por não me falar um bom dia, não me perguntar se eu estou bem, por ser invisível, por sofrer de saudade da minha vida que prestava, por querer morrer, por odiar você... EU TE ODEIO!

Assim que terminei de falar sinto um tapa tão forte em meu rosto que caio na cama e coloco minha mão sobre a bochecha. Meu rosto ardia e doía muito, então meus olhos ficam marejados, mas eu juro para mim mesma que não vou chorar, e não faço isso.

-VOCÊ VAI PARA UM INTERNATO DOMINGO! -Ele fala com raiva, e isso me dá medo.

-O QUÊ? -Pergunto, me levantando.

-Sim isso mesmo, eu não aguento mais você me atrapalhando.

-Eu já sabia...

-Você não tem respeito, e eu não tenho culpa se sua mãe MORREU!

-Você tem sim! -Falo chegando bem perto do meu pai e ele segura em meu braço.

-Cala a boca e vai arrumar suas coisas!

-Eu não vou!

-Eu vou ter que usar força?

-E SE EU DISSER QUE SIM!

-É melhor não dizer. -Ele diz apertando meu braço tão forte que chega a latejar.

-SAI DO MEU QUARTO! EU JÁ SABIA QUE VOCÊ QUERIA SE LIVRAR DE MIM!

-Eu não queria, mas você é impossivel, você tem que ficar sozinha por um tempo.

-Você que tem, e tinha que levar a vagabunda junto!

-Para de chamar ela de vagabunda!

-Por que eu vou chamar ela pelo nome, se vagabunda é o que ela é? 

A vagabunda é a mulher do meu pai, a minha péssima madrasta que me odeia, mas ele não acredita.

-Olha, você precisa ir para um internato! Ela está certa.

-EU SABIA!!! FOI ELA QUE FEZ SUA CABEÇA, NÃO É?

-É FOI SIM, POR QUÊ?

-Vocês se merecem. -Falo baixo. 

Ele sai do meu quarto batendo a porta e vou arrumar minhas coisas.

Acabei chorando muito, depois que ele saiu. E meu rosto estava inchado. Peguei no sono, pensei que seria bom ficar longe do meu pai, ia ser um presente, iria ter paz.

Não tomei café. E sábado, aí vamos nós, esse talvez seria o melhor dia da minha vida, mas pensando bem, tudo ia acontecer de novo. Pessoas me zuando, gente me chamando de algodão doce pelo meu cabelo rosa. Só que isso não se compara ao inferno que é minha vida com meu pai, desde que tudo aconteceu. Eu sou a estranha, a diferente, mas eu não posso fazer nada se eu gosto de ser assim. Eu me sinto melhor com meu cabelo rosa, é apenas um corte a menos em meu braço.

-Seu irmão, vai te levar! -Fala meu pai, enquanto estou calçando meu tênis all star vermelho.

-ELE? AQUELE TARADO?

-Ele não é tarado!

-Você que pensa, por favor... me leva pelo menos, quero te dizer tchau. -Disse, olhando em seus olhos, tendo uma pequena esperança. 

Isso era mentira, mas o meu "irmão", não. Ele era um tarado de merda, que ficava tocando em mim. Porém, ninguém via.

-Não e pronto!

Termino de me arrumar, pego minha mochila, falo apenas tchau para o meu pai, ele tenta me abraçar, mas eu não deixo. A vagabunda se faz de falsa dizendo que ia sentir falta de mim, que mentira. Ela ria por dentro que eu sei, e vou. Pego uma barra de cereal e como enquanto entro no carro. Meu internato ficava em Aberdeen, uma cidade bem pequena, no entanto, parecia ser bem calma, acabei pesquisando e gostei muito, finalmente algo que preste. Contudo, ficava muito longe de casa, então, seria quase quatro horas de viagem, de carro. Eu estava com um certo medo do meu irmão, íamos só eu e ele, isso não seria bom.

Então, entramos e ele pergunta:

-E aí, pronta maninha?

-NÃO! -Falo seca, olhando para o vidro do carro.

-Calminha aí... Gatinha é rapidinho, vou sentir sua falta. -Ele fala colocando a mão na minha calça jeans, então eu puxo a perna, fazendo ele rir logo em seguida.

Ah não! O inferno estava começando. Finalmente ele liga o carro e vamos.


Notas Finais


Terminei aqui... Logo logo tem mais...


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