História Can You Hear My Silence? - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kurt Cobain, Nirvana
Personagens Axl Rose, Dave Grohl, Krist Novoselic, Kurt Cobain, Personagens Originais
Tags Axl Rose, Colegial, Dave Grohl, Internato, Krist Novoselic, Kurt Cobain, Musica, Nirvana, Romance
Visualizações 26
Palavras 4.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello pessoas! <3 Como estão?
AAAAAA QUE SAUDADE! (ok, eu sempre fico com saudade)
Eu estou com tempo essa semana!!! EEEEHHHH e por isso fiz um capítulo com muito amor e carinho pra vocês... e maior, claro! Haha
Espero muitooo que gostem, pois está fofo agora <3
Boa Leitura <3

P.S.: se quiserem ligar uma música na parte em que eu disse liguem a música para dar um clima, pode... escolham uma fofa/sad/que façam vocês chorarem, se quiserem. E me contem qual escolheram, pois eu amo conhecer/ouvir músicas novas, principalmente tristes :))

Capítulo 26 - Metamorfose


I'll keep the lights on in this place, 'cause I don't wanna fall, fall away.

 

As mãos de Kurt pareciam perfeitamente se encaixar na cintura de Polly. Era como se o azul dos olhos de cada um se misturasse, e formasse uma cor indecifrável. 

 

Polly retirou seus lábios devagar com os olhos fechados. E naquele mesmo instante, ela voltou para esse mundo cruel. O som do medo, das respirações e do silêncio cruel estavam lhe rodeando mais uma vez. 

 

Polly abriu um pequeno sorriso, ainda encarando os olhos azuis escuros que lhe causavam arrepios e calafrios, de uma boa maneira. Ela desceu suas mãos até os cotovelos de Kurt, apertando-os devagar para realmente saber se ele estava ali, vivo. Kurt sentia suas mãos coladas ao corpo de Polly, mas lhe soltou com dificuldade, assim que precisou olhar para trás e ver quem havia sido a pessoa infeliz que havia interrompido o lindo silêncio. 

 

Eles sentiram o lindo laço que lhes prendia se desamarrar e todo o calor que os corpos possuíam esfriar aos poucos. Alguém havia interrompido o ciclo, o silêncio de dois apaixonados e dolorosos. Kurt precisava se concentrar em outro mundo, mas sentia uma onda forte lhe afogando ao olhar nos fundos dos olhos de Polly. Ele apenas tentou tornar sua visão mais clara e, identificar quem era pela voz, mas precisou de um impulso de sua própria mente. O garoto repreendeu a si mesmo, mandando os comandos e abrindo seus olhos, conseguindo uma visão parcialmente mais nítida. Era incrível como neste momento, ele só tinha olhos para sua garota. 

 

-O que está acontecendo? -Perguntou uma garota baixinha de olhos castanhos claros e com um cabelo azul na altura de seu ombro. 

 

Chloe, pensou Kurt. Mas por que ela estaria aqui? Por que uma garota como ela, se interessaria por nós? 

 

-Olá Chloe, como vai? -Perguntou Axl expirando todo o ar que parecia estar guardando há anos dentro de si.

 

-Bem Will, e mais uma vez: o que está acontecendo? 

 

Lana respirou aliviada, cruzando seus braços e sentindo suas pernas se firmarem. Por um momento ela imaginou que poderia ser Alex, mas a sorte do amor não os deu esta terrível surpresa. 

 

Krist sentiu sua garganta seca e uma sede de derramar suas lágrimas, mas se manteve forte. Ela havia lhe traído, traído sua confiança, mentido. Krist já havia sido enganado inúmeras vezes, e agora, por ela. Polly, quem ele realmente esperou a vida toda para encontrar e até imaginou uma vida ao seu lado. Porém, ele não sentia nada, apenas um vazio. Um buraco em seu peito. Não podia ter visto ela beijando um garoto que nem ao menos fazia ideia da sua existência. 

 

Chloe havia sido acordada pelos barulhos de Kurt minutos atrás, e para uma garota repleta de tédio, precisava saber o que estava acontecendo. Ela levantou-se com pressa, e vestiu apenas seu suéter favorito. Quando avistou um garoto desconhecido com uma altura de outro mundo, não pode deixar de ir até lá. E ao ver William, precisava perguntar a ele o que estava acontecendo, já que sabia de coisas até demais. 

 

Polly então, viu Krist abaixar seu olhar e sair com a cabeça baixa. Ela sentiu seu coração se despedaçar. Talvez aquele sonho realmente tivesse um significado. Ela observou ele sair, e parecia que a cada passo ele ficava mais longe. Polly queria falar com ele, mas Kurt estava lá. O que ela faria? Krist foi muito importante nesses últimos dias. E agora ela estava jogando tudo fora, simplesmente tudo. Inclusive o coração de Krist sentia-se velho e cansado.

 

-Desculpa... - a única palavra que ela conseguiu dizer, mas era tarde demais, Krist não ouviria. -Desculpa... 

 

-Polly? -Perguntou Kurt preocupado com sua expressão triste.

 

-Desculpa... Eu preciso falar com uma pessoa. 

 

Polly somente se afastou, sentindo uma leve tontura e medo. Ela correu tentando não esbarrar em Chloe e Axl. Todos olharam para ela, até mesmo Lana ficou surpresa com sua atitude.

 

Polly passou pelo longo corredor, e viu a porta do quarto entreaberta. Ela suspirou pesado e tentou vê-lo. Krist não estava lá?, pensou. Ele foi embora? 

 

Krist questionava-se como Polly podia ter feito isso. Ele a amava, e ela não fazia a mínima ideia disso. Encolheu-se em sua cama e observou a blusa de Polly em cima da sua cama. Krist negou com a cabeça e pegou o seu travesseiro afundando seu rosto, e gritando o mais alto que podia. Como ele podia amá-la ao extremo? Como ele podia esquecê-la? O que faria? 

 

Krist pegou sua mochila, colocando todas as suas roupas de maneira bruta dentro dela. 

 

-Eu nunca mais... eu te odeio. -Murmurou fechando o zíper e jogando a mochila no canto do quarto.

 

(Musiquinha, para essa amizade/friend zone maravilhosa)

 

E quando sentou sobre sua cama, viu uma silhueta aparecer fazendo sombra no chão que estava apenas sendo iluminado pela luz do corredor. 

 

Por que ela está aqui?, pensou. Polly colocou-se de pé a sua frente e olhou para ele, esperando o mesmo olhar em seu rosto. Krist não conseguia, ele iria chorar, e não queria que ela visse. 

 

-Precisamos conversar - disse ela tão firme e certa, que Krist sentiu uma necessidade de ouvi-la, por mais que não quisesse. -E agora, Krist. Eu preciso te explicar as coisas. Você precisa me ouvir. 

 

Ele não podia olhar em seus olhos, aquilo doía. Então, Polly acendeu a luz, e Krist fechou os olhos. O escuro deixava tudo mais confortável. 

 

-Eu não consigo, Polly.

 

-Olhe em meus olhos, Krist. -Disse ela, abrindo um sorriso triste e agachando a sua frente.

 

Ela segurou em seu rosto e Krist desviou seu olhar para o seu rosto. Polly viu o garoto engolir seco e ficar nervoso.

 

-Você está se sentindo traído por mim. E tudo que você quer fazer é me manter longe, agora? 

 

-Como sabe disso tudo? -Perguntou ele espantando por dentro, mas sem mudar sua expressão de derrotado. 

 

-Eu sei, porque eu já passei por isso. E nós só sentimos o mesmo por alguém, quando já tivemos um coração quebrado, um coração partido.

 

-Sinto muito, pequena. Quero dizer... Polly.

 

Polly sorriu fraco e levantou-se sentando ao seu lado. Ela encarou a porta e segurou em suas mãos. Polly só ouvia a respiração compassada de Krist, pois provavelmente havia ficado em choque depois de ver aquilo. 

 

-Eu também sinto muito, pode parecer egoísmo, mas... dói duas vezes mais em mim. 

 

-Por quê, Polly? -Questionou ele, ainda encarando algo que nem o próprio sabia o que era. 

 

-Dói porque eu sei que está te matando e dói por saber que sou eu... o motivo.

 

-Você não precisa se sentir machucada, você não tem culpa. É culpa dessa merda chamada... nem sei mais o nome disso. -Disse Krist um pouco mais alto do que segundos atrás.

 

Polly assentiu e apertou suas mãos, esperando que Krist a olhasse. E em seguida ele olhou. Assim que olhou em seus olhos, como Polly queria, ela disse:

 

-Não desista de tudo. Não desista do amor, Krist. Ele é a coisa mais bonita e ao mesmo tempo dolorosa que, no caso, todos um dia vão sentir. Seja como for, quem for... mas vão. E você está sentido, e eu também. Porém, de formas diferentes. E agora, duas pessoas me amam. Contudo, você me ama de maneira incompreensível. Isso me machuca. É inevitável não sentir dor. Somos feitos de machucados expostos que podem infeccionar a qualquer momento.

 

Krist riu baixo com a última frase e ela também. E prosseguiu:

 

-Mas há uma diferença... Eu o amo como um amigo que nunca, em toda a minha vida, fui capaz de encontrar... e você, Krist? Como me ama?  

 

Krist estava com medo de dizer. Mas de certa forma, ele sabia que aquilo ajudaria a fazê-lo sentir-se melhor. Era bom expor a dor para alguém com uma sabedoria tão grande. 

 

-Eu a amo como eu nunca amei ninguém em toda minha vida. Eu não acreditava em amor a primeira vista, até ver você e até saber que você tinha esse jeito. Um jeito de guardar as coisas. Um jeito de me fazer sentir alguém. Você conseguia me fazer esquecer daquela merda de acidente. Você conseguiu me fazer pensar por um recorde de tempo de que tudo ficaria bem. Eu consegui ser otimista por horas. Mas tudo isso, porque eu estava ao seu lado.... E... eu não sei, Polly.

 

-Krist - disse fechando seus olhos na tentativa de ser forte, pelo menos nesse instante, pois Krist precisava. -É por isso que você não pode desistir de tudo, você não pode achar que o amor está morto, que é a maior perda de tempo. Você não pode acreditar que se afastando de mim, você irá me esquecer e as coisas vão ser melhor. Você não pode ir embora. Porque eu preciso de você, você precisa de mim, Krist. Nós estamos sozinhos, e agora que, você tem a mim... você quer ir embora? Se eu faço você otimista, eu ainda vou fazer. Não é me beijando, ou me tendo como sua namorada que vai mudar isso. Porque o que importa é eu estar ao seu lado. Sabe? Vemos tantos casais em festas, se agarrando, se gabando por transar todos os dias, mas o que acontece depois? Eles se separam, pois a garota reclama que ele apenas queria sexo e não dava atenção a ela, não a ajudava em questões pessoais. Ou vice-versa. Namorados, casais, não são só para dar prazer um ao outro, e sim, ser seu melhor amigo também. Mas é difícil encontrar os dois, principalmente a parte do amigo. E agora que eu tenho a você, e você a mim, como um amigo verdadeiro... você quer fugir? Por quê? Por quê, Krist? 

 

Krist nunca havia pensado dessa forma. Ele sentiu um choque tão grande, que as palavras fugiram da sua mente. Como ela conseguia? Polly podia lhe mostrar coisas que jamais havia imaginado serem possíveis. Ela era tão inteligente e sábia, para uma garota aparentemente machucada por algo que ele não sabia o que era. Porém, imaginava ser terrível. Ela lhe olhou e concluiu: 

 

-Você tem que me esquecer não se drogando, fugindo, ou de outra forma hipócrita. Você na realidade... não deve me esquecer. Porque não há como. Mas você pode me ver como sua melhor amiga, lembrando de tudo que você fez por mim e de tudo que eu fiz por você. Pensando em todas as garotas que já passaram por sua vida, e vendo, se alguma delas já foi sua amiga. Logo depois, você vai ver que eu sou sua amiga e estarei aqui para sempre. Você não precisa imaginar o futuro ao meu lado, e sim, relembrar e saber o que é uma amizade verdadeira. Pois Krist, se nós tentássemos algo, nós sairíamos machucados. Porque eu não seria feliz e talvez... você começasse a perder o encanto por mim e um dia conhecesse alguém que lhe fizesse muito melhor em um relacionamento a dois. Então, quando acabasse comigo, eu me sentiria a culpada. E você ainda mais... assim, aquilo que poderia ser uma amizade duradoura, acabaria em instantes. Apenas porque eu tive pena de você, e talvez, quisesse forçar meu coração a amá-lo como um amigo e alguém para ter sempre ao meu lado, de uma maneira diferente. Mas meu coração não aceitaria, então, minha mente tentaria concertá-lo, até o momento em que não houvesse mais maneiras, entende? 

 

Krist assentiu, ainda sem saber o que dizer, e sim, refletindo a cada palavra que ela dizia. 

 

-Eu, Polly. Encontrei um amante, eu encontrei aquele que fez meu coração se preencher sem esforço, ou sem controle. Quando amamos alguém, é instantâneo. Todos nós sentimos o coração indicar para aquela pessoa. E minha mente não precisou se interferir. Meu coração tomou conta. Ou seja, o meu coração e o dele, nos uniu. Nos uniu em um laço, em um só. Um nó. Um nó que parece que nunca vai se soltar. Krist, você irá encontrar o coração certo, pois você também saberá quando é a pessoa certa. Seu coração vai indicar e você não vai querer fugir. Essa pessoa não vai te decepcionar. E se ela te decepcionar, é porque o coração dela se enganou, ou a mente tomou o controle naquele momento e ela acreditou que lhe amava. Mas muitas vezes somos enganados por nossa própria cabeça. Então, não esqueça de uma coisa: os amantes são feitos para costurar as feridas abertas da nossa alma. E os amigos são para mantê-las fechadas.

 

Polly precisava dele, principalmente para manter todas as suas feridas intactas. 

 

Krist focou naquela última frase, e deixou uma lágrima solitária descer involuntariamente por seu rosto. Ele encarou Polly, e apenas não disse nada. Krist percebeu que se um dia estivesse pronto para abrir suas terríveis feridas, Polly estaria lá, lutando contra elas, e as deixando como deveria estar. Krist então, a puxou para mais perto do seu peito e a abraçou com todo o amor que sentia por ela. Polly retribuiu o abraço imediatamente. Ela sabia que não era a amante de Krist, pois havia aberto ainda mais aquelas feridas quase incuráveis que ele tinha. Então, precisou dizer tudo a ele. Ainda estava arrependida, mas sentia um peso menor. 

 

-Desculpa... Krist. Eu não podia ter mentido para você. Amigos de verdade, jamais fazem isso. Mas eu prometo, eu nunca mais vou fazer isso. Ninguém é perfeito, mas se pudermos diminuir os erros, as coisas certas acontecem mais facilmente. 

 

-Tudo bem, Polly. Eu também fui idiota ao acreditar que longe de você... Tudo ficaria melhor. Desculpa, eu também prometo que nunca vou fugir. E nem desistir da nossa amizade e muito menos do amor. 

 

Polly apoiou sua cabeça sobre o ombro de Krist, envolvendo seus braços envolta de seu pescoço. E assim que olhou para a porta viu seu psicopata com os olhos marejados. Kurt apenas sorriu e afirmou com a cabeça, tentando mostrar a ela que estava tudo bem. Polly retribuiu o sorriso e ele colocou as mãos nos bolsos saindo devagar. 

 

Polly se afastou devagar, enxugando seu rosto. E Krist ficou envergonhado, ele não queria chorar perto dela.

 

-Tudo bem. Eu não ligo, ninguém é forte o tempo todo. -Disse ela colocando a mão em seu ombro direito, e com um sorriso que fazia claramente Krist sentir-se melhor.

 

-Obrigado, pode ir agora. Eu estou bem. Juro. -Falou Krist com um tom de voz convicto.

 

Polly beijou sua bochecha e saiu. Krist precisava pensar e refletir com si próprio. 

 

Kurt estava encostado na parede enquanto Axl fazia perguntas sem parar. Axl estava curioso, perguntando a ele de onde a conhecia e mais. Kurt apenas suspirava, ele só queria ouvir e conversar com Polly. E quando ela apareceu, sorrindo timidamente, Axl calou-se e foi puxado por Lana para dentro do seu quarto. Eles apenas ouviram Lana sussurrar:

 

-Sai daí... e os deixem em paz. 

 

E em seguida sumiram. Polly riu e quando olhou para Kurt, o garoto rapidamente desencosta da parede, deixando aquela postura de um adolescente rebelde para um garoto comportado. Ele sorriu da mesma maneira quando a ouviu dizer seu nome pela primeira vez: Polly.

 

-Finalmente, eu e você, mais uma vez. -Disse ela se aproximando dele. 

 

Kurt deu um passo para frente, se lembrando que devia respirar e dizer algo. Mas ele estava tão encantado, que só queria tê-la em seus braços. 

 

-Minha garota, isso parece um sonho. -Sussurrou e ela assentiu.

 

Polly pode ver o seu reflexo nos olhos de Kurt que brilhavam como a luz daquela mesma manhã em que Kurt havia ido embora. Ela envolveu seus braços na cintura de Kurt, colocando seu rosto contra o peito do garoto. E em seguida, ela sentiu uma onda de calor os envolver. Kurt havia envolvido seus braços envolta dela e fazia carinho em seu cabelo. Polly apertou seus olhos e Kurt fez o mesmo, sentindo os corações se encontrarem e a dor se decompor aos poucos.  

 

Assim que Polly soltou devagar seus braços e pôde olhar em seus olhos mais uma vez, sentiu um arrepio. Ela se sentia fria quando não estava sendo abraçada por Kurt.

 

Ele sorriu, e segurou em suas mãos, dizendo: 

 

-Vêm, vamos pegar mais algumas blusas pra você.  

 

Polly sabia que havia blusas em seu quarto, mas ela queria estar ao seu lado. Então, o seguiu, entrelaçando seus dedos. Polly queria sorrir a cada segundo e pelo jeito aquele sorriso não sairia tão cedo do seu rosto. 

 

Kurt olhou para trás, abrindo um sorriso assim que conseguiu vê-la. Tão bonita, pensou. E abriu a porta, deixando-a entrar primeiro. Polly parou de braços cruzados bem a sua frente e Kurt segurou em seus ombros, ficando atrás da garota e beijando o topo de sua cabeça. 

 

-Bem-vinda ao meu confortável e entorpecido quarto.

 

Polly riu, colocando a mão direita sobre seus lábios. E segurou em sua mão, lhe olhando encostar a porta.

 

-Comfortably Numb é uma ótima canção. -Disse ela sorrindo, porém, Kurt não retribuiu o sorriso. Ele apenas abaixou o olhar, aparentemente perdido em seus pensamentos sensatos.

 

Polly imediatamente percebeu, os direcionando a cama mais próxima - que nesse caso era a de Axl -, ela segurou mais firme em sua mão e sentou sobre o colchão e Kurt fez o mesmo. Ele acariciou sua mão esquerda, em seguida envolvendo a mesma com sua outra mão, ou seja, uma espécie de concha. Kurt suspirou involuntariamente e Polly passou a mão por suas costas, encostando sua cabeça sobre seu ombro esquerdo. Ela observou a outra cama e viu alguns esboços em papéis. Polly encarou Kurt, que ainda não olhava em seu olhos e disse apoiando sua mão direita sobre seu queixo: 

 

-Precisamos conversar também, Psicopata. Eu sei que é tudo muito recente, informação demais, mas precisamos... espero que me entenda.

 

Kurt assentiu abrindo um pequeno sorriso, para fazê-la se sentir melhor, talvez. E a olhou, com os olhos tristes, seu olhar era profundo e totalmente perdido. 

 

-Sim, Polly. Precisamos.

 

-Desculpa, eu não voltei pra te encontrar... 

 

Kurt arregalou os olhos e disse desesperadamente: 

 

-Não! Polly, a culpa foi totalmente minha. Você não deve pedir desculpas, você foi forte e continuou. E o que eu fiz? Fui embora, como um completo perdedor... eu lhe devo todas as desculpas.

 

-Psicopata, está tudo bem. 

 

-Não, Polly. Não está! - disse ele em um tom mais alto. -Eu deixei você... sozinha. Eu simplesmente fui embora e se você acabasse perdida? Ou então... -Ele pausou pois doía pensar naquela possibilidade.

 

-Não, Psicopata. Eu não estou. Olha pra mim! Eu estou viva, segurando em suas mãos. Isso tudo é real. -Disse ela entrelaçando seus dedos de forma delicada.

 

-Eu sei, mas eu fui um idiota. Perdão por isso... eu só não podia, ou...

 

Polly segurou em seu rosto, lhe dando um selinho. E disse assim que abriu seus olhos e se afastou devagar:

 

-Psicopata! Não precisa me pedir desculpas. Eu não queria falar sobre isso.

 

Kurt a olhou incrédulo e perguntou surpreso: 

 

-Não?!

 

-Não... - ela abriu um sorriso. -Eu queria falar sobre a sua linda carta e sobre o cigarro em que você me deixou.

 

-Deus! Você leu aquela carta? E a propósito... a sua ficou tão bonita que eu acabei, isto é, se acabei... sentindo vergonha. 

 

Polly riu e negou com a cabeça. 

 

-Deixa de ser bobo. Aquilo ficou lindo, eu fiz como você disse. Eu chorei por nós. 

 

Kurt suspirou.

 

-Eu não queria lhe fazer chorar.

 

-Está tudo bem, as lágrimas são importantes, chorar é essencial pra pessoas reais e sensíveis.

 

-Tem razão, minha garota. Tem toda a razão, mas eu não queria que você ficasse assim, queria estar ao seu lado.

 

Polly o abraçou, com toda a sua saudade, com todo o seu medo, que pareciam ter a mesma intensidade de Kurt e disse próxima ao seu ouvido:

 

-Um destino que estava escrito, Psicopata. Você já pensou que se aquele idiota não tivesse... - Polly fez uma pausa. Imagens daquele terrível acontecimento rodeavam sua mente. -Acabado comigo, nós nunca estaríamos aqui? Juntos? É uma metamorfose, Psicopata. É uma simples, nesse caso, nem tanto... metamorfose. 

 

-Um destino, com gotas de metamorfose.

 

Polly riu e assentiu, fechando os olhos e passou seus dedos sobre a nuca de Kurt. Ela fazia movimentos circulares, brincando com alguns fios loiros, enquanto Kurt acariciava suas costas, sentindo os fios de cabelo da garota sobre suas mãos. 

 

Assim que se sentiram mais confortáveis, Polly devagar saiu do abraço, olhando para Kurt de forma apreensiva. Ele percebeu imediatamente. 

 

-Está tudo bem, pequena? -Perguntou ele e Polly sentiu uma pontazinha de felicidade, após ouvi-lo chamá-la daquela maneira. De certa forma, ela sentia-se frágil e acolhida por ele.

 

-Psicopata, eu fiz uma promessa pra nós. - ela fez uma breve pausa. -Não foi o beijo, foi aquele cigarro... aquele cigarro que você deixou escrito: você pode ouvir meu silêncio? E eu fiz a seguinte promessa: se eu o encontrasse novamente iríamos dividir aquele cigarro. 

 

Kurt sorriu sentindo seus olhos se encherem e sua visão ficou embaçada. Assim que fechou os olhos e assentiu, segurando em suas mãos, uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha. 

 

-Polly, eu nunca me senti tão feliz. Obrigado, muito obrigado, por entrar na minha vida. Você é muito especial pra mim. Por favor, promete pra mim que nunca mais iremos nos afastar? 

 

-Eu prometo, Psicopata. Eu prometo. -Respondeu ela sentindo as lágrimas caírem. 

 

Eles choravam juntos pela primeira vez, sorriam pela primeira vez. Ambos sentiam a felicidade depois de tanto tempo. Sim, todos já esperaram a felicidade, ou ainda esperam, mas saiba que, um dia, você encontrará. E se já encontrou sabe exatamente como é esse sentimento. 

 

Então Kurt olhou em seus olhos e enxugou as lágrimas da garota. Em seguida, sussurrou colocando suas mãos no rosto de Polly e aproximando seu rosto: 

 

-Estou mais feliz do nunca. Finalmente encontrei alguém com quem sou totalmente compatível. 

 

Polly sorriu e concordou, beijando sua bochecha. 

 

-Onde está o cigarro, Polly? 

 

-Em meu quarto. Vamos! -Disse segurando em suas mãos. 

 

Kurt enxugou suas lágrimas e eles foram em direção ao seu quarto. E quando foram bater na porta, ouviram um choro. Polly olhou para Kurt apreensiva e abriu a porta devagar. 

 

-Lana! -Gritou Polly indo em sua direção. 

 

Lana estava completamente acabada, o rímel totalmente borrado. Seu rosto estava vermelho. Ela estava em posição fetal em sua cama, e parecia perdida e machucada.

 

-Lana, o que aconteceu? -Perguntou Kurt, fechando a porta e agachando ao lado de Polly.

 

Polly segurou nas mãos de Lana, mas ela não dizia nada.

 

-Lana, fala com a gente. - pediu Polly angustiada. -Alguém fez algo pra você? 

 

A ruiva nem se quer olhou para Polly, muito menos para Kurt. E por fim, Axl entrou no quarto, ele estava pálido. Lana o olhou enfurecida e gritou com os olhos fechados:

 

-Sai daqui! Seu monstro!

 

Kurt olhou para Axl esperando o mesmo dizer algo. Mas não disse. E Lana repetiu, desesperadamente:

 

-Sai... daqui! Sai daqui!

 

Axl tentou dizer algo, mas nada fazia sentido agora. Como ele podia ter deixado isso acontecer?, perguntava-se. E em seguida, saiu batendo a porta do quarto.

 

-Eu vou falar com ele, tudo bem? -Perguntou Kurt à Polly.

 

Polly assentiu e Kurt foi atrás de Axl. Assim que tentou abrir a porta de seu quarto, percebeu que a porta estava trancada.

 

-Will, fala comigo. O que aconteceu?

 

-Vai se ferrar, Kurt! Me deixa em paz! -Gritou ele e Kurt ouviu em seguida algo ser jogado no chão.

 

Mais um ataque bipolar de Axl, concluiu Kurt.

 

-William, você não pode quebrar tudo! O Alex pode escutar, me deixa entrar. Eu posso te ajudar. -Disse Kurt engolindo seco, pois apesar de tudo, ele não fazia a mínima ideia do que dizer.

 

-Não! Não! Não! -Gritava o ruivo totalmente descontrolado e jogando tudo o que via pela sua frente, no chão.

 

Kurt estava nervoso, tinha medo de que ele pudesse se machucar, pois sabia do seu terrível passado que lhe fazia enlouquecer em situações ruins.

 

-Axl! Se você não abrir a porra dessa porta, eu nunca mais olho na sua cara, entendeu? -Gritou Kurt o mais alto que pôde já que os barulhos que o garoto estava fazendo eram extremamente altos.

 

E alguns segundos depois um silêncio surgiu. Kurt sentiu-se mais aliviado. Porém, Axl não respondeu. Em seguida, Krist apareceu de olhos arregalados. Logo depois Kurt fez sinal de silêncio com o indicador para Krist. O loiro bateu na porta duas vezes, e alguns segundos depois a porta foi aberta. Kurt olhou toda a situação do quarto e olhou para Axl. Enfurecido, o ruivo só olhava para seus sapatos. Krist estava de boca aberta.

-Axl, o que acontec...

Kurt foi interrompido por um grito de fúria, raiva e medo interior de Axl:

-EU VOU SER PAI!

E pela primeira vez Axl olhou em seus olhos. Seu olhar era profundo e vazio. Kurt travou, não sabia o que fazer, dizer e muito menos entender como isso pôde ter acontecido.

 

 

Polly sentou ao lado de Lana, e a garota deitou sua cabeça sobre o peito de Polly. Ela apenas envolveu a ruiva em seus braços. Polly respeitou seu silêncio e apenas beijou o topo de sua cabeça, apoiando seu queixo no mesmo lugar. Lana mexia em algumas pontas do cabelo rosa da garota, e depois de alguns minutos de silêncio, olhou para Polly perguntando:

 

-Eu devo amá-lo?


Notas Finais


AI MEU DEUS!!!
Esse final, jesus! Até eu fiquei meio dazed...
Ok, deixa eu respirar...
O que acharam?
Perdão por qualquer erro.

Até logo!!! <3


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