História Canary Cry - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Arqueiro Verde, Arrow, The Flash
Personagens Laurel Lance
Visualizações 68
Palavras 1.509
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada por comentarem e favoritarem <3
Boa Leitura!!!

Capítulo 4 - A Caçadora


Fanfic / Fanfiction Canary Cry - Capítulo 4 - A Caçadora

— Estava pensando se você poderia me treinar. – ele me entregou um pano para colocar o nariz e abaixou o capuz enquanto sentava de frente para mim.

— Você sabe alguma coisa de luta, não sabe?

— O que eu sei se resume à defesa pessoal. – o Arqueiro pareceu pensar.

— Posso te ensinar alguma coisa, mas se você se machucar enquanto estiver treinando ou quando estiver nas ruas, eu...

— Não vai ser sua responsabilidade, eu sei. Aliás, porque decidiu dar uma de “Robin Hood” por aí? – ele deu uma risada.

— O motivo é pessoal. Digamos que não suporto injustiças. Mas e você, passarinho? – decidi ignorar o fato de ele ter me chamado de “passarinho”.

— Eu também não suporto injustiças. E infelizmente as coisas em Star City não são mais resolvidas dentro da lei, então quando ganhei meus poderes, vi que precisava fazer algo.

— Como assim “ganhou” seus poderes? Você é um daqueles meta-humanos? – assenti – Central City tem sofrido com eles. Mas eu os entendo, porque trabalhar do lado da lei se você tem o poder de ter muito mais? – ele se aproximou - Então eu te pergunto, porque escolheu usar seus poderes a favor da lei? – o Arqueiro escorou seus braços na mesa onde eu estava sentada, um em cada lado do meu corpo e me encarava sério.

— É pessoal. – falei simples. E de fato era. Meu pai é um policial e esse senso de justiça já nasceu em mim. Não mudaria de lado nem que me pagassem a maior fortuna possível.

O Arqueiro Verde deu uma risada e se afastou.

— Gostei de você, passarinho.

— É Canário. – corrigi séria.

— Uh, já notei que é durona. Parece que teremos muito trabalho então.

***

Eu estava saindo de um café quando quase fui atacada dois caras, porém o Arqueiro Verde me salvou. O estranho é que o ataque foi durante o dia e nunca tinha visto ele durante o dia.

Tive medo que ele tivesse descoberto que eu era a Canário Negro, porém lembrei que ele já sabia da minha existência quando foi me entregar os arquivos do caso que acabei de assumir.

— Filha, o que houve? – meu pai chegou depois de um tempo com os demais policiais.

— Eu não sei eles me atacaram, mas aí o...

— Capuz? – disse ao ver as flechas verdes nos homens.

— É Arqueiro Verde, pai. – corrigi.

— Arqueiro, Arqueiro Verde, Capuz, Flecha Verde, Robin Hood, que seja! Esse cara está dando dor de cabeça não importa como ele se autodenomine.

— Mas ele me salvou!

— Laurel, ele é um vigilante. Não um herói.

***

Entrei no esconderijo do Arqueiro e o avistei treinando a mira, atirando em bolas de tênis em movimento.

— Estou aqui. – falei chamando a atenção dele.

— Você é bem pontual. – sorri de canto. Ele acertou duas flechas na mesma bola de tênis, uma atrás da outra e virou-se para mim. – Tem interesse em usar um arco ou algum outro instrumento?

— Não. Apenas a voz. – foi a vez dele de rir.

— Então vamos lá.

O treinamento com ele era difícil, já que o mesmo parecia ter receio de me machucar. Por um lado era bom, mas o lado ruim é que eu precisava aprender e com o Arqueiro Verde me poupando eu não iria conseguir.

Um alarme soou de um dos computadores, nos interrompendo.

— O que foi isso? – perguntei ao levantar do chão.

— Significa que tem um crime em andamento. – explicou e foi até os computadores – Henry, o que está acontecendo?

— Com quem você está falando? – olhei para os lados sem enxergar ninguém.

— Um amigo que me ajuda nesse tipo de coisa. – apontou para um comunicador na orelha.

— Ah sim.

— Caçadora? Que diabos de nome é esse? Tá bom! Já estou indo. – ele colocou o casaco verde, mais flechas na aljava e montou na moto.

— Ei! Me espera! – falei pegando a jaqueta preta e o seguindo.

— Você fica aqui. Ainda não tem experiência pra enfrentar alguém como a Caçadora. Henry disse que ela é perigosa. – cruzei os braços e o encarei com descrença.

— Eu vou ir com você. – me aproximei.

— Tá, você que sabe. – ele levantou as mãos em sinal de rendição – Sobe aí! – lancei um olhar sugestivo, deixando o loiro confuso, porém logo pareceu entender – Ah não, você não acha que vai... Não! Definitivamente não vai pilotar a minha moto!

***

— Henry, ela ainda está no local? Certo, obrigado! Ela está perseguindo um carro na quarta avenida!

— Entendido. Segura firme! – falei acelerando a moto.

— Calma, você vai nos matar! – disse ele e segurou firme ao redor da minha cintura.

— Você acha que não sei pilotar uma moto? – ri e me concentrei na estrada. – Alvo avistado! – alertei ao ver uma moto arroxada seguindo um carro preto.

— Vamos tentar pegar um atalho e parar na frente deles, assim podemos atirar.

— Como assim?

— Confie em mim, eu tenho um plano. – assenti – Só precisamos achar um atalho. Conhece as ruas de Star City?

— Como a palma da minha mão. – entrei em alguns caminhos para seguir o plano do Arqueiro Verde, sorte minha que conhecia as ruas da cidade. Logo estávamos correndo na direção do carro e da Caçadora. – Estamos nos aproximando, qual é o seu plano?

— Você para e eu atiro minha flecha especial!

— E vai funcionar.

— Acredito que sim. – balancei a cabeça mas decidi confiar no Arqueiro. Rapidamente meu pai me veio à cabeça. Imaginei o que ele pensaria se me visse na situação que estou agora. Provavelmente me mataria por estar me arriscando desse jeito, mas tinha que admitir, essa adrenalina toda é maravilhosa!

Estávamos mais próximos e eu freei a moto, parando de lado para eles e logo o Arqueiro atirou a flecha no chão, porém não aconteceu nada.

— Acho que sua flecha falh... – antes que eu terminasse uma grande explosão me interrompeu. A rua não foi danificada, mas o carro parou por conta da fumaça e consequentemente a Caçadora também.

— O que ia dizer? – ele riu e nós descemos da moto – Não enxergo nada! Uma ajuda pra limpar essa fumaça seria bem legal da sua parte.

— Deixa comigo! – usei o grito da Canário fazendo a fumaça se dissipar mais rápido. – É o advogado do Frank Bertinelli. – a Caçadora tinha ele na mira mas o Arqueiro Verde atirou uma flecha nela, fazendo com que ela desviasse a besta para cima e errasse o alvo.

— Seu idiota! – ela berrou, enquanto isso o homem rastejava para fora do carro, tentando fugir e eu rapidamente fui atrás.

— Canário Negro! – ouvi o Arqueiro me chamando, porém quando olhei para frente só vi a Caçadora vindo na minha direção e logo senti uma dor forte no queixo. Ela tinha me socado.

— Ele é meu! – a morena segurou o homem pela gola do paletó, porém ainda no chão eu bati minha perna nas dela, o que a fez cair e em seguida usei o grito da Canário para mantê-la no chão e dar tempo do Arqueiro Verde chegar até nós. – Eu andei lendo sobre você, verdinho! Sei que gosta de abater vilões, mas eu não sou a vilã aqui. Aquele homem é! – apontou pra o advogado – Por isso ele precisa ser eliminado! – a Caçadora pegou a besta do chão mas o Arqueiro atirou uma flecha prendendo sua roupa no chão, impedindo que ela mexesse a mão.

— Se ele realmente é o homem que você diz ser, prove ao invés de mata-lo. Porque se não, só você sairá como vilã da história. – falei.

— Prefiro ser temida do que ser respeitada.

— Ou seja, prefere a prisão do que a justiça. Típico! – falei. Ela me encarou brava, porém antes que dissesse algo, ouvimos sirenes se aproximando.

— A polícia, vamos cair fora! – o Arqueiro me puxou pela cintura e logo subimos na moto. – Pensei que me deixaria dirigir, agora.

— Vai sonhando! – ri e acelerei assim que ele subiu.

— Você até que foi durona com a Caçadora, passarinho. – ele brincou enquanto íamos de moto até o esconderijo.

— É, estou me virando.

***

— Com todo respeito, senhorita Lance, mas isso não prova nada.

— São transações bancárias feitas por uma empresa fantasma para a conta do assassino de aluguel Thomas Monaghan, mais conhecido como Hitman. E o curioso é que também existem investimentos do seu cliente para essa empresa fantasma.

— Isso soa mais como uma especulação do que uma afirmação. – o homem me desafiou. 

— Na verdade é uma afirmação sim, senhor Martin. – peguei os papéis com os registros das transações e entreguei ao advogado e uma cópia para o juiz.

— Como conseguiu isso?

— A procedência não é exigida. – disse o juiz e eu sorri confiante, deixando Frank Bertinelli e seu advogado vermelhos de raiva.

— Meritíssimo, será que podemos fazer uma pausa? – o homem perguntou e o juiz cedeu, logo fui para uma das salinhas do tribunal, peguei um copo d’água e sentei na poltrona confortável. Aquele julgamento estava sendo cansativo, porém com as provas que o Arqueiro Verde conseguiu, se tornou mais fácil. No entanto eu precisava achar um jeito de contornar a situação e ferrar de vez com Frank Bertinelli.

— Tem um tempinho? – virei na direção da porta e me deparei com uma pessoa que não imaginaria ver tão cedo.

— Oliver?


Notas Finais


Gente, vou esclarecer uma coisa sobre a fic: Acontecimentos que envolvem o Arqueiro Verde só serão retratados na fanfic quando a Canário Negro estiver envolvida, e ainda não serão bem esclarecidos, porque o foco é totalmente (e somente) na Laurel, embora o Arqueiro seja um personagem importante!
Espero que tenham gostado ♥ Kittykisses xx


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