História Canção da Meia Noite - Capítulo 6


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Yui Komori, Yuma Mukami
Exibições 90
Palavras 1.818
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura ^-^
E a história começa a se desenrolar de verdade a partir desse capítulo.

Capítulo 6 - O Ínicio da Queda


Fanfic / Fanfiction Canção da Meia Noite - Capítulo 6 - O Ínicio da Queda

Após a escola, todos voltaram para casa juntos, porém Raito não estava presente no veículo, algo que Ayato agradeceu intimamente, ao chegar na mansão o mesmo deixou uma Yui apavorada, mas ainda assim mais calma no quarto.
-Eu não vou deixar isso acontecer de novo. -disse Ayato colocando-a na cama e dando-lhe as costas, pronto para sair do quarto.
Desde o incidente Yui não falava nada, apenas fitava o vazio com uma expressão de terror, então Ayato se surpreendeu quando ouviu a suave voz que ainda tremia.
-Por favor, fica.
-Ora, ora... Parece que a panqueca me quer. -respondeu o ruivo com humor virando-se para ela, mas logo deixando de brincadeira ao observar-lhe o rosto e ver que a mesma estava falando sério. -Tem certeza que quer minha presença aqui?
-Sim.
Yui foi para um canto abrindo espaço na enorme cama de casal, Ayato deitou-se ao seu lado, depois puxou-a para si, Yui deitou a cabeça em seu peitoral e começou a mexer na gravata dele como uma forma de distração e ocupar a cabeça, Ayato apoiou uma mão no cabelo dela sentindo a maciez daqueles fios e a outra em sua cintura.
-Eu fiquei com tanto medo. -disse Yui sem olhar para o ruivo. -Obrigada por ter ido lá.
O jovem abraçou-a com mais força e após alguns minutos respondeu:
-Eu sempre estarei onde você mais precisar.
Porém Yui não ouviu a resposta, já havia entrado em sono profundo, a noite havia sido incrivelmente desgastante. O ruivo ficou lá por algumas horas, sentindo a respiração da loira, contudo já era a hora de deixá-la, não podia deixar os outros irmãos criarem suspeitas dos seus reais sentimentos. Beijou o topo da cabeça da garota e saiu dali sem que ela sequer percebesse.
Ao fechar a porta do quarto de Yui, parado no corredor estava Reiji.
-Percebi que nossa hóspede estava muito abalada hoje. Querendo ou não, ela está sob nossa responsabilidade, então poderia me dizer o que aconteceu?
-E por que você acha que eu saberia alguma coisa? -perguntou Ayato em desafio.
Em resposta Reiji riu, ajeitou o óculos e cruzou os braços em frente ao corpo, depois fixou o olhar no irmão com o rosto desprovido de qualquer emoção, aquilo era como uma ordem para que respondesse.
-Okay... Você quer saber o que aconteceu. Então lhe contarei. Você deveria estar fazendo essa pergunta ao Raito, pois foi ele que ameaçou expor nossa existência, quando decidiu brincar com o corpo de Yui no terraço da escola, onde qualquer um poderia  ver. -a voz de Ayato foi ficando cada vez mais furiosa e irônica.
- Conversarei com Raito, pedirei para que faça suas atividades de modo mais reservado.
-Você deveria mandá-lo ficar longe dela.
-Impossível, ela foi um “presente” dado a nós, logo você deveria aprender a compartilha-la Ayato. -disse Reiji ironicamente, de forma que a raiva do ruivo apenas aumentou.
O jovem de óculos virou-se no corredor e começou a ir pelo caminho do qual tinha vindo, porém Ayato surpreendeu-lhe com uma pergunta.
-Reiji, hoje no colégio havia um homem de olhos vermelhos, parecia ser um de nós, exalava uma aura de poder que... Nossa, eu nunca havia sentido algo assim. Era uma força devastadora, ele parecia conhecer nossa família. Quem é?
Reiji parou de caminhar, sentiu o terror tomar-lhe o corpo, sabia exatamente a quem Ayato se referia, a poucas semanas ele mesmo tinha visto o homem nas proximidades da propriedade Sakamaki, ele havia lido sobre o mesmo diversas vezes e sabia que era um perigo a ser considerado, porém respondeu:
-Não faço ideia, nunca soube de ninguém assim.
O jovem continuou seu caminho deixando para trás um ruivo confuso.
Reiji estava indo para o próprio quarto, contudo ao passar pela sala de estar uma voz preguiçosa o fez parar.
-Se pisar no chão com mais força talvez o quebre irmão. -disse Shu, este estava deitado no sofá com fones de ouvido e parecia dormir.
-Poupe-me de seus comentários sarcásticos Shu. Como o mais velho você deveria estar fazendo algo produtivo.
-Ah irmão, mas eu estou, escutar música clássica aumenta meu poder de compreender certas situações e você atrapalhou uma bela melodia de Mozart andando de tal forma. Então diga-me, qual o problema?
-Perigo. Algo que se aproxima de forma alarmante.
-Esperava uma informação mais atraente, isso não é nada. Somos seres das trevas, o perigo é algo que sempre andou ao nosso lado de mãos dadas com a morte.
Reiji ignorou o irmão e seguiu para o quarto, os outros nunca entenderiam ao que ele se referia. Chegando em seus aposentos sentou-se na escrivaninha e abriu um livro empoeirado que havia em cima, ali estava escrito a lenda de Eve e Adam, a real história de como sua raça havia surgido, e o porquê do sangue ter se tornado sua força vital, o livro tinha ilustrações e mostrava cenas de um tempo a muito esquecido, e na última página havia a figura de um homem, cabelos negros e olhos vermelhos, este chorava sob o corpo de uma mulher. Aquele era o primeiro Adam.
Reiji sabia que Yui tinha alguma ligação com Eve, e tinha suspeitas sobre o porque desse homem misterioso ter surgido, isto era muito preocupante, Yui não era uma simples garota que havia despertado, inimagináveis segredos a rodeavam. Reiji não a queria, se buscasse o afeto dela seria pelo único objetivo de ser escolhido para ser o chefe da família, porém sempre pensava no motivo dos outros lutarem por ela, Raito a queria como brinquedo, Kanato a via como mais uma de suas noivas, Shu simplesmente não dava a mínima atenção, porém Subaru e Ayato eram uma incógnita, Ayato parecia querer o sangue dela, mas ainda assim agia de modo estranho diversas vezes; e Subaru... este não queria ser chefe da família e nunca foi ligado a questões de sangue.
Reiji decidiu esperar para ver quais surpresas o futuro poderia trazer para sua vida, mas no fundo sentia que algo de muito ruim estava para acontecer, recostou-se na cadeira jogando a cabeça para trás, retirou os óculos passando a mão pelos cabelos bagunçado os fios bem arrumados.
-O que eu faço? -falou pra si mesmo.
O dia amanheceu, o céu estava cinzento, parecia que uma pesada chuva estava a se formar no horizonte, Subaru observava o céu da sacada de seu quarto, segurava a adaga que havia ganho da sua mãe quando ainda era criança, desde que Yui o havia devolvido a arma ele a examinava com frequência. Subaru soube o que Raito fez com a garota, o pervertido fez questão de contar-lhe os mínimos detalhes, o garoto de cabelos brancos reagiu com total indiferença, no entanto ao analisar os fatos se deu conta que não adiantava mais esperar, ele precisava treinar Yui, pois os seus guardiões se tornaram um perigo.
Entrou no quarto, pegou um moletom grande e uma calça preta dentro do guarda-roupa, eram roupas que sua mãe usava quando o ensinava a arte da defesa corpo a corpo, Christa não era uma mulher só de vestidos, um dia, antes de se depreciar ao ponto de desejar a morte, ela fora a mulher mais forte dentre as três esposas de Karlheinz.
Após pegar as vestes Subaru foi ao quarto de Yui e adentrou sem nem mesmo bater na porta, a garota sentou-se sobressaltada na cama, segurando os lençóis com força.
-Vista isso e me encontre nos fundos da casa, rápido. -disse o rapaz jogando a roupa na cama e saindo.
Yui engatinhou pelo colchão e observou as peças que Subaru havia lhe deixado, levantou-se e vestiu-se o mais rápido que podia, prendendo o cabelo num rabo de cavalo alto.
Nos fundos da casa havia um lago, onde adiante havia uma densa floresta, na beira do lago havia mesinhas com cadeiras acolchoadas guardadas por sombreiros, havia diversos arbustos de flores, mas o centro era apenas um espaço vazio, Subaru encontrava-se em pé parado no meio, observava o lago de costas para Yui, usava um moletom preto, as mangas foram dobradas deixando a mostra seus antebraços, uma calça jeans da mesma cor, e botas de caça também pretas.
-Aproxime-se. -disse o rapaz sem virar-se pra Yui.
Ao chegar ao lado dele a garota o observou, a expressão do jovem estava vazia, a garota não sabia o que esperar nem fazer. Então ele ficou de frente para ela, cruzando os braços e dizendo:
-Agora me escute, o que vou dizer a seguir são fatos, não quero ouvir reclamações e nem ver uma expressão de choro em relação ao que você está prestes a escutar. Me entendeu? Responda!
-Sim.
-Primeiramente, você é uma garota fraca, nunca conseguirá lidar com nenhum de nós se continuar com essa atitude de animal acuado contra a própria jaula. Você precisa amadurecer, porque apesar de nossas habilidades nem sempre poderemos te salvar. -Subaru percebeu que a expressão dela mudou quando escutou a última frase, a garota se abraçou instintivamente; o rapaz continuou: -Então irei te treinar.
-O quê? -perguntou Yui surpresa.
-Você é idiota ou surda? Eu disse que irei te treinar e espero que leve os aprendizados que irei lhe passar a sério, um dia eles podem vir a ser sua única opção de defesa.
A garota fez cara de incrédula, não sabia o que responder, apenas assentiu com a cabeça.
-Primeiro vamos testar sua força, você é pequena e rápida, o que é um ponto a seu favor, se souber o que fazer, será muito experiente em se esquivar, sem nem precisar usar força física. Agora me soque.
-Socar? Não Subaru-kun.
-Droga! Com essas suas mãos frágeis é mais fácil você quebrar os dedos a me machucar de verdade. Vamos adicionar mais uma regra a essas aulas: você obedece a qualquer ordem que eu der. Agora, me soca, com toda a sua força.
A garota hesitou, mas o fez, socou o rosto do jovem com toda a força que possuía, porém o máximo que conseguiu arrancar foi uma risada de escárnio de Subaru, a cabeça dele não moveu nenhum milímetro.
-Sério que é só isso? Eu realmente esperava mais. De novo.
De longe, depois do lago, em meio as árvores um ruivo observava a cena, Ayato via Yui socar Subaru vezes seguida, o garoto de cabelos brancos nem se movia, a raiva que o ruivo sentia por aquele que chamava de irmão aos poucos aumentava, viu o jovem em determinado momento segurar o pulso da garota e girar o corpo dela prendendo-a de costas contra o próprio corpo, impedindo-a de usar a mão direita; o viu sussurrar algo no ouvido dela e a garota assentir com a cabeça; aquela cena o deixava louco.
-É assim que vai ser o jogo Subaru? Okay. Prepare-se para a minha vez. -disse o ruivo para o vazio dando costas a cena e voltando para dentro da floresta.






Notas Finais


Gente, aceito críticas construtivas, tá? Então se houver algo que não estiver agradando podem falar. <(•-•<)


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