História Canção da Meia Noite - Capítulo 10


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Yui Komori, Yuma Mukami
Exibições 140
Palavras 2.145
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpa pela demora!!!!! 🤐 Sim, sou um ser humano horrível, porém estava fazendo umas one-shot de BTS e me esqueci de escrever o novo cap daqui.
Kyahhhh!!!!!! 19 favoritos! 😍 Tão feliz! Eu sei que pra quem tem 100, 200, 900... favoritos em uma fic, ter 19 não é nada. Mas, para mim, isso é super importante. É muito bom saber que alguém ta gostando dessa estória e a acompanhando. Então, MUITO obrigada 💗💗💗💗💗

Capítulo 10 - Esconderijo


Fanfic / Fanfiction Canção da Meia Noite - Capítulo 10 - Esconderijo

          Yui, Subaru, Ayato e Shu estavam na limusine da família Sakamaki indo para a propriedade que pertencia aos vampiros. Ayato parecia perdido em pensamentos, e mesmo quando Yui o perguntou se ele estava bem, o rapaz apenas acenou a cabeça em resposta, internamente o ruivo estava completamente confuso, por mais que tentasse esquecer, sua mente repassava a cena de Yui e Subaru se beijando. Para qualquer um aquilo seria motivo o suficiente para desistir, mas ele só conseguia pensar em como revidar, em como mostrar a ela que a amava. Sim, aquilo era certo, ele com certeza a amava, a partir do momento que sentiu seu mundo desmoronar quando a viu nos braços de outro, ele teve a confirmação da veracidade desse sentimento.
         O silêncio reinava no veículo, Yui acabou pegando no sono e sem perceber sua cabeça caiu no ombro do ruivo, Subaru a olhou, por um momento pareceu que ia retirá-la de lá, porém voltou a fitar o vazio e cruzou os braços, Ayato viu ali uma oportunidade de irritar o irmão, mesmo que esse não demonstrasse; o ruivo passou os braços em torno do corpo da garota puxando-a para si, de forma que a cabeça dela, antes em seu ombro, agora estivesse apoiada em seu peito, e passou as pernas dela por cima da sua, colocando-a sentada de lado no banco quase em seu colo, com as costas viradas para Subaru. O ruivo apoiou o queixo em cima da cabeça dela e inalou profundamente, comentando em seguida:
         -Simplesmente adoro esse cheiro doce que ela exala. Concorda irmão?
         Subaru retesou os músculos e não respondeu, fechou as mãos em punho com os braços ainda cruzados, e não olhou para o irmão. Mesmo tendo beijado Yui, ele sabia que os sentimentos dela em relação a ele ainda não eram concretos, de alguma forma aquele beijo o fez ter contato com o que ela sentia, e o que ele viu foi uma completa confusão, a garota estava dividida entre ele e Ayato, porém o ruivo tinha uma certa vantagem, pois ele foi o primeiro amor da garota, Subaru passou a ser visto como algo mais recentemente.
          Subaru quase agradeceu a Kami-sama quando o veículo finalmente parou, saiu da limusine deixando os irmãos para trás. Ayato saiu logo após Subaru com Yui ainda adormecida em seus braços, indo em direção a nova morada. Comparada a mansão, este imóvel era extremamente pequeno, tinha apenas três quartos, sala e cozinha. Um pequeno barco de madeira estava preso em um cais no lago, à luz da lua a água parecia cintilar. Adentrou na casa e conduziu-se a um quarto onde havia uma cama de solteiro, deixou Yui ali deitada e saiu, juntando-se aos irmãos na sala para decidir o que fazer.
          -O que faremos? -perguntou Ayato sentando-se em uma poltrona.
          -Apenas ficaremos aqui até ser seguro ir embora. -respondeu Shu passando as mãos pelo cabelo. – Ah, quase esqueci, Reiji mandou avisar-lhes para não deixar Yui se afastar demais da propriedade.
          O loiro se retirou da sala entrando em um dos aposentos, quando Ayato se deu conta disso, levantou-se e falou exaltado para o irmão:
         -Hey! Ainda não decidimos quem vai dormir no sofá! Então volta aqui Shu!
         Em resposta, Shu bateu a porta do quarto; Ayato bufou frustrado e olhou para Subaru arqueando a sobrancelha em desafio. O ruivo andou em direção ao último quarto vago sem tirar os olhos do irmão, este apenas o olhou indiferente até que Ayato sumisse no cômodo.
         Os dias passavam rapidamente, a dinâmica dos vampiros não mudou em nada, pela manhã Yui e Subaru treinavam, durante a tarde eles faziam o que desse vontade, era tudo incrivelmente tedioso. Ayato encontrou uma adega no porão da propriedade, havia várias garrafas de vinho e sakê, bebidas pela qual o ruivo passou a sentir grande apreço. Porém ainda precisavam se alimentar, e ali era um lugar isolado demais para encontrar sangue e não podiam simplesmente usar Yui, pois a matariam e ela também precisava do líquido tanto quanto eles. Os vampiros passaram a se revezar, indo a cidade durante a noite para se alimentar e traziam bolsas de sangue roubadas de bancos hospitalares para Yui, já que esta não podia sair, nem sentia o menor prazer em ferir um humano. E foi num fim de tarde, quando Shu e Subaru foram para a cidade, que todo o plano do esconderijo desmoronou.
         O sol começava a se pôr no horizonte, haviam se passado poucos minutos desde que Shu e Subaru haviam deixado a propriedade em busca de sangue. Ayato estava sentado no batente de uma janela que dava ampla visão do lago nos fundos da casa, estava acompanhado de uma garrafa de sakê, engolindo grandes goles da bebida do próprio gargalo. Aquele havia sido um dia difícil para o ruivo, ao invés de se aproximar da garota, estava apenas a afastando, jogando-a nos braços do irmão, ele apenas não sabia o que fazer, e agora a observava nadar no lago, sabendo que ela havia aprendido isso com Subaru, com esse pensamento tomou mais um longo gole da garrafa.
          Ele observou-a sair do lago, usava a roupa de banho fornecida pela escola, enrolou-se numa toalha e torceu os cabelos úmidos retirando uma grande quantidade de água, em seguida ela abaixou-se pegando algo brilhante no chão, a adaga de prata do Subaru. Ela cumpria aquela promessa a risca, nunca ficava longe daquele objeto. Ayato viu-a dar a volta na casa, tomou mais um gole da bebida e fez uma decisão, naquela noite a faria sua.
          O rapaz saiu da janela e quase caiu no chão, estava completamente bêbado, só naquele dia havia esvaziado cinco garrafas de sakê; cambaleou até a porta, mas essa se abriu antes que ele a alcançasse deixando a mostra a silhueta de uma garota, quando ela fechou a porta Ayato a empurrou contra a mesma escutando um barulho alto quando o corpo dela bateu contra o móvel, sorriu ao ver a expressão de dor dela, a surpresa foi tamanha que Yui deixou cair a adaga, ia se abaixar para pegar, porém Ayato pôs o corpo em frente ao dela apoiando as mãos na porta com ela entre seus braços.
          -Yui... -sussurrou o ruivo.
          A garota sentiu o forte cheiro de álcool vindo do hálito dele e se encolheu.
         -Ayato-kun, você não está bem, eu te ajudo, mas, por favor, afaste-se.  -disse a jovem numa tentativa de fazer o garoto recuar, apoiando uma mão no peito dele, empurrando-o levemente, enquanto com a outra mão segurava a toalha em frente ao corpo.
          -Eu estou muito bem Yui... só preciso de você. -respondeu o ruivo aproximando-se ainda mais, mas sem encostar o corpo no de Yui, ele apoiou a cabeça na porta e continuou: - Eu vi... vi quando você beijou Subaru. Aquilo não foi legal, Panqueca.
         O garoto soltou uma risada triste, Yui pela primeira vez em muito tempo sentia medo de Ayato, e aquele forte cheiro de bebida a fazia sentir repulsa em relação a ele. A garota fechou os olhos e desejou que Shu e Subaru estivessem ali, mas sabia que ninguém iria lhe salvar caso Ayato resolvesse machucá-la. O rapaz desceu os lábios frios para o pescoço da garota roçando-os levemente naquela região.
          - Eu te quero. -disse o garoto.
           Nesse momento ele levou a boca para o ombro exposto da garota e mordeu-a, fechou os olhos apreciando o doce sabor que apenas o sangue dela tinha, porém Yui fez algo que ele não esperava. A garota segurou-lhe os ombros o puxando para si, levantou o joelho rapidamente acertando a virilha do ruivo com força, mesmo sendo vampiro, ele ainda podia sentir dor. Ayato a soltou e recuou assustado com as mãos em frente ao corpo, seu semblante completamente atordoado mudou, agora estava simplesmente furioso.
          Ele andou em passos firmes de volta para ela, a garota se abaixou para o chão tentando pegar a adaga de prata, porém Ayato segurou-a pelos cabelos puxando-os com força. Yui soltou um grito de dor, lágrimas ameaçavam cair dos olhos dela. Ayato a levantou com violência, apertou-lhe os braços e disse com ferocidade:
         -Então essa é a sua escolha Yui!? Ele pode tirar o que quiser de você e eu não!? OLHE PARA MIM E RESPONDA!
         A garota gemeu  de dor, quando ele agarrou-lhe o pescoço a sufocando. O garoto olhou para o chão, onde Yui havia se agachado poucos minutos antes e viu a adaga de prata.
         -Era isso que você ia pegar panqueca? Você acha que consegue me matar!?
          Ele começou a rir e a empurrou contra o chão brutalmente, a corrente de prata que ela usava prendeu na mão do garoto e rompeu, a garota agora soluçava, arrastou-se até o objeto e envolveu a adaga com sua mão.  Ayato se ajoelhou em frente a ela e a puxou para si, agarrou o pulso da mão com a qual ela segurava a ferramenta e tocou a ponta fria do objeto no próprio peito, acima do coração.
          -Vamos Yui, enfia. Você não quer me matar? Crava a droga dessa adaga aqui e acaba com isso.
          -Ayato... por favor, não... – disse a garota, a mão que segurava o objeto tremia.
          -Sabia que matar outro vampiro é uma prova de amor. Então Yui, me mata.
           Ele pressionou a mão dela forçando a adaga contra o peito dele, um filete de sangue começou a escorrer. O ruivo mordeu o lábio inferior para prender um gemido de dor.
          -Você não consegue, não é? – ele riu, era um som triste e sombrio. – Vai embora...
          -O quê? – perguntou a garota, sem ouvir a última frase que ele havia dito.
          - VAI EMBORA DAQUI! -gritou o garoto. – Se você consegue se defender, não precisa mais de nós.  Some daqui! Some da minha vida! VAI EMBORA!
           E no último grito que ele deu, a garota levantou-se assustada, e saiu porta afora apenas com a adaga em mãos e a roupa de banho. A noite estava fria e ela corria pela própria vida.
          Ayato levantou-se e perdido em sua fúria, começou a quebrar tudo o que encontrava a frente, depois caiu derrotado no chão, estremeceu com o vento frio que entrava pela porta aberta e pela primeira vez em sua vida, se permitiu chorar.
          Algumas horas depois Shu e Subaru chegaram, encontraram a sala completamente destruída e no meio desta estava Ayato apenas olhando o vazio.
          -O que aconteceu? -perguntou Shu, porém  o ruivo não respondeu.
Subaru logo compreendeu a situação só em observar a destruição, foi em direção ao irmão, agarrou a gola da camisa dele o puxando:
          -O que você fez com ela!? -perguntou num rosnado furioso. –Onde ela está?
          -Embora... foi embora... -respondeu Ayato num sussurro ainda fitando o vazio.
          Subaru o jogou no chão e foi até Shu para dar-lhe a notícia, o loiro começou a xingar, sabia que Reiji os mataria se soubesse que haviam perdido Yui. Subaru começou a andar de um lado para o outro, tentando pensar em um plano sobre como achar Yui sem sentir a presença dela, mas parou quando sentiu algo estilhaçar sobre seus pés, ao observar, viu pedaços de uma pedra azul turquesa, aquilo era os restos do pingente do colar de Yui.
          Então o garoto se deu conta de que a jovem estava completamente desprotegida em meio a floresta, porém agora poderiam encontrá-la. Caso se aproximasse o suficiente poderia sentir o cheiro dela, contudo isso significava que Adam poderia fazer o mesmo. Subaru foi até Ayato uma segunda vez e socou-lhe.
           -Se ela morrer, eu te mato. -disso o rapaz para o ruivo, deu-lhe as costas e saiu para a noite fria puxando consigo Shu.
           Iluminados apenas pela lua cheia, os irmãos se separaram e foram em busca da garota perdida, Shu se embrenhara nas profundezas da floresta que rodeava a casa, sabia que as chances de encontrar Yui eram poucas, mas sabia que aquilo era importante, porém preferia estar em qualquer outro lugar do que ali. O loiro estava quase desistindo, quando um cheiro peculiar invadiu-lhe as narinas, o odor do sangue de Yui. Ele começou a correr em meio a mata e após alguns minutos viu a silhueta de alguém deitado no chão, porém esse “alguém” não estava sozinho, a sombra de uma grande massa de um corpo a velava, Shu deu mais alguns passos, porém uma força esmagadora o fez cair de joelhos no chão, esse poder invisível o fazia querer afundar cada vez mais, a grande massa pegou o corpo no chão colocando-o no colo, e os poucos raios da luz da lua, que conseguia se infiltrar em meio as árvores, iluminou os fios dourados do cabelo de Yui. Shu viu o homem se afastar a passos rápidos com a garota no colo, em seguida o loiro perdeu a consciência.


Notas Finais


Gente, se estiverem achando que a fic está ficando chata, podem chamar minha atenção pra isso. Sempre aceito críticas construtivas 🤗
Próximo cap em breve


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