História Can you help me? - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Félix, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël, Nino, Plagg, Sabrina, Tikki
Tags Adrinette, Alucinações, Crazyfic, Documentario, Investigação, Longfic, Loucura, Marichat, Policial, Romance
Visualizações 370
Palavras 2.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 4 - Carta


Gritar. Foi à única coisa que eu soube fazer depois de ler aquilo. Um arrepio percorreu a minha espinha, meu coração estava a mil e minha cabeça girava. Todas as palavras pesadas e ditas claramente rondavam a minha cabeça, estava sentindo uma tontura como nunca antes. Minha garganta estava seca, e meu corpo todo tremia.

— Adrien?! Está tudo bem?! – vi o vulto preto chegar correndo até mim, era Plagg, ele estava de toalha e seu cabelo estava molhado, enquanto algumas gotículas de agua caiam sobre seu corpo.  — Adrien! Responda–me! O que houve? – ele me sacudiu pelos ombros com força, mas nenhuma palavra sairá de minha boca, eu não conseguia.

— Á-Água... – respondi seco.

— O que? – ele perguntou demasiado assustado.

— Á-Água... Por favor... – engoli o seco, ele saiu correndo de perto de mim e foi até o outro cômodo da casa, nessa altura já não tinha mais toalha no corpo.

Ele voltou em poucos minutos com o copo na mão, enquanto eu tentava inutilmente me levantar do chão. Porém, na primeira tentativa já tive minha falha, eu sentia minhas pernas molengas.

— Adrien! – ele deixou o copo no criado do mundo e me ajudou a levantar. — Mas que merda te deu? – ele perguntou me colocando não com muita delicadeza na cama. — Porque tu tá assim? O que houve contigo?

— Plagg... – eu coloquei a mão na testa. — Eu acho que tem alguém vigiando as pessoas do sanatório – respondi e me levantei de pressa.

— Aonde vai? – ele perguntou.

— Se tem algum espião ou intruso lá eu vou descobrir.  – respondi, indo ao meu PC. — Vou olhar as câmeras de segurança, elas devem ter capturado algo.

— Pelo amor de Deus Adrien! Tu quase teve um derrame a dois segundos e agora já quer dar uma de detive? – ele reclamou.

— Não to dando uma de detetive Plagg, isso é sério. – respondi indo às câmeras. — Vai que temos um espião no grupo? Soube que alguns do sanatório fugiram, vai que isso tem haver.

— Olha Adrien; eu sei que tu pode estar bolado com esse treco, mas descanse, mano tu quase enfartou aqui!

— Bolado? Treco? Plagg, que merda é essa? E, além disso, se for usar o verbo “tu”, use o “podes” para completar a frase no plural.

— Ui, professor de português! – ele debochou, começando a rebolar.

— Para com isso! Se olhe no espelho, tu tens 20 anos e fala como uma criança de cinco. – respondi furioso.

— Vai ficar falando certinho agora? Tu não é disso. – ele disse.

“Tu não és disso.” – o imitei.

— Para de me imitar bicho morto.

“Para de me imitar, mi, mi, mi” – comecei a fazer gestos estranhos com os braços. — Cai fora e me deixa em paz, quero resolver isso logo.

— Ah tá, vai me chutar agora? – ele perguntou indignado. — Só porque eu não falo certinho, tu fica me corrigindo, qual é o teu problema?

“Tu ficas me corrigindo.” – respondi. — Olha Plagg, eu falo do jeito que eu quero, mas se tu queres falar com essas siglas, fale direito, ou então use o termo clássico “você”. Nunca falastes assim, o que deu em ti?

— E tu? Só fala assim quando está no trabalho. – ele respondeu bravo. — Está falando assim para me irritar né? Você também odeia falar assim.

— Sim eu odeio. – respondi. — Mas odeio mais ainda quando você fica tentando me corrigir e me dizer o que devo fazer.

Adrien Agreste, falo tudo certinho, e apesar de deixar a fama de modelo, ainda é um filhinho de papai mimado, já Chat Noir, fala normal, geralmente eu uso essas siglas que estou usando com Plagg quanto converso com alguém na rua como Adrien, mas com ele não necessito.

— Adrien, você estava mal. – ele disse.

— É motivo para falar como se soubesse de tudo e controlar–me? Poupe–me Plagg. – respondi olhando pela décima vez as câmeras, nada.

— Tá bom. – ele saiu do meu quarto e foi para outro cômodo da casa, suspirei, ele me dá muito trabalho, ou ao contrário.

Deixei o computador, tentando tirar da minha cabeça se alguém estava como intruso no sanatório, mas isso ainda rondava em minha cabeça. Eu li novamente a carta, a escrita da frente e de trás, com certeza aquela letra era de Jack, mas será que ele escreveu aquilo por conta própria? Eu espero sinceramente que consiga ligar as entrelinhas. Não queria identificar se a tinta vermelha na qual foi escrita atrás era sangue, era muito provável que esse cara, tenha feito isso, porque não acredito que Jack tenha escrito algo tão psicopata e doentio. E sobre ela. A carta falava claramente de uma mulher, ainda não consegui decifrar isso. Salve–a, proteja–a. O que devo fazer? O que está acontecendo? Será que tem realmente uma mulher inocente envolvida nisso ou é um tipo de código? E foi mesmo Jack que se matou, ou o mandaram escrever isso e depois o mataram? Realmente muitas perguntas sem respostas rondavam minha cabeça. Eu só queria resolver isso logo, minha rotina anda mudando bastante, desde que um certo alguém entrou na minha vida.

Deixei o computador de lado, mas ainda vigiando as câmeras, nada passaria tão fácil. Fui para a cozinha, e lá achei um moreno sentado na mesa bebendo café.

— Oi. – disse simplesmente.

— Oi... – ele respondeu bebendo o liquido forte e preto.

Servi–me um pouco, não o queria fora da minha rotina, pelo contrário, desde que ele voltou, minha vida tem ficado mais serelepe.

— Olha sobre antes-

— Esquece. Eu sei que não devia ter me metido nos seus assuntos, e não deve se desculpar, e sim eu. Desculpe–me, mas é que fico preocupado, pois você trabalha 24 horas por dia e dorme o que, três horas de sono? Haha~ – ele riu. — Eu sinto muito, mas não posso e acho que não vou parar de te dizer essas coisas, eu sou controlador Adrien você sabe.

— É. Eu que o diga. – ri. — Mas eu não devia ser tão certinho não é mesmo? Ficar te corrigindo e te obrigar a falar da maneira certa sendo que nem eu gosto que fale assim. – abaixei a cabeça. — Eu sei que não tenho sido um bom irmão Plagg, muito menos um bom amigo, mas peço que tenha paciência comigo, não faço isso porque quero, sai meio que na hora.

Ele riu.

— Há alguns minutos estávamos discutindo, agora estamos rindo. – nós dois sorrimos. — Acho que é assim que funciona né? Acho que não me avisaram que era assim ter um irmão mais velho no orfanato. – ele disse. — Sabe Adrien, eu realmente não me importo que você trabalhe, mas se cuide melhor, você está desperdiçando sua vida desse jeito.  – suspirou. — É apenas um concelho.

— Sabe que eu sempre os ignoro né? – ele riu.

— Valeu a pena tentar. – ele bebeu o café, logo depois eu, mas fui obrigado a cuspir todo o liquido.

— Isso aqui tá muito forte! Parece que nem tem água, meu Deus Plagg, não lembrava que seu café era tão ruim.

— Vai-te catar. – ele me mostrou o dedo do meio, apenas ri.

[...]

Faz o que dois dias? Dois dias de merda e nada da carta! Eu não sei se sou eu que sou burro ou se os enigmas são muito difíceis. Minhas olheiras estavam mais fundas e meus cabelos nunca estavam penteados, aquilo estava acabando comigo. Ouvi a droga do telefone tocar, meus ouvidos zumbiram com o barulho irritante.

“Alô?”

“Adrien, está tudo bem? Você ficou tão pouco tempo ontem.”

“Tá sim, só estou meio cansado. Estou indo pra ai.”

“Ok.”

Levantei com muito esforço e peguei uma roupa simples, uma blusa com botões preta, uma calça jeans e um sapato, tentei pentear meu cabelo, mas ele está enlouquecido hoje. Enfim, fui andando mesmo, queria pegar um ar e ir logo nisso.

Chegando lá, na primeira hora, eu esbarrei com uma pessoa.

— Me desculpe! – vi uma papelada cair no chão e a cabeleira ruiva me olhar irritado.

— Você não olha por onde anda?! – ele perguntou enfurecido, me assustei, mas logo sua expressão mudou. — Q-Quer dizer, você não me viu?

— N-Não, perdão.  – estendi a mão para ele.

— Desculpe eu ter gritado, é que eu geralmente não controlo meu temperamento. – suas bochechas coraram e ele sorriu nervoso. — N-Nathanael Kurtzberg – ele me estendeu a mão.

Nathanael Kurtzberg,um garoto baixo, ruivo com olhos azuis–turquesa cintilantes, o cabelo laranja vermelho e bagunçado. Ele tem uma longa franja que é escoava para o lado esquerdo de seu rosto. Ele veste um t–shirt vermelha com design em preto na frente. Ao longo de sua camisa, ele veste um casaco cinza simples com um colar dobrado, mangas dobras e bolsos laterais. Ele vestia uma calça jeans com bolsos laterais e sapatos cinza com alguns detalhes em branco.

— Chat Noir. – peguei sua mão e apertei, sorrindo. — É um prazer conhece-lo.

— Igualmente. – ele respondeu. — Novamente, desculpe ter gritado contigo. – ele sorriu nervoso.

— Não tem problema.

— É meu primeiro dia aqui, e já faço uma burrada. – ele disse com a cabeça baixa.

— É teu primeiro dia? Trabalha aqui?

— Sim. – ele respondeu. — Eu morava no Japão, mas resolvi me mudar para cá, então acabei por descobrir essa delegacia, eu quero ser policial sabe? – ele sorriu. — É meu sonho desde pequenino, e Paris tem uma das melhores escolas para isso e... Oh, perdão. Que falta de educação, eu...

— Não se preocupe. – sorri. — É bom saber que temos pessoas que se preocupam com a segurança e a justiça. – ele corou.

— Muito obrigado! – ele disse. — Então Senhor Noir, trabalha aqui? É policial ou está aqui para estudar?

— Não, não. – respondi. — Eu trabalho com algo, peculiar... E a policia está me ajudando em um caso.

— Peculiar? O que quer dizer? – ele perguntou.

— Ah é que eu-

—?

— EU TO ATRASADO! – respondi gritando. — Nos vemos depois Nathanael, foi um prazer te conhecer! Você é um cara legal, não desista do seu sonho! – ele acenou sorrindo para mim, que sai correndo.

[...]

Corri feito louco até a bancada, quase que não me deixam entrar, o guarda Roger, um guarda alto e um pouco acima do peso que zombou de mim na primeira vez riu com meu atraso. A moça que atendia foi gentil como sempre, ainda não descobri seu numero de telefone, mas nada que um jantar não resolva! Enfim, Sabrina ficou bem brava pelo meu atraso, mas me deixou entrar e falar com a Ladybug, que a essa altura, estava sentada no chão com as pernas pra cima.

— Achei que não viria hoje! – ela disse. — Você tem se atrasado bastante não é gatinho? – ela sorriu sapeca.

Como ela podia ser fofa sendo uma assassina?

— Eu peço para que você tenha um pouco mais de respeito a minha pessoa. – respondi sereno, me sentando no mesmo lugar de sempre.

— Pra que essa formalidade? Somos quase amantes, certo? – me engasguei com a própria saliva, enquanto ela riu.  — Você tinha que ter visto sua cara! – ela apontou para mim.

Suspirei, ela não aprendia nunca? Eu tenho quase certeza de que nunca vou entendê–la. Por mais que eu estivesse sentado ali, minha mente vagava por outros ares, e eu não conseguia identificar direito o que eu pensava. Meus pensamentos foram interrompidos pela porta rangendo.

— Com licença. – vi o mesmo brilho cintilante dos olhos azuis–turquesa de antes, dessa vez com um jaleco.

— Nathanael? – perguntei ao o ver entrar.

— Senhor Noir, o Senhor Félix disse que seremos parceiros no caso da procurada Ladybug, eu devo dizer que é uma honra trabalhar com você. – ele disse.

— Mas que porra...

— Isso mesmo Chat Noir. – ouvi a voz no interfone soar. — Eu sei que geralmente trabalha sozinho, mas Nathanael foi um dos melhores da turma dele, tirando dez em investigação. Ele não só será de ajuda no caso, mas como também pegará uma bolsa aqui e virará um policial completo. Contamos com vocês.

Fiquei com raiva? Sim. Eu entendo que Félix queira que eu trabalhe com ele, afinal ele deve ser bom para ter sido escolhido, mas eu não gosto de trabalhar em equipe, muito menos com que acabei de conhecer. Eu sei que na verdade Nathanael é uma pessoa legal, mas acho isso uma palhaçada! Dar um extra pra ele tinha que fazer a prova e virar policial de verdade, e não virar um. E, além disso, duvido que ele saiba muito de psicologia.

— Senhor Chat Noir, eu fico agradecido. Eu sempre quis trabalhar com um profissional. – ele sorriu.

— Por favor, Nathan, vamos ser parceiros me chame de Chat. Posso te chamar de Nathan? Ou preferes Nath?

— Chame–me do jeito que preferir e gostar. – ele disse olhando a prancheta.

Quando seus olhos subiram a Marinette que estava parada com a cabeça tombada pra o lado, com uma cara confusa, seus olhos brilharam e seu rosto ficou vermelho.

— O-Oi. – ele disse tímido.

— Oh, hello! – ela disse sorrindo, ele corou mais.

É sério? Você tá corando? Tem ideia de que está na frente de uma das mais procuradas de Paris e você cora e fala oi? Francamente! Fiz uma tosse falsa e o encarei.

— Nathan, ela é perigosa, não de brechas pra ela mexer com você. E endireite essa coluna, parece um idoso. – disse colocando o polegar em suas costas endireitando assim sua coluna.

— O–Oh sim, me desculpe! – francamente... — Chat, bem eu tenho alguns relatos das suas pesquisas.

— Isso é bom. Fique informado garoto. – digo. — Quer fazer algo muito importante?

— Sim! O que?

— Me traga uma xicara de café. – digo a ele, que se surpreendeu um pouco.

— Café? Isso é importante. – respondi freneticamente que sim com a cabeça. — Tudo bem, se você diz...

— Três colheres de açúcar. – respondi com ele que acenou que sim.

— Uau. – ela disse na cela.

— Que foi?

— Então isso que é proteger território? – ela riu. — Faça xixi aqui, ai ele não vai poder entrar mesmo. – ela caiu rolando no chão.

— Não sei do que está falando.

— Ué. – ela disse levantando. — Você viu que Nathan é bom e que o chefe o quis num problema que você supostamente tinha dito conseguir resolver sozinho. – ela diz. — Seu chefe não só te subestimou como também está te apressando, mais gente, mais rápido. – ela riu.  — E você está com raiva do tomatinho porque ele é praticamente, seu rival.

— Meu rival?

— É. – ela disse. — Com ele aqui, você não vai poder provar que é bom sozinho, e sim que precisa de ajuda para resolver um caso.

Será mesmo? Ela tem razão? Félix me subestima? Ou será que ela está só tentando fazer minha cabeça? Isso não vai ficar assim!

 


Notas Finais


É, eu sei, ficou bem lixoso
mas o proximo vai ser mais interessante, sem falar q esse ficou curto
Titulo do proximo cap: "O rival"
bjkoas


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